Arquivo para 18 de abril de 2010

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Programação de 19 a 25 de abril

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19 a 25 de abril

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A programação da Palavraria nesta semana, que excepcionalmente para esta livraria se estenderá até domingo,  privilegia exclusivamente eventos da III Festa Literária de Porto Alegre.

[Acompanhe aqui a programação completa da FestiPoa. ]


20, terça-feira:

17h: A escritora  Cíntia Moscovich e o crítico de arte Jacob Klintowitz conversam com Sergio Faraco – o autor homenageado desta FestiPoa – sobre produção de contos e tradução. [Veja mais sobre Faraco aqui e aqui.]

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18h30: Maratona Literária 7: leitura de contos do livro Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco.

Prêmio Nacional de Ficção, atribuído pela Academia Brasileira de Letras em 1999, Dançar tango em Porto Alegre é uma coletânea de contos concentrados em três temas – o primeiro, contos desenvolvidos na paisagem rural fronteiriça do Rio Grande do Sul, onde os protagonistas debatem-se intimamente entre, de um lado, a tentativa de reter valores ancestrais e o próprio passado que se esvai e, do outro, a submissão à modernização e à passagem do tempo; em segundo lugar, narrativas sobre o trespassar da inocência infantil por fortes experiências emocionais e de iniciação sexual; e, por último, contos sobre o indivíduo que, melancólico e solitário, não se adapta ao espaço urbano.

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19h: Edgar Vasques conversa sobre literatura adaptada para HQ com o artista plástico e designer gráfico Fabriano Rocha e o escritor e artista gráfico Leandro Dóro.

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22, quinta-feira:

18h: Maratona Literária 7, com leitura em voz alta, em revezamento da coletânea de contos “Dançar tango em Porto Alegre”, de Sergio Faraco.

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19h30: Lançamento do Campeonato Gaúcho de Literatura e um debate sobre prêmios e concursos literários com Rodrigo Rosp e Daniel Weller.

Rodrigo Rosp justifica a atividade explicando o contexto: “Prêmios e concursos literários há aos montes. No entanto, quase a totalidade deles apresenta o vencedor e nada mais, sem justificativa, sem proporcionar reflexão sobre as obras e sobre o resultado. Foi pensando assim que Lucas Murtinho criou em 2007 a Copa de Literatura Brasileira, uma premiação que valorizava sobretudo a troca de ideias acerca dos concorrentes e que tem sido um enorme sucesso na internet. Com boa qualidade de textos e participação efetiva do público, através de comentários, tem alcançado, sem dúvida, o objetivo de gerar reflexão sobre as obras e se distinguir de uma premiação ordinária. No entanto, a CLB teve de fazer um recorte na seleção das obras. Um deles foi quanto ao gênero (a competição é apenas entre romances) e o outro quanto à quantidade (apenas 16 por ano, escolhidos pela organização do torneio). Historicamente, vários pedidos foram realizados para que houvesse uma copa de contos, gênero praticado em profusão no Brasil. Porém, atender esse pedido não parece ser a intenção da CLB. Além disso, é também uma demanda aberta, no cenário da produção literária no Rio Grande do Sul, haver maior espaço para a crítica, especialmente da produção local. Diante de todo esse contexto, surge o Campeonato Gaúcho de Literatura, uma competição anual formata no mesmo modelo da Copa de Literatura Brasileira, possuindo, entretanto, diferenças fundamentais. A principal delas é no recorte: haverá participação apenas de livros de autores gaúchos. Além disso, o Campeonato Gaúcho de Literatura terá pequenas variações na fórmula de disputa em relação à da CLB, de forma a deixar a competição ainda mais atraente para o público”.

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23, sexta-feira:

16h30: Marco Cena, Samir Machado de Machado e Clô Barcelos falam sobre a criação de capas para livro.

18h: Pocket show com Felipe Azevedo.

18h30: Jorge Furtado, Pena Cabreira e Juarez Fonseca conversam sobre letras de canções na música popular brasileira.

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Dia 24, sábado:

16h: Pedro Gonzaga conversa com José Hildebrando Dacanal sobre o livro Riobaldo & Eu: a roça imigrante e o sertão mineiro, de Dacanal.

Tendo como base dados antropológicos, históricos, literários e biográficos, esta obra coloca em relação a sociedade colonial-imigrante clássica do sul do Brasil, representada paradigmaticamente pela Capela de Três Vendas de Catuípe (RS), com o sertão – o interior agrário – de Minas Gerais, tal como ele aparece no romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. E sobrepondo estas realidades conclui que ambas, na forma factual-histórica a primeira e na forma simbólica literária a segunda, exemplificam o processo da passagem intempestiva de sociedades agrárias tradicionais particulares para a sociedade urbanoindustrial planetária. Ao final, a biografia intelectual do Autor é apresentada.


17h30: Leitura Desacordo ortográfico, com Reginaldo Pujol Filho.

Desacordo Ortográfico é uma antologia de textos organizada por Reginaldo Pujol Filho que reúne autores que, em vez de escrever no bom português, preferiram adotar os seus ótimos, estranhos, lindos portugueses. Participam os escritores Altair Martins, Cardoso, Gonçalo M. Tavares, João Pedro Mésseder, Luandino Vieira, Luis Fernando Verissimo, Luís Filipe Cristóvão, Manoel de Barros, Marcelino Freire, Maria Valéria Rezende, Nelson Saúte, Olinda Beja, Ondjaki, Patrícia Portela, Patrícia Reis, Pepetela, Reginaldo Pujol Filho, Rita Taborda Duarte, Rogério Manjate e Xico Sá. Desacordo Ortográfico é uma provocação ao pensamento do igual. Desacordo Ortográfico é uma exaltação da diferença.

18h: Debate com Xico Sá, Cardoso e Cláudia Tajes. Lançamento e sessão de autógrafos de Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha, com Xico Sá.

Xixo Sá ficou famoso pela cobertura do caso PC Farias e em função da matéria sobre o “Homem-Gabirú”, sobre os efeitos da desnutrição na estatura das pessoas paupérrimas que vivem no Nordeste brasileiro. Escritor e jornalista, já é conhecido por seu humor debochado e sem travas. Nasceu em Crato, região do Cariri cearense, é colunista da Folha de São Paulo e participa de programas como Cartão Verde (TV Cultura) e Notícias MTV.

Chabadabadá… trata dos relacionamentos amorosos, do macho perdido e da fêmea que se acha. Nessa coletânea de crônicas, algumas inéditas, outras não, trata principalmente das aventuras e desventuras de homens e mulheres em situações diversas, das mais vexatórias às mais glamorosas. O autor “sacode o homem frouxo” e, ao ser perguntado se os homens com H maiúsculo ou como ele mesmo denomina “machosjurubeba” estão em extinção, responde: “No mínimo, podemos dizer que estão a caminho da extinção ou sendo substituídos, apressadamente, por seres sensíveis, bem-vestidos, perfumados, maquiados, umas gracinhas”, ironiza. E ele garante que está transmitindo a insatisfação coletiva de um grupo de aproximadamente 100 mulheres que são aconselhadas por ele nas noites da vida, que tomam seu ombro a chorar nas madrugadas. Os títulos das crônicas já preparam o leitor para o que está por vir. São verdadeiras epígrafes, como Da Peleja do Metrossexual Contra o Macho-Jurubeba, Da Arte de Chorar em Público, Só a Lama Cura e Torturas de Amor ou Toque Outra Vez, Waldick.

Obras de Xico Sá:

  • “Modos de macho & Modinhas de fêmea” – Editora Record
  • “Divina Comédia da Fama” – Editora Objetiva
  • “Nova Geografia da Fome” – Editora Tempo d´Imagem
  • “Paixão Roxa” – Editora Pirata
  • “Catecismo de Devoções, Intimidades & Pornografias – Editora do Bispo
  • “Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo – Editora Fina Flor
  • “Caballeros Solitários rumo ao sol poente -Editora do Bispo
  • “La mujer és un gluebo da muerte -noubellita sangrenta de amor a quemmaropa -Editora Yiyi Jambo -Asunción, Paraguay.
  • “Tripa de cadela & outras fábulas bêbadas” (contos) -Editora Dulcinéia Catadora, São Paulo,Brasil

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Dia 25, domingo:

14h: Painel: Conto, imagem e construção do invisível, com Flávio Wild, Olavo Amaral e Cássio Pantaleoni.

15h: Lançamento e sessão de autógrafos de Histórias para quem gosta de contar histórias, com Cássio Pantaleoni.

16h: Bate-papo com o escritor carioca Henrique Rodrigues e Diego Petrarca e lançamento com sessão de autógrafos da coletânea de contos Como se não houvesse amanhã (Ed. Record), organizada por Henrique Rodrigues.

São vinte histórias inspiradas em músicas da Legião Urbana, cada uma escrita por um autor diferente. Além de ser uma homenagem à banda que se tornou um mito, “Como se não houvesse amanhã” é também uma amostra do que há de melhor na literatura brasileira contemporânea. A exemplo das músicas da lendária banda formada em Brasília, os contos tratam de temas universais como amor, perda, revolta, indignação, morte. E, assim como as canções da Legião Urbana, os vinte contos deste livro são delicados, profundos, inquietantes e belos. E todos foram feitos para serem lidos em volume máximo – sim, em volume máximo, tendo a Legião Urbana como som de fundo.

17h: Altair Martins conversa com Amilcar Bettega e Marcelino Freire.

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