Arquivo para 14 de agosto de 2010

14
ago
10

Aconteceu na Palavraria: encontro literário de Guto Leite e Paulo Seben

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Em mais um encontro da série Palavra – Alegria da Influência, Guto Leite Paulo Seben se reuniram na Palavraria para leituras de poemas e comentários sobre suas obras. Produção de Fernando Ramos, do Jornal Vaia. Fotos do encontro.

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14
ago
10

Jorge Luís Borges: Funes, o memorioso

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Funes, o memorioso. Vídeo da série Imaginantes, produzida pela rede mexicana Televisa. Tematiza o conto de Jorge Luís Borges, do livro Ficções. O conto narra a história de um rapaz que tinha uma memória prodigiosa, mas que, sem conseguir articulá-la com sua pouca inteligência, era tido como curiosidade no vilarejo em que vivia. Funes era uma verdadeira enciclopédia, pois lembrava-se de incontáveis textos, apesar de não saber elaborar estes conhecimentos.

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Ficções, de Jorge Luís Borges. Companhia das Letras, 2007. Trad. Davi Arrigucci Jr. R$ 36,50

Ficções reúne os contos publicados por Borges em 1941 sob o título de O jardim de veredas que se bifurcam (com exceção de “A aproximação a Almotásim”, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de Artifícios. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica. Chamam a atenção a frase enxuta, o poder de síntese e o rigor da construção, que tem algo da poesia e outro tanto da prosa filosófica, sem nunca perder o humor desconcertante.
Em Ficções estão alguns de seus textos mais famosos, como “Funes, o Memorioso”, cujo protagonista tinha “mais lembranças do que terão tido todos os homens desde que o mundo é mundo”; “A biblioteca de Babel”, em que o universo é equiparado a uma biblioteca eterna, infinita secreta e inútil; “Pierre Menard, autor do Quixote”, cuja “admirável ambição era produzir páginas que coincidissem palavra por palavra e linha por linha com as de Miguel de Cervantes”; e “As ruínas circulares”, em que o protagonista quer sonhar um homem “com integridade minuciosa e impô-lo à realidade e no final compreende que ele também era uma aparência, que outro o estava sonhando”.

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