Arquivo de agosto \30\UTC 2010

30
ago
10

Palavraria convida para a abertura da exposição Expressões Misturadas

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Expressões Misturadas

Exposição de Carla Osorio e Sérgio Gag (pinturas) e Geri Garcia (pinturas e desenhos)

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Abertura no dia 02 de setembro, quinta-feira, às 19h, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre/RS.

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Expressões Misturadas

Carla Osorio, Sergio GAG e Geri Garcia. Três artistas de trabalhos bastante peculiares e individualizados, três expressões distintas de seus olhares singulares sobre o mundo estético com suas respectivas interpretações. O que fazem juntos nessa tríplice mostra de individuais a um mesmo período de tempo?

Eles nos trazem um conjunto consistente de expressões que merecem e devem ser observados com atenção.

Três artistas de vertentes expressionistas e figurativas, de épocas diversas e contemporâneas. É importante salientar a convergência e o diálogo que se estabelece a partir desta comunhão expressionista. Temos aqui em nosso estado uma tradição de valorização dessa estética e desse olhar expressionista e figurativo, basta olhar atentamente para a obra integral de Iberê Camargo e Ruth Schneider, ou para os trabalhos que fizeram Vasco Prado e Xico Stockinger. Ali estão, em todos eles e em muitos outros, claramente identificados os valores que organizam e compreendem este universo bem definido da arte.

E a mistura das propostas de pintura? A arte espontânea e densa de Carla Osorio enseja ligações e referências à pintura de Sérgio GAG? O que autoriza este cão no meio da sala, ao correr das calçadas do confuso e arbitrário meio urbano?  É justamente dessa mistura e desse pouco dissimulado caos que se constrói a linguagem. A arte de Carla Osorio, bem realizada na fatura aprendida com sua mestra pintora Clara Pechansky  – e, portanto, não estamos falando aqui de uma autodidata e sim de uma fina pintora que conhece as técnicas e os materiais desde o convívio sistemático com quem sabe fazer e ensinar – aponta-nos a direção da vertigem do indivíduo aos seus próprios abismos, às intensidades da solidão, às asperezas de suas ansiedades e angústias insolúveis confrontadas com o mundo externo, natural e injusto, desigual e catastrófico, exatamente como se conduzem as construções e os interesses humanos. Um olhar para dentro e um grito, espectral e infinito, tão paradoxal e incômodo que se tranforma em cor.

Os azuis densos e profundos da noite final, os vermelhos vívidos como a lava da erupção incontrolável de um vulcão de emoções contrafeitas, a explosão de sangue dos seres desesperados na fronteira da vida e da morte.

A cada dia, dia após dia.

Nada está mais distanciado da obra de Carla Osorio do que a finalidade da decoração inofensiva dos ambientes. A sua densidade é refratária ao frívolo. Ela nos estimula a pensar como se lêssemos um livro, nessas suas histórias da cor valente.

Essa dinâmica expressionista dialoga com os gestos precisos e cirúrgicos de Sérgio GAG. Afirmo o cirúrgico no pincel do pintor paulista porque ele o sintetiza em golpes de urgência e já será o suficiente. Não será preciso voltar à tela para retocar ou para corrigir nada. Basta fechar os pontos e aguardar a cicatrização.

Sérgio pinta um cachorro que anda por uma cidade. Essa cidade pode ser ser São Paulo, Porto Alegre, Rio, Delhi ou o Cairo. Isso não importa. O que importa aqui é o cão e a identidade do cão. Um cão viralata de pêlo curto e eriçado, de muitas cores, pardo, preto, branco, sempre o mesmo cão. Um dia alguém olhando as suas telas na parede de seu bar-bistrô ateliê, na Rua Santa Madalena, no bairro do Paraíso em São Paulo, perguntou-lhe se gostava muito de cachorros e se ele tinha algum cão em sua casa. O artista sorriu com simpatia e disse que nunca fora dono de nenhum cão. Apontou uma tela pintada a óleo em que aparece um cachorro com óculos escuros, fumando, sentado num balcão de bar, em frente a um copo e garrafa de cerveja e respondeu: “Auto-retrato”.

O cachorro curioso e desvalido, que dorme na rua, que observa os prédios, que conversa, boquirroto e enfático, com os outros cães, que admira sua própria imagem no reflexo das poças d’água, esse cão, todos nós conhecemos bastante bem. Esse é o animal universal, o cão cinzento de Arthur Schopenhauer e de Jorge Luis Borges, o cão de Sérgio Gagliardi.

Esse cachorro e esses artefatos boêmios de viver pintados por Gagliardi estabelecem os fios invisíveis com as figuras trágicas, de vida intensa de Carla Osorio. É necessário passear entre as telas, criar e estabelecer os vínculos possíveis, pois essa é proposta da mostra, essa ação elucidativa e reflexiva de quem as observa, de quem delas tira o melhor proveito e extrai as próprias conclusões.

Expressões Misturadas é uma mostra de quem vê, porque a vê pela primeira vez como nem mesmo os próprios artistas a tinham previsto anteriormente, portanto é uma exposição de primeira leitura, de linguagem própria e autônoma.

Certa feita estando em Veneza, durante a Bienal, recebi um catálogo e a informação de que na Fondation Maeght, em Saint-Paul de Vence, no sul da França, estava acontecendo uma exposição de Lucian Freud e Francis Bacon. Fui até lá para ver a mostra e, no percurso do caminho, imaginei que veria uma clássica mostra temporária, de um lado numa sala expositiva as obras de um dos grandes artistas e, noutro salão, o conjunto do outro pintor consagrado. Não foi isso o que deparei: a mostra, audaciosa e surpreendente, misturava impunemente as obras dos dois artistas e criava múltiplas interpretações, estabelecia diálogos visuais, confrontos e desafios. Foi, sem nenhuma dúvida, um experiência instigante, inédita e provocadora. Uma corajosa proposta curatorial que estabelecia um curioso projeto de interpretação triangular entre os dois artistas e o público.

Carla Osorio e Sergio GAG, evidentemente, são outros artistas que não aqueles consagrados pintores ingleses, monumentos da arte universal, porém são artistas originais e com linguagem própria, locais e brasileiros, amadurecidos em suas reflexões pictóricas, que têm algo essencial a nos dizer e que estabelecem esse rico diálogo visual, fonte potencial e generosa para nossas próprias reflexões.

Alfredo Aquino

Artista plástico e curador de Expressões Misturadas

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30
ago
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Palavraria indica: Epahei, CD de Karine Cunha

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EPAHEI, CD de Karine Cunha

À venda na Palavraria – R$ 20,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Karine Cunha é cantora, compositora, arranjadora e instrumentista (violão e cavaquinho). Estudou violão clássico e cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de apresentar-se em shows solos e coletivos, a musicista desenvolve trabalho de Educação Musical em canto e violão para adultos e grupos da melhor idade. Tem dois CDs gravados: Fluida (2005 – com seis canções premiadas ou classificadas em festivais) e Epahei! (2007 – homenagem à cultura afro-brasileira com canções sobre orixás e de temática livre).

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– homenagem à cultura afro-brasileira com canções sobre orixás e de temática livre).

29
ago
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Aconteceu na Palavraria: sarau Colcha de Retalhos

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Sábado, 28, a turma das quintas-feiras das Oficinas de Literatura Charles Kiefer apresentou na Palavraria o Sarau Colcha Literária. Leitura de poemas e textos breves por Ayalla de Aguiar, Cleonice Bourscheid, Esmeralda Kiefer, Inah Correa, Liane Fraga, Luiz Alberto Rossi, Naiana Ramos Alberti, Gecy Belmonte, Regina Schneider, Rodrigo Petruzzi, Rosa Maria Freitas e Zenia Dirani.

. Recital de árias italianas antigas com Clarice Bourscheid – soprano, acompanhada pelo pianista  Érico Bezerra.  Paulo Azevedo finalizou com uma declamação em homenagem a Jaime Caetano Braun.

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29
ago
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Aconteceu na Palavraria: lançamento do livro Sentidos Poéticos, de Marcelo Canto

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27, sexta, Marcelo Allgayer Canto autografou na Palavraria seu livro Sentidos poéticos e algumas histórias. Fotos do evento.

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29
ago
10

Programação de 30 de agosto a 04 de setembro

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31, terça, 19h: Lançamento do livro Unhas, de Paulo Weinberg. (Editora Leya) Bate-papo do autor com os escritores Cyntia Moscovich e Celso Guttfreind e a jornalista Tânia Carvalho.

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Um romance policial que coloca o leitor cara a cara com um exterminador de paixões proibidas.

Ele era contador, tinha uma vida tranquila de classe média, esposa e filhos, um escritório com secretária e uma rotina sem transtornos. Porém, ao deparar-se com um desconhecido na recepção de um hotel, descobriu sua verdadeira vocação: ser um exterminador de paixões proibidas. Esta revelação mudou a vida deste homem até então tão tranqüilo. Os mandantes do crime são pessoas aparentemente normais, porém, almas atormentadas por uma paixão impossível. Há, por exemplo, o professor e pai de família que apaixona-se por sua aluna e larga todos para viver esse amor. Mas a jovem logo fica entediada e o abandona. Ele não suporta a perda e decide matá-la. Em um clima de suspense, que perpassa todas as páginas do livro, o escritor Paulo Wainberg, prende a atenção do leitor ao mergulhar na mente de um psicopata e não poupar detalhes, mesmo os mais cruéis.

Sobre o autor


Bacharel em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Wainberg diz ainda ganhar a vida material como advogado e usufruir a vida de verdade como escritor. Adora escrever crônicas, textos em que consegue ser personagem de si mesmo. Desde as primeiras leituras, decidiu que queria usar as palavras para que os outros enxergassem com os olhos da mente – conta que começou a escrever e não parou mais. Dos livros publicados, seu romance. Os malditos teve a segunda edição em 2006, pela Bertrand Brasil, e seu último livro de crônicas, Outro vagabundo toca em surdina, foi lançado em 2008 pela WS Editor, de Porto Alegre.

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01, quarta, 19h: Lançamento do livro Constelação de ossos, de Bárbara Lia (Editora Vidráguas)

Lynx, a narradora de Constelação de Ossos, é uma cantora de bar e garota de programa que traz em sua voz a voz dos excluídos que caminham à margem e também sobre a desistência. Através dessa personagem, Bárbara Lia disseca um feminino sofrido, de sensibilidades e delicadezas, violências e mágoas. A autora rasga e costura sua personagem através de outros personagens, como os amigos Layla e Raul, o amante Heleno, Igor – o amor e a acolhedora Nyx, cujo nome cabe no nome da narradora. Descarnada, oferece sua constelação de estrelas – agora transformada em ossos – à trituração de um veículo aleatório, embalada em versos de Sylvia Plath e cumprindo a profecia de seu nome: Lynx, constelação apagada, invisível.

Constelação de Ossos, novela de Bárbara Lia, inicia a Coleção Anáguas da Editora Vidráguas, dedicada a novelas, contos e poesias eróticas, visando publicar escritos inéditos de quem não teme se mostrar em palavras e sentimentos.

Bárbara Lia nasceu em Assaí, norte do Paraná. Publicou poemas em jornais literários como Rascunho, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote, Ontem choveu no futuro. Na Internet, tem textos publicados na Zunái, Cronópios, Blocosonline, Editora Ala de Cuervo, entre outros. Foi duas vezes finalista do Prêmio Sesc de Literatura: em 2004 com o romance Cereja & Blues (inédito em livro) e, em 2005, com o romance Solidão Calcinada (publicado em 2008 pela Secretária de Estado da Cultura). Terceira Colocada no Concurso de Poesias Helena Kolody – 2006, Menção Honrosa no mesmo concurso em 2007. Menção Honrosa no Conc. Nacional de Contos Newton Sampaio/2009. Premiada no Concurso de Contos Grotescos – Prêmio Edgar Alan Poe/2009 e PrêmioUfes Literatura/2009. Em 2010, ao lado de Affonso Romano de Sant´Anna, Augusto de Campos, Claudio Daniel e Márcio André, entre outros importantes autores da atualidade, faz parte do livro de ensaios O que é poesia? (Ed. Confraria do Vento), organizada por Edson Cruz.

Obra:

O sorriso de Leonardo (Poema, Edições Kafka – 2004)
O sal das rosas (Poema, Lumme editor – 2007)
A última chuva (Poema, ME – ed. alternativas – MG – 2007)
Solidão Calcinada (Romance, Secretaria da Cultura / Imprensa Oficial do Paraná – 2008)

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28
ago
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O homem ilustrado

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O homem ilustrado. Vídeo da série Imaginantes enfocando o livro homônimo do escritor americano Ray Bradbury.

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27
ago
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Aconteceu na Palavraria: sarau de lançamento do livro Fantasias da escritura

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Quarta-feira, 18, a professora Sandra Corazza, o pessoal do  BOP – Bando de Orientação e Pesquisa e seus convidados mais uma vez confraternizaram na Palavraria. Desta vez a festa foi pelo lançamento  do livro Fantasias da escritura.

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