Arquivo para agosto \21\UTC 2010



21
ago
10

Carpe Diem

.

.

Carpe diem. Sequência do filme Sociedade dos poetas mortos, dirigido por Peter Weir, com Robin Williams e Ethan Hawke nos papéis principais. O mote inicial da sequência é o poema Ó capitão, meu capitão!, do poeta americano Walt Whitman.

.


.

Ó Capitão, meu Capitão!

Walt Whitman

Ó capitão! Meu capitão! terminou a nossa terrível viagem,
O navio resistiu a todas as tormentas, o prêmio que
buscávamos está ganho,
O porto está próximo, ouço os sinos, toda a gente está
exultante,
Enquanto segue com os olhos a firme quilha, o ameaçador e
temerário navio;
Mas, oh coração! coração! coração!
Oh as gotas vermelhas e sangrentas,
Onde no convés o meu capitão jaz,
Tombado, frio e morto.

Ó capitão! meu capitão! ergue-te e ouve os sinos;
Ergue-te – a bandeira agita-se por ti, o cornetim vibra por ti;
Para ti ramos de flores e grinaldas guarnecidas com fitas –
para ti as multidões nas praias,
Chamam por ti, as massas, agitam-se, os seus rostos ansiosos voltam-se;
Aqui capitão! querido pai!
Passo o braço por baixo da tua cabeça!
Não passa de um sonho que, no convés,
Tenhas tombado frio e morto.

O meu capitão não responde, os seus lábios estão pálidos e imóveis,
O meu pai não sente o meu braço, não tem pulso nem vontade,
O navio ancorou são e salvo, a viagem terminou e está concluída,
O navio vitorioso chega da terrível viagem com o objetivo ganho:
Exultai, ó praias, e tocai, ó sinos!
Mas eu com um passo desolado,
Caminho no convés onde jaz o meu capitão,
Tombado, frio e morto”

(Tradução de Maria de Lurdes Guimarães)

.


.

Anúncios
19
ago
10

Palavraria indica: Desconstruir Duchamp, livro de Affonso Romano de Sant´Anna

.

.

Desconstruir Duchamp – arte na hora da revisão, livro de Affonso Romano de Sant´Anna. Ed. Vieira & Lent, 2003.

À venda na Palavraria – R$ 34,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

.

.

Diferentemente das obras que apresentam a história da arte moderna, os textos deste livro olham a arte dos últimos 150 anos não com o olhar saudoso e complacente, mas como um esforço para afastar o entulho e descortinar outros caminhos. Este livro não é “contra” a arte moderna, a vanguarda e a arte contemporânea. Isto seria por demais raso e pueril. Também não é “contra” certos autores e obras. Mas propõe uma inadiável revisão de valores sem medo de enfrentar alguns ícones que estão no altar da modernidade e da pós-modernidade. Aqui em vez da simples “opinião”, desenvolvem-se estratégias para analisar certas falácias teóricas e práticas de produtos e autores que pretendem ocupar, mesmo negando-o, o espaço da arte.

Affonso Romano de Sant´Anna nasceu em Belo Horizonte em 1937 e estudou, até o doutorado, na Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG. Nos anos de 1960 foi lecionar nos Estados Unidos (UCLA), onde participou do International Writing Program da Universidade de Iowa. A partir dos anos 1970 foi professor da PUC do Rio de Janeiro. Ministrou cursos e conferências em inúmeras universidades do Brasil e do exterior. Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional, onde criou o Sistema Nacional de Bibliotecas e o Programa de Promoção da Leitura. Presidiu o Conselho do Centro Regional para o Fomento do Livro na América-Latina e no Caribe, e foi Secretário Geral da Associação das Bibliotecas Nacionais Ibero-Americanas. Affonso Romano de Sant’Anna é poeta, cronista, jornalista e professor. Atualmente é colunista do jornal O Globo e de outros diários.

Uma amostra:

Desconstruir Duchamp

O encurralado conceito: tudo é arte, nada é arte

Estou no Louvre diante de uma das versões do quadro de La Tour – Le tricheur (O trapaceiro). Nele, uma mulher está jogando cartas com dois homens, enquanto a criada lhe serve uma taça de vinho. Um dos jogadores, com a mão atrás da cintura, exibe para o espectador do quadro, duas cartas escondidas, que lhe darão a vitória. Este quadro é a retomada de um tema que foi magistralmente retratado antes por Caravaggio (1594), cuja exposição vi em 1999, em Roma. Só que o título, que é o mesmo, está no plural Les Tricheurs. Aqui um homem espia as cartas que uma mulher tem nas mãos, enquanto seu parceiro exibe nas mãos atrás das costas, duas cartas que lhe garantem ganhar o jogo.

Marcel Duchamp preferia jogar xadrez ao invés de cartas. Chegou a abandonar a pintura por uns 20 anos para ficar participando de campeonatos de xadrez. Sua fissura por esse jogo era tal que chegou a redesenhar-lhe as peças.

Duchamp além de jogador, foi um tricheur. Um magnífico trapaceiro. Como os personagens de Caravaggio e La Tour, teve a audácia de mostrar as cartas com que jogava e com as quais empalmaria o jogo. Como aqueles personagens, ele está virado para o público se denunciando. Basta decodificar suas “cartas”, ou seja, textos e obras.

Com efeito, o jogo está, estruturalmente, presente na obra de Duchamp e é estranho que isto não tenha sido analisado. Estranho que não se tenha visto as correlações entre o jogo e a estrutura de sua produção. Não estou me referindo ao sentido geral, que é ver a obra de arte como um grande jogo consigo mesmo, com o mercado, com o público, com os museus.Tomemos, especificamente, dois exemplos concretos: o ready-made de 1964, que é um cupom da “roleta de Monte Carlo”, do qual Duchamp se apropriou colocando seu nome; e o cheque que ele mesmo fabricou no valor de $115,00 para saldar uma dívida e que acabou virando moeda de troca verdadeira, que ele recomprou para revalorizá-la. São duas metáforas palpáveis do jogo como tema e como prática em sua obra.  Além disto, consideremos uma outra prática obsessiva de jogo, o jogo verbal que exercitava, fascinado, construindo trocadilhos. Em suas “Notas” deixou registrados 288 trocadilhos, que o divertiam. E assim, gostando cada vez mais de malabarismos mentais decidiu afastar-se dos pintores e ir trabalhar na Biblioteca de Santa Genoveva, dedicando-se, por um longo período, ao pensamento, ao logos, ao jogo dos conceitos.

No jogo de xadrez há uma situação conhecida como xeque-mate, que vem do persa xah mat.  A situação do xeque-mate é aquela em que o rei, sob ataque, já não pode fugir nem se defender. Na verdade, como diria Maurice Lever (Le sceptre et la marotte, Ed. Fayard) “o echec et mat não significa nem a morte nem a captura do rei, mas seu aprisionamento numa rede de alternativas impossíveis, que fazem do jogo de xadrez o único jogo que encontra a sua solução no insolúvel”.

Marcel Duchamp deu um xeque-mate na arte há quase cem anos. Desde então ela ficou paralisada, prisioneira, dependente de uma solução que teria que passar pela desconstrução do impasse que ele criou. Duchamp encurralou o conceito de arte da época ao convencer seu auditório, que tudo era arte, desde que alguém assim o quisesse, desde que o artista apusesse em qualquer objeto, modificado ou não, sua assinatura.  No instante em que, atônitos, seus interlocutores e, depois, as gerações vindouras, caíram neste jogo, a arte, como o Rei, ficou imobilizada num oxímoro e numa tautologia, pois se tudo é arte, nada é arte.

Duchamp, no entanto, estava, como os personagens nos quadros de La Tour e Caravaggio trapaceando e exibindo a trapaça (para quem souber ler & ver). Ele exibia isto, às vezes, cinicamente, como ao dizer que havia jogado na cara dos burgueses uma série de non-sense e eles haviam acreditado naquilo. Mas é na análise da prática teórica de Duchamp que se encontram os sinais da trapaça, que o transformam antropologicamente no grande trickster da arte moderna.

Lacan tem uma análise do conto de Poe que passou a ser conhecido com o título de “A carta roubada”. Trata-se de uma estória onde, como no jogo de xadrez, existe a personagem de uma rainha e a de um rei. E a trama se desenrola em torno de uma carta comprometedora, que parece oculta e, no entanto, está o tempo todo à vista sobre a mesa do rei. Por que essa carta tão à vista não é vista? Lacan, curiosamente, usa os mesmos termos que estamos sublinhando e nos fala da “trapaça”, do comportamento do “avestruz” e do gesto do “ilusionista”, o qual faz na exibição das cartas ao público seu primeiro e ostensivo gesto de engano. E a suprema arte do ilusionista é “fazer-nos um ser de sua ficção”.  Exatamente como ocorreu naquela lenda do “rei nu” de Andersen, reincidentemente lembrada em relação à arte de nosso tempo.

Sintomaticamente, como se estivesse dando mais dados semiológicos para nossa interpretação, Duchamp, em 1958, participou da exposição “O desenho na arte mágica”, com sua Boite en valise, imitando intencionalmente as valises dos mágicos.

Ilusionista conceitual, Duchamp logrou convencer a muitos que é arte tudo o que alguém diz que é arte. E mais: que se colocarmos uma roda de bicicleta ou um urinol num museu isto passa a ser arte. E assim se passaram quase cem anos em que muitas pessoas olharam esses objetos quase com êxtase. Pois, no picadeiro dos mal entendidos, lamento informar ao distinto público que aquela roda de bicicleta é simplesmente uma roda de bicicleta, e que aquele famoso urinol é um urinol mesmo. A carta está na mesa (para quem quiser ler).

A chamada pós-modernidade falou muito em “desconstrutivismo” e tachou Duchamp de “descontrutivista”. Então, usando o mesmo insidioso veneno como remédio (similia similibus curantur) lhes digo: é  necessário desconstruir Duchamp.

A melhor homenagem que podemos fazer aos mestres contestadores de ontem, é contestá-los hoje. Não para que a arte volte ao passado, mas para que ela se possibilite um futuro.

4 de maio de 2002

Affonso Romano de Sant´Anna

(in Desconstruir Duchamp, págs. 76-78)

.

.

18
ago
10

Aconteceu na Palavraria: lançamento do livro Narcisismo na contemporaneidade, de Miguel Juchem

.


.

O psicanalista Miguel Juchem recebeu convidados, agora há pouco, na Palavraria, para autógrafos de seu livro O narcisismo na contemporaneidade. Fotos do evento.

.


.

.

.

.

.

.

.

.

.


.

.

.

.

.

.

.

17
ago
10

Debate na UFRGS: Paul Singer e Rosa Freire D´Aguiar

.

Na próxima quinta-feira, 19 de agosto, a Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e a Editora Companhia das Letras  promovem debate com a participação do cientista político Paul Singer e Rosa Freire D´Aguiar, presidente cultural do Centro Celso Furtado. O encontro objetiva marcar o lançamento da edição comemorativa dos 50 anos do livro Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado.

O evento será no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS – João Pessoa, 52, 3º andar e terá início às 18h30.

A Palavraria estará lá.

.

.

16
ago
10

Palavraria indica: coleção fac-similar da revista filme cultura

.

.

Coleção da Revista Filme Cultura – Edição fac-similar, 5 volumes. Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 100,00

Reserve sua coleção – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

A Coleção

Coleção com cinco livros de capa dura contendo, em quase quatro mil páginas, as 48 edições do período 1966 a 1988, além de duas revistas especiais, feitas para os festivais de Cannes e Berlim. O projeto é uma iniciativa do Instituto Herbert Levy e tem patrocínio da Petrobras.


Os cinco volumes, lançados em 1º de julho, reproduzem fielmente as edições de 1966 a 1988 de Filme Cultura. Ali foi feita a crônica do cinema brasileiro e de aspectos importantes do cinema internacional no período. Em suas páginas, encontram-se textos hoje clássicos de Jean-Claude Bernardet, Sérgio Augusto, Antonio Moniz Vianna, Ismail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Rogério Sganzerla e Jairo Ferreira, entre muitos outros. A revista contou, entre seus editores, com Ely Azeredo, Flávio Tambellini, David Neves, José Carlos Avellar, Cláudio Bojunga e João Carlos Rodrigues.

O conteúdo da revista abrangia críticas de filmes, ensaios, pesquisas, entrevistas, perfis, catalogação de diretores brasileiros e internacionais, bem como artigos sobre técnica, produção, mercado, festivais e premiações. Há também um precioso material iconográfico sobre a história do cinema brasileiro, fundamental para cinéfilos, pesquisadores e estudantes.

O número 51

Juntamente com a coleção, foi lançada a edição nº 51 de Filme Cultura, centrada nos personagens do cinema brasileiro. Como destaca no editorial o diretor da revista, Gustavo Dahl, “a proposta deste número de Filme Cultura é recontextualizar a questão dentro do cinema brasileiro histórico, moderno ou contemporâneo.” Assim, personagens populares, marginais e intelectuais, personagens de documentários e de tramas multiplot receberam a atenção de articulistas tanto pertencentes ao corpo de redatores da revista, como convidados de diversas regiões do país e distintas inserções no estudo do cinema brasileiro. Fernanda Montenegro e Selton Mello ganharam matérias especiais pela riqueza de suas galerias de personagens.

A revista traz também as mesmas seções do nº 50, que lançam um olhar às margens do mercado, à história do cinema brasileiro e a disciplinas correlatas à do cinema.

A seguir, a lista das matérias de Filme Cultura nº 51:

Editorial – Gustavo Dahl
O filho desviante e a morte do pai – João Silvério Trevisan
Quando a narrativa perde o centro – Cléber Eduardo
A vida depois do doc – Carlos Alberto Mattos
Coutinho, o cinema e a gente – Daniel Caetano
Heróis do real – Carlos Alberto Mattos
Carapiru e Orson Welles: a melhor defesa é o ataque – Daniel Caetano
Entrevista com Silvio de Abreu – Daniel Caetano
Personagens e tipos do cinema popular – João Carlos Rodrigues
Intelectuais na linha de frente – Luís Alberto Rocha Melo
Margem sem limites – Cássio Starling Carlos
Zulmira, Romana, Dora… Fernanda – Ivonete Pinto
Entrevista com Selton Mello
Um filme: Estômago
– Fábio Andrade e Rodrigo de Oliveira
Perfil: Walter da Silveira, advogado do cinema – Orlando Senna
Cinemateca de textos: Jean-Claude Bernardet
Outro olhar: Grande sertão: veredas, Avancini em grande estilo
– João Carlos Rodrigues
E agora, Laís (Bodanzky)?
E agora, Ivan (Cardoso)?
Lá e cá: O desconhecido cinema de nossos vizinhos argentinos
– Daniel Caetano
Busca avançada: Cinema passageiro – Carlos Alberto Mattos
Curtas: De/com/sobre/para Helena Ignez – Joana Nin
Atualizando: A morte do transfer? – Marcelo Cajueiro
Livros: História e economia do cinema e do audiovisual no Brasil: passado, presente e futuro – André Gatti
Peneira digital – Carlos Alberto Mattos
Cinemabilia: Simão, o caolho

.

.

15
ago
10

Programação de 16 a 21 de agosto

.

.

18, quarta, 19h: Lançamento do livro O narcisismo contemporâneo, do psicanalista Miguel Juchen.

Editar um livro sobre narcisismo, na ótica do autor, é propiciar ao leitor oportunidade de conhecer os sintomas (jeitos e maneiras) daquele que é portador desta verdadeira patologia. Para ele, a cultura moderna estabelece e, porque não, determina, este modelo de comportamento na medida em que instala, na psique humana, valores e validações artificiais. Colecionando reflexões, depoimentos de psicanalistas e de escritores diversos, Miguel Juchem enfatiza a necessidade da compreensão interna – insight – para percepção da erroneidade e malefício de tal comportamento.

A obra é singela mas densa em conteúdo e visão psicalítica. Tema atual, assinala, de forma pontual, a afirmação das superficialidades no viver do ser humano; na volta dele para si,  impregnado das informações midiáticas veiculadas à exaustão, e, por isso, fortemente recebidas, crendo que a saída para os seus males,  dúvidas e misérias psíquicas é a fixação e enraizamento de uma personalidade voltada, única e exclusivamente, para seus interesses e deleite – o narcisismo.

Miguel Juchem é natural de São Luiz Gonzaga/RS, nas Missões. Psicanalista formado pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil e Procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Articulista, assina  coluna quinzenal no jornal A Notícia (São Luiz Gonzaga), com o título “Pergunte ao Psicanalista”, onde escreve sobre temas diversos e responde perguntas dos leitores sobre questões gerais de enfoque psicanalítico.

.

.

19, quinta, 19h: A mulher e a fotografia – Bate-papo das fotógrafas Luciana Lee e Isaura Saraiva – a propósito da exposição Fadas, de Luciana Lee.

20, sexta, 19h: Coquetel de Abertura da exposição Fadas, de Luciana Lee & Pocket show com Karine Cunha.

Fadas, mais recente trabalho da fotógrafa Luciana Lee, reúne dois de seus temas-fetiche: o universo feminino e a metalinguagem fotográfica.

Ao crescente interesse da fotógrafa pelo registro de mulheres, essencialmente no formato de retratos e autorretratos, une-se a vontade de capturar o próprio fazer fotográfico daquelas que encontraram na fotografia sua forma de manifestação artística.

Providencialmente, agosto, mês em que se comemora, no dia 19, o “Dia Mundial da Fotografia”, foi o escolhido para dar início a essa mostra fotográfica. Para realizar o projeto, além de expor seu próprio autorretrato, a fotógrafa convida outras nove fotógrafas para serem retratadas por ela. E assim, esses dez retratos vão representar, neste momento, todas as artistas que veem o mundo através das lentes e que literalmente utilizam a luz para escrever suas histórias.

Por fim, Fadas surge de algo que ficou gravado na memória da fotógrafa desde que ouviu o seguinte verso de um repentista nordestino:  “A fotógrafa é uma fada; sua câmera, a varinha de condão”.

A exposição tem curadoria da fotógrafa Fernanda Chemale, apresentação do fotógrafo Gutemberg Ostemberg e produção do fotógrafo Cristiano W. Soares.

Luciana Lee, fotógrafa porto-alegrense, é formada em Letras pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras. Integra o Grupo de Fotografia 35mm e o Sul Foto Clube, além de exercer a secretaria do Paralelo 30 Fotoclube, gestão 2008/2010. Participou de diversas exposições fotográficas, sendo as mais recentes Instantes Urbanos – coletiva dentro da programação do II Fórum Interlocuções do Imaginarium, da Câmera Viajante, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Porto Alegre, agosto de 2009; Mais Zoom Menos Zoom – coletiva no Espaço das Artes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Porto Alegre, setembro de 2009 e 15 anos do Café do Porto – coletiva no Café do Porto, Porto Alegre, junho de 2010. Mantém o blog Luciana Lee – Fotografia http://lusalee.blogspot.com

Isaura Estefano Saraiva possui Curso Superior em Fotografia pela Universidade Luterana do Brasil – ULBR. É membro e fundadora do Grupo 35mm, membro do Fotoclube Paralelo 30 e foi diretora de cultura da Associação Gaúcha de Fotografia. Tem premiação em vários concursos fotográficos (1º Lugar Concurso de Fotografia Sioma Breitman 2001 da Câmara Municipal de Porto Alegre). Participa do livro de fotos coletivo Vida Palafita (Tomo Editorial, 2008). Vem desenvolvendo oficinas de fotografia em várias instituições. Atualmente ministra oficinas no Laboratório Digital.

Karine Cunha é cantora, compositora, arranjadora e instrumentista (violão e cavaquinho). Estudou violão clássico e cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de apresentar-se em shows solos e coletivos, a musicista desenvolve trabalho de Educação Musical em canto e violão para adultos e grupos da melhor idade. Tem dois CDs gravados: Fluida (2005 – com seis canções premiadas ou classificadas em festivais) e Epahei! (2007 – homenagem à cultura afro-brasileira com canções sobre orixás e de temática livre).

.

.

21, sábado, 19h: Bianca Obino convida Marco de Curtis.

.



.

Bianca Obino Convida é um espetáculo que propõe o entrelaçamento dos universos artísticos da cantora, violonista e compositora Bianca Obino aos dos seus convidados, semelhante aos diálogos que estabelece nos arranjos do seu violão com sua voz. Assim, a artista, convidados e público tornam-se artesãos em cada encontro.

Bianca Obino participou de quatro edições do Festival de Música de Porto Alegre com canções de sua autoria e realizou apresentações em eventos de empresas, dentre as quais a Souza Cruz e FORD. Participou também de “Palavra: Alegria da Influência” e “Música Autoral” – promovidos pelo Jornal VAIA (RS) na “Palavraria Livros & Cafés” e “Teatro de Arena”, incluindo recitais eruditos no “Salão Mourisco” da Biblioteca Pública do Estado, “Auditório Tasso Corrêa” do Instituto de Artes da UFRGS, e no “Chiostro San Domenico”, em Prato (Itália). O processo de compor canções iniciado aos 15 anos, estende-se até hoje, paralelo ao exercício de intérprete nos ramos popular e erudito. O uso do violão junto com a voz sempre foi traço característico nos arranjos e na maioria das apresentações em público de Bianca. Desde 2008 vem aprofundando com o compositor, violonista, cantor e educador musical Felipe Azevedo seu estudo prévio de violão, abordando neste novo aprendizado aspectos históricos e estilísticos da música popular brasileira, técnica violonística aplicada ao seu trabalho autoral e de intérprete, além de arranjo e composição de canções.
[Veja mais em http://www.biancaobino.com/]

.

Nascido em Porto Alegre, Marco De Curtis graduou-se em arquitetura e urbanismo pela UFRGS. Arquiteto, designer e aquarelista, atua na construção civil. Cursa a oficina de criação literária ministrada por Charles Kiefer desde 2005. Escreveu Camicases digitais, texto premiado pela revista Carta Capital. Teve seus contos publicados em diversas coletâneas. Sua narrativa Beijos de borboleta foi selecionada para compor a coletânea Curta o conto em concurso organizado pela RBS TV..

14
ago
10

Aconteceu na Palavraria: encontro literário de Guto Leite e Paulo Seben

.

.

Em mais um encontro da série Palavra – Alegria da Influência, Guto Leite Paulo Seben se reuniram na Palavraria para leituras de poemas e comentários sobre suas obras. Produção de Fernando Ramos, do Jornal Vaia. Fotos do encontro.

.

.

.

.

.

.

.

.

.



.

.

.

.




agosto 2010
S T Q Q S S D
« jul   set »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Categorias

Blog Stats

  • 718.117 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: