Arquivo para 9 de julho de 2010

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Promoção Palavraria – Companhia das Letras: até 40% de descontos

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OS MELHORES DETETIVES DO MUNDO EM PROMOÇÃO

Até 20 de agosto, 24 títulos essenciais da Coleção de Policiais da Companhia das Letras estarão em promoção, com descontos de até 40%.

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ASSASSINOS SEM ROSTO, de HENNING MANKELL de R$ 46,00 por R$ 27,00. É madrugada. Faz muito frio. Em um lugarejo no sul da Suécia, um agricultor descobre que seus vizinhos foram sadicamente brutalizados durante a noite. Chamado ao local, o inspetor Kurt Wallander se vê diante de um crime aparentemente sem sentido. Não houve roubo. Por que então aquele casal de velhos teria sido atacado? A única pista é uma palavra sussurrada pela mulher: “Estrangeiro”. Wallander já tem problemas suficientes, está no meio de uma guerra privada: a mulher o deixou há seis meses e depois disso ele engordou sete quilos; o destino da filha lhe tira o sono; o pai, viúvo, lhe dá trabalho. E agora esse crime: o inspetor jamais havia imaginado até que ponto a sua moderna Suécia podia ser palco do mais puro horror. O caso, naturalmente, ganha repercussão nacional, não só pela brutalidade, mas também por suas implicações políticas: pode estar em curso um movimento xenófobo no país. A imprensa e os altos escalões do governo vão pressionar por uma solução rápida. Como se não bastasse, Wallander terá de aceitar que uma nova promotora (bem atraente, é verdade) monitore seus movimentos, o que às vezes equivale a “obstruir” as investigações. Para Kurt Wallander, será difícil – e aterrorizante – reconstituir o que houve naquela madrugada gélida.

O BALNEÁRIO, de MANUEL VAZQUEZ MONTALBAN. De R$ 43,50 por R$ 26,00. Os triglicérides são uma desgraça. Mais ainda se o mau colesterol e a glicose também resolvem fazer das suas. É o que conclui o detetive Pepe Carvalho ao se instalar por quinze dias num balneário, famoso no passado pelos banhos de lama e hoje pelas dietas minimalistas de folhas e gelatina. O veredicto do médico-chefe é implacável: Carvalho é uma bomba-relógio ambulante e precisa urgentemente purificar seu organismo. Logo ele, um gourmet de grande estilo, tem de se submeter às mesmices do regime vegetariano. Carvalho já sonha com o roteiro gastronômico que cumprirá ao sair, e que inclui, é claro, uma escala no El Bulli de Ferran Adrià. O balneário foi criado por dois espertos suíços que intuíram que as pessoas voltariam a se preocupar consigo mesmas depois de anos se preocupando com o mundo. Em tempos de narcisismo, o balneário se tornou a sede de uma multinacional da saúde naturista. Entre a malta que o freqüenta, gordos e reumáticos, intoxicados de fumo, de bebidas e de todos os pecados da gula, há um industrial basco, um intelectual vagamente comunista, uma ricaça americana, um general da OTAN. Esses pacatos clientes se envolverão em estranhos crimes e conspirações, para alegria do detetive, que pode assim compensar a monotonia do regime.

A CAIXA VERMELHA, de REX STOUT. De R$ 44,00 por R$ 26,00. Na Nova York de 1936, uma jovem modelo abre uma caixa vermelha e morre ao ingerir um bombom envenenado: seria ela o alvo da cilada ou apenas a vítima acidental de uma trama envolvendo seu patrão, o magnata Boyd McNair? É o que Nero Wolfe deverá elucidar, sem sair de casa, utilizando sua prodigiosa inteligência dedutiva e os préstimos do fiel assistente Archie, que enfrenta vários perigos para recolher indícios que ajudem o genial detetive a armar sua própria rede.

A CHAVE DE VIDRO, de DASHIELL HAMMETT. De R$ 44,50 por R$ 26,50. Estados Unidos, 1930. Dois grupos de mafiosos se digladiam por poder político. O chefe de um deles, Paul Madvig, está empenhado na campanha de reeleição do senador Ralph Bancroft Henry. Seus interesses são políticos e afetivos, já que tem a intenção de se tornar seu genro. Às vésperas das eleições, o filho do senador, Taylor Henry, é encontrado morto. O capanga de Madvig, Ned Beaumont, jogador contumaz e detetive amador, inicia a investigação disposto a incriminar um sujeito que lhe deve dinheiro. Consegue rapidamente, e sem nenhum escrúpulo, acertar as contas com o desafeto, mas se enreda, definitivamente, no caso. A morte de Taylor Henry se transforma em arma na disputa pelo poder, e uma série de cartas anônimas e notícias de jornal acusam Madvig do crime. Num cenário de corrupção, que envolve um promotor público subserviente, policiais desonestos e muito uísque, sucedem-se, em ritmo vertiginoso, cenas de violência, seqüestros, assédio, traição e até um suicídio. Em nova tradução, A chave de vidro é um clássico da literatura policial, lançado originalmente em 1931. Foi adaptado para o cinema em 1942 por Stuarte Heisle e estrelado por Verônica Lake e Alan Ladd.

A CONFRARIA DO MEDO, de REX STOUT. De R$ 48,00 por R$ 29,00. Os membros da Liga da Expiação são homens possuídos pela culpa e pelo medo. Houve um tempo em que eram jovens e tinham o privilégio de ser alunos de Harvard, mas não foi o orgulho de ter freqüentado a mais tradicional universidade americana que os manteve unidos. Há 25 anos, numa brincadeira de estudantes, eles causaram o acidente que vitimou seu colega Paul Chapin, obrigando-o a conviver pelo resto da vida com uma deficiência física. Agora, a morte de dois integrantes da Liga e o desaparecimento de um terceiro reavivam os fantasmas de cada um. Na verdade, os ex-colegas de faculdade entram em pânico. O que mais estarão escondendo? Sem dar um passo na rua, Nero Wolfe vai elucidar os mistérios que envolvem a sinistra confraria. Se há uma coisa que ele odeia é sair de casa, o que se explica, ao menos em parte, pelo fato de sua obesidade causar-lhe certos transtornos de locomoção. Refestelado em seu apartamento, religiosamente ocupado em amar suas dez mil orquídeas e tomar as providências para o jantar, o excêntrico detetive despachará o assistente Archie Godwin, sempre sedento de ação, para buscar os fatos que sustentarão sua intuição infalível.

CORRENTEZAS, de FRANCES FYFIELD. De R$ 47,00 por R$ 28,00. O cientista americano Henry Evans conhecera Francesca Chisholm durante uma viagem à Índia. Vinte anos depois, ele a procura na pequena Warbling, no litoral da Inglaterra, procurando retomar o amor que deixou escapar. Ao chegar ao povoado, descobre que Francesca foi condenada pelo assassinato do filho de cinco anos. Apesar da confissão de Francesca, Henry não acredita que ela possa ter cometido o crime. As lembranças de juventude e uma série de indícios sobre o comportamento do garoto vão levá-lo a empreender uma investigação pessoal sobre o que aconteceu. Henry passa a interrogar os moradores da pequena cidade: a advogada Maggie, prima de Francesca, Peter e Timothy, casal de homossexuais que o hospeda, e Angela, a melhor amiga de Francesca. Frances Fyfield desenvolve aqui uma história dupla: a da investigação sentimental de Henry e outra, de grande profundidade psicológica, que se conta pelas palavras da própria Francesca. A autora une as duas histórias numa atmosfera de indefinições, em que um antigo castelo aberto à visitação turística guarda fantasmas do passado e o violento mar do litoral inglês afeta os humores dos moradores e dos visitantes.

A DAMA FANTASMA, de CORNELL WOOLRICH. De R$ 44,00 por R$ 26,00. Cornell Woolrich escreveu A dama fantasma em 1942 sob o pseudônimo de William Irish. O romance foi adaptado para o cinema dois anos depois e se tornou um dos principais filmes do cinema noir da década de 40. Um homem inocente é acusado de assassinar a própria esposa. A única pessoa que pode salvá-lo é a mulher que o fez companhia durante a noite do crime: eles foram ao teatro e jantaram juntos. Mas, apesar de ter passado seis horas ao lado dela, Scott Henderson não consegue descrevê-la à polícia. Não sabe o seu nome, não lembra como ela estava vestida, nem como ela era. Para piorar a situação, ninguém parece ter visto a mulher, nem mesmo o barman e o garçom que serviram o casal na noite do crime. Ele sabe que não foi uma visão, mas ninguém acredita na sua história. Henderson precisa encontrar a moça antes que seu tempo se esgote. Mas ele está preso e faltam poucos dias para sua execução. Sua vida está nas mãos de uma pessoa sem nome, sem rosto e sem forma – uma dama fantasma.
EDIÇÕES PERIGOSAS, de JOHN DUNNING. De R$ 49,50 por R$ 29,50. Cliff Janeway é um tira muito peculiar. Concilia a violenta tarefa diária de caçar assassinos sanguinários com o refinado hobby de colecionador de livros raros. Eis que livros e crimes convergem no caso do assassinato cruento de um humilde mascate de livros. Janeway se move em várias frentes: encara um assassino astucioso e capaz de reduzir suas vítimas ao estado de hambúrguer malpassado; comenta Mark Twain, Faulkner e até Stephen King, do ponto de vista de um livreiro, e redescobre o amor, sob a forma de uma misteriosa figura feminina. Graças à prosa potente e à diabólica imaginação ficcional de John Dunning, o leitor segue ávido os passos de Cliff Janeway, talvez o mais cativante personagem de romance policial desde o detetive Marlowe criado por Raymond Chandler.

O FAROL, de P. D. JAMES. De R$ 52,00 por R$ 30,00. Combe Island, na costa da Cornualha, tem uma história sangrenta de pirataria e crueldade. Agora pertence a um respeitável fundo privado e serve de refúgio para personagens importantes em busca de sossego e segurança. Mas o passado parece assombrar a ilha quando um dos hóspedes aparece morto, vítima de um assassinato com características muito estranhas, que parecem apontar em direções contraditórias e confundem as investigações. Altos escalões do governo britânico pediram a Adam Dalgliesh uma solução rápida e discreta para o crime, mas a ação do comandante se complica com as tensões existentes entre a detetive Kate Miskin e o sargento Frances Benton, membros de sua equipe, e as incertezas sobre o futuro de sua relação com Emma Lavenham, que o fragilizam. Um segundo assassinato, de grande brutalidade, é apenas o prelúdio para o medo que invade todos os que estão na ilha ao tomar conhecimento de que um risco letal paira sobre suas cabeças – e que não há maneira de eliminá-lo. Os leitores reconhecerão o traço característico da ficção de P. D. James: tensão da primeira à última linha.

GONE, BABY, GONE, de DENNIS LEHANE. De R$ 52,00 por R$ 30,00. O desaparecimento da pequena Amanda McCready chocou os habitantes de Boston, que se mobilizaram para ajudar dezenas de policiais a encontrar pistas do paradeiro da criança. A mídia faz sua parte, divulgando boletins e repetidos apelos à população. Procurados pela tia de Amanda, os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, já com certa fama na cidade, julgam não ter muito a colaborar. Seriam, afinal, apenas mais duas pessoas entre as centenas em busca da menina. No entanto, a dupla acaba aceitando o caso, pois, segundo o próprio Kenzie, é intolerável aceitar as palavras “desaparecida” e “quatro anos de idade” na mesma frase. A investigação revela uma trama ainda mais complexa do que eles poderiam imaginar; não se trata apenas de um caso simples, mas de um crime que envolve traficantes e outros bandidos da pior espécie. Auxiliados por dois policiais da Brigada de Proteção às Crianças, os investigadores lutam contra o tempo para encontrar Amanda com vida. Gone, baby, gone é o quarto romance protagonizado pela dupla Kenzie e Gennaro, já conhecida dos leitores de Um drink antes da guerra, Apelo às trevas, Sagrado (todos esses publicados pela Companhia das Letras) e Prayers for rain (inédito no Brasil). Em Gone, baby, gone, Dennis Lehane mostra mais uma vez por que vem sendo considerado um dos novos mestres do gênero policial, na tradição de Dashiell Hammett e Raymond Chandler.

INFORMAÇÕES SOBRE A VÍTIMA, de JOAQUIM NOGUEIRA DA COSTA. De R$ 47,50 por R$ 28,50. Um convite para entrar numa delegacia não parece seduzir ninguém em São Paulo, onde vive e atua o tira Venício, personagem à cata dessas Informações sobre a vítima. Mas se for como leitor, e não como indigitado elemento, o cidadão poderá passar para dentro e para fora das grades na hora que quiser, munido do salvo-conduto da surpreendente ficção de estréia do ex-delegado Joaquim Nogueira. Movido por um imperioso desejo de justiça, Venício investiga por conta própria o assassinato de um amigo policial. Suas diligências rastreiam os propósitos secretos de uma dezena de suspeitos e dão uma amostra vívida do bas-fond paulistano: um padrasto estuprador, o traficante e sua mãe hipertensa, o bicheiro generoso com as autoridades, a escrivã de “camiseta fininha, sem sutiã, os peitos nadando ali embaixo como dois peixes lerdos e preguiçosos”. A vida do investigador Venício não é glamorosa, mas esbanja perigo. Venício cospe, sangra e atira realidade por todas as letras. Solitário profissional, ex-galã involuntário que ainda arranca o interesse eventual das mulheres, o tira madurão de Joaquim Nogueira não tem nada de hollywoodiano. Mora sozinho num modesto apartamento, dirige um fusquinha e nem telefone tem: usa o da vizinha.

O JOGO DE RIPLEY, de PATRICIA HIGHSMITH. De R$ 46,00 por R$ 27,50. O jogo de Ripley (1974) é o terceiro livro da série de Patricia Highsmith com o personagem Tom Ripley. Depois de assassinar Dickie Greenleaf em O talentoso Ripley (1955) e de ter cometido outros crimes em Ripley underground (1970) – a ser lançado em breve pela Companhia das Letras -, Ripley leva uma vida tranqüila em sua casa numa pequena cidade próxima de Paris. Ali, tem amigos entre os moradores do lugar e não precisa se preocupar com dinheiro, pois faz alguns trambiques e é sustentado pela mulher. Certo dia, ele recebe a visita de Reeves Minot, para quem costuma executar pequenos serviços ilegais. Minot planeja mandar matar dois membros de diferentes famílias da máfia italiana e, assim, provocar a discórdia entre elas. O objetivo do crime é atrapalhar a ação da máfia no jogo ilegal de Hamburgo, para o qual Minot trabalha.
Ripley hesita em ajudar. Apesar de ter conseguido cometer vários assassinatos sem que nada ficasse provado contra ele, Ripley acha que as pessoas podem desconfiar de sua conduta, já que seu nome circulou no noticiário ligado a ocorrências policiais. Por isso, numa festa na casa de Jonathan Trevanny, imagina que o anfitrião suspeita de seu envolvimento nos inúmeros crimes em que se meteu. Ripley decide pregar-lhe uma peça: sugere ao parceiro Minot o nome de Trevanny para a missão de assassinar os mafiosos. Mas, para surpresa do protagonista, Trevanny aceita a tarefa. O jogo de Ripley, então, volta-se contra ele próprio e o talentoso assassino se vê novamente no centro de uma sucessão de crimes.

O LADRÃO NO ARMÁRIO, de LAWRENCE BLOCK. De R$ 38,50 por R$ 23,00. Sentado na cadeira do consultório, com a boca escancarada, Bernard Rhodenbarr escuta estupefato a proposta de seu dentista, Craig Sheldrake: será que ele aceitaria exercitar as habilidades de arrombador para roubar as jóias de Crystal, ex-mulher de Craig? A poltrona do dentista não é dos lugares mais aconchegantes, ainda mais quando se é pego de surpresa: Bernie não imaginava que o dentista soubesse que ele era ladrão. É assim que a tortura odontológica se transforma em oportunidade de negócios – negócios escusos, claro – para Bernard Rhodenbarr. Depois de se livrar das fechaduras, Bernie entra no apartamento da ex-senhora Sheldrake. Mas, enquanto pilha o lugar, é surpreendido e tem de se refugiar no guarda-roupa. Ao sair do esconderijo, o ladrão depara com o cadáver de Crystal e percebe que a pasta com as jóias surrupiadas desaparecera. Agora Bernie terá de convencer a polícia de que não tem nada a ver com a morte da ex-mulher do dentista, com o sumiço das jóias, com uma grande soma de dinheiro falso nem com mais algumas mortes que não tardam a se suceder. O ladrão no armário é um romance da série protagonizada por Bernie Rhodenbarr, da qual fazem parte O ladrão que achava que era Bogart, O ladrão que estudava Espinosa e O ladrão que pintava como Mondrian.

UM LUGAR ENTRE OS VIVOS, de JEAN-PIERRE GATTEGNO. De R$ 45,00 por R$ 27,00. De um lado, o assassino Joseph Arcimboldo, que vem assombrando as mulheres de Paris com bárbaros crimes cometidos em série. De outro, Ernest Ripper, escritor sem talento, mas ansioso por inscrever seu nome na história da literatura. Entre os dois, firma-se um contrato que envolve, além de muito dinheiro, perigo: Arcimboldo contrata Ripper como ghost writer para narrar os crimes que cometeu. Logo, porém, surgem inquietações: Arcimboldo teme que Ripper lhe roube a história, e o escritor receia algum tipo de represália da parte de seu sócio. As tensões se avolumam a cada página dessa narrativa metalingüística em que a vida real transfere-se para as páginas da literatura policial. Nelas, convivem a mocinha romântica, a amante emancipada, uma poderosa editora de hábitos sexuais bizarros, um tio inválido num hospital e um michê que atende mulheres ricas. Enquanto Arcimboldo almeja eternizar suas façanhas, Ripper sonha em escrever o romance de sua vida. Não se sabe, entretanto, se o livro vai ser concluído pelo biógrafo, assim como não se pode assegurar que esteja encerrada a série de crimes do biografado. A desconfiança entre os dois cresce até que Arcimboldo começa a vigiar Ripper e sua namorada Sabine – e a vítima seguinte pode estar fora da literatura.

MORTE NO SEMINÁRIO, de P. D. JAMES. De R$ 52,00 por R$ 30,00. Lançado em 2001 na Inglaterra e em seguida nos Estados Unidos, onde teve tiragem inicial de 300 mil exemplares, Morte no seminário é mais um exemplo do talento raro de P. D. James para magnetizar o leitor. Escrevendo aos oitenta anos, James está impecável, por exemplo, na sua capacidade de construir enredos intrincados e plausíveis, ou de controlar o suspense e de infundir complexidade psicológica às personagens. Desta vez o palco do mistério é Santo Anselmo, seminário anglicano localizado numa das regiões mais desoladas da costa inglesa. Ali, na praia, será encontrado o corpo de um noviço, soterrado por um deslizamento de areia. Insatisfeito com o laudo conclusivo de morte acidental, o pai da vítima, um empresário poderoso, convoca o detetive Adam Dalgliesh para investigar informalmente o caso. Dalgliesh conhece Santo Anselmo. É um lugar em que passou férias na infância, e a expectativa que tem ao partir para lá é a de ter um nostálgico fim de semana. Na noite seguinte à de sua chegada, entretanto, mais um corpo será encontrado – e agora o rosto desfigurado do segundo religioso morto é apenas uma das provas de que um assassino feroz está em ação. A essas duas mortes soma-se outra, além de intensos conflitos emocionais, disputas por bens, incesto, adultério – motivos de toda ordem que, num ambiente tenebroso, quase gótico, farão de cada personagem um suspeito. O carismático Dalgliesh estará diante de um dos casos mais terríveis de sua carreira, e não sabe que sua presença, longe de intimidar o assassino, talvez o torne ainda mais ousado.

MORTE NOS BÚZIOS, de JOSE REGINALDO PRANDI. De R$ 39,50 por R$ 24,00. A mãe-de-santo Aninha prevê a morte de uma mulher num jogo de búzios. Na manhã seguinte, a previsão se confirma: a cliente do terreiro de candomblé é encontrada morta com o pescoço cortado e a boca cheia de folhas de manjericão. Desvendar o homicídio, com aspectos de sacrifício religioso, é tarefa do delegado Tiago Paixão, que acaba se embrenhando na rotina e nos costumes do terreiro de mãe Aninha. Um segundo crime com as mesmas referências supostamente religiosas faz com que o assassino fique conhecido nos jornais como “o Sacrificador”. Logo surgem imitadores, desencadeando uma onda de violência na cidade. Enquanto o delegado Paixão se vê pressionado pela imprensa e por seus superiores, o terreiro de mãe Aninha se vê na mira de fanáticos religiosos e uma guerra santa à brasileira está prestes a estourar.

NA MULTIDÃO, de LUIZ ALFREDO GARCIA ROZA. De R$ 35,50 por R$ 21,00. O delegado Espinosa enfrenta um de seus casos mais intrigantes: a morte por atropelamento de Laureta Sales Ribeiro, pensionista da Previdência Social. Ela acabava de sair do 12o. DP, em Copacabana, onde tentara conversar com Espinosa. Depoimentos de testemunhas levam à hipótese de homicídio. As investigações conduzem a uma agência da Caixa Econômica Federal e a um suspeito: um funcionário exemplar com o estranho hábito de fundir-se à multidão nas ruas do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, Espinosa faz uma incursão à própria infância, no Bairro Peixoto, e evoca a morte de uma menina, ocorrida quarenta anos antes. Enquanto o delegado remexe na memória e nos velhos álbuns de família, buscando no passado uma explicação para os acontecimentos presentes, o inspetor Ramiro e o detetive Welber vigiam os passos do suspeito. Quando tudo parece esclarecido, um novo assassinato surpreende a polícia e lança outra luz sobre a investigação. Em meio à confusão de sua vida afetiva, jogos de sedução e disputas amorosas, Espinosa tem de enfrentar um psicopata perigoso à procura de uma identidade redentora. Garcia-Roza, mais uma vez, perscruta o crime com o olhar da psicanálise e se consagra como um dos maiores autores da literatura policial brasileira. Reconstitui com maestria as motivações da mente psicótica e seu esforço desesperado de reescrever o passado, identificando as circunstâncias, algumas vezes fortuitas, que forjam um assassino. Com uma narrativa enxuta e empolgante, Na multidão convida o leitor a refletir sobre as relações familiares, a culpa e a solidão.

PASSADO PERFEITO, de LEONARDO PADURA FUENTES. De R$ 39,50 por R$ 23,50. Em Passado perfeito, o peculiar personagem Mario Conde nos apresenta uma Havana atual muito diferente do que mostram os folhetos turísticos. Conde é daquela espécie de detetives durões cuja metodologia escapa à lógica dedutiva típica dos primeiros detetives do gênero. Passado perfeito transcende o romance policial. A investigação de Mario Conde tem a força de uma viagem ao passado: o desaparecimento de Rafael Morín Rodríguez, colega do tempo do colégio, conduz o detetive a Tamara, mulher que ele sempre amou e que agora é casada com Rodríguez. Em um cenário de sonhos, repleto de lembranças e frustrações, a investigação se transforma em viagem ao passado. Conde está diante da possibilidade de reviver sua adolescência e, por que não, corrigi-la.

PRETO NO BRANCO, de GEORGE PELECANOS. De R$ 47,50 por R$ 28,50. A agência de investigações de Derek Strange não costuma aceitar casos de assassinato – tarefa da polícia, acredita o detetive. A morte de Chris Wilson é uma exceção. Flagrado ao apontar a arma para um branco, Wilson, um negro, é morto a tiros. O autor dos disparos é Terry Quinn, um policial branco. Ele não ouviu o outro gritar que era da polícia. Houve preconceito, ou Quinn só cumpriu seu dever? Para Strange, não há dúvida de que Chris Wilson morreu por ser negro. Quatro décadas depois da morte de Martin Luther King e dos distúrbios relatados em Revolução difícil, as tensões raciais continuam vivas logo abaixo da superfície. Inclusive na improvável aliança entre Strange e Quinn na busca da verdade. Nessa trama impecável, vibrante, caracterizada pelo equilíbrio delicado entre o cômico e o tenebroso, o leitor freqüenta uma Washington insuspeitada, em que vivem crápulas, viciados, homens violentos e policiais corruptos, num clima de total intolerância.
A PROMESSA DO LIVREIRO, de JOHN DUNNING. De R$ 49,50 por R$ 29,50. O ex-policial Cliff Janeway está de volta às livrarias, mais de uma década depois de sua estréia em Edições perigosas, romance ganhador do prêmio Nero Wolfe de literatura policial, e de Impressões e provas. Em A promessa do livreiro, Janeway recebe a visita de uma velha senhora que lhe pede algo impossível: recuperar uma coleção de obras raras do famoso explorador inglês Richard Burton, que havia pertencido ao avô dela e que fora roubada oitenta anos antes. Para provar que está dizendo a verdade, ela entrega a Janeway uma primeira edição de Burton autografada. Dias depois, uma mulher é assassinada por causa do livro. Furioso, Janeway decide ir fundo na investigação e deixa a cidade de Denver para caçar dois livreiros vigaristas em Baltimore. Outras três pessoas parecem estar ligadas ao crime: um brutamontes sem sobrenome e um ganhador do prêmio Pulitzer, além de uma bela advogada que inspira Cliff Janeway a pentear o cabelo. Durante a investigação, ele se depara com respostas de um enigma ainda maior: por que Richard Burton esteve durante três meses no interior dos Estados Unidos, pouco antes da Guerra Civil? Seria ele um espião? Em A promessa do livreiro, John Dunning lida com mistérios do passado e do presente, da verdade e da ficção, manipulando, com a habilidade de costume, dezenas de personagens e intrigas.

QUANDO NOSSO BOTECO FECHA AS PORTAS, de LAWRENCE BLOCK. De R$ 44,00 por R$ 26,50. Em 1975, Matthew Scudder costumava se embebedar em todos os bares, sempre acabando ou começando pelo Armstrong’s, seu boteco favorito. Suas recordações povoam esse livro que, segundo Lawrence Block, apesar de não ser o primeiro da série Scudder, deveria ser o primeiro a ser lido por quem ainda não conhece o detetive. Para os inúmeros fãs, é a oportunidade de chegar mais perto do ex-tira Matt Scudder, detetive particular, protagonista de Punhalada no escuro (2001), Bilhete para o cemitério (1997) e Os pecados dos pais (2002). Em 1985, Scudder fica sabendo que um antigo comparsa foi libertado da prisão, após cumprir longa sentença. A notícia transporta o detetive para o verão de 1975 e o faz recordar fatos, amigos, bares, situações e acontecimentos numa Nova York muito diferente. Lawrence Block cria um universo emocional a partir de Scudder e suas jornadas noite afora, um mundo onde, apesar do cinismo e da violência entranhados na vida da metrópole, subsistem valores como a amizade, a solidariedade e a lealdade. Os bares freqüentados por Scudder e seus amigos são tão reais que, ao terminar a leitura, parece que também nós perdemos os amigos e o nosso santo boteco.

OS RESSUSCITADOS, de IAN RANKIN. De R$ 59,00 por R$ 35,00. O detetive John Rebus não é o que se poderia chamar de policial exemplar. Arredio à autoridade e com uma tendência a resolver as coisas do seu jeito, ele só consegue contornar os problemas que cria graças a sua competência para resolver casos difíceis. Mas dessa vez passou dos limites: no meio de uma reunião sobre o assassinato de um marchand de Edimburgo, ele de repente joga na chefe uma caneca de chá. Rebus é afastado do caso e mandado para a Academia de Polícia Escocesa, onde policiais que apresentam mau comportamento devem adquirir bons modos e aprender os méritos do trabalho em equipe – e assim poder “ressuscitar” para o serviço. Rebus é posto numa equipe cuja tarefa é reabrir um caso arquivado há anos, do qual, por coincidência, ele participou, e que lhe traz lembranças atormentadoras. E logo descobre que está envolvido em algo mais do que um simples retreinamento. Enquanto isso, a detetive Siobhan Clarke, sua parceira e amiga, prossegue sozinha a investigação do assassinato do marchand. Mas surgem revelações que aproximam de modo intrigante os dois casos. Ambientado na bela cidade de Edimburgo, Os ressuscitados revela um mundo onde o choque de interesses, de morais e de personalidades alimenta uma luta da qual é impossível sair ileso.

SOBRE MENINOS E LOBOS, de DENNIS LEHANE. De R$ 53,00 por R$ 30,00. Como se fossem arrastados pelas águas turvas do rio Mystic, três amigos se vêem conduzidos de volta ao passado. No mesmo cenário em que brincavam quando garotos, Dave, Jimmy e Sean se reencontram e percebem estar frente a uma encruzilhada que parece conduzir a um destino trágico. Vinte e cinco anos depois do seqüestro de Dave, ocorrido nas mesmas imediações dos Flats e do Point – dois bairros violentos da zona sul de Boston -, a bela filha de dezenove anos de Jimmy é assassinada em circunstâncias misteriosas. Dor e violência arrastam o leitor numa trama em que as perspectivas de vida e de realização não ultrapassam os sufocantes limites de dois bairros historicamente construídos em torno do crime. Em Sobre meninos e lobos, Dennis Lehane retoma temas como a ameaça à infância, a relação entre pais e filhos e, por fim, a convicção de que as consequências dos erros ressoam ao longo do tempo e podem afetar a vida de pessoas que nada tinham a ver com as ações iniciais.

VESTIDO PARA MORRER, de DONNA LEON. De R$ 44,00 por R$ 26,50. Se não fosse pelo feriado de Ferragosto – que todos os anos inunda Veneza de turistas – a notícia de um travesti encontrado morto num terreno baldio certamente se tornaria o assunto mais comentado da cidade. Além disso, uma onda de calor faz os moradores se trancarem em suas casas, na segurança dos aparelhos de ar-condicionado, e o crime fica diluído entre os muitos outros escândalos que estampam as capas dos jornais.  Para o chefe da polícia de Veneza, trata-se de um caso simples, banal: o michê fora assassinado por um cliente, insatisfeito com os serviços prestados. Apenas o comissário Guido Brunetti suspeita de algo maior por trás do crime. Quando o corpo é identificado como sendo o de um diretor de banco, Brunetti se vê às voltas com uma conspiração que envolve algumas das figuras mais importantes da cidade, e novos cadáveres não tardam a aparecer.

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