Arquivo para dezembro \12\UTC 2009



12
dez
09

Aconteceu na palavraria: lançamento do livro água passante

Dia 8, terça-feira, houve o lançamento do sexto livro de poemas de Liana Timm, Água passante. Entremeando a sessão de autógrafos, a autora apresentou um belo áudio-visual com leituras de poemas por Lenira Fleck. Abaixo fotos do evento.

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12
dez
09

Programação de 14 a 19 de dezembro

14 a 19 de dezembro

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14, segunda, 19h: Lançamento da revista Teorema 15.

Publicação dedicada exclusivamente à crítica cinematográfica, a revista Teorema chega a sua 15ª edição, que tem lançamento oficial no dia 14 de dezembro, às 19h, na Livraria Palavraria.
Editada em Porto Alegre por Enéas de Souza, Fabiano de Souza, Flávio Guirland, Ivonete Pinto e Marcus Mello, a revista conquistou reconhecimento nacional pelo trabalho que vem realizando ao longo de sua trajetória, iniciada em 2002.
A Teorema 15 abre espaço para o bom momento vivido pelo cinema americano, representado na edição pelos novos filmes de Quentin Tarantino, Michael Mann e James Gray. Bastardos Inglórios, a obra-prima de Tarantino, é dissecada por Mauro Baptista, especialista na filmografia do diretor de Cães de Aluguel e Pulp Fiction.  Enéas de Souza dedica-se ao universo violento dos gângsters, recriado com o virtuosismo habitual por Mann em Inimigos Públicos. Já Milton do Prado ressalta as qualidades de Amantes, mais um título a comprovar o talento do jovem diretor James Gray.
O entrevistado da edição é o japonês Takeshi Kitano, graças à colaboração de Rodrigo Fonseca, do jornal O Globo. O momento de crise criativa vivido pelo diretor de Hana-bi – Fogos de Artifício merece uma análise cuidadosa do crítico argentino Diego Brodersen. Ainda no âmbito do cinema internacional, o português Aquele Querido Mês de Agosto tem sua festejada unanimidade crítica abalada através de um duro ataque promovido por Ivonete Pinto. E o vigoroso cinema romeno, atual sensação no circuito internacional de festivais, é comentado por Fabiano de Souza, em texto que descreve as qualidades do novo longa de Corneliu Porumboiu, Polícia, Adjetivo.
O cinema brasileiro comparece com À Deriva e Moscou. O filme de Heitor Dhalia é analisado por Hélio Nascimento, crítico gaúcho de larga trajetória, em sua primeira colaboração para a revista. Já Eduardo Coutinho e seu salto no escuro no mundo do teatro com Moscou ganham uma leitura atenta de Suzi Weber, professora do Departamento de Artes Dramáticas da UFRGS.
A edição se encerra com um pequeno bloco dedicado ao cinema fantástico, gênero que proporcionou alguns dos maiores prazeres cinematográficos da atual temporada. O polêmico Anticristo, de Lars von Trier, alvo de inúmeros comentários negativos desde sua première no Festival de Cannes deste ano, é defendido por Marcus Mello. Marcelo Miranda analisa o último filme de Dario Argento, Giallo, lançado no Brasil diretamente em DVD. Cristian Verardi encerra a seção debruçando-se sobre o surpreendente Distrito 9, filme de  estreia do sul africano Neill Blomkamp que usa as convenções do cinema de ficção científica para tratar de questões contemporâneas.

Teorema 15
60 páginas
R$ 10,00

17, quinta, 19h: Lançamento do livro Reflexões sobre o medievo, de Nilton Mullet Pereira, Cybele Crossetti de Almeida e Igor Salomão Teixeira (orgs). Sessão de autógrafos com os organizadores

Estas reflexões sobre o medievo têm o objetivo de estabelecer uma ponte sobre o Atlântico. Esta foi a melhor forma encontrada para definir e sintetizar a proposta e as expectativas, ou seja, de ampliar, de forma mais sistemática, os olhares sobre a Idade Média, que se cruzaram a partir de pesquisas e pesquisadores de instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul e alguns de seus interlocutores no Brasil e no exterior.
Há alguns anos a troca acadêmica e os trabalhos em conjunto entre pesquisadores brasileiros e europeus ocorrem cada vez mais frequentemente. Neste sentido, a obra apresenta traduções inéditas de trabalhos de pesquisadores que estiveram no Brasil ministrando cursos, palestras e atuam em parceria em outras atividades de pesquisa, ou, ainda, pesquisadores que na condição de co-orientadores de teses de doutorado, desenvolveram atividades em conjunto com orientandos e orientadores do Programa de Pós-Graduação (PPG) em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além disso, a obra insere-se em uma série de iniciativas que o GT Estudos Medievais da ANPUH/RS (Associação Nacional de História – seção Rio Grande do Sul) promove desde 1999, como o I EEEM/RS (Encontro Estadual de Estudos Medievais), realizado em junho de 2009. Pensamos, então, que Reflexos sobre o medievo seja um livro que provoque mais questões e menos respostas. Os textos aqui reunidos têm essa característica e a certeza de que novos debates suscitarão novas iniciativas. Sendo assim, como trabalho coletivo e em constante transformação, convidamos a todos para a leitura das reflexões propostas.

Organizadores:
Nilton Mullet Pereira
– Professor da área de ensino de História (UFGRS). Possui estudos de Pós-doutorado em História Medieval, na UFRGS. È coordenador do GT de Estudos Medievais da ANPUH/RS.
Cybele Crossetti de Almeida – Professora do PPG em História/IFCH/UFGRS, da área de História Medieval. Possui doutorado em História Medieval na Universität Bielefeld, Alemanha.
Igor Salomão Teixeira – Doutorando em história na UFRGS e bolsista CAPES/PDEE na École dês Hautes Études em Sciences Sociales.

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18, sexta: Lançamento do livro Teoria da cultura de Darcy Ribeiro e a Filosofia Intercultural (Editora Nova Harmonia),  de Neusa Vaz e Silva. Sessão de autógrafos com a autora e pocket show com Josué Krug

Este livro resulta da convicção da necessidade de transformar, interculturalmente,a filosofia brasileira,diante da heterogeneidade de seus povos. Parte do pressuposto de que o estudo e o ensino da filosofia têm como objetivo colaborar para  que o ser humano amplie o conhecimento de si mesmo, na convivência com o outro, mediante o confronto  prático-reflexivo com os contextos da vida e em interação como o ambiente natural que o acolhe.
No pocket Josue Krug cantará musicas latinoamericanas e brasileiras que abordam a temática intercultural.

Neusa Vaz e Silva é Natural de Piratini/RS. Sócia fundadora da Associação Sul Americana de Filosofia e Teologia Interculturais/ ASAFTI. Doutora em Filosofia Ibero-americana  pela Universidad Centroamericana”José Simeón Cañas”/UCA, El Salvador. C.A.

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19, sábado, 19h: Lançamento do livro Os limites do impossível – contos gardelianos, de Aldyr Schlee.(Editora ARdoTEmpo). Sessão de autógrafos com o autor

ADIADO S/D

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09
dez
09

Aconteceu na palavraria – bate-papo de Scott, Carpinejar, Carlos André e Pellizzari

Uma boa parte da novíssima geração de escritores do Rio Grande do Sul esteve representada num festivo encontro realizado segunda, 07, na Palavraria. Utilizando-se como pretexto a visita de Paulo Scott à cidade – que agora mora no Rio de Janeiro – Fernando Ramos, do Vaia, conseguiu reunir na livraria um timaço de escritores. Além dos escalados para conduzir o papo – Scott, Carpinejar, Carlos André e Pellizzari, marcaram presença na platéia Cardoso, Antônio Xerxeneski, Rodrigo Rosp, Bernardo Moraes, Marcelo Noah, Everton Behenk, Samir Machado de Machado, Alexandre Rodrigues… Para além do tema – irreverentemente discutido pelos presentes, o encontro caracterizou uma grande confraternização. As fotos registram o evento.

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Aconteceu na palavraria – sarau/alunos de charles kiefer

No último sábado, 05, a Palavraria foi palco de um belo espetáculo. Protagonizado pelos alunos de Charles Kiefer, do curso de letras da PUC, o evento mostrou as criações poéticas e musicais dos jovens universitários, elaboradas a partir das discussões literárias promovidas em sala de aula.

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08
dez
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Aconteceu na palavraria – lançamento da coleção ilustres desconhecidas

Quinta, 3, a Palavraria recebeu as Ilustres Desconhecidas – sete escritoras que que lançavam seus novos livros: Cotinha e outras gurias, de Alice da Silva;  Ateliê de poemas, de Arlita Portela de Azambuja; Cheiro de pão feito em casa, de Elisabeth Dias Pereira Brito; Tempo essencial, de Maria Ivone Leandro Fernandes;  Sem perfume, de Mirta Villas Boas Ferrari; Tecido retorcido, de Yara Costa Machado; Aconteceu, de Zilda Gay de Castro. Abaixo, alguns registros da festa de lançamento da coleção.

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05
dez
09

Programação de 7 a 12 de dezembro

7 a 12 de dezembro

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07, segunda, 18h30: O escritor gaúcho contemporâneo no imaginário do leitor brasileiro – Bate-papo literário com os escritores Paulo Scott, Fabrício Carpinejar, Carlos André Moreira e Daniel Pelizzari.

Como o leitor de um país tão extenso e variado feito o Brasil imagina a literatura gaúcha contemporânea? Que peculiaridades e especificidades há na escrita de autores contemporâneos de Porto Alegre e RS capazes de atrair tão fortemente a imaginação de leitores brasileiros? Para o imaginário do leitor nacional o escritor gaúcho contemporâneo contribui com o quê?
Essas e outras reflexões estarão no centro do bate-papo de Carlos André Moreira com Fabrício Carpinejar, Paulo Scott e Daniel Pellizzari na próxima segunda-feira, 07, às 18h30, na Palavraria.

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Carpinejar, Fabrício Carpi Nejar, poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. Nasceu em Caxias do Sul (RS) em 1972. É autor dos livros: As Solas do Sol (Bertrand Brasil, 1998), Um Terno de Pássaros ao Sul (Escrituras Editora, 2000, esgotado) (Bertrand Brasil, 3ª edição, 2008), objeto de referência nos The Book of the Year 2001 da Enciclopédia Britânica, Terceira Sede (Escrituras, 2001), Biografia de uma árvore (Escrituras, 2002), Caixa de Sapatos (Companhia das Letras, 2003), Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa (Alaúde, 2004), Cinco Marias (Bertrand Brasil, 2004), Como no Céu e Livro de Visitas (Bertrand Brasil, 2005), O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 2006), Filhote De Cruz Credo (A GIRAFA EDITORA, 2006), Meu filho, minha filha (Bertrand Brasil, 2007, Canalha! (Bertrand Brasil, 2008) e Diário de um Apaixonado: sintomas de um bem incurável (Mercuryo Jovem, 2008). http://www.carpinejar.com.br/

Paulo Scott é escritor gaucho nascido em Porto Alegre, em 1966. Radicado no Rio de Janeiro desde 2008. Colunista do Portal de Literatura e Arte Cronópios e da revista. eletrônica Terra Magazine. Publicou Voláteis, Editora Objetiva, 2005 – romance; Ainda orangotangos, Editora Bertrand BrasilGrupo Editorial Record, 2007 – contos; A timidez do monstro, Editora Objetiva, 2006; Senhor escuridão, Editora Bertrand BrasilGrupo Editorial Record, 2006; Histórias curtas para domesticar as paixões dos anjos e atenuar os sofrimentos dos monstros, Editora Sulina, 2001 (poemas); Crucial dois um, texto de dramaturgia contemplado no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz em 2006.

Carlos André Moreira nasceu em São Gabriel em 1974. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente é mestrando em Literatura Portuguesa no Instituto de Letras da mesma universidade. Desde 2003, trabalha no Segundo Caderno de Zero Hora, onde exerce a função de crítico literário e repórter da área de Cultura. Mantém e edita o blog de crítica literária Mundo Livro (www.zerohora.com/mundolivro). Como ficcionista, já teve contos publicados nas revistas Etc (Travessa dos Editores), Coyote (Iluminuras), no jornal Zero Hora, nas coletâneas Contos de Oficina 28 (Ws Editor, 2001) e Contos Comprimidos (Casa Verde, 2008); Publicou recentemente o romance Tudo o que fizemos, pela Editora XXI.

Daniel Pellizzari nasceu em Manaus, em 1974, mas mora em Porto Alegre desde 1984. É escritor, tradutor e editor. Em 2001 fundou a editora Livros do Mal, em parceria com Daniel Galera e Guilherme Pilla, pela qual lançou no mesmo ano Ovelhas que Voam se Perdem no Céu, e, em 2002, O Livro das Cousas que Acontecem, ambos volumes de contos. Em 2005 publicou seu primeiro romance: Dedo Negro Com Unha. Como tradutor, já verteu para o português brasileiro obras de William S. Burrougs, Irvine Welsh, Hunter S. Thompson e Neil Gaiman, entre outros.

PRODUÇÃO/REALIZAÇÃO: Jornal VAIA – APOIO: PALAVRARIA
Assessoria de imprensa: Fernando Ramos (contatos:jornalvaia@gmail.com e 9892-3603)


08, terça, 19h30: Lançamento do livro Água passante, de Liana Timm (Editora Território das Artes). Leitura de poemas pela autora e por Lenira Fleck.

Na obra Água Passante Liana apresenta 67 poemas, que trazem suas reflexões sobre a passagem do tempo, utilizando a metáfora da água e seus desdobramentos. O livro tem texto de apresentação assinado pela psicanalista Lenira Fleck e orelha escrita pela doutora em literatura Léa Masina. O lançamento contará com sessão de autógrafos e leitura poética realizada pela autora acompanhada de Lenira Fleck, com direção de Humberto Vieira.
Em Água Passante, Liana Timm “pinta em versos”. Ao fazer com as palavras o que normalmente faz com as “tintas”, no seu trabalho como artista plástica, ela esculpe a si mesma e mostra sua busca pelo auto-conhecimento. A leitura desta obra oferece um mergulho nas profundezas de uma estética em constante movimento, apreendida da fragmentação das coisas e na possibilidade de uni-las provisoriamente, sem deixar-se aprisionar pela estrutura previsível e imediata da realidade.
Lenira Fleck destaca em sua apresentação a força da poética que revela uma espécie de dívida de gratidão com o tempo, que se deixa elaborar pela riqueza do imaginário da escritora/artista. “Água Passante remete à metáfora freudiana, tributo ao artista, aquele que vende os móveis da casa para comprar as tintas. Pinta em versos, em versos pinta… garatujas de supostas, sempre supostas condições do humano. Condições estas que talvez somente a poesia possa delas algo expressar, pois por mais que diga deixará margens para novos dizeres, que sejam mascarados de mentiras, que de modo geral escondem grandes verdades”.
De acordo com Léa Masina, a poeta reafirma o seu gesto libertador, mediatizado por uma sensibilidade porosa, de quem sente com o corpo o próprio tempo fluindo em imagens, em idéias que deslizam ocupando lugares provisórios. “O que permanece é o sentido da migração, do movimento constante da alma que não se contenta com a concretude do momento e sua volúpia, e se aventura ao vento, busca as aragens, as águas passantes, o salto do gato, recolhendo o fluir das estações. Ciente de que a escrita nada tem de passatempo, Liana descreve com o corpo, vinculada ao seu refinado senso estético e à sua capacidade de percepção. Disso decorrem, também, poemas que transitam entre a expressão do mundo e a reflexão estética das formas – meta-poesia – quando as cores, o desenho das coisas, as sinuosidades, as tessituras e os deslocamentos fazem aflorar a artista plástica no domínio do seu métier”, conforme escreve na orelha do livro.

Liana Timm tem 20 livros publicados, participou de 65 exposições individuais e recebeu 13 prêmios. Natural de Serafina Corrêa (RS), vive e trabalha em Porto Alegre em um atelier em permanente ebulição artística. No ano passado foi contemplada com o título honorífico de Cidadã de Porto Alegre, como um reconhecimento à sua atividade em favor da arte e da cultura, tendo a capital gaúcha como ponto de partida.

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09, quarta, 19h: Sem outro sentido que não a beleza – Sarau da Oficina de Poesia Ronald Augusto. Leitura de poemas com Erika Almeida, Paulo Prates, Loiva Serafini, Jaime Medeiros Júnior, Deisi Beier e Liana Sinara Marques.


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10, quinta, 19h: Lançamento do livro Fim das coisas velhas, de Marco de Menezes (Editora Modelo de Nuvem). Pocket show com Felipe Azevedo.

Fim das Coisas Velhas é o terceiro volume de poemas de Marco de Menezes. Lançado em Outubro de 2009 é o primeiro título da editora Modelo de Nuvem (em parceria com a Do Arco da Velha Livraria) e foi um dos livros mais vendidos dentre os autores regionais na Feira do Livro de Caxias do Sul. Neste livro, assim como nos anteriores, Marco realiza uma poesia voltada para as coisas do cotidiano, estruturando sua poética sobre temas contemporâneos como a constatação de que não há mais contemplação e possibilidade de observarmos as coisas envelhecerem. Tudo fenece em face da sanha pela novidade, as coisas (imagens, objetos, paisagens urbanas, falas, ideias) são amputadas antes de completarem sua curva vital, de modo que o cenário da vida não se sustenta, não tem fixidez, se volatiliza a cada instante e faz desaparecer o sentido de continuidade e permanência.
Segundo Donaldo Schüler: “Fim das coisas velhas começa no meio de uma conversa. Fala, sem começo nem fim, aos tropeços, sobre incidentes perdidos. Que águas arrastam as coisas velhas? O tempo, a morte, o desinteresse. Cantar o que deve ser guardado na lembrança era outrora função de cantores amparados pela Memória coletiva. Disso encarrega-se agora o jornal, passageiro como os acontecimentos que se fazem notícia. Como a imprensa não tem olhos em toda parte, fatos que poderiam alimentar a curiosidade de muitos somem sem deixar rastro. As águas levam pequenas e grandes ocorrências, próteses e órgãos do corpo. Resiste o que permanece no afeto, o que se faz poesia. Marco de Menezes penetra fundo no cotidiano. Aponta o que não aspira à divulgação de periódicos, coisas miúdas como gotículas de pó. Marco as salva da conversa e as transforma em versos sonoros, ritmos controlados e variados. Em contato com a insignificância de todos os dias, as palavras se renovam, acenam, protestam contra a indiferença, resistem”.

Marco de Menezes, nascido a 04 de junho de 1968 em Uruguaiana/RS, está radicado há mais de 20 anos em Caxias do Sul/RS. Participou de coletâneas e antologias regionais, entre as quais “Matrícula Dois” (1998), onde figura como representante da nova geração de poetas da Serra Gaúcha, sucedânea do grupo de poetas dos anos 60 e 70 – onde estavam incluídos, entre outros, Oscar Bertholdo, Jayme Paviani e José Clemente Pozenato. Em 2003, em parceria com o músico Vinicius Todeschini, assinou a obra autoral “Arrebaldeação”. Em 2006, organizou e apresentou a coletânea “3”, que reúne a produção de três poetas contemporâneos de Caxias do Sul (Dhynarte de Borba e Albuquerque, Fabiano Finco e Odegar Junior Petry). Em 2007, participou como letrista no álbum “Percussivè”, do violonista e compositor gaúcho Felipe Azevedo, com quem mantém parceria. Ainda neste ano, trabalhou como letrista da composição da trilha do curta-metragem de Bruno Polidoro “O vazio além da janela”, em parceria com os músicos Camila Cornutti e Léo Ferrarini. Em 2009 está lançando o seu terceiro volume de poemas pela editora Modelo de Nuvem. Possui três volumes de poesia publicados: “As Horas Dragas” (1999), “Pés de Aragem” (2007) e “Fim das Coisas Velhas” (2009). Seus trabalhos recentes receberam elogios de autores e críticos como Donaldo Schüler, Jayme Paviani, Francisco Bosco, Antônio Carlos Secchin, Antônio Cícero e Miguel Sanches Neto, entre outros.

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Felipe Azevedo, compositor, violonista e cantor, formou-se em música na UFRGS (bacharelado) e no IPA (licenciatura).  Recebeu 05 Prêmios Açorianos (Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002, Melhor Instrumentista MPB 2005 e Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2007), além de premiações em vários festivais de música do estado (RS) e país (BR). Criou trilhas de espetáculos de dança e programa de TV. Ministra regularmente cursos de extensão, oficinas, aulas individuais de arranjos na canção, técnica violonística aplicada à performance interpretativa. Tem três CDs publicados: Cimbalê, lançado em setembro de 1998, Identidades, gravado em junho-julho de 2002 e Percurssivê ou a prece do louva-a-deus, lançado em outubro de 2007. O show Percussìvé já foi apresentado, dentre outros projetos, junto com a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro; Projeto Unimúsica na UFRGS, junto com o violonista paulista Ulisses Rocha; no VIII Porto Alegre em Cena em show com o alagoano Hermeto Pascoal, e com o grande compositor e violonista carioca Guinga no Centro Cultural 25 de Julho, em 2002 em Porto Alegre. O CD Percurssivê ou a prece do louva-a-deus foi selecionado pelo Prêmio Petrobrás Edição 2004-2005, e em 2007 teve primeira tiragem de 2000 cópias. O compositor acaba de ser contemplado pela Fundação Nacional das Artes – FUNARTE/RJ com a Bolsa de Estímulo à Criação Artística através da qual está produzindo seu próximo CD autoral, intitulado Tamburilando canções – Felipe Azevedo – Violão com voz.



02
dez
09

Aconteceu na Palavraria – lançamento do livro Direitos humanos, saúde sexual…

Nesta segunda, 30, Maristela Costa de Oliveira veio à Palavraria para uma concorrida sessão de autógrafos de seu livro Direitos humanos, saúde sexual e reprodutiva de adolescentes. Fotos do evento.

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