Arquivo de julho \31\UTC 2010

31
jul
10

Pandora

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Pandora. No mitológico monte Olimpo, uma menina se defronta com uma misteriosa caixa, da qual surge um monstro ameaçador. Animação de Marion Stinghe, Meryl Franck, Benoît Guillaumot, Nicolas Caffarel e Ellen Le Tannou, alunos da Gobelins – L´École de L´Image, escola de cinema de animação francesa.

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29
jul
10

Palavraria indica: livro O décimo inferno e Luna caliente, de Mempo Giardinelli

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06

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O décimo inferno e Luna caliente, livro de Mempo Giardinelli.
À venda na Palavraria – R$ 34,90

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

Em O décimo inferno e Luna Caliente, novela que inspirou a minissérie homônima exibida na Rede Globo e protagonizada por Paulo Betti e Ana Paula Tabalipa, Mempo retrata uma Argentina sem valores, corrompida pela truculência e falta de escrúpulos instauradas pela ditadura militar. É possível que um cidadão bem estabelecido, com bens e família, dono de certo prestígio social, ou seja, uma pessoa absolutamente normal e integrada em sua comunidade, possa, de uma hora para a outra, sem aviso, converter-se num assassino que não mede conseqüencias nem limites? Essa é a questão mortal que serve de alicerce para a construção das histórias de O décimo inferno e Luna Caliente. “Numa linguagem tensa, forte e direta como uma bofetada, Mempo conduz seus personagens por uma espiral de violência digna de um filme de Tarantino”, revela o cineasta Rubem Mauro Machado.

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Mempo Giardinelli é escritor e jornalista. Nasceu em Resistencia, na província de Chaco, Argentina. Viveu em Buenos Aires entre 1969 e 1976, exilou-se no México entre 1976 e 1984. Quando regressou, fundou e dirigiu a revista “Puro Cuento” (1986-1992). Entre 1993 e 2000 se radicou em Paso de La Pátria, na província de Corrientes. Desde 2001 reside em Resistencia. Ganhador do Premio Rômulo Gallegos de 1993 com Santo oficio de la memória, publicou, entre outras obras, El castigo de Dios; O céu em minhas mãos e Impossível equilíbrio. É autor de mais de trinta livros, entre romances, contos, ensaios e literatura infanto-juvenil, além de organizar várias antologias. Escreve regularmente em jornais e revistas da Argentina e outros países. Sua obra já foi traduzida para mais de 20 idiomas.

O décimo inferno e Luna Caliente, de Mempo Giardinelli. Record, 2003. R$ 34,90.

28
jul
10

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr.: Nós e as cascas

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Nós e as cascas, por Jaime Medeiros Jr.

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Li três livros do rabino Nilton Bonder, lá pelos idos de 80. A cabala da comida, A cabala do dinheiro, A cabala da inveja. O primeiro tenta nos esclarecer os preceitos judaicos quanto ao ato de comer, e o como estes se ligam à economia do universo. Lembro: não ingerir cascas, reter tão somente as essências daquilo que comemos, desprezar o duro, e reter o tenro.

Hoje quase nada mais retenho daquele livrinho (o diminutivo aqui está como signo de carinho, e não como sinal de desvalorização). Contudo algo permanece, talvez já sem os invólucros do certo, do reprodutível. Mas tão somente como este calor incerto, fruto da ingesta e da assimilação do que não se é.


À parte querermos ou não eliminar as cascas, retemos, nossos intestinos retém, só aquilo que é suficientemente “tenro” e assimilável. Descartamos as fibras.

Também nos meados de 80, li um trecho de um livro Marie-Luise Von Franz [que aqui cito de memória], que diz ser preciso entender: o yin não é um aspecto do feminino, e o yang do masculino. E sim, na verdade, o feminino é que é um aspecto, uma manifestação do Yin e o masculino um aspecto, uma manifestação do Yang. Esta pequena inversão na ordem das coisas foi o suficiente para que se produzisse este vazio sem cascas onde pensar o mundo das contingências que nos foram dadas.

Pensemos: mesmo antes do palco, da cena, o ator é. No palco ele re-presenta o que se lhe destina, que já traz em si o desenho do real que se nos apresenta. E deste esboço, que obrigatoriamente deveremos aceitar, acabamos por construir o passado, a história que só sabemos porque nos contaram os ancestrais. O palco é um locus que poderíamos colocar junto à periferia do circulo [a circunferência], periferia onde se encontra tudo enquanto manifesto, onde falamos de tempo passado e tempo futuro. Mas toda periferia é simples projeção do ponto central, onde já não há história a se narrar, mas é tudo e sempre. É o tenro em tudo, que se conforma e que conforta, e que por fim se entrega, e se dá, pois é o único alimento que existe, o único animal presente no sacrifício. Portanto a cena é o tenro do ator e suas cascas.

Tá, tá, tá. Tudo muito legal. Poderia você me dizer agora: mas se formos pensar assim, por conseqüência, não há de se ter também, por sua vez, o tenro nas cascas? O que cabe às cascas dentro da economia do universo?

Normatização

o árbitro é a lei

a justiça o arbítrio

as partes são a causa

o justo, quem se conforma;

E assim se fez o drama. Contudo, há um outro verso que bem caberia lembrar agora. Superarei toda a indiferença que me traz o diferente? Talvez devêssemos lembrar que quando falamos de cascas que se eliminam, isso é factível ao falarmos de fisiologia humana, mas não cabe ao universo eliminar nada, pois aqui já não temos um lá fora onde deixar o que não nos convém. Aqui já não temos um além? Sendo assim, tudo, mas tudo mesmo, é um só tenro sem cascas.

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Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Colabora no blog Filhos de Orfeu e mantém o blog de crônicas Tênues Considerações.

A prosa ligeira de de Jaime Medeiros Jr. aparece neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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26
jul
10

Aconteceu na Palavraria: pocket do Unamérica

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Sábado, 24, o Grupo Unamérica – formado pelos músicos José Carlos Martins e Dão Real – e Maria Regina Paiva Duarte – que apresentava sua primeira mostra fotográfica, mostraram um pouco da essência da latino-américa, unindo música e fotos. Participação especial de Leonardo Ribeiro. Fotos de Rosane Goettert marcam o registro do evento.

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26
jul
10

Palavraria indica: livro Tramas do Sagrado, de Simone Guerreiro (com CD de Elomar)

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Tramas do Sagrado: A poética do sertão de Elomar, livro de Simone Guerreiro. Acompanha CD de Elomar e Camerata Kaleidoscópio. Editora Vento Leste, 2007.

À venda na Palavraria – R$ 70,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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… Simone Guerreiro nos convida a participar das Tramas do sagrado na produção poético-musical de Elomar Figueira de Mello, um bardo medieval que ressurge no nosso tempo, nas agrestes terras nordestinas. Atender a este apelo significa adentrar-se na geografia do sertão, conhecer histórias, recuperar mitos, resgatar a força de um imaginário que se manifeste intensamente através de personagens, cenários e enredos, nos versos e acordes musicais das canções, antífonas, Arias e óperas da rica produção elomariana. Este material Simone Guerreiro recolhe dos arquivos do compositor, recorrendo à vasta discografia das músicas já gravadas  e divulgadas, porém, de maneira privilegiada para o leitor, devastando um corpus poético ainda inédito. (Evelina Hoisel, na apresentação do livro)

Acompanha CD com leitura de poemas, depoimentos e canções gravadas por Elomar acompanhado da Camerata Kaleidoscópio.


Faixas do CD:

01 As três irmãs do poeta, de E. Berthoud
02 Solfejo
03 Noite de santo reis
04 Vamos à cantiga, amigo!
05 Cantiga de amigo
06 Sobre verso de Dante
07 Tempora labatur
08 Campo branco
09 De belas formas que de longe vêm
10 Elomar e o estado do sertão
11 Os sertões clássico e contemporâneo
12 O sertão profundo
13 A lenda do veado branco
14 “A chuva é visitante e o sol é morador”
15 A poesia sob o lume
16 A balada do desesperado, de Henry Murger
17 Poesias dos quinze aos vinte anos
18 Dedicatória a João Guimarães Rosa
19 Lugares de exílio, lugares de saudade
20 Mensagem e Da catingueira

25
jul
10

Programação de 26 a 31 de julho

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26 a 31 de julho

28 – quarta e 29 – quinta, 19h: Oficina de produção literária & lançamento da coleção de literatura policial infanto-juvenil, com Luís Dill. Promoção da Editora Artes & Ofícios

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30, sexta, 17h: Lançamento do livro O quase-nada, de Valmor Bordin.

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A observação de situações do universo médico é matéria para uma literatura densa e original, em que a doença se alastra pelos interstícios dos indivíduos e da própria sociedade. É um cenário composto de pesadelos, angústia e luto, em que resta o quase-humano, o quase-nada.

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Valmor Bordin nasceu entre Bela Vista e Barão Hirsch, povoados de pequenos agricultores de origem italiana e judaica, pertencentes ao município de Jacutinga (RS). Cursou medicina na UPF e, hoje, é psiquiatra em Passo Fundo. Venceu concursos de poesia e de contos e participou de diversas antologias, como 30 contos imperdíveis e Inventário das delicadezas. Publicou, em 2009, o livro Voo rumo às asas – a arte e o vínculo como remédio. Frequentou oficinas literárias de Charles Kiefer, Armindo Trevisan e Luiz Antonio de Assis Brasil.

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31, sábado, 19h: Pocket show com Angélica Rizzi e convidados

A cantora e compositora, poeta e jornalista Angélica Rizzi apresenta novas canções e releituras de seu primeiro disco lançado em 2008 intitulado Águas de Chuva. A cantora, acompanhada pelo violonista Chico Merg, o tecladista Michel Dorfman e o percussionista Dener Zicca, tem a poesia como matiz das suas canções. Com intuito de unir a arte das palavras em suas diversas linguagens a artista traz a  bailarina Adriane Ehlers para performance de uma de suas músicas que nasceu poesia e se transformou em canção.

O grupo  de terceira idade Idartes fará uma participação em uma das canções da autora.

Atualmente Angélica trabalha seu segundo livro infantil   e um livro de contos que será lançado pelo Gizz Editorial para o público adulto.

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24
jul
10

Excursión a la luna: por que os cães uivam para a lua, segundo Calvino

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toques

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Toques da Palavraria

Excursión a La luna. Por que os cães uivam para a lua, segundo Ítalo Calvino. Mais um vídeo da série Imaginantes, da emissora mexicana Televisa. A história está no livro As cosmicômicas – de Italo Calvino*. Todas as narrativas começam com um primeiro parágrafo apresentando um enunciado científico (ou pseudocientífico) sobre as origens do universo e dos planetas e outros temas do passado cósmico remoto para dar, em seguida, a palavra ao personagem central de todas elas, que tem o palindrômico e impronunciável nome de Qfwfq.

* As cosmicômicas. Companhia das Letras, 1992. Tradução de Ivo Barroso. R$ 37,50

Todas as cosmicômicas. Companhia das Letras, 2007. Tradução de Ivo Barroso e Roberta Barni. R$ 49,50. [Contém o texto integral d´As cosmicômicas originais, acrescentados de outro livro de Calvino – T=0 e de outras 11 “cosmicômicas”.]

À venda na Palavraria

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Toques da Palavraria

24 AGENDADO PARA 31 DE JULHO –Pandora. No mitológico monte Olimpo, uma menina se defronta com uma misteriosa caixa, da qual surge um monstro ameaçador. Vídeo de Marion Stinghe, Meryl Franck, Benoît Guillaumot, Nicolas Caffarel e Ellen Le Tannou, alunos da Gobelin – Escola de Cinema de Animação francesa.

http://www.youtube.com/watch?v=aTybefyQ6FY&feature=channel




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