Arquivo para maio \31\UTC 2010

31
maio
10

Aconteceu na palavraria: Bianca Obino convida Caroline Garcia

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Teve sequência neste último sábado, 29, a série de recitais que a musicista Bianca Obino vem apresentando na Palavraria. Em cada um deles, Bianca recebe um artista para um diálogo da música com arte de outra natureza estética. Esta foi a vez da atriz Caroline Garcia encenar com Bianca e com o público. Fotos do evento.

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31
maio
10

Aconteceu na palavraria: lançamento do livro cavaleiro do templo III, de Sérgio Luiz Gallina

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Quinta, 27, aconteceu na Palavraria o lançamento do terceiro volume da série O cavaleiro do templo, de Sérgio Luiz Gallina. Fotos do evento.

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31
maio
10

Programação da semana: de 31 de maio a 05 de junho

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31 de maio a 05 de junho

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1º, terça, 19h: Abertura da exposição Caminhos, mostra fotográfica de Felipe Pitta.

Felipe Pitta é natural de Santos – SP. Trabalha na área de Tecnologia da Informação e tem a fotografia como sua área de atuação paralela.
Em 2003 adquiriu sua primeira câmera fotográfica e passou a registrar locais e eventos de sua cidade como um hobby. Seu conhecimento em fotografia se deu de forma auto-ditata, através de conversas com outros fotógrafos, participação em fóruns de discussão online, observações de trabalhos, leituras e pesquisas na internet.
Em 2009 esteve na Europa onde realizou boa parte dos registros fotográficos presentes na exposição “Caminhos”, que iniciou em Junho de 2010 na Palavraria – Livros & Cafés, em Porto Alegre – RS.
Felipe utiliza principalmente a Longa Exposição como técnica em sua concepção fotográfica. Recentemente tem atuado na criação de imagens Fine Art, dedicadas à Paisagem e Arquitetura.
Atualmente é membro e moderador do “Sul Foto Clube” (fórum online e clube de fotografia de Porto Alegre) e mantém seu trabalho exposto permanentemente em formato web no sites www.felipepitta.com e www.flickr.com/felipepitta.

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05, sábado, 18h: Cássio Pantaleoni e Hilda Simões Lopes Costa conversam sobre Simões Lopes Neto. Produção e realização do Jornal Vaia.

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Pelotas, 14 de junho de 1916. João Simões Lopes Neto abandona sua vida e obra aos 51 anos de idade. Um dos maiores nomes da literatura gaúcha se despediu da história pobre, trabalhando como redator de jornal e morando de favor na casa de uma cunhada. Deixou esposa e filha adotiva dependentes de caridade pública. A história deste escritor, essência da cultura Rio-Grandense é repleta de curiosidades e fatos desconhecidos, segredos que somente os mais próximos do autor poderiam revelar. Hilda Simões Lopes Neto, prima do escritor, e Cássio Pantaleoni, fundador e autor da Editora 8INVERSO, conversam sobre fatos e visões deste regionalista, ângulos de um artista e de um Rio Grande do Sul ainda vivos em todos nós, mas que nunca tivemos chance de conhecer.

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Hilda Simões Lopes Costa. Nascida em Pelotas, é bacharel em Direito, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e professora universitária aposentada pela Universidade Federal de Pelotas. Fez duas oficinas de Criação Literária, uma com Luiz Antonio de Assis Brasil, em Porto Alegre e, a outra, no Centro Cultural de Las Americas, no México. Há 12 anos, ministra oficina de criação para jovens e escritores em Pelotas e, mais recentemente, em Porto Alegre.  Em 2009, foi patrona de Feira do Livro de Pelotas. Publicou dois livros de ensaios sociológicos: Do Abandono À DelinqüênciaSenhoras e Senhoritas, Gatas e Gatinhas. Contos e poesias em inúmeras coletâneas de autores gaúchos. E os livros: A Superfície das Águas, prêmio Açorianos de Literatura, 1998 pelo Instituto Estadual do Livro; Cuba, Casa de Boleros, conjunto de crônicas,  finalista prêmio açorianos, pela AGE; Um Silêncio Azul, AGE; o romance A Anatomia de Amanda, pela editora Juruá, de Curitiba, lançado ano passado e onde a autora analisa a obra ‘A Paixão Segundo GH’ de Clarice Lispector e  o livro didático Manual de Criação Literária, pela Baraúna, São Paulo.
Cássio Pantaleoni. Nasceu em Pelotas, mas ainda muito cedo trocou a terra natal por Porto Alegre. É Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do RS, com especialização em Fenomenologia e Hermenêutica. Sua dissertação tratou do projeto de superação da metafísica desenvolvido na obra “Ser e Tempo”, de Martin Heidegger. Estudou com grandes intelectuais gaúchos, como o Dr. Ernildo Stein, Dr. Evilázio Borges, Dr. Jayme Paviani e Dr. Celso Luft. Executivo atuante na área de Tecnologia da Informação e sócio-fundador da Editora 8INVERSO. Menção Honrosa no Concurso de Contos Josué Guimarães, edição 2008, promovido pela Associação Sul-brasileira de Letras, possui quatro livros publicados – Os despertos, Literalis, 2000; Ninguém disse que era assim, Literalis, 2002; Desmascarando a incompetência, Literalis, 2005; e o recém lançado Histórias para quem gosta de contar histórias, 8INVERSO, 2010. Profundamente influenciado pelo pensamento de Heidegger e Gianni Vattimo, sua obra se nutre dos fundamentos da formação filosófica para desenvolver temas que gravitam em torno da complexidade das relações humanas.

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30
maio
10

Promoção especial Palavraria/Dublinense

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A Copa que interessa: de R$ 19,00 por R$ 15,00

Promoção válida até o final da copa do mundo.

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Quando a bola e as seleções são o que menos importa na Copa

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Guia escrito pelo publicitário Eduardo Menezes traz pequenas e grandes histórias, com muito humor e até um pouco de futebol, sobre os países que participam da Copa do Mundo

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O publicitário Eduardo Menezes e a editora Dublinense já preparam a sua escalação para a Copa do Mundo 2010. Foram convocados: história, política, geografia, estatística, descomprometimento, humor, boato, fato, rivalidade e (até) futebol. Preste atenção nos detalhes inusitados e nas estatísticas duvidosas. A maior competição do mundo vai começar.

A Copa que interessa, lançado pela Dublinense, é um guia planejado para apresentar o que realmente interessa no mais importante evento esportivo mundial. Entre teorias conspiratórias, causos bizarros, estereótipos redutores e lendas do esporte, o livro foi dividido na ordem dos oito grupos sorteados para a Copa, trazendo detalhes sobre cada um dos países participantes.

“Eu sou um curioso por natureza e guardo muita informação. Não me lembro de tudo, mas lembro as situações e histórias, e sempre me interessei pelo romance e pelo drama das coisas”, explica Menezes. Segundo o publicitário, o texto de muitos países já estava definido no início do projeto. Outros, no entanto, necessitaram de pesquisa adicional para se encaixar no modelo.

A ideia de produzir o guia tem sete anos e, antes de ser concluída, gerou outros projetos como o blog Bronze Brasil (http://bronzebrasil2008.wordpress.com/), fenômeno durante a Olimpíada de 2008, e o site Ronaldinho na Copa (http://ronaldinhonacopa.com/).

A Copa que interessa, no entanto, é um projeto maior do que todos os outros. É um guia para a Copa do Mundo, mas vai além, porque fala bastante sobre a competição e tem um conteúdo diferenciado, focando no que é mais interessante através de uma abordagem descomprometida sobre tudo e sobre como o futebol ajuda a explicar o mundo”, ressalta.

O guia ultrapassa os limites de discussões pontuais sobre escalação ou jogadas com ou sem impedimento. Para cada uma das seleções presentes, também foram considerados fatores de “Por que torcer”, “Por que secar” e “Finja que entende”, que traz argumentos infalíveis para serem usados na mesa do bar ou entre comentaristas não-oficiais de plantão.

Eduardo Menezes é publicitário e diretor de criação da BOCA. Vive em Porto Alegre, onde tem ideias desde 1981. Além do projeto Bronze Brasil e Ronaldinho na Copa, ele é o idealizador do Super Trunfo Católico, e também coordena a Serra Leoa, sua empresa de conteúdo e marca institucional de todas as suas iniciativas.

A editora – A Dublinense foi criada em maio de 2009 com o objetivo de, através do apuro com a palavra e do cuidado gráfico, formar um catálogo eclético. Isso significa receber os jovens e criativos autores, mas também dar espaço para os escritores maduros e já consagrados. A linha editorial da Dublinense está direcionada para as literaturas de ficção e de não-ficção, como ensaios, textos acadêmicos e biografias. Seus sócios e idealizadores são Gustavo Faraon e Rodrigo Rosp.

A Copa que interessa

RESERVE JÁ SEU EXEMPLAR

Na loja: Rua Vasco da Gama, 165
Por email: palavraria@palavraria.com.br
ou por telefone:
3268 4260

29
maio
10

How your money works?

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Toques da Palavraria

How your Money works é um recado sobre o capitalismo e seus métodos e um convite para contribuir com o crescimento de empresas sustentáveis. Produzido por Green City Energy.

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26
maio
10

A crônica de Jaime Medeiros Jr.

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Alguma leitura em que se demora, por Jaime Medeiros Júnior

Na tarde deste último domingo fui ao shopping Nova Olaria. Compro o ingresso para a sessão das 18h. Ponho o bilhete no bolso. Sento em uma das mesas do último café, antes do cinema, com mesas com cadeiras verdes. Continuando a leitura de Alice, acabei o sétimo capítulo. Onde se toma chá com a lebre de março e com o chapeleiro. Tomo inicialmente 2 cocas zero, que compro na tabacaria, o café está fechado. Quando percebo que depois da porta da árvore tudo começa de novo. Estamos de volta à sala das portas, só que agora não mais esquecemos a chave, já falamos com a lagarta que já em suas primeiras palavras nos interpela – quem é você? – já encontramos o gato de cheshire antes de desaparecer e depois de confessar que se aqui estamos é porque somos/estamos (to be) loucos, gato que por fim se resume em um sorriso, que deverá nos acompanhar até o final dos tempos. [No dia anterior abri a edição comentada da Zahar, que em suas notas nos situa bem com relação às circunstâncias vividas e imaginadas por Carrol].

Estou agora com um pouco de sono, o café abriu, peço um duplo expresso, e uma água com gás. Luto um pouco mais com o sono [alcalose pós-prandial]. Busco Eco na sacola que me acompanha, vou ler o terceiro passeio pelos bosques da ficção. Aqui ele nos demonstra o quanto a demora pode ser sadia e desejável para uma história, o quanto tirar o pé do acelerador pode nos servir para o contar bem uma história, isto não quer dizer que devamos nos deter somente  sobre elementos essenciais do texto, às vezes mesmo o derivar para miudezas, que nada significam, é suficiente para obtermos o efeito desejado, deixar o leitor alerta, algo há de acontecer. Peço dois drambuie e mais um café.

Pago a conta. Deixo o café. Chegou a hora, vai iniciar a sessão. Entro no cinema. Me sento na última fileira, como de praxe. Reconheço uma ou duas pessoas, algumas bem que podiam ter ficado em casa [but, that’s the life]. O filme começa, começa lento. E quando quer tomar alguma velocidade, uma das principais personagens, uma bela rapariga, é jogada contra parede. Bum, craft, blum – escolha o que lhe parecer melhor representar um corpo se estatelando de encontro a uma parede de estação de metrô. A projeção se apaga, as luzes do cinema se apagam, restam somente as de emergência, as luzes de todo os arredores se apagam. Entram para informar que estão tentando saber da CEEE quando voltará a luz. Não conseguem falar com a CEEE, como de hábito nestas horas. Dão a chance de que se escolha permanecer, ou receber o dinheiro, ou um vale com validade de um mês. As pessoas permanecem, a maioria. À medida que o tempo passa, as pessoas se desacomodam. Tecem comentários. Pois estava lendo o livro, só vim depois de terminar o livro. São 512 páginas. É muito bom. Ele já viu o filme 3 vezes. A orelha do livro nos conta que o autor morreu assim que entregou os livros para a editora. Pena. Nem conseguiu gozar o sucesso. Um pouco mais de tempo, as luzes continuam apagadas. Já se passaram pelo menos uns trinta minutos. Na incerteza de quanto mais terão de esperar, as pessoas desistem, resolvem optar por ver outro dia. Saio. E pergunto se eles do cinema iam ficar, e se sairá a próxima sessão. Sim, a próxima sessão sai as 20h45, se houver luz.

Resolvo ficar, me sento, peço uma coca zero. Retomo o Eco, agora o seu terceiro passeio está num ponto em que diz que o narrador se aproxima do seu lócus e da personagem usando duas técnicas cinematográficas, o zoom e a câmera lenta, mas como se estamos a falar de Manzoni, escritor do séc. XIX, de muito antes do cinema. E aqui Eco diz: não venham me dizer que um escritor do século XIX desconhecia técnicas cinematográficas: ao contrário, os diretores de cinema é que usam técnicas de literatura de ficção. Deste ponto em diante passei a pensar um pouco no que compõe a demora e a velocidade num filme. E daí me lembrei da trilha, e me lembrei que sempre pensei que se Nietzsche tivesse vivenciado a experiência da sala de cinema, aquilo que ele antevia na ópera wagneriana, o casamento da forma apolínea com a dissolução da música dionisíaca, parece ter se dado em modo perfeito no cinema. E aqui parece estar a luz que alumia o caminho para entendermos um pouco mais sobre a demora ou velocidade do texto que criamos. Está na música que se faz nele. É ela que dita o ritmo do texto. No entanto, este é o ponto da história que pertence a Dionísio, e como Dionísio não é muito adepto de limites, é o ponto da história do qual não se pode ter posse total. Quando corto aqui, sinto falta ali adiante. Quando espicho ali, posso precisar podar mais além. Se determino causas, não consigo segurar as conseqüências. Mas por fim fiz as escolhas. Te entrego o todo. E se for do desejo do deus, terá sido bem feito. Acabo o terceiro passeio.

Agora resolvo seguir outros rumos, busco na sacola A resistência, de E. Sábato. Onde se lê no primeiro parágrafo: há certos dias que se acorda com uma esperança demencial, momentos em que sinto as possibilidades de uma vida mais humana estão ao alcance de nossas mãos. Hoje é um desses dias. Depois segue falando da televisão, que nos massifica. Não acabo. A sessão vai começar. Bom suspense, boa trama, muita morte, gente diferente, sexo, poder, racismo, nazismo, estupro, por fim, ótimo entretenimento. Depois esqueça, pelo amor de Deus.

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Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Um dos produtores do Portopoesia. Colabora no blog Filhos de Orfeu e mantém o blog de crônicas Tênues Considerações.

A Crônica de Jaime Medeiros Jr. aparece neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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24
maio
10

Aconteceu na Palavraria: sarau psicanarte – bullying

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Na noite de 21 de maio, ocorreu o primeiro Sarau Psicanarte edição 2010, resultado da parceria entre a Palavraria e o Essip. O evento estava repleto de pessoas interessadas no tema debatido: bullying – violência escolar.  A psicóloga Lúcia Cândido e a psicopedagoga e orientadora educacional Érica Tauceda Soares trouxeram informações importantes para o esclarecimento sobre a identificação do fenômeno, suas implicações para os envolvidos e as possíveis alternativas para lidar com a violência na escola. Ocorreu um interessante diálogo entre as convidadas e a platéia refletindo como este tema tem sido alvo de interesse e questionamentos daqueles que são envolvidos com a educação e formação das nossas crianças e jovens.  Após o debate fomos brindados com a canja musical do trio Legato, quando Marco Maia, Rafael Severo Guimarães e Sulivan Antonio Bressan fecharam a noite e encantaram a platéia com a beleza e delicadeza sonora no violoncelo e violinos. Já estamos todos aguardando o próximo Sarau que acontece dia 10 de junho, com o tema Valores Morais na Atualidade. Ana Paula Lucchesi

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