Malagueta, Perus e Bacanaço, de João Antônio – por Paulo Tedesco
Título: Malagueta, Perus e Bacanaço
Autor: João Antonio
Editora: Cosac Naify, 2004
Minha Recomendação é Malagueta, Perus e Bacanaço, livro de João Antônio. A começar pela qualidade do livro dessa recente edição e de uma bela surpresa com um encarte primoroso, a obra por si só é uma pérola da literatura brasileira, seja pela linguagem inovadora, pelo tema popular, seja pela ambientação e poéticas muito próprias de João Antônio. Enfim, maravilhoso.

Paulo Tedesco é consultor gráfico e editor. Autor de Quem tem medo do Tio Sam?, contos e crônicas.
Links: http://paulotedesco.blogspot.com/
Um pouquinho mais sobre João Antônio
João Antônio Ferreira Filho (São Paulo, 1937 – Rio de Janeiro, 1996), jornalista e escritor brasileiro, criador do conto-reportagem no jornalismo brasileiro e contista que se tornou conhecido por retratar os proletários e marginais que habitam as periferias das grandes cidades. Nos mais de quinze livros que deixou mostra sua extrema habilidade em fundir a linguagem falada nas ruas e a escrita literária. Atuou intensamente na imprensa e foi um ardoroso defensor dos direitos do escritor no Brasil. Premiada, sua obra é objeto de análise dos mais importantes críticos literários brasileiros.
Malagueta, Perus e Bacanaço, livro de estréia em que João Antonio, aos 26 anos, viu-se imediatamente apontado pela crítica como sucessor da tradição fundada por Mário de Andrade e Antônio de Alcântara Machado, na qual a literatura e a capital paulistana são indissociáveis. Os contos de abertura equilibram com maestria a emotividade de histórias simples e uma notável ausência de sentimentalismo. Os últimos instauram aquele que seria um dos temas primordiais da obra do escritor: o mundo da sinuca e da malandragem, com seus tipos, sua ética, sua estética, por meio de uma estilização brilhante da linguagem oral. Acompanha a edição um encarte, com fotos inéditas e um pequeno relato sobre as circunstâncias em que o escritor compôs a antologia que até hoje é considerada sua maior obra-prima. O encarte traz, ainda, a narrativa que constituiu a gênese do conto-título do volume, “Malagueta, Perus e Bacanaço”. [Divulgação Cosac Naify]
Obras publicadas
1963 Malagueta, Perus e Bacanaço
1975 Leão-de-chácara
1975 Malhação do Judas carioca
1977 Lambões de caçarola
1977 Calvário e Porres do Pingente Afonso Henriques de Lima Barreto 1978 Ô Copacabana!
1978 Casa de Loucos
1982 Dedo-duro
1984 Meninão do caixote (coletânea)
1986 Abraçado ao meu rancor
1991 Zicartola e que tudo mais vá pro inferno!
1992 Guardador
1996 Patuléia1996 Sete vezes rua (Editora Scipione)
1996 Dama do Encantado
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