Arquivo para setembro \30\UTC 2009

30
set
09

Dica de leitura por Pedro Stiehl

dicas leitura 

Pedro Stiehl recomenda livro de Gonçalo M. Tavares 

Título: Jerusalém
Autor: Gonçalo M. Tavares
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2006
228 páginas 

JERUSALÉM_GONÇALO TAVARESO que há de desumano nas pessoas normais? O que há de profundamente humano nos loucos? Sob a espada de tais questões (dentre outras) o leitor pode tentar transitar por “Jersusalém”, do escritor português Gonçalo M. Tavares. Na interação entre uns e outros, Gonçalo Tavares conta uma história surpreendente, com uma linguagem limpa, econômica e clara; uma história onde se sobressai a tentativa (eterna?) de domínio, de poder, de força, como disciplinador –  de “ajustamento” – do indivíduo e, por conseguinte, da sociedade. Com maestria, o autor coloca o leitor como juiz tanto da necessidade de domínio quanto da justiça dos instrumentos utilizados.
Noutro ponto, chama a atenção seu estilo, seu domínio perfeito do tempo, que vai e volta, numa volatilidade estonteante. Às vezes, o peso do presente. Às vezes, as brumas do passado. O que, de certa forma, ele também faz com o narrador que, num momento é apenas um narrador na terceira pessoa e de repente, sem aviso conversa com o leitor ou com o personagem. E o choque, a agressão que isso de certa forma representa, é sempre de surpresa e nos arranca dos lábios um sorriso de satisfação. Não perca “Jerusalém”. Uma boa trama, com temática pertinente, madura e muito bem escrito. Para quem não quer uma Literatura de respostas, mas de perguntas. 

PEDRO STIEHL 01Pedro Stiehl, escritor nascido e residente em Montenegro, RS, publicou os livros Rapsódia em Berlim (Contos, AGE, 2006), Bárbaros no paraíso (Romance, WS Editor, 2003 – indicado para o Açorianos 2004), Breviário profano (Poesia, IEL – Instituto Estadual do Livro, 2000) e Vida fora da gangue (Novela, WS Editor, 2000)

 

Um pouco mais sobre Gonçalo M. Tavares 

GONÇALO M. TAVARES 02Gonçalo M. Tavares é um escritor português. Nasceu em 1970 em Luanda, Angola. Em dezembro de 2001 publicou a sua primeira obra, Livro de Dança, na Editora Assírio e Alvim. Recebeu o Prémio “Branquinho da Fonseca” da Fundação Caloustre Gulbenkian e do Jornal Expresso com O Senhor Valéry. Os seus livros deram origem a peças de teatro, vídeos de arte, ópera.

Algumas obras publicadas:

2001O Livro da dança, Assírio & Alvim
2002A colher de Samuel Beckett e outros textos, Campo das Letras
2002Investigações. Novalis, Difel
2002O homem ou é tonto ou é mulher, Campo das Letras
2002O senhor Valéry, Editorial Caminho
2003O senhor Henri, Editorial Caminho
2003Um homem: Klaus Klump, Editorial Caminho
2004A màquina de Joseph Walser, Editorial Caminho
2004Biblioteca, Campo das Letras
2004O senhor Brecht, Editorial Caminho
2004O senhor Juarroz, Editorial Caminho
2005 – 1 – Poemas, Bertrand Brasil
2005Histórias falsas – estórias, Campo das Letras
2005Jerusalém, Editorial Caminho
2005O senhor Calvino, Editorial Caminho
2005O senhor Kraus, Editorial Caminho
2006Água, Cão, Cavalo, Cabeça, Editorial Caminho
2007 – Jerusalém, Cia das Letras
2008 – Aprender a rezar na era da técnica, Cia das Letras

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29
set
09

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Protesto e o novo romance brasileiro. Malcolm Silverman. Civilização Brasileira, 2000. De R$ 61,00 por R$ 30,00.  Além de seu caráter temático centrado no protesto social e político, o texto de Malcolm Silverman acaba por tornar-se um gigantesco painel introdutório ao romance brasileiro contemporâneo, servindo de guia a estudantes, professores, escritores e a todos que desejarem ter uma visão ampla, completa do que se produziu entre nós nas últimas décadas. Este livro recebeu o prêmio de melhor ensaio literário da Associação Paulista de Críticos de Arte.  

O álbum de Oscar Wilde. Merlin Holland. Civilização Brasileira, 2001. 192 pág. De R$ 54,00 POR R$ 20,00. Oscar Wilde – escritor genial e ferino, rei da autopromoção – teve uma vida marcada pela polêmica, o que o tornou um dos homens mais odiados e festejados de seu tempo. Este livro traz imagens e fotografias posteriores (muitas inéditas) do arquivo familiar, mostrando Oscar Wilde, sua família e amigos, e raros instantâneos dos últimos anos de Wilde na Itália, tirados por um amigo com a própria câmera do escritor. 

O conto de Machado de Assis. Organizado por Sônia BRAYNER. Civilização Brasileira. ESGOTADO. POR R$ 15,00 

Os reis. Julio Cortazar. Civilização Brasileira, 2001. 82 pág. FORA DE CATÁLOGO POR R$ 23,00. Lançado em 1949, ‘Os Reis’ – um misto de poema dramático e peça – marca a estréia literária de Julio Cortázar e apresenta muitas chaves para entender a sua criação literária. Nesta obra, o jovem Cortázar recria o mito de Minos, Teseu, Ariadne e o Minotauro. As perspectivas do rei, do herói, da anelante alma feminina e do monstro se projetam da dimensão clássica para o existir humano, imediato e concreto, de qualquer tempo. Em ‘Os reis’, Julio Cortázar discorre sobre a tentação permanente do mistério, o fascínio de um conhecimento que se revela insaciável, o poderoso chamado de uma outra realidade mais funda e verdadeira que aquela que refulge nas aparências – tudo isso surge do labirinto que abriga o monstro

Ouvindo Cézanne, Degas, Renoir. Ambroise Vollard. Civilização Brasileira, 2000.  319 pág. ESGOTADO. POR R$ 20,00. Os três retratos presentes neste livro são tão vívidos pelo simples fato de que Vollard se dispõe a ouvir suas idéias sobre pintura e sobre pintores, com as vantagens inestimáveis de ter usado o melhor momento para fazer as perguntas e ter sabido o que perguntar. Como as telas de seus interlocutores, ele usa os diversos pontos de vista para multiplicar em vez de dividir. Mas o que vale no livro são as declarações de cada pintor. Cézanne critica Manet porque trabalha ‘fácil’. Diz que Van Gogh pinta como louco. Exalta Ingres. Degas detesta Ingres. Também reclama de Manet, especialmente do tardio. E se irrita com a mania de pintar ao ar livre. Há também o que os outros dizem deles. De fofocas invejosas a comentários técnicos, o que este livro traz, é a prova de que um gênio só existe quando existe alguém para ouvi-lo. E entendê-lo. 

O prazer e o mal. Filosofia da droga. Giulia Sissa. Civilização Brasileira, 1999. 208 pág. ESGOTADO POR R$ 20,00  Numa escrita concisa, a italiana Giulia Sissa nos arrebata na viagem vertiginosa que realiza pelos universos do prazer e do mal provocados pelas drogas. Ela parte de relatos fascinantes, que vão de Baudelaire e de Thomas de Quincey, no século XIX, até a experiência de Freud com a cocaína nos primórdios da psicanálise, além de tecer comentários agudos sobre os anônimos drogados contemporâneos que, da heroína ao LSD e à cocaína, traçam as cenas apocalípticas daqueles que buscam, numa aventura sem porto de chegada, o insólito e o inesperado. 

Mimesis: desafio ao pensamento.  Luiz Costa Lima. Civilização Brasileira, 2000. 432 pág. De R$ 61,00 POR R$ 30,00.  A maioria dos analistas contemporâneos da literatura acredita que o fenômeno da mímesis corresponde simplesmente ao que se costuma chamar de ‘imitação’. Mas o ensaísta, crítico e professor Luiz Costa Lima, um dos mais prestigiados representantes da intelectualidade brasileira, não concorda. Neste livro ele afirma que o conceito de mímesis – já estudado por Walter Benjamin, René Girard e Theodor Adorno – nunca foi este. Pode haver arte na imitação. Pode haver originalidade no plágio. Luiz Costa Lima faz uma outra leitura do conceito. De Descartes a Freud, ele mostra como é importante reconsiderar a idéia de sujeito e repensar a mímesis. Além disso, revela claramente a insuficiência do pensamento de vanguarda na tentativa de ultrapassar suas próprias debilidades

O enigma do dom. Maurice Godelier.  Civilização Brasileira, 2001. 336 pág. De R$ 43,00 POR R$ 25,00.  Um dos maiores clássicos da antropologia, ‘O Enigma do Dom’ avalia o papel e importância do ”dom” no funcionamento das sociedades e na constituição do laço social. A perspectiva geral adotada pelo autor renova profundamente a nossa compreensão dessa dinâmica. De fato, Maurice Godelier analisa as coisas que se dão ou aquelas que se vendem a partir das coisas que não se dão ou não se vendem, das coisas que se guardam e que se devem guardar, entre as quais objetos sagrados aparecem em primeiro lugar. 

Galo de ouro e outros textos para cinema. Juan Rulfo. Civilização Brasileira, 1999.  96 pág. De R$ 26,00 POR R$ 15,00. O roteiro inedito de O Galo de Ouro, escrito em linguagem acessivel, plastica e funcional, sem as preocupacoes estilisticas e a precisao que se esperam de um projeto cinematografico, mergulha nas obcessoes caracteristicas do universo do seu autor.

Decadência e queda do império freudiano. Hans Jurgen Eysenck. Civilização Brasileira, 1993. 224p. De R$ 41,00 POR R$ 20,00.

O desejo frio. Michel Tort. Civilização Brasileira, 2001. 366 pág. ESGOTADO. POR R$ 20,00. O autor mostra neste livro que, apesar de uma criança não precisar, necessariamente, de seus progenitores para o próprio desenvolvimento, é certo que essa construção cultural parte da concepção simbólica de família – ao passo que as manipulações genéticas não possuem referencial conhecido. Michel Tort argumenta que esta viabilização técnica da ordem da vida se insere numa série bem mais ampla na qual se inscrevem também as pesquisas sobre o genoma, a neurociência e a instrumentalização da morte. 

Dédalo. Para finalizar o século XX. Georges Balandier. Bertrand Brasil, 1999.  254 pág. De R$53,00 POR R$ 30,00 Este livro apresenta um estado de nossas sociedades, e faz disso um reconhecimento comentado. No início identifica seus pontos críticos. Em seguida traça em cada capítulo um itinerário – ao longo dos caminhos confusos da memória; ao encontro dos novos Dédalos, senhores do poder técnico; na descoberta das encruzilhadas do imaginário; na busca dos desvios do sagrado e, finalmente, na interrogação de uma democracia abalada, que dá ao texto sua conclusão política

O corpo do diabo entre a cruz e a caldeirinha. Um estudo sobre a mulher, o masoquismo… Silvia Alexim Nunes. Civilização Brasileira, 2000. 255 pág. ESGOTADO. POR R$20,00

Paul Gauguin: Uma vida. David Sweetman. Record, 1998.  644 pág. ESGOTADO. POR R$20,00

Guia da Paris impressionista. Patty Laurie. Record, 1998.  188 pág. De R$ 39,00 POR R$ 25,00.

Mudança, crise e violência. Política e cultura no Brasil contemporâneo. Gilberto Velho. Civilização Brasileira, 2002. 304 pág. De R$ 38,00 POR R$ 20,00.  Conjunto de textos escrito por um cientista social, voltado para temas e questões que aparecem na imprensa diária. Vida política, ações governamentais, questões e debates sobre diversos aspectos da sociedade brasileira são focalizados. 

A companhia. Robert Littel. Record, 2003. 784 pág. De R$ 76,00 POR R$ 30,00 ‘A companhia’ é o romance definitivo sobre os serviços de inteligência norte-americanos, que não poupa críticas a seus métodos, às suas ações e aos seus objetivos. Em um momento em que os Estados Unidos estão envolvidos em novo conflito militar, é bom olhar para o passado e tentar evitar a repetição de erros históricos, que tiveram conseqüências terríveis sobre nosso presente.  

A voz de um século. Biografia de George Eliot. Record, 1998.  884 pág. De R$ 98,00 POR R$ 40,00.

Réquiem alemão. Philip Kerr. Record, 2001. 368 pág. De R$ 38,00 POR R$ 15,00. Dando continuidade à trilogia que iniciou com ‘Violetas de março’ e ‘Assassino branco, este livro traz, mais uma vez, uma Berlim nazista que renasce através dos olhos de um investigador particular alemão. No enredo, o mais durão dos detetives do noir germânico, Bernie Gunther, enfrenta o mundo pós-nazismo de 1948. No último capítulo da trilogia, Gunther vai para a Viena destroçada pela Segunda Guerra Mundial à procura de provas que inocentem um contrabandista, ex-companheiro de polícia, e envolve-se num plano para salvar criminosos nazistas. 

Raízes da violência. Roland Corbisier. Civilização Brasileira, 1991. 294 p. De R$ 48,00 POR R$ 20,00.

Rios vermelhos. Jean-Christophe Grange. Record, 2000.  400 pág. ESGOTADO. POR R$ 20,00. Com a atmosfera envolvente e bem construída, característica dos melhores policiais, aliada à ação eletrizante, este livro põe dois detetives inesquecíveis na pista de assassino que planeja crimes em série com requintes de crueldade em uma pequena cidade universitária do interior da França. Apenas um crime com requintes de crueldade ou obra de uma seita satânica? Para rastrear as pistas deixadas pelo assassino, o escritor Jean-Christophe Grangé escalou a dupla de tiras Niémans e Abdouf. Experientes, mergulham na investigação e são levados além do limite da imaginação humana. 

Metamorfoses entre o sexual e o social. Uma leitura da teoria psicalitica sobre a perversa. Carlos Augusto Peixoto Jr. Civilização Brasileira, 1999. 316 p. De R$ 54,00 POR R$ 20,00.

A ilha de sagitário. Antonio Calloni. Bertrand Brasil, 2000. 108 pág. De R$ 27,00 POR R$ 15,00. Após o sucesso do livro de poesias ‘Os Infantes de Dezembro’, Antonio Calloni brinda o leitor com uma série de 11 contos em ‘A Ilha de Sagitário’ onde os personagens trafegam pelo livro com a descarada desenvoltura de gente que está mais é viva, vivente. Em todos os seus contos fica nítida que a paixão de Calloni pela literatura é tão forte quanto à arte de representar. Com aguçado teor poético e humor, o autor descreve, no primeiro conto que dá o título ao livro, suas primeiras impressões do mundo da caça. Em outro conto, ‘Sessão da tarde’, Calloni conta a história de macho e fêmea, de avanços e recuos onde as peles uivam a mais antiga das linguagens. ‘A Ilha de Sagitário’ revela, através de um lirismo pungente, as impressões vividas e apreendidas na realidade do ser humano, Antonio Calloni. Parte da renda do livro é destinada ao Retiro dos Artistas. 

Marcas de nascença. Uma Aventura da Hannah Wolfe. Sarah Dunant. Record, 1999.  238 pág. De R$ 41,00 POR R$ 20,00. Quem disse que o mundo dos detetives particulares é exclusivamente masculino? Sarah Dunant prova o contrário neste romance policial apresentando Hannah Wolfe, uma investigadora que, como seus colegas de ofício, tem uma facilidade incrível para se meter em encrencas. Hannah, uma balzaquiana situada no lado errado de seus 30 anos, é obrigada a servir de segurança para milionárias em compras para conseguir pagar o aluguel. Um dia, porém, recebe a missão de investigar o desaparecimento de uma jovem bailarina que havia muito tinha deixado de se comunicar com sua protetora, uma típica senhora inglesa. Encontrar a moça, até que ela encontra – só que afogada no Tâmisa, com o bolso cheio de pedras e grávida de oito meses. Suicídio ou assassinato? 

Nossa paixão era inventar um novo tempo. Gilmar Chaves / Daniel de Souza (Orgs.). Rosa dos Tempos, 1999. 194 pág. De R$ 39,90 POR R$ 20,00. Trinta e quatro brasileiros ilustres dão aqui seus depoimentos sobre a resistência à ditadura militar. Com prefácio de D.Paulo Evaristo Arns, apresentação de Oscar Niemeyer e organização de Gilmar Chaves e Daniel Souza, Nossa paixão era inventar um novo tempo é um livro fundamental para se compreender um dos períodos mais difíceis da História recente do Brasil. 

A morte no moinho. Ellis Peters. Record, 1996. 224 pág. De R$ 35,00 POR R$ 20,00.

O contorno. Poder e modernidade. Georges Balandier. Bertrand Brasil, 1997.  278 pág. De R$ 53,00 POR R$ 30,00.

Diário póstumo. 84 Poemas dedicados a Annalisa Cima. Eugênio Montale. Trad. Ivo Barroso. Record, 2001. 208 pág. De R$ 39,00 POR R$ 20,00. Este livro traz 84 poemas de Montale, reunidos por Annalisa Cima – poeta e pintora que conheceu Montale aos 27 anos de idade, quando ele já chegara aos 72, mantendo com ele uma amizade que se transformou em sentimento amoroso. Nesta obra estão poemas confessionais e de versos curtos, adequados aos suportes sobre os quais foram escritos – guardanapos, cartões-postais e envelopes de carta. 

A crueldade melancólica. Jacques Hassoun. Civilização Brasileira, 2002.  176 pág. De R$ 26,00 POR R$ 15,00. Neste estudo instigante, o psicanalista Jacques Hassoun analisa como o sofrimento, a paixão, o vício, a violência, a desesperança política e uma tendência à tirania são manifestações da melancolia, um distúrbio que ocupa lugar de destaque na teoria psicanalítica. 

A origem da linguagem. Eugen Rosentock-Huessy. Record, 2002. 270 pág. De R$ 47,90 POR R$ 20,00. O livro apresenta elementos como o pensamento da fala, o método gramatical, a cruz da realidade, a preocupação com o tempo, o ataque ao penso, logo existo de Descartes e a centralidade de Deus. Rosenstock-Huessy inicia a obra com o tempo e a história, com a linguagem das tribos e nações que dão aos indivíduos o poder e o dom da fala e com isto criam novas sociedades no tempo e no espaço. ‘A origem da fala’ não ataca apenas o cogito cartesiano, mas também as pressuposições das velhas escolas filosóficas sobre lógica e gramática. 

29
set
09

Programação de 28 de setembro a 3 de outubro

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3, sábado, 19h: Show de Deco Prado e Banda.

DECO PRADO

O show Deco Prado apresenta músicas baseadas no pop-rock gaúcho, com elementos do rock nacional e internacional, seus timbres e grooves, com passagens pelo jazz, funk soul e hard rock.  As letras enfocam o cotidiano das pessoas. Há poemas musicados, como na música Viver a vida, com letra de Vinícius Brenner, que ressalta as belezas naturais de Porto Alegre. Os arranjos, especiais para o formato pocket, privilegiam sonoridades acústicas, com violões e um set percussivo e guitarras elétricas a título de efeitos.

22
set
09

Programação de 21 a 26 de setembro

program sem 

21 a 26 de setembro

26, sábado, das 19h30 às 21h: Show de jazz contemporâneo, com o Trio de Janeiro.

TRIO DE JANEIRO

 

O TRIO DE JANEIRO mescla música folclórica brasileira, elementos da música africana e jazz europeu contemporâneo. O resultado é um estilo próprio, experimental, às vezes latino, às vezes africano, mas baseado nas tradições da música improvisada. O Trio de Janeiro acredita que essa linguagem seja o novo capítulo da post-moderna música improvisada e vê sua música como alegre futuro do Jazz. Algumas obras interpretadas pelo TRIO DE JANEIRO (dos compositores: Jürgen Moser, Friedemann Gräf, Theodor Pauss und Hans Lüdemann) são inéditas no Brasil. Atualmente o TRIO DE JANEIRO está lançando seu 2º CD SCENARIO URBANO contendo somente composições próprias.

 

 

 

14
set
09

Dica de leitura, por Oscar Bessi Filho

 

dicas leitura 

Título: De Carona, com Nitro
Autor: Luis Dill
Editora: Artes & Ofícios
Ano: 2009
INFANTO-JUVENIL
Páginas: 120 

DE CARONA_LUÍS DILLlTenho uma nova mania. Ler Luis Dill. Levado pela mesma sede com que, há alguns anos, eu lia Rubem Fonseca. Autor acima da média, dono de um estilo direto, enxuto, forte, inquieto. Densidade que flui fácil, complexidade que não se complica. Criador de histórias que provocam o leitor. Mexem com o estômago, com o coração, com a saliva. De Carona, com Nitro, é uma obra-prima dentre o que já se fez buscando alertar nossa juventude. Conta uma história, de ficção, que tem tudo para ser real. Que é real a cada final de semana de baladas, bebidas e alta velocidade. Eu sei muito bem disso. Como policial, já juntei muito corpo jovem no asfalto. Dá um nó. Como escritor, talvez não conseguisse ser tão fiel ao narrar isto, como foi Dill. Vi cenas reais. E o mais importante, ele não é professoral. Não é óbvio. Ele apenas conta. Cenas das vidas de garotas e rapazes prontos para uma noitada, mas prontos para descobrir que ainda não estavam prontos. De carona, com Nitro, é um alerta necessário e muito bem construído, fatal como o acaso se torna a quem assim o faz. O que se pode fazer de uma vida toda, ou desfazer numa efêmera notícia de jornal chamada tragédia. Vale a pena ler. Vale a pena indicar sua leitura.

OSCAR BESSI 02Oscar Bessi Filho nasceu em Porto Alegre/RS, em 1970, mas mora em Montenegro, a uma hora da capital. Premiado cinco vezes no Habitasul no Palcohabitasul, teve o conto Carmas de Nossas Carnes adaptado ao teatro por Jaqueline Pinzón, na peça Vezes Amor & Morte. Autor dos folhetins O Assassianto da Santa e Um Morto a Mais, publicados no jornal A Semana, de Alvorada, escreve colunas semanais para o jornal Fato Novo (S.S. do Caí) e O Progresso (Montenegro), além de resenhas literárias para o site Aplauso Brasil, link de cultura do provedor IG, e apresenta um programa sobre literatura, aos sábados, na TV Cultura Vale do Caí. Em 2008, lançou O Outro Lado do Caleidoscópio, novela juvenil, pela editora Dubolsinho (MG). É Capitão da Brigada Militar. É o atual vice-presidente Administrativo da Associação Gaúcha de Escritores. http://www.oscarbessi.com/

 

Um pouquinho mais sobre Luís Dill  

LUÍS DILLLuís Augusto Campello Dill nasceu em Porto Alegre no dia 04 de abril de 1965. Formou-se em Jornalismo pela PUC / RS. Como jornalista já atuou em assessoria de imprensa, em jornal, em rádio, em televisão e em Internet. Atualmente é Produtor Executivo da Rádio FM Cultura na capital gaúcha onde reside. Como escritor estreou em 1990 com a novela policial juvenil A Caverna dos Diamantes. Atualmente tem 22 livros publicados, além de participações em coletâneas. Também é colaborador de jornais e de revistas. Já foi finalista de diversos prêmios literários tendo recebido o Açorianos da categoria contos pelo livro Tocata e Fuga (Bertrand Brasil). Na sua atividade de escritor, participa de feiras do livro em todo o Rio Grande do Sul e de variados tipos de encontros com leitores em escolas e universidades. O autor também ministra oficinas literárias e tem o site www.luisdill.com.br.

Obras de Luís Dill

Beijo mortal Dulcinéia, 2009
Ouvindo pedras Escala Educacional, 2008
Todos contra Dante Cia. das Letras, 2008
Atalhos [cenas brasileiras] WS Editor, 2008
Sonho real Editora Salesiana, 2008
Tocata e fuga Bertrand Brasil, 2007
Olhos vendados DCL, 2007
O clube da cova Editora Salesiana, 2007
Dinamite ao meio-dia Escala Educacional, 2007
Castelo de areia Artes e Ofícios, 2006
Tesouro de pano WS Editor, 2006
Letras perdidas Escala Editorial, 2006
Letras finais Artes e Ofícios, 2005
O punhal de Jade Edições SM, 2004
Sombras no asfalto WS Editor, 2004, 2ªed.
Arca de haicais WS Editor, 2005, 2ªed
Lâmina cega WS Editor, 2004, 2ªed
A noite das esmeraldas WS Editor, 2003, 3ª ed
Olhos de Rubi WS Editor, 2003, 2ª ed.
A caverna dos diamantes WS Editor, 2003, 2ªed

 

09
set
09

Dica de leitura, por Carla Osório

dicas leitura 

 

Carla Osório escreve sobre personagens de Camilleri 

Não vou falar de um livro. Vou falar de personagens, aqueles que se tornam nossos amigos, com quem conversamos e nos enternecemos.  Salvo Montalbano, personagem dos romances policiais de Andrea Camilleri, é um desses camaradas. Ele é caloroso, mal-humorado nos dias cinza (já se faz sol ele até pode distribuir sorrisos), gosta da boa mesa, de leitura e é um bom-papo, embora um namorado – digamos distraído (mas isso é outra história que ele tem que resolver com a Livia, sua eterna noiva). Salvo é daqueles personagens que humanizam a literatura, a tornam tão próxima que a localizamos no nosso vizinho, isso tudo sem perder a elegância e a crítica social que transparece em seu cotidiano.
Como não acompanhar as receitas da culinária siciliana, elaboradas pela Adelina, os diálogos com Catarella, cuja lógica é imbatível apesar de incompreensível no dia-a-dia, as implicâncias com Mimi e Fazio, que insiste em fornecer os dados cartoriais de todos os implicados em cada caso?
Esqueci de dizer que Salvo é siciliano, comissário de polícia da cidade de Vigáta, onde, aliás, se passa a maior parte dos romances de Camilleri (não percam, por favor, a Pensão Eva e Ópera Maldita, dois romances históricos deliciosos). Mas nada de máfia, embora ela esteja ao fundo das tramas sociais.
Enfim, Salvo Montalbano é essencialmente humano, não tem a brutalidade nem o cinismo que transparece nos romances policiais americanos, nem privilegia a lógica como os personagens dos romances britânicos. Ele é uma pessoa como tantas que conhecemos e aí, me parece, está o grande feito de Camilleri, criar um personagem cuja singularidade é a sua nossa própria humanidade.
Vale a pena conhecê-lo. Além do mais, Camilleri batizou Salvo de Montalbano em homenagem a Manuel Vasquez Montalban, escritor espanhol (ou catalão?), que deu à luz um cara fantástico, que é o detetive Pepe Carvalho, outro grande amigo sobre quem vou falar outra hora.
Ah!… e se Pepe Carvalho e Salvo Montalbano se reunissem? Que grande jantar teríamos!  

CARLA 005Carla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

 

 

 

 

 

Um pouco mais de Andrea Camilleri:

ANDREA CAMILLERIAndrea Camilleri nasceu em Porto Empedocle (Agrigento, Itália), em 1925. Iniciou a sua atividade como encenador, autor de teatro e televisão mas, a partir dos anos oitenta, passou a dedicar-se à narrativa com mais frequência. O entusiasmo e a admiração dos leitores foi crescendo, assim como o interesse da crítica, quer pelas aventuras satíricas, quer pelos romances policiais ambientados na Vigàta atual do comissário Montalbano, protagonista recorrente nos romances de Camilleri.

Obras editadas no Brasil:

A forma da água, Record, 1999
O cão de terracota, Record, 2000/ Best Bolso 2008
O ladrão de merenda, Record, 2000
Um fio de fumaça, Bertrand Brasil, 2000
A voz do violino, Record, 2001
Por uma linha telefônica, Bertrand Brasil, 2001
Um mês com Montalbano, Record, 2002
O cheiro da noite, Record, 2003
A ópera maldita, Bertrand Brasil, 2004
O rei de Girgenti, Record, 2004
Guinada na vida, Record, 2005
Temporada de caça, Bertrand Brasil, 2005
A lua de papel, Record, 2007
A primeira investigação de Montalbano, Record, 2008
A pensão de Eva, Record, 2009
O ano novo de Montalbano, Record, 2009

08
set
09

Programação de 08 a 12 de setembro

 program sem

  

09, quarta, das 19 às 21h: Lançamento da Revista Norte – 10. Arquipélago Editorial.

 

ConviteNORTE 

Vitor Necchi e Tito Montenegro lançam a edição de número 10 da revista Norte, publicação da Arquipélago Editorial. A edição traz como chamada de capa ‘James Joyce – um itinerário para ler e desvendar Ulisses’. A revista Norte foi fundada em 2007 e tem como objetivo ser um espaço para troca de ideias e debates culturais.

 

12, sábado, das 17 às 20h: Encontro literário de Luiz Horácio e Moacyr Scliar. Pocket show com Mário Falcão. Da série Palavra – Alegria da Influência. Produção de Fernando Ramos (Jornal Vaia).

PALAVRA_ANGÚSTIA DA INFLUÊNCIA 

Palavra – Alegria da Influência: Encontros literários mensais – iniciados em 2008, sempre com a presença de um escritor da nova geração (anfitrião do encontro) e de outro já consolidado no cenário literário e também da predileção (referencial, inspirador, ídolo) do anfitrião, para conversar sobre seus trabalhos, ler textos e debater idéias sobre suas respectivas produções literárias. Encerra o encontro uma canja musical por um músico especialmente convidado. Participaram dos encontros de 2008 os escritores Everton Behenck e Fabrício Carpinejar, Sidnei Schneider e Jorge Rein, Monique Revillion e Charles Kiefer, Laís Chaffe e Celso Gutfreind, Reginaldo Pujol Filho e Luis Fernando Veríssimo. Em 2009, já participaram Rodrigo Rosp e Ricardo Silvestrin, Leandro Doro e Caio Ritter, Ítalo Ogliari e Luis Antônio de Assis Brasil, Marlon de Almeida e Maria Carpi; Reginaldo Pujol Fº e Amílcar Bettega.  

LUIZ HORÁCIOLuíz Horácio é professor de Literatura, mestrando em Letras na UniRitter. Escritor. Autor dos romances Perciliana e o pássaro com alma de cão (ed. Conex) e Nenhum pássaro no céu (ed. Fábrica de Leitura).

 

 

 
MOACYR SCLIAR 02Moacyr Scliar. (Porto Alegre, 23 de março de 1937) é um dos mais conhecidos escritores brasileiros da atualidade. Formado em medicina, trabalha como médico especialista em saúde pública e é professor universitário. É o sétimo ocupante da Cadeira nº 31, da Academia Brasileira de Letras. É autor de 74 livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil, e escreve para a imprensa. Obras suas foram publicadas em muitos países: Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Rússia, Tchecoslováquia, Suécia, Noruega, Polônia, Bulgária, Japão, Argentina, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Canadá e outros países, com grande repercussão crítica. Tem textos adaptados para o cinema, teatro, tevê e rádio, inclusive no exterior. Há cerca de 15 anos é colunista do jornal Zero Hora, onde discorre sobre medicina, literatura e fatos do cotidiano. É colaborador da Folha de S. Paulo desde a década de 70 e assina atualmente uma coluna no caderno Cotidiano. Os temas dominantes de sua obra são a realidade social da classe média urbana no Brasil, a medicina e o judaísmo. Suas descrições da classe média são, freqüentemente, inventadas a partir de um ângulo supra-real.

 

MÁRIO FALCÃO 02Mário Falcão. Lançou, em 2004, o CD “mário falcão”, produção independente, com financiamento do Fumproarte (Porto Alegre / RS). No mesmo ano, gravou a música Quando te vi para o disco Uma Canção para Porto Alegre. Em 2005, recebeu o Prêmio Açorianos de Música – Melhor Compositor e Melhor Disco de MPB. Em seu currículo traz um histórico de participações em shows e gravações de outros artistas, como Alexandre Vieira, Karine Cunha, Carlos Patrício, Serrote Preto, Zé da Terreira e da Orquestra de Mantra Rudráksha, esta com apresentações no Brasil e em Portugal. Já realizou shows em importantes projetos culturais como Unimúsica (Ufrgs), Santander Cultural, Mostra de Compositores do Sul (Passo Fundo) e Circuito Cultural Banco do Brasil. Recentemente, apresentou-se em Montevidéu / Uruguai, dividindo o palco com os músicos uruguaios, Sebastián Jantos, Nicolas Klisich e Javier Cardellino.

Créditos das fotos: Divulgação




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