Arquivo para novembro \30\America/Sao_Paulo 2010

30
nov
10

Aconteceu na Palavraria: pocket musical com a banda Trio de Janeiro

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Sábado último, 27, rolou na Palavraria o pocket Trio de Janeiro Brasil, com a banda Trio de Janeiro, que  é composta por Jorge Souza (Saxofones alto e tenor), André Binsfeld (Bateria), Daniel Nodari (Guitarra Acústica), Cezar Ferreira (Piano, Acordeon, Kalimba). Fotos do evento.

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30
nov
10

Aconteceu na Palavraria: lançamento do livro pensar em Deleuze

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Semana passada, dia 26, sexta, aconteceu na Palavraria o sarau de lançamento do livro Pensar em Deleuze: violência e empirismo no ensino de filosofia, de Esther Maria Dreher Heuser (Editora UNIJUÍ). Fotos do evento.

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30
nov
10

Vai rolar na Palavraria 01/12: A personagem – terceiro encontro da 1ª Vereda Literária

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01, quarta, 19h: A personagem, palestra e debate com Carol Bensimon e Renata Wolff e mediação de Lu Thomé. Terceiro encontro da Vereda Literária Literária na Palavraria.

A PERSONAGEM: Plana ou esférica, principal ou secundária, é a personagem que comanda o enredo? Ou é o enredo que comanda a personagem? E mais ainda, onde fica o autor nisso tudo? Sobre este e outros pontos em comuns deve girar a conversa das autoras.

Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, em 1982. Publicou contos em Zero Hora e nas revistas Ficções e Bravo!, entre outros periódicos. Atualmente, finaliza o seu doutorado na Université Sorbonne Nouvelle, na área da Literatura Comparada. Pó de parede é seu livro de estréia. Seu segundo livro, Sinuca embaixo d’água (lançamento previsto para 2009), foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária.

Renata Wolff tem contos publicados na antologia Outras Mulheres, organizada por Charles Kiefer para a Editora Dubliense (2010).

Lu Thomé é jornalista e coordena projetos de assessoria de imprensa no Estúdio de Conteúdo, atendendo autores e editoras como Não Editora e Dublinense. Participou das antologias Ficção de Polpa – Volumes 1, 2 e 3 (Não Editora).

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29
nov
10

Programação de 29 de novembro a 04 de dezembro

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29, segunda, 19h: Lançamento do livro A qualidade das águas como subsídio da gestão ambiental, de Águeda Marcéi Mezomo.

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01, quarta, 19h: A personagem, palestra e debate com Carol Bensimon e Renata Wolff. Mediação de Lu Thomé. Terceiro encontro da 1ª Vereda Literária na Palavraria.

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02, quinta, 19h: Na rede: a literatura e a internet, palestra e debate com Ana Mello e Cris Moreira. Mediação de Beatriz Pinto Ribeiro. Quarto encontro da Primeira Vereda Literária na Palavraria.

 

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03, sexta, 19h: Lançamento do livro Clube dos Solitários, de Angélica Rizzi e Sarau Itinerante Poetas Iluminados, com a autora, Chico Merg, Michel Dorfman e André Rosa.

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04, sábado, 18h: Qual é a do Kobayashi Issa, com Ricardo Silvestrin, Alexandre Brito e Marco Celso Hufel Viola. Da Série Qual é?, idealizada por Ricardo Silvestrin e produzida por Fernando Ramos (Jornal Vaia).

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26
nov
10

Aconteceu na Palavraria: palestra de Betina Mariante Cardoso

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Ontem, 25, Betina Mariante Cardoso apresentou a palestra “É impossível ser feliz sozinho?” – As doenças do amor, mais um tema do Ciclo Neurobiologia e Amor: Prosa e Poesia, promoção da Casa Editorial Luminara na Palavraria.

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26
nov
10

Vai rolar na Palavraria, 27/11: pocket musical Trio de Janeiro Brasil

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27, sábado, 19h: Trio de Janeiro Brasil, pocket musical com a banda Trio de Janeiro.

No espetáculo Trio de Janeiro Brasil a banda valoriza suas raízes brasileiras apresentando choros e sambas.

Programa:

1- O mundo é um moinho (Cartola)
2- As rosas não falam (Cartola)
3- Samba de verão (Marcos Valle)
4- Papagaio embriagado (Mário Mascarenhas)
5- Só tinha que ser com você (Antonio Carlos Jobim)
6- Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues)
7- Upa neguinho (Edu Lobo)
8- Szenario urbano (Friedemann Gräf)
9- Alone (Theodor Pauβ)

Fundado na Alemanha em 1991, o Trio de Janeiro vê-se como mediador entre os elementos da música africana (polifonia, poliritmia), o jazz europeu contemporâneo e a música folclórica brasileira. O resultado é uma linguagem própria, o alegre capítulo da música post-moderna improvisada.

O Trio de Janeiro é composto por Jorge Souza (Saxofones alto e tenor), André Binsfeld (Bateria), Daniel Nodari (Guitarra Acústica), Cezar Ferreira (Piano, Acordeon, Kalimba)

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25
nov
10

Aconteceu na Palavraria: leituras de Henrique Schneider

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Ontem, 24, aconteceu na Palavraria a última sessão da edição 2010 do “Projeto de Leituras Feevale – Contos da Vida Breve”, com o escritor Henrique Schneider. Noite especialíssima, encontro feliz das sensíveis leituras de Henrique com a música encantatória dos teclados de Ivone Pacheco. Após as fotos do encontro, publicamos abaixo um dos contos lidos.

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Estátuas vivas, conto de Henrique Schneider

A estátua viva, engalanada em suas vestes brancas de pitonisa grega, enfeitava com sua imobilidade a movimentada manhã dominical da Redenção. O colorido e o burburinho, as crianças a tocar-lhe as roupas para saber se eram de verdade, os raros latidos dos cães menos inteligentes, nada conseguia romper-lhe a atenção que, brilho claro e alvaiade no rosto, reservava à personagem. À frente do banquinho no qual se equilibrava há horas, um pote no qual os freqüentadores do brique depositavam alguns trocados. Apenas de quando em vez, porque até às estátuas deve ser dado o privilégio do movimento, ela trocava de posição, sem alterar a expressão vaga e distante do olhar e sem sorrir: sorrisse, e o dente faltante lhe destruiria a altivez de pitonisa e terminaria sem dinheiro o seu domingo.

Lá pelas duas da tarde, cansado de espingardear entre as banquinhas de antiguidades e artesanato nos quais mexera em tudo o quanto coubesse em suas mãos, o menino de rua descobriu a estátua. Coçou sem pudor os calçõezinhos rotos de caridade e mostrou a língua à personagem, disposto a arrancar-lhe algum sorriso, mas não: o outro seguia incólume à sua frente e parecia olha-lo como se não estivesse ali. O garoto, então, tentou uma palhaçada – mas foi como se não houvesse feito nada. Resolveu, por fim, fazer o que gostaria de ter feito desde o início: postou-se na exata posição em que se encontrava a estátua, mãos e pés procurando os ângulos até que o encontrassem, e assim ficou. Naquela hora, pareceu perceber que os olhos da estátua lhe devolviam um brilho de admiração e agradecimento, e este olhar aquentou-lhe o coração sem casa. E então – porque talvez fosse, naquele dia, a primeira vez que alguém lhe prestava alguma atenção, resolveu ficar, decidido a ser mais estátua que a própria estátua.

Mas a alva pitonisa – que também crescera sua dureza pelas noites e dias das ruas -, naquele instante, decidiu que um menino iniciante não poderia ser mais estátua do que ela. Respirou fundo, num movimento cênico – ele também respirou fundo -, e ambos pareceram ter resolvido ao mesmo tempo e numa espécie de bem humorado desafio mudo, que não sairiam de seu lugar enquanto o outro não se mexesse, ninguém a esperá-los em suas solidões.

Há dois domingos estão lá, imóveis, pobres espelhos sem destino, e o vento de outono já levou as notas mirradas que repousavam, raras, no potinho. Mas não se mexem por nada, dispostos a não perderem aquele duelo de talentos sobreviventes, e a verdade é que, hoje, ninguém mais sabe se ambos ainda são gente ou se já viraram pedra.

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25
nov
10

Palavraria indica: Percussìvé, CD de Felipe Azevedo

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Percussìvé, ou a prece do louva-a-deus, CD de Felipe Azevedo

À venda na Palavraria – R$ 20,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

Em PERCUSSÌVÉ somos apresentados a um país repleto de sons e histórias. Quem nos convida para esta viagem pelo nosso Brasil é um Kaingang interligado aos anseios e questionamentos do mundo atual. A partir dele somos contagiados pelos gêneros: maculelê, carimbó-ijexá, marcha-rancho, choro, modinha, cateretê, maxixe, forró, maracatu, valsa, canção e milonga-embolada que transitam e misturam-se a outros. (…) PERCUSSÌVÉ ou a prece do louva- a-deus é uma verdadeira antropofagia musical. É o Brasil tocado e cantado de A a Z, com todas as caras e jeitos. É um trabalho conceitual e reflexivo. Um CD que remete ao primitivismo e à antropofagia (simbolizada por um louva-a-deus) para falar de brasilidade. O CD com produção artística, direção musical e arranjos de Felipe Azevedo, conta com as participações de grandes músicos do Estado do RS, tais como: Fernando do Ó, Arthur Barbosa, Monica Lima e dos backing vocals: Angela Jobim e Paulo Rosa; além dos convidados especiais nas faixas: Tema para um compasso de espera, com a cantora paulista Monica Salmaso e Balanço Tupiniquim e Balaio de Cordas, com o percussionista carioca Marcos Suzano. [overmundo]

Veja mais: http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?cid=335

Amostra:

Felipe Azevedo é compositor, violonista e arranjador reconhecido por grandes nomes da música brasileira como Guinga e Hermeto Paschoal, vencedor de quatro prêmios Açorianos no RS (Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002 e Melhor Instrumentista MPB 2005).

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25
nov
10

Vai rolar na Palavraria, 26/11: lançamento do livro Pensar em Deleuze: violência e empirismo no ensino da filosofia

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26, sexta, 19h: Lançamento do livro Pensar em Deleuze: violência e empirismo no ensino de filosofia, de Esther Maria Dreher Heuser (Editora UNIJUÍ).

O que é pensar?”, eis a questão orientadora deste livro, que, pelas linhas de força da filosofia de Gilles Deleuze, responde-a: pensar é uma violência sobre as faculdades. Resposta inspirada, sobretudo, na obra Diferença e repetição, cujo tema kantiano do conflito entre as faculdades é o lugar de explicação desse leitmotiv que atravessa a filosofia de Deleuze e que pode violentar o pensamento sobre o ensino de filosofia em seus diferentes níveis. Tratar da violência sobre as faculdades implica estabelecer uma doutrina das faculdades, o que, conforme Deleuze, só pode ser feito por meio de um empirismo transcendental. O livro defende que Deleuze produziu sua própria doutrina nas obras anteriores à Diferença e repetição, em seus escritos monográficos, obras nas quais desenvolveu as bases do seu programa filosófico quando procurou engendrar a gênese do pensar, isto é, fazer a descrição genética das condições de efetividade da experiência, edificando uma teoria diferencial das faculdades. Desenvolvimento levado a termo na conjunção: com Nietzsche, Kant, Proust, Sacher-Masoch e na intersecção entre Filosofia e Arte e Ciência, formas do pensamento ou da criação que só existem mediante experiências-limites, quando o pensamento e as demais faculdades são abaladas por forças heterogêneas a elas, tornando-as sensíveis ao impensado.
Conceber o ensino de filosofia a partir do sentido produzido por Deleuze para esse problema – “O que é pensar?” – requer, portanto, privilegiar as relações agonísticas presentes nas três formas de pensamento e embaralhá-las de modo que delas se possa extrair novos movimentos de pensamento, de escrita e de possibilidades de existência.

Ester Maria Dreher Heuser é licenciada em Filosofia e mestre em Educação nas Ciências – Área de Filosofia – pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ e doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Foi professora de Filosofia nos ensinos fundamental e médio. Atualmente trabalha em formação de professores de Filosofia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, no Campus de Toledo, PR, onde é professora-adjunta. É pesquisadora dos grupos de pesquisa: DIF – artistagens, fabulações, variações (UFRGS) e Linguagem, sociedade e política (UNIJUÍ), nos quais investiga a filosofia de Deleuze e suas implicações com o ensinar, aprender e pensar filosofia.

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24
nov
10

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr.: Desaviso aos avisados

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Desaviso aos avisados, por Jaime Medeiros Júnior

É sempre bom descobrir coisas belas. Hoje [16/11/10] descobri na Palavraria o belo conto de Leila Teixeira [agora espero o livro, mais um aguardo na lista de tantos]. Pouco depois, já na rua, meu ouvido, andando lá pelas calçadas da Lima e Silva, descobre um pequeno lunário nos nomes das cachorrinhas, Shana e Luna, pegas às correntes de suas donas. E depois, só o nos habituar novamente ao perpétuo lunário de escolhos e escolhas, do que fizemos e não fizemos.

E porque assim é, nada nos garante o fim almejado. Sendo sempre possível se pôr ao abrigo de um qualquer subterfúgio. O caminho de casa ou o caminho da roça, por mais que nos pareça seguro, só o é, porque muito de todo o nosso andar sempre nos fica subentendido. Então, quando tu perguntas à cigana embaixo daquela paineira desprendendo painas. Como chego até estação? E ela responde, siga muito até chegar o valo, cruze o pontilhãozinho, procure por uma pequena pedra azul, guarde-a e não a esqueça nunca durante o caminho que terás de fazer pelos íngremes das sete colinas. Depois disso deveríamos entender: tudo é subterfúgio. Qual crença te servirá de aprisco? A cigana sofre de taquilalia, premida por uma ou duas das tantas patologias catalogadas no DSM IV-R? Ou há algo mais a ser desbaratado em tudo isso? O criador nada faz de neutro em uma construção, mesmo que desnecessário, mesmo que impensado.

Aqui, acho que inda caberia lembrar que em nossa cambiante liberdade é sempre bom um pouco, um naquinho que seja, de consciência, pois só diante da morte tudo cala. Por favor, Telma, não cale! Nossa cambiante liberdade é feita de escolhas e sempre há algo de horrível quando acabamos pegos pelos solavancos das torrentes torpes dos fatos.

No mais, inda sigo pensando naquele perro muerto tirao em un costado de la huella de que nos falava Larralde. No entanto, como nos diz a sabedoria judaica, o homem pensa, D’us ri [M. Kundera – A Arte do Romance]. E supondo que todo criador, mesmo que possivelmente não creia em, quer ser D’us, talvez devêssemos dizer junto com ele: tudo, talvez, não passe de um grande susto, planificado [e se repousarmos só um pouquinho em nossa atenção, parece que podemos escutar um leve riso soando ao fundo].

Um abraço grande

Jaime

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Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs Tênues Considerações e O Arco da Lira.

Excepcionalmente A prosa ligeira de de Jaime Medeiros Jr. está sendo postada hoje. É publicada neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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