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Programação de 7 a 12 de dezembro

7 a 12 de dezembro

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07, segunda, 18h30: O escritor gaúcho contemporâneo no imaginário do leitor brasileiro – Bate-papo literário com os escritores Paulo Scott, Fabrício Carpinejar, Carlos André Moreira e Daniel Pelizzari.

Como o leitor de um país tão extenso e variado feito o Brasil imagina a literatura gaúcha contemporânea? Que peculiaridades e especificidades há na escrita de autores contemporâneos de Porto Alegre e RS capazes de atrair tão fortemente a imaginação de leitores brasileiros? Para o imaginário do leitor nacional o escritor gaúcho contemporâneo contribui com o quê?
Essas e outras reflexões estarão no centro do bate-papo de Carlos André Moreira com Fabrício Carpinejar, Paulo Scott e Daniel Pellizzari na próxima segunda-feira, 07, às 18h30, na Palavraria.

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Carpinejar, Fabrício Carpi Nejar, poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. Nasceu em Caxias do Sul (RS) em 1972. É autor dos livros: As Solas do Sol (Bertrand Brasil, 1998), Um Terno de Pássaros ao Sul (Escrituras Editora, 2000, esgotado) (Bertrand Brasil, 3ª edição, 2008), objeto de referência nos The Book of the Year 2001 da Enciclopédia Britânica, Terceira Sede (Escrituras, 2001), Biografia de uma árvore (Escrituras, 2002), Caixa de Sapatos (Companhia das Letras, 2003), Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa (Alaúde, 2004), Cinco Marias (Bertrand Brasil, 2004), Como no Céu e Livro de Visitas (Bertrand Brasil, 2005), O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 2006), Filhote De Cruz Credo (A GIRAFA EDITORA, 2006), Meu filho, minha filha (Bertrand Brasil, 2007, Canalha! (Bertrand Brasil, 2008) e Diário de um Apaixonado: sintomas de um bem incurável (Mercuryo Jovem, 2008). http://www.carpinejar.com.br/

Paulo Scott é escritor gaucho nascido em Porto Alegre, em 1966. Radicado no Rio de Janeiro desde 2008. Colunista do Portal de Literatura e Arte Cronópios e da revista. eletrônica Terra Magazine. Publicou Voláteis, Editora Objetiva, 2005 – romance; Ainda orangotangos, Editora Bertrand BrasilGrupo Editorial Record, 2007 – contos; A timidez do monstro, Editora Objetiva, 2006; Senhor escuridão, Editora Bertrand BrasilGrupo Editorial Record, 2006; Histórias curtas para domesticar as paixões dos anjos e atenuar os sofrimentos dos monstros, Editora Sulina, 2001 (poemas); Crucial dois um, texto de dramaturgia contemplado no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz em 2006.

Carlos André Moreira nasceu em São Gabriel em 1974. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente é mestrando em Literatura Portuguesa no Instituto de Letras da mesma universidade. Desde 2003, trabalha no Segundo Caderno de Zero Hora, onde exerce a função de crítico literário e repórter da área de Cultura. Mantém e edita o blog de crítica literária Mundo Livro (www.zerohora.com/mundolivro). Como ficcionista, já teve contos publicados nas revistas Etc (Travessa dos Editores), Coyote (Iluminuras), no jornal Zero Hora, nas coletâneas Contos de Oficina 28 (Ws Editor, 2001) e Contos Comprimidos (Casa Verde, 2008); Publicou recentemente o romance Tudo o que fizemos, pela Editora XXI.

Daniel Pellizzari nasceu em Manaus, em 1974, mas mora em Porto Alegre desde 1984. É escritor, tradutor e editor. Em 2001 fundou a editora Livros do Mal, em parceria com Daniel Galera e Guilherme Pilla, pela qual lançou no mesmo ano Ovelhas que Voam se Perdem no Céu, e, em 2002, O Livro das Cousas que Acontecem, ambos volumes de contos. Em 2005 publicou seu primeiro romance: Dedo Negro Com Unha. Como tradutor, já verteu para o português brasileiro obras de William S. Burrougs, Irvine Welsh, Hunter S. Thompson e Neil Gaiman, entre outros.

PRODUÇÃO/REALIZAÇÃO: Jornal VAIA – APOIO: PALAVRARIA
Assessoria de imprensa: Fernando Ramos (contatos:jornalvaia@gmail.com e 9892-3603)


08, terça, 19h30: Lançamento do livro Água passante, de Liana Timm (Editora Território das Artes). Leitura de poemas pela autora e por Lenira Fleck.

Na obra Água Passante Liana apresenta 67 poemas, que trazem suas reflexões sobre a passagem do tempo, utilizando a metáfora da água e seus desdobramentos. O livro tem texto de apresentação assinado pela psicanalista Lenira Fleck e orelha escrita pela doutora em literatura Léa Masina. O lançamento contará com sessão de autógrafos e leitura poética realizada pela autora acompanhada de Lenira Fleck, com direção de Humberto Vieira.
Em Água Passante, Liana Timm “pinta em versos”. Ao fazer com as palavras o que normalmente faz com as “tintas”, no seu trabalho como artista plástica, ela esculpe a si mesma e mostra sua busca pelo auto-conhecimento. A leitura desta obra oferece um mergulho nas profundezas de uma estética em constante movimento, apreendida da fragmentação das coisas e na possibilidade de uni-las provisoriamente, sem deixar-se aprisionar pela estrutura previsível e imediata da realidade.
Lenira Fleck destaca em sua apresentação a força da poética que revela uma espécie de dívida de gratidão com o tempo, que se deixa elaborar pela riqueza do imaginário da escritora/artista. “Água Passante remete à metáfora freudiana, tributo ao artista, aquele que vende os móveis da casa para comprar as tintas. Pinta em versos, em versos pinta… garatujas de supostas, sempre supostas condições do humano. Condições estas que talvez somente a poesia possa delas algo expressar, pois por mais que diga deixará margens para novos dizeres, que sejam mascarados de mentiras, que de modo geral escondem grandes verdades”.
De acordo com Léa Masina, a poeta reafirma o seu gesto libertador, mediatizado por uma sensibilidade porosa, de quem sente com o corpo o próprio tempo fluindo em imagens, em idéias que deslizam ocupando lugares provisórios. “O que permanece é o sentido da migração, do movimento constante da alma que não se contenta com a concretude do momento e sua volúpia, e se aventura ao vento, busca as aragens, as águas passantes, o salto do gato, recolhendo o fluir das estações. Ciente de que a escrita nada tem de passatempo, Liana descreve com o corpo, vinculada ao seu refinado senso estético e à sua capacidade de percepção. Disso decorrem, também, poemas que transitam entre a expressão do mundo e a reflexão estética das formas – meta-poesia – quando as cores, o desenho das coisas, as sinuosidades, as tessituras e os deslocamentos fazem aflorar a artista plástica no domínio do seu métier”, conforme escreve na orelha do livro.

Liana Timm tem 20 livros publicados, participou de 65 exposições individuais e recebeu 13 prêmios. Natural de Serafina Corrêa (RS), vive e trabalha em Porto Alegre em um atelier em permanente ebulição artística. No ano passado foi contemplada com o título honorífico de Cidadã de Porto Alegre, como um reconhecimento à sua atividade em favor da arte e da cultura, tendo a capital gaúcha como ponto de partida.

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09, quarta, 19h: Sem outro sentido que não a beleza – Sarau da Oficina de Poesia Ronald Augusto. Leitura de poemas com Erika Almeida, Paulo Prates, Loiva Serafini, Jaime Medeiros Júnior, Deisi Beier e Liana Sinara Marques.


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10, quinta, 19h: Lançamento do livro Fim das coisas velhas, de Marco de Menezes (Editora Modelo de Nuvem). Pocket show com Felipe Azevedo.

Fim das Coisas Velhas é o terceiro volume de poemas de Marco de Menezes. Lançado em Outubro de 2009 é o primeiro título da editora Modelo de Nuvem (em parceria com a Do Arco da Velha Livraria) e foi um dos livros mais vendidos dentre os autores regionais na Feira do Livro de Caxias do Sul. Neste livro, assim como nos anteriores, Marco realiza uma poesia voltada para as coisas do cotidiano, estruturando sua poética sobre temas contemporâneos como a constatação de que não há mais contemplação e possibilidade de observarmos as coisas envelhecerem. Tudo fenece em face da sanha pela novidade, as coisas (imagens, objetos, paisagens urbanas, falas, ideias) são amputadas antes de completarem sua curva vital, de modo que o cenário da vida não se sustenta, não tem fixidez, se volatiliza a cada instante e faz desaparecer o sentido de continuidade e permanência.
Segundo Donaldo Schüler: “Fim das coisas velhas começa no meio de uma conversa. Fala, sem começo nem fim, aos tropeços, sobre incidentes perdidos. Que águas arrastam as coisas velhas? O tempo, a morte, o desinteresse. Cantar o que deve ser guardado na lembrança era outrora função de cantores amparados pela Memória coletiva. Disso encarrega-se agora o jornal, passageiro como os acontecimentos que se fazem notícia. Como a imprensa não tem olhos em toda parte, fatos que poderiam alimentar a curiosidade de muitos somem sem deixar rastro. As águas levam pequenas e grandes ocorrências, próteses e órgãos do corpo. Resiste o que permanece no afeto, o que se faz poesia. Marco de Menezes penetra fundo no cotidiano. Aponta o que não aspira à divulgação de periódicos, coisas miúdas como gotículas de pó. Marco as salva da conversa e as transforma em versos sonoros, ritmos controlados e variados. Em contato com a insignificância de todos os dias, as palavras se renovam, acenam, protestam contra a indiferença, resistem”.

Marco de Menezes, nascido a 04 de junho de 1968 em Uruguaiana/RS, está radicado há mais de 20 anos em Caxias do Sul/RS. Participou de coletâneas e antologias regionais, entre as quais “Matrícula Dois” (1998), onde figura como representante da nova geração de poetas da Serra Gaúcha, sucedânea do grupo de poetas dos anos 60 e 70 – onde estavam incluídos, entre outros, Oscar Bertholdo, Jayme Paviani e José Clemente Pozenato. Em 2003, em parceria com o músico Vinicius Todeschini, assinou a obra autoral “Arrebaldeação”. Em 2006, organizou e apresentou a coletânea “3”, que reúne a produção de três poetas contemporâneos de Caxias do Sul (Dhynarte de Borba e Albuquerque, Fabiano Finco e Odegar Junior Petry). Em 2007, participou como letrista no álbum “Percussivè”, do violonista e compositor gaúcho Felipe Azevedo, com quem mantém parceria. Ainda neste ano, trabalhou como letrista da composição da trilha do curta-metragem de Bruno Polidoro “O vazio além da janela”, em parceria com os músicos Camila Cornutti e Léo Ferrarini. Em 2009 está lançando o seu terceiro volume de poemas pela editora Modelo de Nuvem. Possui três volumes de poesia publicados: “As Horas Dragas” (1999), “Pés de Aragem” (2007) e “Fim das Coisas Velhas” (2009). Seus trabalhos recentes receberam elogios de autores e críticos como Donaldo Schüler, Jayme Paviani, Francisco Bosco, Antônio Carlos Secchin, Antônio Cícero e Miguel Sanches Neto, entre outros.

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Felipe Azevedo, compositor, violonista e cantor, formou-se em música na UFRGS (bacharelado) e no IPA (licenciatura).  Recebeu 05 Prêmios Açorianos (Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002, Melhor Instrumentista MPB 2005 e Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2007), além de premiações em vários festivais de música do estado (RS) e país (BR). Criou trilhas de espetáculos de dança e programa de TV. Ministra regularmente cursos de extensão, oficinas, aulas individuais de arranjos na canção, técnica violonística aplicada à performance interpretativa. Tem três CDs publicados: Cimbalê, lançado em setembro de 1998, Identidades, gravado em junho-julho de 2002 e Percurssivê ou a prece do louva-a-deus, lançado em outubro de 2007. O show Percussìvé já foi apresentado, dentre outros projetos, junto com a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro; Projeto Unimúsica na UFRGS, junto com o violonista paulista Ulisses Rocha; no VIII Porto Alegre em Cena em show com o alagoano Hermeto Pascoal, e com o grande compositor e violonista carioca Guinga no Centro Cultural 25 de Julho, em 2002 em Porto Alegre. O CD Percurssivê ou a prece do louva-a-deus foi selecionado pelo Prêmio Petrobrás Edição 2004-2005, e em 2007 teve primeira tiragem de 2000 cópias. O compositor acaba de ser contemplado pela Fundação Nacional das Artes – FUNARTE/RJ com a Bolsa de Estímulo à Criação Artística através da qual está produzindo seu próximo CD autoral, intitulado Tamburilando canções – Felipe Azevedo – Violão com voz.



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