Author Archive for Luiz Heron da Silva

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Programação de 20 a 25 de outubro de 2014

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

20 a 25 de outubro de 2014

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20, segunda, 19h: Clube de Leitura Especial – Encontro com o escritor Luiz Ruffato. Em foco seu mais recente romance Flores artificiais.

flores artificiais - capaO escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos.
De Beirute a Havana, passando por Hamburgo, Timor Leste, Buenos Aires e incontáveis lugares mundo afora, Finetto colecionou grandes histórias e pequenos acontecimentos. Foi tão capaz de se misturar à vida local quanto de saber a hora exata em que o prudente é tomar distância e não se envolver. Por alguns momentos, fez parte da vida dessas pessoas. Em outros, foi protagonista involuntário do drama alheio. Às vezes, assistiu a essas realidades quase como de um periscópio.
Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato – o autor, e não o personagem do próprio livro – irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.
A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.
Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.
Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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Palavraria - livros a

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21, terça, 19h: Confraria de Leitura Reinações. Em foco o livro Do alto do meu chapéu, de Gláucia de Souza.

confraria reinações outubro

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Palavraria - livros a

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23, quinta, 19h: Abertura da exposição fotográfica Ruas de Londres, de Guilherme Rímoli

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Palavraria - livros a

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24, sexta, 19h30: Lançamento do livro A ficção na psicanálise – passagem pela Outra cena, organizado por Lúcia Serrano Pereira (org.). Bate-papo com os autores e leituras. (Edição APPOA / Instituto APPOA)

a ficção na psicanálise

A noite de lançamento de A Ficção na Psicanálise – passagem pela Outra cena (Editora da APPOA) será um encontro no clima da encruzilhada entre ficção e pela psicanálise. Além dos autógrafos, será feita a leitura de brevíssimos fragmentos na voz dos próprios autores, mantendo a atmosfera dos seminários que resultaram no livro. Os textos preservam o mesmo estilo coloquial das diferentes edições das conversas, sustentando a informalidade compartilhada.

24 Capa A ficção na psicanáliseA Ficção na Psicanálise – passagem pela Outra cena é o resultado de dois anos de debates desenvolvidos durante o Seminário A Ficção na Psicanálise: Freud, Lacan e os Escritores. Obras de Freud, Lacan, Schnitzler, Anna G., Beckett, Fernando Pessoa, Giorgio Agamben, Pamuk, Shakespeare e Sófocles servem como ponto de partida para reflexões e também como fontes de inspiração para novas formulações. E a arte de Élida Tessler atravessando o livro. Mas há também os cineastas, os filósofos e as histórias infantis. As múltiplas interlocuções, reproduzidas e rigorosamente/cuidadosamente reelaboradas em forma de texto, oferecem a rara oportunidade de o leitor se sentir em pleno clima das discussões. A seguir, os textos que integram o livro.

APRESENTAÇÃO

A ficção na psicanálise - Lucia Serrano Pereira

DAS FALAS

Freud e Schnitzler: a densa escritura do sonho – Pedro Heliodoro Tavares
Escritores criativos e devaneios – Luís Augusto Fischer e Marieta Luce Madeira
Gênese do sujeito da fantasia e na fantasiaDiana Lichtenstein Corso e Mário Corso
Seminário a partir do livro Mon analyse avec le professeur Freud Anna G. – Lucia Serrano Pereira
Conversa sobre sonhos e ficção a partir do filme A Origem – Robson de Freitas Pereira e Enéas Costa de Souza
Mínima ficção: resto e letra em Beckett - Maria Cristina Poli e Ana Costa
As Invenções poéticas e filosóficas de Fernando Pessoa – Enéas Costa de Souza
Samuel Beckett – Breve gramática do inominável - Edson Luiz André de Sousa
O poeta, o contemporâneo- Uma leitura do ensaio O que é o contemporâneo? De Giorgio Agamben – Sonia Mara M. Ogiba
Meu nome também é vermelho – Elida Starosta Tessler

DOS ESCRITOS

Édipo Rei na perspectiva de Jocasta - Kathrin Rosenfield
Fantasias uterinas, procriação e vulnerabilidade masculina em King Lear - Lawrence Flores Pereira

A Ficção na Psicanálise – passagem pela Outra cena – Editora da APPOA – Vários autores – Org. Lucia Serrano Perreira – 382 páginas
R$ 59,00

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Palavraria - livros a

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25, sábado, 17h: Lançamento do livro A lição de anatomia do temível dr. Louison, romance de Enéias Tavares (Casa da Palavra)

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA A LIÇÃO DO DOUTOR?

a lição de anatomia do temível dr louison1911. Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo.

De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores: a exposição dos órgãos de suas vítimas.

A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos.

Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em brilhante reinvenção: Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, de Álvares de Azevedo, entre outros.

eneias tavaresEnéias Tavares tem 32 anos e mora em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. É doutor em Letras e especialista nos Livros iluminados de William Blake. Pesquisador, tradutor e escritor, leciona literatura clássica na Universidade Federal de Santa Maria. De ficção, publicou As idades do homem na Coletânea 40, da editora Libretos. Escreve à noite e à luz de castiçais.

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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 17, Debate Perspectivas sobre a composição e o estudo de canção popular, com Bianca Obino, Felipe Azevedo, Fernando Lewis de Mattos e Guto Leite. Promoção da Festipoa revisitada.

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 

17, sexta, 19h: Debate Perspectivas sobre a composição e o estudo de canção popular, com Bianca Obino, Felipe Azevedo, Fernando Lewis de Mattos e Guto Leite. Promoção da Festipoa revisitada.

Bianca Obino convida Killy Freitas 013Bianca Obino é Bacharel em Canto Lírico pela UFRGS, Bianca agrega ao seu currículo diversos cursos, workshops e masterclasses de aperfeiçoamento nas áreas de canto lírico, canto popular, técnica vocal e fisiologia do canto com reconhecidos professores e fonoaudiólogos. Entre os cursos, participou do Florence Opera International Masterclass, cidades de Florença e Prato (Itália), em 2009, e certificou-se nos três níveis do método Somatic Voiceworktm, nas cidades de Nova Iorque e Winchester (EUA), em 2011. Atualmente, desenvolve uma temporada de estudos na Inglaterra: na Bath SPA University, ela desenvolverá seu mestrado em Composição e Canção. Suas composições estão registradas no CD Artesão, lançado em 2013.

FELIPE AZEVEDOFelipe Azevedo é compositor, violonista e arranjador. Vencedor de quatro prêmios Açorianos no RS: Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002 e Melhor Instrumentista MPB 2005. Além do Tamburilando, tem três álbuns lançados: Cimbalê (1998), Identidades (2002) junto com o acordeonista suíço, Olivier Forel e Percussìvé ou a prece do louva-a-deus (2007).  

fernando lewis de mattosFernando Lewis de Mattos (Porto Alegre, 1963) é compositor, arranjador, professor, musicólogo e instrumentista. Cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ingressou no seu quadro docente em 1987 e posteriormente obteve grau de mestre em 1997 com a dissertação A Salamanca do Jarau de Luiz Cosme: Análise Musical e História da Recepção Crítica, obtendo nota máxima. Sua tese de doutorado enfocou também a produção de Luiz Cosme, sendo intitulada Estética e Música na Obra de Luiz Cosme. Tem grande número de obras compostas para os mais varidos gêneros e formações instrumentais e vocais, algumas das quais tem sido gravadas no Brasil e no exterior e recebido premiações. É um autor freqüentemente ouvido nos concertos da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, da Orquestra de Câmara da ULBRA e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Suas atividades se estendem ainda às áreas do cinema e do teatro, criado trilhas sonoras, da pesquisa, com investigações em música eletrônica, da direção artística de grupos musicais, e do ensaio, escrevendo textos críticos, desenvolvendo pesquisas sobre a música gaúcha e apresentando obras gravadas de outros compositores.

guto leiteGuto Leite. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS.www.gutoleite.com.br. Teve recentemente seu livro inédito “Entrechos” agraciado no Açorianos 2012 com o prêmio Criação Literária.

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Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 16, Primeiras Leituras: Ismael Caneppele lê trechos de seu novo livro Só a exaustão traz a verdade, a ser lançado no final de outubro. Mediação de Kelli Pedroso.

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

16, quinta, 19h: Primeiras Leituras: Ismael Caneppele lê trechos de seu novo livro Só a exaustão traz a verdade, a ser lançado no final de outubro (Editora Pergamus). Mediação de Kelli Pedroso. 

Ismael caneppeleIsmael Caneppele já é uma das mais importantes revelações da literatura brasileira contemporânea. Além de escrever romances, divide seu tempo desenvolvendo argumentos e roteiros para cinema e viajando para pequenas cidades, preferencialmente cortadas por trilhos de trem. Morou na Alemanha e na Croácia, onde foi assistente de direção em ópera e ator de teatro. “Música para quando as luzes se apagam” é seu primeiro título publicado. Atualmente reside em São Paulo. Seu segundo livro “Os Famosos e os Duendes da Morte” foi filmado pelo diretor Esmir Filho (jovem cineasta premiado em Cannes e criador do Tapa na Pantera). A produção do longa foi feita pela Dezenove Som e Imagens, de Sara Silveira, importante nome do cinema brasileiro. O roteiro é assinado por ele e Esmir Filho.

kelli pedrosoKelli Pedroso é editora e escritora, autora do livro O sexo das antas.

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Primeiras leituras são encontros mensais para se conhecer, em primeira mão, livros que estão na iminência de serem publicados. Promoção da Festipoa Revisitada.

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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 15, Lançamento do livro Translúcido, de João Pedro Wapler

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15, quarta, 19h: Lançamento do livro Translúcido, de João Pedro Wapler (Letra1)

translúcidoCom efeito, a favor de Translúcido o que se pode constatar de mais simples e fundamental é a percepção de seu autor da noção de que a qualidade de um livro não pode ser presumida da quantidade de páginas, quer para mais, quer para menos. Pois não é o caso que João Pedro Wapler – ainda que nos oferte um livro magro e poemas-síncopes – aposte, por exemplo, na ultrapassada vaga do haikai leminskiano, ou seja, como se ele desse uma piscadela de olhos à quantidade de páginas – aqui, para menos – concedendo a isso o caráter de papel-moeda ou de valor real para a poesia e, de resto, para a literatura. O breve, porém grande livro, Translúcido, carrega em seu centro aqueles traços que a visão poundiana identifica como essenciais à boa poesia: concentração e linguagem carregada de significado. A qualidade do ambíguo, que esse livro atualiza de modo preciso, cobra amorosamente do leitor uma participação colaborativa. Embora a responsabilidade de João Pedro Wapler sobre seus poemas se encerre, paradoxalmente, no momento da publicação de Translúcido, é possível que ele, como todo poeta, se dê por satisfeito se o leitor desprezar a moral social da significação que, segundo Barthes, exige do poeta “uma fidelidade aos conteúdos, enquanto ele só conhece uma fidelidade às formas”. (Ronald Augusto, poeta, sobre o livro)

 

joão pedro waplerJoão Pedro Wapler é poeta. Nasceu em Porto Alegre em 1986. Translúcido é seu primeiro livro de poemas. Participou de antologias poéticas no Brasil. Tem poemas publicados no jornal Zero Hora, além de artigos críticos em diversos sites dedicados à literatura e aos debates culturais.

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 14, Lançamento do livro Novo corpo amoroso, de E. Migracielo

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

14, terça, 19h: Lançamento do livro Novo corpo amoroso, de &. Migracielo (Outr&m Editorial)

WebOs trens partiam. Fui comprar minha passagem mas o bilheteiro alegou que o idioma dos trens já tinha sido interditado e por isso já não poderia me vender ingressos para aquele trajeto. Perguntei qual era o nome do trajeto em cartaz, ao que seus lábios tremeram numa convulsão, e depois o corpo todo dele como que se trincou sem dizer nada. Não insisto: não tenho as perguntas programadas. Me afasto do guichê e olho, é preciso dizer que um pouco desolado, para os braços abertos de um relógio atravessando as horas. Será que vou ter que pedir carona? Nisso um homem se aproximou e disse que para quem perdia o trem havia sempre a opção de viajar de ônibus: a estrada fica logo ali, é só sair da estação. Ele tirou um olho da órbita e colocou na palma da minha mão. Minha mão sou eu? Eu sou o amor: dentro de mim ele verá. Depois o homem se afastou. Eu já tinha terminado meu cafezinho. Fui até um telefone público mas não telefonei para ninguém. Apertei o telefone contra o ouvido e ouvi o sinal de discagem: isso também era uma dança? O pulso da máquina solitária ao meu ouvido não me incomodava, fiquei ali de pé com o telefone no ouvido esperando para ver se alguma comunicação acontecia. Eu não queria simplesmente manipular os números: telefone respira. Eu tinha perdido o trem, e agora? O cego apontou a porta giratória. Ele disse: a saída. Depois o homem se afastou. Era cego e se afastou depois de me mostrar uma saída aparente, uma possibilidade. Era estranho: mediante sua órbita esvaziada, era como se um umbigo tivesse recém nascido na cara do cego! Para ver mais? (Trecho do livro)

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Aconteceu na Palavraria, Clube de Leitura, enfocando o livro As coisas, de Georges Perec.

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6, segunda, 19h: Clube de Leitura, enfocando o livro As coisas, de Georges Perec.

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Palavraria - livros c.

 

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Programação de 13 a 18 de outubro de 2014

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

13 a 18 de outubro de 2014

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13, segunda, 19h: Início da Oficina de Leitura e Escrita, com o escritor João Gilberto Noll. Promoção da Festipoa revisitada.

noll

A FestiPoa Literária e a livraria Palavraria oferecem oficina de leitura e escrita com João Gilberto Noll. Os encontros serão às segundas-feiras, de 19h a 21h, a partir de 13 de outubro, e a duração será de dois meses.

A oficina partirá de leituras solicitadas: de dois livros de contos de escritores contemporâneos – “O voo da madrugada”, do brasileiro Sérgio Sant’Anna, e “Iniciantes”, do norte-americano Raymond Carver.

Essas obras servirão de paradigmas do texto atual, para promover nos participantes o toque nervoso da contemporaneidade. Os alunos produzirão, semanalmente, um conto sob a orientação de Noll.

O valor total da inscrição será de 530,00 que podem ser pagos em duas vezes.

 

INSCRIÇÕES ABERTAS
As vagas são limitadas a 15 participantes
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Inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

Informações pelos emails festipoaliteraria@gmail.com e palavraria@palavraria.com.br, e pelo telefone (51) 3268.4260.

 

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14, terça, 19h: Lançamento do livro Novo corpo amoroso, de &. Migracielo (Outr&m Editorial)

WebOs trens partiam. Fui comprar minha passagem mas o bilheteiro alegou que o idioma dos trens já tinha sido interditado e por isso já não poderia me vender ingressos para aquele trajeto. Perguntei qual era o nome do trajeto em cartaz, ao que seus lábios tremeram numa convulsão, e depois o corpo todo dele como que se trincou sem dizer nada. Não insisto: não tenho as perguntas programadas. Me afasto do guichê e olho, é preciso dizer que um pouco desolado, para os braços abertos de um relógio atravessando as horas. Será que vou ter que pedir carona? Nisso um homem se aproximou e disse que para quem perdia o trem havia sempre a opção de viajar de ônibus: a estrada fica logo ali, é só sair da estação. Ele tirou um olho da órbita e colocou na palma da minha mão. Minha mão sou eu? Eu sou o amor: dentro de mim ele verá. Depois o homem se afastou. Eu já tinha terminado meu cafezinho. Fui até um telefone público mas não telefonei para ninguém. Apertei o telefone contra o ouvido e ouvi o sinal de discagem: isso também era uma dança? O pulso da máquina solitária ao meu ouvido não me incomodava, fiquei ali de pé com o telefone no ouvido esperando para ver se alguma comunicação acontecia. Eu não queria simplesmente manipular os números: telefone respira. Eu tinha perdido o trem, e agora? O cego apontou a porta giratória. Ele disse: a saída. Depois o homem se afastou. Era cego e se afastou depois de me mostrar uma saída aparente, uma possibilidade. Era estranho: mediante sua órbita esvaziada, era como se um umbigo tivesse recém nascido na cara do cego! Para ver mais? (Trecho do livro)

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15, quarta, 19h: Lançamento do livro Translúcido, de João Pedro Wapler (Letra1)

translúcidoCom efeito, a favor de Translúcido o que se pode constatar de mais simples e fundamental é a percepção de seu autor da noção de que a qualidade de um livro não pode ser presumida da quantidade de páginas, quer para mais, quer para menos. Pois não é o caso que João Pedro Wapler – ainda que nos oferte um livro magro e poemas-síncopes – aposte, por exemplo, na ultrapassada vaga do haikai leminskiano, ou seja, como se ele desse uma piscadela de olhos à quantidade de páginas – aqui, para menos – concedendo a isso o caráter de papel-moeda ou de valor real para a poesia e, de resto, para a literatura. O breve, porém grande livro, Translúcido, carrega em seu centro aqueles traços que a visão poundiana identifica como essenciais à boa poesia: concentração e linguagem carregada de significado. A qualidade do ambíguo, que esse livro atualiza de modo preciso, cobra amorosamente do leitor uma participação colaborativa. Embora a responsabilidade de João Pedro Wapler sobre seus poemas se encerre, paradoxalmente, no momento da publicação de Translúcido, é possível que ele, como todo poeta, se dê por satisfeito se o leitor desprezar a moral social da significação que, segundo Barthes, exige do poeta “uma fidelidade aos conteúdos, enquanto ele só conhece uma fidelidade às formas”. (Ronald Augusto, poeta, sobre o livro)

 

joão pedro waplerJoão Pedro Wapler é poeta. Nasceu em Porto Alegre em 1986. Translúcido é seu primeiro livro de poemas. Participou de antologias poéticas no Brasil. Tem poemas publicados no jornal Zero Hora, além de artigos críticos em diversos sites dedicados à literatura e aos debates culturais.

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16, quinta, 19h: Primeiras Leituras: Ismael Caneppele lê trechos de seu novo livro Só a exaustão traz a verdade, a ser lançado no final de outubro (Editora Pergamus). Mediação de Kelli Pedroso. 

Primeiras leituras são encontros mensais para se conhecer, em primeira mão, livros que estão na iminência de serem publicados. Promoção da Festipoa Revisitada.

Ismael caneppeleIsmael Caneppele já é uma das mais importantes revelações da literatura brasileira contemporânea. Além de escrever romances, divide seu tempo desenvolvendo argumentos e roteiros para cinema e viajando para pequenas cidades, preferencialmente cortadas por trilhos de trem. Morou na Alemanha e na Croácia, onde foi assistente de direção em ópera e ator de teatro. “Música para quando as luzes se apagam” é seu primeiro título publicado. Atualmente reside em São Paulo. Seu segundo livro “Os Famosos e os Duendes da Morte” foi filmado pelo diretor Esmir Filho (jovem cineasta premiado em Cannes e criador do Tapa na Pantera). A produção do longa foi feita pela Dezenove Som e Imagens, de Sara Silveira, importante nome do cinema brasileiro. O roteiro é assinado por ele e Esmir Filho.

kelli pedrosoKelli Pedroso é editora e escritora, autora do livro O sexo das antas.

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17, sexta, 19h: Debate Perspectivas sobre a composição e o estudo de canção popular, com Bianca Obino, Felipe Azevedo, Fernando Lewis de Mattos e Guto Leite. Promoção da Festipoa revisitada.

Bianca Obino convida Killy Freitas 013Bianca Obino é Bacharel em Canto Lírico pela UFRGS, Bianca agrega ao seu currículo diversos cursos, workshops e masterclasses de aperfeiçoamento nas áreas de canto lírico, canto popular, técnica vocal e fisiologia do canto com reconhecidos professores e fonoaudiólogos. Entre os cursos, participou do Florence Opera International Masterclass, cidades de Florença e Prato (Itália), em 2009, e certificou-se nos três níveis do método Somatic Voiceworktm, nas cidades de Nova Iorque e Winchester (EUA), em 2011. Atualmente, desenvolve uma temporada de estudos na Inglaterra: na Bath SPA University, ela desenvolverá seu mestrado em Composição e Canção. Suas composições estão registradas no CD Artesão, lançado em 2013.

FELIPE AZEVEDOFelipe Azevedo é compositor, violonista e arranjador. Vencedor de quatro prêmios Açorianos no RS: Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002 e Melhor Instrumentista MPB 2005. Além do Tamburilando, tem três álbuns lançados: Cimbalê (1998), Identidades (2002) junto com o acordeonista suíço, Olivier Forel e Percussìvé ou a prece do louva-a-deus (2007).  

fernando lewis de mattosFernando Lewis de Mattos (Porto Alegre, 1963) é compositor, arranjador, professor, musicólogo e instrumentista. Cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ingressou no seu quadro docente em 1987 e posteriormente obteve grau de mestre em 1997 com a dissertação A Salamanca do Jarau de Luiz Cosme: Análise Musical e História da Recepção Crítica, obtendo nota máxima. Sua tese de doutorado enfocou também a produção de Luiz Cosme, sendo intitulada Estética e Música na Obra de Luiz Cosme. Tem grande número de obras compostas para os mais varidos gêneros e formações instrumentais e vocais, algumas das quais tem sido gravadas no Brasil e no exterior e recebido premiações. É um autor freqüentemente ouvido nos concertos da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, da Orquestra de Câmara da ULBRA e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Suas atividades se estendem ainda às áreas do cinema e do teatro, criado trilhas sonoras, da pesquisa, com investigações em música eletrônica, da direção artística de grupos musicais, e do ensaio, escrevendo textos críticos, desenvolvendo pesquisas sobre a música gaúcha e apresentando obras gravadas de outros compositores.

guto leiteGuto Leite. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS.www.gutoleite.com.br. Teve recentemente seu livro inédito “Entrechos” agraciado no Açorianos 2012 com o prêmio Criação Literária.

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18, sábado, 17h: Lançamento do livro Duas vezes na floresta escura, de Caio Riter (Editora Gaivota)

duas vezes na floresta escura“Lá no final da rua, a floresta densa, fechada, escura, que me mete medo e, ao mesmo tempo, me convida a desvendá-la. Desde que cheguei aqui, me paro olhando para aquelas árvores grandes que apontam pro céu e se aproximam umas das outras, feito gigantes a impedir passagem. Parecem esconder mistérios. Parecem.”

Nesse lançamento, Caio Riter leva uma novela policial ao interior do Rio Grande do Sul, onde vive Susana, uma adolescente cheia de dúvidas sobre o futuro. Sua mãe está temporariamente morando no exterior para terminar o doutorado, e seu pai recebeu uma nova proposta de emprego em uma cidadezinha pequena e aparentemente monótona, para onde os dois acabaram de se mudar. Agora, a protagonista terá que se adaptar à nova rotina, à nova escola e aos novos amigos. No entanto, sabia que isso iria demorar e, num primeiro momento, a vida lhe pareceu insuportável e sofrida.

Mas, aos poucos, vai se modificando, quando conhece Bethânia, Caetano, Nicole e César, um garoto estranho que adora espionar os outros. Começa a aceitar o fato de que a vida seria assim mesmo, pacata e quieta, como a floresta no fim da rua. Até que uma tragédia se abate sobre a cidade, bem próximo de Susana e de seus novos amigos. Agora, a solução de um bárbaro crime depende somente deles.

A trama é envolvente e carrega em si muito mais do que um mistério, ao tratar da relação entre pais e filhos, amigos e paixões. Dividida em duas fases, a narrativa é feita primeiramente por Susana. A partir do prólogo II, a ordem se inverte e o suspense ganha a voz de um novo narrador. Para completar, o projeto gráfico ambienta o leitor e o transporta para a cena do crime: uma floresta escura e sombria.

Sobre o autor
caio riterCaio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável, entre outros. Formado em Jornalismo e em Letras, ministra aulas no ensino fundamental e médio, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação, além de participar como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul.

Sobre a Editora Gaivota

A Gaivota, selo da Editora Biruta criado em 2011, prima pela qualidade literária, projetos gráficos ousados, instigantes, e ilustrações que encantam. Mas o desafio vai além: abordar de maneira lúdica temas muitas vezes considerados complexos ou desinteressantes, com o intuito de aproximar crianças e jovens de assuntos que parecem distantes de seu cotidiano. Esse foco não exclui obras que estimulem a fantasia e inspirem a aventura – por isso apresentamos aos jovens leitores aquilo que há de melhor na literatura infantojuvenil nacional e estrangeira, com livros premiados nacional e internacionalmente.

Duas vezes na floresta escura, Caio Riter, R$ 34,00, ISBN 978-85-7848-135-3, a partir de 11 anos, 164 páginas.

 

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Palavraria - livros a

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