Arquivo para 1 de novembro de 2010

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Programação de 01 a 06 de novembro

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03, quarta, 19h: Lançamento do livro A vida compassiva – Compaixão, da Monja Isshin Havens (Editora Pragmatha).

A monja zen budista americana e naturalizada brasileira Isshin Havens, em Porto Alegre há quatro anos, ingressa no mercado editorial pela gaúcha Pragmatha. A obra “A vida compassiva – Compaixão”, em formato ecológico (papel reciclado e apenas grampeado, sem a utilização de cola), aborda questões como o que é compaixão, o valor dela na sociedade contemporânea e como podemos cultivá-la. A perspectiva da abordagem, segundo a monja, é a de que a prática da compaixão constitui um caminho espiritual independente de religiões. O livro está dividido nos capítulos A noite escura da alma, Surfar nas ondas da vida, O Ego, e Compaixão é sentir com amo.

Isshin Havens é orientadora espiritual das Sangas Águas da Compaixão, Aikikai e Energia Harmoniosa, em Porto Alegre, e da Sanga Soto Zen, de Pelotas. É palestrante da Universidade Falada, colaboradora/palestrante da Unipaz-Sul, membro-colaboradora do Colegiado Buddhista Brasileiro e parceira no Charter for Compassion (grupo interreligioso internacional) através da Sanga Águas da Compaixão. Seu treinamento como monja da tradição japonesa de Soto Zen Budismo iniciou em São Paulo, onde recebeu ordenação de sua professora, Monja Coen, dando continuidade à sua prática em mosteiros do Japão e Estados Unidos. Está no Brasil desde 2005 e atualmente é também aluna do Doshô Saikawa Roshi, Superintendente (Sôkan) da Escola Soto Zen para a América do Sul.

04, quinta, 19h: Lançamento de livros da Editora Modelo de Nuvem: Eu vou conseguir ficar na aula, de Nana Corte; Histórias de não acontecer, de Reges Schwaab; e Ode paranoide, de Marco de Menezes e Marina Polidoro.

Eu vou conseguir ficar na aula, de Nana Corte, com ilustrações de Adão Iturrusgarai. A escola, ao contrário do que deveria ser, torna-se um ambiente que tolhe a capacidade imaginativa dos jovens e os reprime de maneira constante. Nana, com sua ironia e humor finos, aponta estratégias para se conseguir ficar em sala de aula. Com as ilustrações de Adão Iturrusgarai, criador de Aline e de vários personagens que são publicados em grandes veículos, como Folha de São Paulo, este livro mostra quais são os estratagemas inventados de forma recorrente e bem humorada pelos alunos como último recurso possível para poder se suportar a tradicional sala de aula.

Nana Corte, além de artista plástica, é professora há mais de 25 anos. Com sua experiência de sala de aula pode vivenciar inúmeras situações que, ao longo do tempo, foram lhe mostrando o quanto o projeto de sistema educacional no Brasil, apesar dos professores e dos alunos, é opressor e pesado para as crianças e adolescentes (e também para os próprios professores).

História de não acontecer, de Reges Schwaab. É o primeiro livro de Reges Schwaab e é, também, o texto que inaugura a coleção de prosa de ficção da editora Modelo de Nuvem. Nesta estréia, Reges traz uma narrativa de formas breves estruturada com rigor e com poética singular, que trata da solidão do indivíduo e da composição da alteridade, aproximando-se de autores contemporâneos como Alessandro Barico e Gonçalo M. Tavares .

Ode paranoide, de Marco de Menezes e Marina Polidoro. Neste projeto conjunto os dois autores se aliam para tratar da impostura com que as cenas sociais são engendradas, em particular as relações – autoritárias – antepostas à valoração moral do cotidiano e da impermanência, indo buscar na infância material de poesia e confrontação.  A poesia de Marco de Menezes, em seu quarto livro, e as imagens da artista plástica Marina Polidoro – ao mesmo tempo fortes e delicadas, dialogam neste projeto que expõe algo da violência e do lirismo do cotidiano. A abordagem de ambos se apresenta de modo que palavra e composição visual constituem texturas, fragmentos e sobreposições – que tentam dar conta de aspectos sombrios e obscuros do ser, inerentes à condição humana.

05, sexta, 19h: Lançamento do livro Nas trilhas de João e Maria, de Oriana Holsbach Hadler. Sarau musical com Gabriel Aydos Maia.

Este trabalho aposta na estratégia genealógica arquitetada por Michel Foucault para problematizar como certas práticas de institucionalização da juventude são produzidas e refletir quais efeitos tais práticas, ao serem tomadas no campo das políticas públicas juvenis, têm sobre o sujeito jovem.

Oriana Holsbach Hadler é psicóloga, graduada pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), com especialização na Goldsmiths College – University of London, Inglaterra e mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente, atende o Curso de Formação em Psicodrama pelo IDH-RS, tendo experiência na área de processos grupais e de comunicação, atuando, principalmente, nas seguintes áreas: psicologia social, saúde mental, psicoterapia de grupo e psicologia institucional. Trabalhos de destaque voltam-se para práticas com crianças e adolescentes em comunidades e instituições.

Gabriel Aydos Maia é graduando do curso de Bacharelado em Letras da Universidade Federal do Rio grande do Sul. Músico freelancer e atuante no cenário musical de Porto Alegre em projetos autorais com grupos como Descoletivo e Porongo. Atualmente é discente no Curso de Formação em Psicodrama pelo IDH-RS.


06, sábado, 19h: Bianca Obino convida Elaine Regina.

Bianca Obino Convida” é um espetáculo que propõe o entrelaçamento dos universos artísticos da cantora aos dos seus convidados semelhante aos diálogos que estabelece nos arranjos do seu violão com sua voz. Assim, a artista, convidados e público tornam-se artesãos em cada encontro. Em fase de preparação de seu primeiro CD, este projeto também visa inserir e conectar esta artista ao seu público.

O evento, que acontece mensalmente na Palavraria, une sempre um show musical no formato violão e voz – executado pela cantora, violonista e compositora Bianca Obino – a uma performance de outro artista convidado, cuja área de atuação é distinta – literatura, dança, artes  dramáticas e visuais.

Já compartilharam o espaço como convidados a bailarina e coreógrafa Cibele Sastre, o poeta Sidnei Schneider, a atriz Carolina Garcia, o ator Álvaro Vilaverde, o escritor Marco de Curtis e o poeta Guto Leite.

Natural de Porto Alegre, graduada em música com habilitação em Canto, pela UFRGS, Bianca Obino iniciou seus estudos musicais por volta dos 10 anos de idade. Fez cursos e oficinas de especialização em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, e em Florença, sob orientação da soprano italiana Patrizia Morandini. A artista também atua como orientadora vocal.
A prática de tocar e cantar culminou na busca de aprofundamento nos dois instrumentos que utiliza: violao e voz; assim tem desenvolvido um estudo violonístico com o compositor, violonista, cantor e educador musical Felipe Azevedo sobre os aspectos históricos e estilísticos da música popular brasileira, técnica violonística aplicada ao seu trabalho autoral e de intérprete, além de arranjo e composição de canções.

A convidada desta edição é a atriz Elaine Regina.

Os encontros têm apoio cultural da rádio Buzina do Gasômetro, site Artístas Gaúchos e Palavraria- Livraria e Café; produção de Jornal VAIA e Balaio de Cordas Ltda; arte de palco Clau Paranhos e Ivan Quevedo e direção artística e musical de Felipe Azevedo.

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01
nov
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Palavraria indica: Logo tu repousarás também, livro de Charles Kiefer

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Logo tu repousarás também, livro de contos de Charles Kiefer. Editora Record, 2006.

À venda na Palavraria – R$ 27,90

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

O reencontro do torturador e do torturado, a brincadeira infantil que acaba em morte, o professor universitário que perde a memória recente, os amores do passado, o médico-escritor à procura do pai, o tratador de galos que ainda não se acostumou com as escoriações provenientes das lutas no ringue. Em 14 contos, Charles Kiefer circula pelos mais diversos cenários, sentimentos, histórias e relatos. Todos com um ponto em comum: personagens fantásticos. Não importa em que contexto, eles têm algo a dizer e é impossível não querer ouvir.

Charles Kiefer. Romancista, ensaísta, contista e poeta, nasceu em Três de Maio em 1958. Estreou na ficção em 1982, com a novela Caminhando na chuva, texto dedicado a leitores adolescentes. Em 1987 participou do International Writing Program, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, programa destinado a qualificar escritores. É doutor em Teoria da Literatura pela PUC-RS, onde leciona atualmente no Curso de Letras. Publicou mais de 30 títulos, entre eles O pêndulo do relógio (Prêmio Jabuti, 1994), Um outro olhar (Prêmio Afonso Arinos, 1993) e Valsa para Bruno Stein (em 8ª edição, 2006). Seu livro Você viu meu pai por aí? (1986) obteve o Prêmio Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 1987. Em poesia, publicou Museu de coisas insignificantes (1994) e Antologia pessoal (1998).

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