Arquivo para outubro \31\UTC 2009

31
out
09

Programação de 3 a 7 de novembro

program sem3 a 7 de novembro

06, sexta, 19h: Lançamento o livro Abecedário: educação da diferença (Ed. Papirus), organizado por Sandra Mara Corazza e Julio Groppa Aquino. Sarau literomusical.

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LIVRO ABECEDÁRIO_SANDRA CORAZZA

ABECEDÁRIO reúne autores nacionais e de outros países, de diferentes áreas de estudo e de produção, alguns bastante reconhecidos, que vêm se dedicando ao estudo das questões educacionais, sob o prisma da Filosofia da Diferença,  ou que têm um diálogo afinado com essa perspectiva de pensamento.
A idéia foi criar um diálogo intersticial entre os principais conceitos da Filosofia da Diferença e alguns da Educação. Tratou-se de  atravessar os primeiros pelos segundos e vice-versa. A razão primordial de tal escolha deve-se ao fato de haver poucas  obras dedicadas a esse tipo de tematização, a nosso ver,  imprescindível se quisermos criar outras possibilidades mais  afirmativas de compreensão e de efetivação do ato educativo. Uma fonte  de inspiração do trabalho foi o assim chamado “Abecedário”, de Gilles Deleuze, por  meio do qual tem-se um panorama das principais questões que tocaram a  vida e o pensamento desse autor, que é uma referência basal ao nosso  livro.

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07, sábado, 19h: Lançamento do livro Contra o desperdício da experiência, organizado por Ana Lúcia de Souza Freitas e Salete Campos de Moraes (Redes Editora).

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LIVRO Contra Desperdício da Experiência

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Parafraseando Boaventura de Sousa Santos, é contra o desperdício da experiência que os textos reunidos nesta edição se articulam para revisitar a Pedagogia do Conflito treze anos depois de sua publicação. Ao tomar a Pedagogia do Conflito como objeto de estudo e referência para diferentes percursos de investigação, os autores contribuem para ratificá-la como uma perspectiva teórica e prática indispensável à atualidade das experiências educativas emancipatórias. Além de contar com o texto no qual  Boaventura de Sousa Santos apresenta sua proposição acerca de uma Pedagogia do Conflito, o livro reúne textos de pesquisadores de cinco diferentes universidade brasileiras: Pucrs; Uerj; Uff; Unisinos; Furg e Ipa Metodista.

Ana Freitas - PalavrariaAna Lúcia Souza de Freitas é Pedagoga, Mestre e Doutora em Educação. Professora da Faculdade de Educação da Pucrs.

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Salete Moraes - PalavrariaSalete Campos de Moraes é Socióloga, Mestre em Sociologia e Doutora em Educação. Professora da Faculdade de Educação da Pucrs.

CAFÉ COM LETRINHAS 04

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30
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09

Feira do livro na Palavraria

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A Palavraria oferece descontos de 10 a 20% durante o período da Feira do Livro. Sem contar promoção especial com títulos da Jorge Zahar Editor, com descontos de 50%. Venha até a loja, confira as condições e aproveite as ofertas.

Palavraria – Livros e Cafés
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29
out
09

Promoção: livros com 50% de descontos

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A Análise e o Arquivo. Elisabeth Roudinesco. A análise e o arquivo reúne três conferências da historiadora e psicanalista francesa Elisabeth Roudinesco, autora já conhecida no Brasil por obras como o Dicionário de psicanálise e A família em desordem, entre outras. A primeira conferência, dedicada ao filósofo Jacques Derrida, explora as consequências do poder do arquivo como fonte histórica. A segunda acompanha o pensamento de Jacques Lacan e retraça a genealogia de seu célebre artigo sobre o estádio do espelho. A terceira aborda criticamente o surgimento, no final do século XX, de um “arquivo de si” – o chamado culto do narcisismo. Com a habitual clareza, Roudinesco – cuja voz é cada vez mais ouvida por psicanalistas, historiadores e filósofos contemporâneos – aponta nesse livro a ambiguidade e o relativismo do arquivo, fazendo um alerta contra a manipulação não só da história da psicanálise, como da história humana. Coleção Transmissão da Psicanálise; Brochura; 14 x 21 cm; 80pp; DE R$ 26,00 POR R$ 13,00; ISBN: 85-7110-901-X; Tradução: André Telles

 

Cartas do front. Relatos emocionantes da vida na guerra. Andrew Carroll. Cartas do front revela a dimensão humana da guerra. O livro de Andrew Carroll reúne correspondências de soldados e civis que participaram de vários conflitos na história mundial – das mensagens manuscritas da Guerra de Independência norte-americana aos e-mails enviados do Afeganistão. Emocionante, envolvente e dramático, o livro mostra que, na verdade, a guerra é uma sucessão de histórias particulares e anônimas. Ao longo de três anos, Carroll foi a diversos países, como Afeganistão, Iraque e Estados Unidos para pesquisar cartas e e-mails que nunca tivessem sido publicados. Cartas do front foi construído a partir dos depoimentos e do material recolhidos nestas viagens. Esta edição brasileira inclui um capítulo dedicado à correspondência dos pracinhas da FEB durante a Segunda Guerra Mundial. Soldados com saudade de casa, crianças temendo a morte nos campos de concentração e mulheres de militares sofrendo com a abstinência sexual emergem das páginas como personagens reais. Seus relatos emocionam, perturbam, fazem rir e chorar. O livro é dividido em capítulos temáticos e, além do horror e do desespero dos conflitos, apresenta casos marcados pelo amor, pela surpresa e pelo humor. Brochura; 16 x 23 cm; 440pp; ilustrado; DE R$ 56,00 POR R$ 28,00; ISBN: 978-85-378-0030-0; Tradução: Sérgio Lopes

 

Os Cavaleiros de Cristo. Templários, teutônicos, hospitalários e outras ordens militares na Idade Média. Alain Demurger. Os Cavaleiros de Cristo é uma das mais completas sínteses sobre as ordens militares da Idade Média, criadas pela cristandade medieval para combater “o Infiel”. Além de acompanhar templários e hospitalários desde a primeira cruzada em Jerusalém, analisa a atuação da ordem de Santiago na Península Ibérica e a dos teutônicos no Báltico, sem deixar de lado ordens menores, como Calatrava e Avis. O autor destaca como causas da crise e decadência das ordens militares a consolidação das monarquias e o correspondente enfraquecimento do poder do Papa – detendo-se particularmente no processo dos templários. Na conclusão, discute possíveis influências do jihad – a guerra santa islâmica – na formação e ideologia das ordens religiosas de cunho militar. Inclui extensa cronologia: sete mapas, mostrando a expansão das ordens militares desde Jerusalém no tempo das cruzadas; seis índices remissivos: de lugares, pessoas, assuntos, autores citados, bulas pontifícias e lista das ordens. Brochura; 16 x 23 cm; 352pp; ilustrado; DE R$ 56,00 POR R$ 28,00; ISBN: 85-7110-678-9; Tradução: André Telles

 

Champanhe. Como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos difíceis. Don & Petie Kladstrup. Em uma narrativa emocionante, Don e Petie Kladstrup – autores do best-seller internacional Vinho & Guerra – envolvem o leitor na surpreendente saga do champanhe, o vinho mais sofisticado do mundo. Associado ao glamour, à amizade e a grandes celebrações, ele oculta uma história de sofrimento e coragem. Desde a violenta invasão de Átila, rei dos hunos, à barbárie da Segunda Guerra Mundial, os autores revivem a trajetória do champanhe e da região onde ele é produzido. No caminho, apresentam personagens admiráveis, como o humilde monge considerado o pai do champanhe, Dom Pérignon, e os donos de casas famosas, como Pommery e Moët & Chandon, Mumm e Veuve Clicquot, que ao longo do tempo souberam descobrir saídas ardilosas para situações inusitadas. Mesmo em meio a dramas como os da Primeira Guerra Mundial – narrados pelos autores com detalhes emocionantes – as uvas continuaram a crescer. Os champenois, conhecidos por sua determinação e coragem, não se entregaram. Unindo forças, conseguiram fazer a colheita e estocar a safra para produzir a maior riqueza que possuíam: o champanhe. No livro, o leitor descobre que, por trás das finas taças de cristal e do líquido claro e borbulhante, escondem-se exemplos de coragem e auto-superação na luta contra pragas, catástrofes climáticas, guerras e invasões. Resultado de muita pesquisa e de longas entrevistas com os participantes dessa inesquecível história, este livro certamente trará um novo gosto ao champanhe! Brochura; 16 x 23 cm; 240pp; ilustrado; DE R$ 39,00 POR R$ 19,50; ISBN: 85-7110-900-1; Tradução: Marina Slade Oliveira

 

Churchill: Visionário. Estadista. Historiador. John Lukacs. Esse livro não é uma biografia tradicional. Com a autoridade de quem dedicou a vida a estudar a personalidade e a condição de Churchill como estadista, John Lukacs lança nova luz sobre aspectos pouco conhecidos ou explorados da sua vida e carreira política, mesmo em meio à extensa bibliografia sobre o líder britânico. A relação de Churchill com Stálin, Roosevelt e Einsenhower, ou como sua natureza de historiador fez dele um estadista melhor, são alguns desses aspectos. Lukacs investiga também a impressionante capacidade visionária de Churchill — que, vista em retrospecto, mostra o quanto ele anteviu os adventos da Segunda Guerra e da Guerra Fria. E não se omite a respeito de fracassos e críticas, sugerindo ainda tópicos para futuras pesquisas. “Lukacs oferece um retrato eloqüente do líder de um império em irreversível declínio e de um grande, ainda que imperfeito, herói de nosso tempo.” Publishers Weekly “Esse pequeno e extraordinário livro é um prazer para o leitor. É admirável a mistura de inteligência crítica, avaliação segura do que Churchill fez para impedir a ignorância perversa de Adolf Hitler, delicado entendimento dos vários elementos da personalidade de Churchill e talento literário.” Stanley Hoffmann, Foreign Affairs. Brochura; 14 x 21 cm; 180pp; DE R$ 39,00 POR R$ 19,50; ISBN: 85-7110-713-0; Tradução: Claudia Martinelli Gama

 

As Cidades de Freud. Itinerários, emblemas e horizontes de um viajante. Giancarlo Ricci. Seguir Freud em suas frequentes viagens, recolhendo uma vasta documentação extraída de suas cartas e obras. Essa é a proposta inicial do livro, sua saborosa camada externa. Percorremos, através do olhar e do filtro das preocupações profissionais e pessoais de Freud, mais de 40 cidades. Sua curiosidade pelo homem e pela cultura e sua atenta observação de paisagens exteriores e interiores da humanidade fazem dele um agudo intérprete de nosso tempo. Com base nos escritos do mestre de Viena, Giancarlo Ricci levantou os pontos mais emblemáticos do itinerário freudiano: da Freiberg natal a Londres, a cidade do exílio e do fim. De Bellevue, onde Freud levou a termo sua primeira interpretação de um sonho, à estrangeira Nova York. De Karlsbad, instância de tratamento de saúde e também de intensa pesquisa, à emblemática Roma; e a Viena, onde tudo começou. Ao seguir seus passos, o autor evidencia como Freud testemunhou e sobretudo forjou a modernidade, deixando para trás o século XIX e interrogando o mal-estar de nossa época. E nos permite acompanhar suas paixões e sua luta pela afirmação da psicanálise, bem como suas relações com personalidades ilustres, que vão de Charcot e Jung a Einstein, Rilke, Lou Salomé e Salvador Dalí, entre outros. “Percorrer com Freud os itinerários de Freud significa entrar em contato de modo novo e original com uma das vidas mais ricas e extraordinárias de nosso tempo, revisitando suas persistentes paixões … e suas contínuas batalhas pela afirmação, difusão e defesa da psicanálise. … Ricci revela uma notável capacidade de escuta e uma feliz veia intuitiva para animar e recolher as conexões próximas e remotas que as anotações de Freud sugerem.” Do prefácio de Carlo Sini. Coleção Transmissão da Psicanálise; Brochura; 14 x 21 cm; 224pp; DE R$ 48,00 POR R$ 24,00; ISBN: 85-7110-847-1; Tradução: Eliana Aguiar; Revisão: Marco Antonio Coutinho Jorge.

 

Cuba: Uma Nova História. Richard Gott . Fidel Castro e a Revolução Comunista em Cuba são produtos da identidade nacional cubana e não podem ser entendidos fora do contexto histórico da ilha. Com esse argumento, o jornalista e historiador britânico Richard Gott, que há mais de 40 anos escreve sobre o contexto político no Caribe, traça um panorama abrangente e profundo da ilha de Castro, do período pré-colombiano aos anos pós-União Soviética. Em uma narrativa acessível e sem cair na armadilha dos extremos, marcada pela paixão revolucionária ou pelo anticomunismo ideológico, Gott revela um país de problemas raciais, rupturas políticas e muita violência, construindo assim não só uma representação do processo histórico cubano, mas também um reflexo dos povos das Américas. Uma leitura fundamental a todos os que desejam conhecer uma análise coerente e até mesmo otimista da vida em Cuba sem Fidel Castro, a obra é um retrato político, mas não politizado, dessa pequena ilha que desafiou a história e desperta paixões muitas vezes irreconciliáveis. “Gott é sempre um escritor interessante, bem informado e envolvente.” Foreign Affairs. “O livro de Richard Gott será a obra de referência sobre Cuba durante muitos anos.” Adam Feinstein, The Guardian Brochura; 16 x 23 cm; 436pp; ilustrado; DE R$ 68,00 POR R$ 34,00; ISBN: 85-7110-909-5; Tradução: Renato Aguiar

 

De que Amanhã… Diálogo. Jacques Derrida e Elisabeth Roudinesco. O filósofo Jacques Derrida e a historiadora Elisabeth Roudinesco, ambos intelectuais respeitados e reconhecidos, buscam responder aqui à pergunta – sempre atual – feita por Victor Hugo há quase dois séculos: “De que amanhã se trata?” Em um diálogo lúcido e caloroso, no melhor estilo do tradicional gênero de investigação filosófica, Derrida e Roudinesco discutem alguns dos principais temas deste início de terceiro milênio. A herança intelectual dos anos 1970, comum a ambos e tão depreciada atualmente. A liberdade humana, a violência contra os animais e suas conseqüências profundas sobre a imagem que o homem faz de si mesmo. A noção de diferença (seja sexual, cultural ou étnica) e as transformações na família ocidental. Em abordagens filosóficas, históricas, literárias, políticas e psicanalíticas, tratam ainda das formas modernas de anti-semitismo, da pena de morte e de sua necessária abolição, a atualidade de Marx e o espírito da Revolução após o fracasso do comunismo. “Jacques Derrida e Elisabeth Roudinesco evocam com total liberdade os temas mais espinhosos dos tempos modernos. (…) Uma confrontação luminosa. (…) Um verdadeiro livro político.” Catherine Clément, Magazine Littéraire “Elisabeth Roudinesco e Jacques Derrida, cada qual com seus próprios termos, referências e ‘genealogias’, (…) Empenham-se em ‘desconstruir’ os sistemas de pensamento hegemônicos ou dominantes. (…) Um livro a duas vozes.” Jean-Paul Monferran, L´Humanité “Hábil, refinado e talvez muito sofisticado. Que importa? O leitor pode preferir este livro à aflitiva impostura contemporânea que atende, freqüentemente, pelo nome de filosofia.” Alain Rubens, Lire. Brochura; 16 x 23 cm; 240pp; DE R$ 54,00 POR R$ 27,00; ISBN: 85-7110-761-0; Tradução: André Telles.

 

Dicionário da Civilização Grega. Claude Mossé. Esse dicionário apresenta um panorama completo da civilização grega, entendida como o conjunto das manifestações da vida econômica, social, política, cultural e religiosa da forma peculiar de Estado que foi a pólis grega entre os séculos VIII e IV a.C. Como se desenvolveu, num mundo geograficamente limitado, essa notável civilização, que ‘inventou’ a filosofia e a matemática, a democracia e a política, sem falar de uma arte cujos vestígios ainda hoje nos impressionam? De que modo ela foi compreendida ao longo dos séculos, influenciando momentos tão cruciais como o Renascimento, o Iluminismo e a Revolução Francesa? E para onde apontam as pesquisas contemporâneas sobre a história grega? Concebida como um conjunto enciclopédico, de Afrodite a Zeus, trata-se de uma obra de referência indispensável a todos aqueles interessados em conhecer, estudar ou compreender a civilização grega, trazendo 230 verbetes sobre fatos, personagens, obras marcantes e análises teóricas, seguidos de bibliografia específica; sistema de correlações, que permite ao leitor consultar temas inter-relacionados; cronologia comparada; mapas e bibliografia; índice remissivo, com mais de 1.500 possibilidades de consulta. Flexível; 16 x 23 cm; 304pp; DE R$ 68,00 POR R$ 34,00; ISBN: 85-7110-791-2; Tradução: Carlos Ramalhete, com a colaboração de André Telles.

Elas não Sabem o que Dizem. Virginia Woolf, as mulheres e a psicanálise. Maud Mannoni. Tanto Virginia Woolf como Maud Mannoni tiveram seus mundos ligados à psicanálise. Virginia, como editora, chegou a publicar livros de psicanálise, inclusive do próprio Freud; Maud participou da grande expansão da psicanálise francesa, na época de Jacques Lacan, sendo também amiga de Winnicott e de Laing. Último livro escrito por Maud Mannoni (1923-98), realiza o encontro das duas autoras, duas mulheres que dedicaram suas vidas a amar o Outro, lugar da verdade e do desejo, autoras que levaram às últimas consequências a escolha impossível de sustentar esse confronto permanente com o Real, tornando-se, por isso, mulheres que sabem o que dizem… Coleção Transmissão da Psicanálise; Brochura; 14 x 21 cm; 128pp; DE R$ 32,00 POR R$ 16,00; ISBN: 85-7110-508-1; Tradução: Lucy Magalhães.

 

Ensaio sobre o Trágico. Peter Szondi.  “Desde Aristóteles há uma poética da tragédia; apenas desde Schelling, uma filosofia do trágico.” Assim o renomado teórico Peter Szondi abre esse Ensaio sobre o Trágico, obra pioneira que traça a distinção entre as orientações iniciadas por esses dois filósofos. Dividido em duas partes, o livro começa por tratar o próprio conceito de trágico, comentando-o em textos filosóficos e estéticos escritos por 12 filósofos e poetas, como Schelling, Hölderlin, Hegel, Goethe, Schopenhauer, Kierkegaard e Nietzsche. A segunda parte analisa oito tragédias que representam as quatro grandes épocas da poesia trágica, entre elas: Édipo rei (Sófocles), A vida é sonho (Calderón de la Barca), Otelo (Shakespeare), Fedra (Racine), Demetrius (Schiller) e A morte de Danton (Büchner). O livro é escrito com a clareza lapidar e a elegância habituais de Szondi e o leitor brasileiro conta ainda com um esclarecedor prefácio de Pedro Süssekind. Uma obra que não deve faltar na biblioteca de todos os interessados em filosofia, teatro e literatura de um modo geral. “Esse livro é uma preciosidade. Poucos críticos são capazes de reunir um número tão significativo de grandes tragédias e importantes teóricos da tragédia em tão breve espaço. Szondi faz isso com maestria. Além de cativar o leitor, esse livro é um instrumento de ensino que traz a marca dos escritos de Szondi: enorme clareza sobre assuntos complexos. Ninguém substituiu Szondi em seu papel de intérprete teórico da literatura comparada.” Ian Balfour, York University. Coleção Estéticas; Brochura; 14 x 23 cm; 156pp; DE R$ 42,00 POR R$ 21,00; ISBN: 85-7110-783-1; Tradução: Pedro Süssekind;   Revisão: Roberto Machado.

 

Escritos & Ensaios. 1 — Estado, processo, opinião pública. Norbert Elias. Escritos & ensaios reúne textos dispersos de Norbert Elias até agora inéditos em português. Abrange trabalhos sobre temas variados, que tanto expandem o leque de investigação do autor quanto aprofundam e esclarecem questões tratadas por ele em algumas de suas obras mais conhecidas. Esse primeiro volume é composto por 11 textos de caráter e origem diversos: artigos científicos, verbetes de dicionário e palestras produzidos entre 1950 e a morte de Elias, em 1990. Os temas abordados, sempre moldados pela teoria do processo de civilização, abrem perspectivas para se pensar questões como as diversas formas de organização dos grupos sociais, os estados-nação em suas relações internas e externas, e a sociogênese de variados domínios do conhecimento, como a economia e a sociologia. A voz de Elias nos impele a refletir e falar sobre o mundo que vemos e vivemos, ao mesmo tempo em que revela sua convicção na sociologia como esclarecimento. Escritos & ensaios é prova da impressionante atualidade dos esforços e da lição desse pensador. Brochura; 16 x 23 cm; 240pp; DE R$ 44,00 POR R$ 22,00; ISBN: 85-7110-906-0; Organização e apresentação: Federico Neiburg e Leopoldo Waizbort.

Freud e a Perversão. Patrick Valas. Este livro, uma seleção de textos publicados na revista Ornicar?, faz um rastreamento de tudo o que se produziu sobre perversão a partir de Freud. Através de uma exegese da obra freudiana, o autor visa revelar o percurso de Freud na elaboração dos conceitos fundamentais que vieram confirmar sua teoria da sexualidade. Colocando-se numa perspectiva histórica, Valas apresenta um trabalho que é produto de uma investigação exaustiva das teorias sobre o tema das perversões sexuais a partir do final do século XIX. Coleção Campo Freudiano no Brasil; Brochura; 14 x 21 cm; 120pp; DE R$ 38,00 POR R$ 19,00; ISBN: 85-7110-145-0; Tradução: Dulce Duque Estrada; Seleção de textos: Manoel da Motta.

 

Guimarães Rosa e a Psicanálise. Ensaios sobre imagem e escrita, Tania Rivera. Entre imagem e escrita, faz-se literatura. E psicanálise. A teoria freudiana constitui-se em um diálogo constante com a literatura, paralelamente àquele estabelecido com a clínica. A psicanálise, por sua vez, chega quase a se fazer produção literária, e sem dúvida imprimiu profundas marcas na literatura do século XX, ao pôr em relevo uma irreversível desestabilização do sujeito – e da linguagem. A literatura de Guimarães Rosa percorre como poucas as tortuosas veredas que compõem também o terreno da psicanálise. Dentre nossos grandes escritores, é aquele que mais explora tal deslizamento do significante, tal errância do sujeito, num fio tênue entre imagem e escrita que nos põe vertiginosamente em questão. Tania Rivera tece um delicado diálogo entre alguns contos clássicos de Guimarães Rosa – como “A terceira margem do rio”, “O espelho”, “A menina de lá” –, textos de Freud e Lacan e questões oriundas da prática clínica. Composto por ensaios independentes, gira em torno do enigma da constituição do sujeito – que coincide com o mistério da origem da própria literatura. Os capítulos do livro exploram ressonâncias e contrapontos, sem perder de vista a especificidade de cada campo, mas relançando, de um para o outro, questões fundamentais a respeito do sujeito contemporâneo. Coleção Transmissão da Psicanálise; Brochura; 14 x 21 cm; 104pp; DE R$ 34,00 POR R$ 17,00; ISBN: 85-7110-858-7.

História Contemporânea da Argentina. Luis Alberto Romero. Qual o lugar da Argentina no mundo? E de que forma o país deve organizar o seu sistema econômico de modo a assegurar requisitos mínimos de bem-estar, progresso e racionalidade? Essas e outras perguntas motivam a análise do professor da Universidade de Buenos Aires Luis Alberto Romero sobre a história argentina. A obra, que começa exatamente em 1916 e termina com um capítulo sobre a Argentina atual e a crise recente, permite ao leitor buscar explicações para a instabilidade política e mesmo para a violência que caracterizam muitos momentos da história argentina, onde atores individuais e coletivos são os protagonistas de um contexto conturbado de acordos, alianças, conflitos e lutas. Ao apresentar processos semelhantes aos encontrados na história do Brasil, História Contemporânea da Argentina abre a possibilidade ao público brasileiro de:

• Construir uma análise comparada fértil para o entendimento do outro e de si mesmo.

• Melhor compreender o principal parceiro do Brasil no Mercosul.
• Conhecer os principais problemas que cercam não só a principal nação vizinha, mas todos os países da América do Sul. Brochura; 16 x 23 cm; 312pp; DE R$ 54,00 POR R$ 27,00; ISBN: 85-7110-943-5; Tradução: Edmundo Barreiros.

 

Ornicar? De Jacques Lacan a Lewis Carroll. Jacques-Alain Miller (org.) Onde está a psicanálise? Em toda parte, em nenhuma parte, alhures. A ambição de Ornicar?, segundo Jacques-Alain Miller, é ser a “Revista do Real”. Esse volume, que introduz a conceituada publicação no Brasil, reúne os seguintes textos:
• Homenagem a Lewis Carroll (Jacques Lacan)
• Lacan sobre Lewis Carroll (Sophie Marret)
• Como engolir a pílula? (Éric Laurent)
• A psicanálise provoca patologias iatrogênicas? (Jean-Claude Maleval)
• Uma dificuldade na análise das mulheres (Marie-Helène Brousse)
• Uma sexta psicanálise de Freud: o caso Ferenczi (Serge Cottet)
• Retorno sobre a tese de Lacan: o futuro de Aimée (Dominique Laurent)
• Gaston Chaissac, um bricoleur de real (Monique Amirault)
• Sobre a honra e a vergonha (Jacques-Alain Miller)
Coleção Campo Freudiano no Brasil; Brochura; 16 x 23 cm; 152pp; DE R$ 39,00 POR R$19,50; ISBN: 85-7110-807-2; Tradução: André Telles.

 

O Paciente, O Terapeuta e o Estado. Elisabeth Roudinesco. Para coibir a prática de charlatanismo por parte dos terapeutas, o Estado francês resolveu reagir, com o que ficou conhecido como “emenda Accoyer” à Constituição. Numa “parceria” polêmica, cabe agora às instituições PSI – que abrigam psiquiatras, psicanalistas, psicólogos e psicoterapeutas – informar ao Estado quais os profissionais legalmente habilitados a exercer o ofício. Mas o que é um charlatão e por que um Estado deveria se arvorar a saber quem tem e quem não tem direito de se ocupar do sofrimento da alma? Partindo desse ponto, Elisabeth Roudinesco coloca em pauta temas cruciais tanto para o universo PSI quanto para a cultura contemporânea. Seja na defesa intransigente de princípios como a “laicidade” da psicanálise, seja na investida inflexível contra a “medicalização” da saúde mental ou as “avaliações técnicas” em voga nos círculos acadêmicos (idem no Brasil), a autora se pergunta: Quem seria responsável por avalizar os profissionais? Indicado por quem? De que formação ou tendência? O alinhamento da psicanálise a outras formas de tratamento seria uma atitude científica, ou mesmo sensata? Embora parta de um fato político localizado e de uma preocupação supostamente restrita às profissões PSI, este livro ultrapassa essas fronteiras, penetrando em território bem mais amplo: a discussão do papel do Estado no mundo globalizado. Coleção Transmissão da Psicanálise; Brochura; 14 x 21 cm; 152pp; DE R$ 37,00 POR 18,50; ISBN: 85-7110-829-3; Tradução: André Telles; Revisão: Marco Antonio Coutinho Jorge.

 

A Peregrinação de Watteau à Ilha do Amor. Norbert Elias.Em 1712, Antoine Watteau pintou a primeira versão de Embarque para Citera, como pré-requisito para ingressar na Academia Real em Paris. Em 1983, por ocasião de um colóquio em Berlim, Norbert Elias – aos 86 anos e já quase cego –, diante da tela e de diversos colegas, discorreu sobre o quadro e seus elementos com uma perspicácia e riqueza de detalhes que deixaram todos pasmos. O presente ensaio teve origem nessa “aula” informal, mas o quadro já interessava Elias desde sua juventude, quando preparava a tese sobre A sociedade de corte. Na ambigüidade da tela – luminosidade e melancolia – e através dos diferentes tipos de recepção de Citera ao longo do tempo, o autor via o prenúncio de uma mudança na configuração social européia: o declínio da aristocracia e a ascensão da burguesia. A peregrinação de Watteau à ilha do amor expõe com clareza, e do ponto de vista sempre peculiar de Elias, a mudança de mentalidade na Europa desde a Revolução Francesa até o final do século XIX, quando as utopias idealistas transformaram-se em medo e angústia. Essa edição brasileira inclui reproduções a cores das três versões da tela pintadas por Watteau e prefácio do diretor da Fundação Norbert Elias, Hermann Korte. Além disso, traz apreciações críticas da obra de Watteau, de autoria de Gérard de Nerval, Jules e Edmond Goncourt e Théophile Gautier, autores citados por Elias ao longo do livro.Brochura; 14 x 21 cm; 76pp; ilustrado; DE R$ 34,00 POR R$ 17,00; ISBN: 85-7110-840-4; Tradução: Antonio Carlos Santos (tradução do alemão); Seleção e tradução dos textos franceses: André Telles; Inclui reproduções a cores.

Psicossomática e Psicanálise. Roger Wartel e outros. A psicossomática, apesar da vasta literatura a seu respeito, ainda é um domínio inexplorado e, embora seu valor nunca tenha sido suficientemente reconhecido, sempre acompanhou o avanço do discurso médico. Esta coletânea não tem a pretensão de trazer respostas definitivas: ela abre uma área de investigação. É preciso, no campo freudiano, estudar a psicossomática a partir dos recursos doutrinários de Lacan. Colaboradores: Alain Merlet, Eric Laurent, Marie-Helène Blancard, Françoise Josselin, Jean Guir, Franz Kaltenbeck, Patrick Valas e Jacques-Alain Miller. Coleção Campo Freudiano no Brasil; Brochura; 14 x 21 cm; 100pp; DE R$ 29,00 POR R$ 14,50; ISBN: 85-7110-104-3; Tradução: Luiz Forbes.

 

O que Deu Errado no Oriente Médio? Bernard Lewis. Os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono tornaram mais urgente o estudo e a compreensão da história e da cultura islâmica. Especialista no assunto, Bernard Lewis apresenta a seqüência e o padrão de acontecimentos, idéias e atitudes que precederam o 11 de setembro. “Um livro pequeno e completo que você pode ler sobre os problemas das sociedades muçulmanas – muito, mas muito anteriores à realpolitik anticomunista dos EUA – é O que deu errado no Oriente Médio? Lewis mostra como o jogo de acusações a respeito da situação naquela região serve para que seus governos “ao mesmo tempo opressivos e ineficazes”, justifiquem a pobreza e a tirania que impõem às suas sociedades. Só não vê quem não quer.” Daniel Piza, Estado de São Paulo, 08/09/2002. Brochura; 14 x 21 cm; 204pp; ilustrado; DE R$ 38,00 POR R$ 19,00; ISBN: 85-7110-661-4; Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges.

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out
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Dica de leitura, por Daniela Langer

dicas leitura

Dica de Leitura, por Daniela Langer

Sanga Menor – Cíntia Lacroíx
Editora Dublinense
Páginas: 256
Formato: 14×21 cm
ISBN: 9788562757020

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SANGA MENOR Alguns livros me fazem sentir como coisa morta. São livros que nada dizem ou dizem sempre do mesmo. Melhor se fossem publicados em branco. Quando acontece de me cair nas mãos um livro de um autor que não conheço, minha primeira reação é de frio. O medo de virar a coisa-morta. Por sorte, vence um outro lado, o aventureiro, e, então, dou um sorriso meio de lado, lembro do jardim da casa da minha avó e do canto que nunca cansei de explorar e que nunca foi totalmente explorado. A euforia substitui o medo. Foi acompanhada dessa euforia que abri Sanga Menor, romance de estreia da autora Cíntia Lacroíx, editado pela Dublinense.

Bem acomodada, entrei em Sanga Menor (cidade fictícia que dá título à obra) mais ou menos as seis e meia da tarde, e que tristeza foi interromper a leitura lá pela madrugada, quando o sono me arrancou da história de Lírio Caramunhoz, Lírinho, homem com jeito de criança, encarcerado no sobrado em que nasceu e se criou apalermado pela vida e pela mãe super-protetora que ainda lhe serve com mimos de bebê. Seu contraponto é o primo Gilberto, publicitário famoso e filho da excêntrica Caetana dos Fantoches, que muito nova trocou Sanga pela capital, transformando-se, através do imaginário popular, na eterna “louca” da pequena cidade.

No outro dia, acordei e fui direto para leitura. Que maravilha! A história dos moradores de Sanga não tem exageros, o que precisa ser narrado ou descrito, é posto na medida. O narrador abre mão de subterfúgios ou eufemismos: diz o que é do mundo e das coisas do mundo. Outro ponto que me chamou a atenção: Sanga Menor é um exemplo de como significado e significante se encontram, e no desvelo da trama, tornam-se um só. Ao dar vida à Caetana dos Fantoches, revela-se o títere perfeito na forma de narrador. De posse de uma linguagem lapidada, Cíntia tenciona e relaxa as cordas que mantém vivo o leitor.
Pelas horas em que estive na companhia dos moradores de Sanga Menor, senti-me mais viva do que nunca, pois são dessas preciosidades, que muitas vezes só podem ser vividas em pequenas cidades onde o maravilhoso e o real são quase palpáveis, que se necessita para viver.

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daniela-langer-03 Daniela Langer é designer. Também estuda o que lhe causa espanto na literatura e é aluna da Oficina Charles Kiefer desde 2005. Foi premiada no Concurso Osman Lins de Contos 2005. Tem textos publicados em em antologias, entre elas Inventário das delicadezas (Nova Prova, 2007) e Novos Contos Imperdíveis (Nova Prova, 2007. Este ano foi uma das autoras selecionadas para o projeto Outras Mulheres, organizado pelo escritor Charles Kiefer.
www.ordinariedades.blogspot.com

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Sobre Cíntia Lacroix

CÍNTIA LACROIX Nasceu em Porto Alegre, em 1969. Formou-se em direito na UFRGS e cursou jornalismo na PUC. Em Roma, estudou direito internacional e literatura italiana. Participou da oficina de criação literária ministrada por Luiz Antonio de Assis Brasil, publicando contos na coletânea Contos de oficina 28, e frequenta os seminários de criação literária coordenados por Léa Masina. Trabalha como Procuradora da Fazenda Nacional, na Advocacia-Geral da União.

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Programação de 26 a 31 de outubro de 2009

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26 a 31 de outubro

29, quinta, 19h: Lançamento do livro Aleijão (Editora 7Letras), de Eduardo Sterzi. Leituras de poemas por Verônica Stigger.


LIVRO ALEIJÃO.

Neste livro, não há ilusões de refúgio ou exílio frente a um mundo fundamentalmente violento: não apenas as ruas guardam sustos e ameaças, mas a própria casa aparece como “território inimigo”. Nem mesmo a infância ou a família oferecem acolhida: deixou-se para trás a “prisão do paraíso”, da qual restaram sobretudo cicatrizes e feridas ainda abertas. Na cena da memória, que é, desde sempre, também ficção (isto é, reinvenção e comunhão da experiência), as mãos do pai “escondem-se, sanguinárias”. Irmãos se revelam “exímios no embate dos abraços”. Amigos podem ser “quase um país”, mas um país inexistente e imprestável. Mesmo o contato amoroso é aqui – antes, e depois, de tudo – atrito, choque, desgaste. Aleijão é o nome que o autor encontrou para o que sobrevive a tanto desastre, a tanta devastação – seja isto homem ou livro.

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EDUARDO STERZI 02

Eduardo Sterzi nasceu em Porto Alegre em 1973 e vive em São Paulo desde 2001. Seu primeiro livro, Prosa (2001), conquistou o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria Autor-Revelação em Poesia. É autor também de dois volumes de estudos literários, Por que ler Dante e A prova dos nove. Alguma poesia moderna e a tarefa da alegria (ambos de 2008), além de ter organizado Do céu do futuro. Cinco ensaios sobre Augusto de Campos (2006). É doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp e realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade de São Paulo e na Universitá degli Studi di Roma “La Sapienza”.

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30, sexta, 19h: Lançamento do livro Os nove pentes d´África (Mazza Edições) e bate-papo com a autora, Cidinha da Silva.

OS NOVE PENTES D AFRICA_CIDINHA DA SILVAOs nove pentes d’África tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa. O livro de Cidinha da Silva cativa pelo universo das relações familiares, no respeito à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A autora faz sua estréia num campo de poucos autores dedicados a escrever histórias para crianças e adolescentes. (Informativo Maria Mulher)

CIDINHA DA SILVA 02Cidinha da Silva é prosadora. Organizadora de “Ações Afirmativas em Educação: experiências brasileiras” (Selo Negro Edições, 2003, 3a edição). Co-autora de “Racismo e Anti-racismo na Educação: repensando a nossa escola” (Selo Negro Edições, 2002, 4a edição)e “Racismo no Brasil” (Peirópolis, 2002). Tem dois livros de histórias curtas publicados pela Mazza Edições: “Cada Tridente em Seu Lugar” (2007, 2a edição)e “Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!” (2008). Tem texto publicado em livro didático de português da 6a série, chamado “Para Ler o Mundo” (Formato/Scipione), que lhe dá especial alegria. A 1a edição de “Cada tridente em seu lugar e outras crônicas”(Instituto Kuanza, 2006) foi objeto de reflexão em monografia de conclusão do curso de Letras na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, Campus II – Alagoinhas, 2008. Participa da coletânea “Questão de pele”, osganizada por Luiz Ruffato para a editora Lingua Geral, com o texto “Dublê de Ogum”.

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31, sábado, 19h: Recital com o músico alemão Friedemann Graef, com a participação especial do Trio de Janeiro.

FRIEDEMANN GRAEF & TRIO DE JANEIRO

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Friedemann Graef, vive em Berlim e atua como instrumentista e compositor. Simultaneamente com seus estudos de Engenharia Química na Universidade de Berlim, estudou flauta, saxofone e composição com Earle Brown e Eberhard Blum, além de outros mestres alemães. Estudou também etnomusicologia em New York. Além de seus próprios projetos, atua no Berliner Saxophon Quartetts (Quarteto Berlinense de Saxofones de Música Clássica). Seu trabalho contempla composições corais e orquestrais, para órgão e música de câmara, incluindo também música sacra. Na sua segunda turnê pelo Brasil, o músico alemão é acompanhado pelo Trio de Janeiro de Porto Alegre, com o qual tem colaborado como compositor desde o primeiro CD do grupo. A música-título do último CD do Trio de Janeiro – Scenario Urbano – é uma homenagem a Porto Alegre composta por Friedemann Graef. Formam o Trio de Janeiro os músicos Cezar Ferreira (teclados), Jorge de Souza (saxofones), Daniel Nodari (guitarras) e André Birnsfeld (percussão).

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Dica de leitura, por Ademir Furtado (3)

dicas leitura

Dica de leitura, por Ademir Furtado

A polaquinha. Rio de Janeiro, Editora Record, 2004

A POLAQUINHA Uma adolescente de origem polaca. A descoberta da feminilidade. O espanto. Uma peregrinação por camas alheias à procura do amor, pelas ruas de Curitiba. Uma cidade fetiche. Esse é o resumo da vida de uma personagem, tão carente de afeto quando verossímil, denominada apenas A Polaquinha. A comparação irônica com A Moreninha é inevitável. Mas o paralelo se limita apenas ao título. O texto de Dalton Trevisan tem a vertigem da vida real. As frases curtas e rápidas traduzem a crueza sem nenhum romantismo do cotidiano de uma mocinha “tão pobrinha” da periferia, que decidiu abandonar a família e seguir o próprio destino. No lugar do príncipe encantado ao pé do altar para garantir a felicidade eterna, o que a vida lhe oferece são homens tão perdidos quanto ela. E todos casados.  E nessa busca por compensação afetiva, o que ela encontra, em vez do amor sublime das histórias românticas, é apenas sexo. Prazeroso com uns, decepcionante com outros, e ainda doloroso com mais outro. Mas, após alguns anos e vários amantes, a única certeza que ela conseguiu estabelecer, na sua simplicidade existencial, é de que a mulher só existe para os homens se servirem. E é oferecendo aos homens a sua maior habilidade que ela vai achar o meio de melhor servi-los.

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Ademir Furtado escreve no blog http://prosaredo.blogspot.com

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Um pouco mais sobre Dalton Trevisan

Dalton_Trevisan É reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social. Por esse motivo recebeu a alcunha de “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. Além da literatura, Trevisan exerce a advocacia e é proprietário de uma fábrica de vidros.

Liderou o grupo literário que publicou, entre 19461948, a revista Joaquim. A publicação, que circulou até dezembro de 1948, continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao Luar (1945) e Sete Anos de Pastor (1948). Em 1954 publicou o Guia Histórico de CuritibaCrônicas da Província de CuritibaO Dia de MarcosOs Domingos ou Ao Armazém do Lucas, edições populares à maneira dos folhetos de feira.
Inspirado nos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Isolado dos meios intelectuais e concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná, em1968. Seu livro A Guerra Conjugal (1969) foi transformado em um premiado filme, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade. Em 1994 publicou Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista. Seu único romance publicado é A Polaquinha.

Livros Publicados:

Primeiros livros publicados, que o autor renega. Editores desconhecidos.

(Todos os livros publicados pela Editora Record – Rio de Janeiro, exceto “Vozes do Retrato – Quinze Histórias de Mentiras e Verdades” e “Quem tem medo de vampiro?”, publicados pela Editora Ática – São Paulo, “77 Ais”, impresso pelo autor em papel jornal; “O Grande Deflorador” , “99 Curuíras Nanicas” e “111 Ais”, L&PM – Porto Alegre).

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Programação de 19 a 24 de outubro

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19, segunda, das 19 às 21h: A doença: Aprendendo a viver com a diabetes. Palestra e debate com Najara Gattino e Marília Pedroso Pithan. Canja musical com o Vocal Mandrilis. Da série Sarau Psicanarte-2009, promoção de Estudos Integrados de Psicoterapia Psicanalítica-ESIPP.

A psicóloga Najara Gattino- psicoterapeuta e especialista em psicologia da saúde e hospitalar abordará a importância dos aspectos emocionais que envolvem a doença crônica (diabetes). O evento também contará com a participação da médica endocrinologista Marilia P. Pitthan que tratará dos aspectos técnicos do diabetes. E para “brindar” esta atividade contaremos com a canja musical Vocal-Mandrilis. Lembramos que o evento é gratuito e contamos com sua presença.

Os músicos

VOCAL MANDRIALIS 01

Vocal Mandrialis. Grupo independente que, em seus 15 anos de existência, apresentou concertos com repertório variado, oratórios, missas, tributos a compositores, trilhas sonoras, assim como espetáculos de diferentes temas, como “Sentimental Journey”, “Hamleto” , “Papo Firme” e “Tangos, Boleros y Otras Cositas Más…”.

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23, sexta, das 19 às 21h: Show de lançamento do novo cd dos poETs.

Os poETs lançam o segundo cd em show na Palavraria. Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin e Ronald Augusto, depois do elogiado Música Legal com Letra Bacana (YB, 2005), agora trazem 14 novas canções que vão do rock à MPB, todas compostas em parceria pelos três. O novo cd foi produzido pela Loopreclame e pelos poETs, sob a batuta do guitarrista Marcelo Fornazier.

O show
Música pra dançar, junto ou separado. É o que os poETs vêm apresentando desde 2001 em shows que já fizeram por diversos lugares do Brasil: Circo Voador e Teatro Sérgio Porto no Rio de Janeiro, SESC Pompéia em São Paulo, Praia da Ponta Negra em Manaus para mais de 20 mil pessoas, Brasília, Curitiba, 15 cidades de Santa Catarina em recente turnê, além de várias cidades do Rio Grande do Sul. O novo repertório foi amadurecido show a show nas vozes dos três.

Os poETs

OS POETS


Alexandre Brito – violão e voz
Alexandre Brito é músico, poeta e editor. Integrou a banda Os 3 Poetas e tem parcerias com Alice Ruiz, Alzira Espíndola, Paulo Leminski e Waldo Lima do Vale. Seus poemas podem ser lidos nos sites Ame o PoemaGermina Literatura.

Ricardo Silvestrin – voz
Ricardo Silvestrin é músico, escritor (poeta, cronista, ensaísta…) e editor. Integrou as bandas Os 3 Poetas e Os Ladinos. Tem parcerias com Sílvio Marques, Mano Borges, Leandro Maia, Alice Ruiz e Alzira Espíndola. Seus textos podem ser lidos nos sites Ricardo SilvestrinAme o PoemaZHGermina Literatura, no Orkut.

Ronald Augusto – violão e voz
Ronald Augusto é músico, poeta e crítico de poesia. Lançou o CD “Os Humanos” em parceria com Ingo Weber. Liderou as bandas Os Humanos e Matéria Escura. É parceiro de Marcelo Delacroix, Carlos Badia e Marcelo Nadruz, entre outros. Seu trabalho literário pode ser conferido no site Ame o Poema e no blog. Mais informações pelo site Os PoETs.

SITE: www.ospoets.com.br
Contatos: 51 99199770; 51 99480569; 51 85158014
ospoets@globo.com

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24, sábado, 18h30: Encontro literário das escritoras Maria Rezende e Martha Medeiros. Pocket show com Rodrigo Bittencourt. Da série Palavra – Alegria da Influência. Produção de Fernando Ramos, Jornal Vaia.

Palavra – Alegria da Influência: Encontros literários mensais – iniciados em 2008, sempre com a presença de um escritor da nova geração (anfitrião do encontro) e de outro já consolidado no cenário literário e também da predileção (referencial, inspirador, ídolo) do anfitrião, para conversar sobre seus trabalhos, ler textos e debater idéias sobre suas respectivas produções literárias. Encerra o encontro uma canja musical por um músico especialmente convidado. Participaram dos encontros de 2008 os escritores Everton Behenck e Fabrício Carpinejar, Sidnei Schneider e Jorge Rein, Monique Revillion e Charles Kiefer, Laís Chaffe e Celso Gutfreind, Reginaldo Pujol Filho e Luis Fernando Veríssimo. Em 2009, já participaram Rodrigo Rosp e Ricardo Silvestrin, Leandro Doro e Caio Ritter, Ítalo Ogliari e Luis Antônio de Assis Brasil, Marlon de Almeida e Maria Carpi; Reginaldo Pujol Fº e Amílcar Bettega; Luiz Horácio e Moacyr Scliar.

Maria Rezende. Poeta e montadora, carioca de 78, mulher apaixonada e cozinheira bissexta. Tem dois livros publicados: Substantivo feminino (esgotado) e Bendita palavra, publicado no final do ano passado pela editora 7Letras.

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MARTHA MEDEIROSMartha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade. Escreve para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e  colabora com a revista Época. Ao seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense – São Paulo,  o primeiro de seus trabalhos publicados, seguiram-se outros vinte títulos. Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke.

Obras Publicadas de Martha Medeiros
Strip-Tease (1985)
Meia noite e um quarto (1987)
Persona non grata (1991)
De Cara Lavada (1995)
Poesia Reunida (1998)
Geração Bivolt (1995)
“Coisas da Vida” (1995)
Topless (1997)
Santiago do Chile (1996).
Trem-Bala (1999) – Livro de crônicas já na nona edição, adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke.
Non Stop (2000)
Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000)
Divã (2002) – O livro deu origem a uma peça e depois a um filme, ambos estrelados pela a atriz Lilia Cabral, no papel de Mercedes.
Montanha-Russa (2003)
Esquisita como Eu (2004) – Infantil
Selma e Sinatra (2005)
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007)
Doidas e Santas (2008)

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Pocket show: Rodrigo Bittencourt

Rodrigo BittencourtRodrigo Bittencourt é cantor, compositor cineasta e escritor. Foi guitarrista e vocalista da banda “Oficina” fazendo shows pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Tem dois CDs solo: Canção pra ninar adulto e Coleção de amores. No início de 2008, lançou seu primeiro romance, Esmalte Vermelho (editora Língua Geral). Em 2003, em parceria com a poeta Maria Rezende, criou o projeto multimídia Te Vejo na Laura. Começando carreira no cinema, dirigiu Por acaso Gullar, um curta-metragem sobre o poeta Ferreira Gullar, com participação especial de Maria Bethânia, e foi selecionado para os Festivais do Rio 2006, de Vitória e de Tiradentes. Seu próximo curta seria sobre o poeta e músico Jorge Mautner trazendo no elenco, além do próprio Mautner, Paulinho Moska, Jacobina, Jards Macalé e Caetano Veloso. Com a produtora Mariza Leão, da Morena Filmes, criou uma série pra tv chamada Procurando quem? Que o canal Brasil exibiu a partir de maio de 2008.

Ouça composição de Rodrigo Bittencourt na voz de Maria Rita:

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PRODUÇÃO/REALIZAÇÃO: Jornal VAIA – APOIO: PALAVRARIA

Assessoria de imprensa: Fernando Ramos (contatos:

jornalvaia@gmail.com e 9892-3603)




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