Arquivo para 10 de dezembro de 2010

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Sem ideias para os presentes de Natal? Livro Colonos e Quilombolas

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Livro é sempre um bom presente!

Veja esta promoção na Palavraria:

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Livro Colonos e Quilombolas
Memória fotográfica das colônias africanas de Porto Alegre,
de Irene Santos (org.)

 

de R$ 40,00 por R$ 32,00

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Colonos e Quilombolas é um registro de histórias dos territórios negros urbanos formados em Porto Alegre (RS). O livro trata do território que se iniciava, após o período de escravização no Brasil, na capital gaúcha, na atual Cidade Baixa e passava pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat, Rio Branco e estendia-se até o bairro Três Figueiras, onde ainda subsiste o Quilombo dos Silva, reconhecido pelo Governo Federal. Esse registro se deu por meio de testemunhos e vozes iconográficas de seus protagonistas, moradores dessa região conhecida como Colônia Africana. Colonos e Quilombolas teve a coordenação editorial da fotógrafa gaúcha Irene Santos, introdução da Profa. Petronilha Gonçalves, que já integrou o Conselho Nacional de Educação, e prefácio do artista plástico e curador baiano Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro (SP). Participaram ainda Cidinha da Silva, Dorvalina Fialho, Vera Daisy Barcellos e Zoravia Bettiol. O livro foi lançado em Porto Alegre no mês de outubro e após em São Paulo, Curitiba e Salvador.


Venha até a loja da Palavraria – Livros & Cafés:

Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Poa

Telefone 32684260

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Conversas na Biblioteca, por Carla Osório: Enquanto Veneza se afoga

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Enquanto Veneza se afoga, por Carla Osório

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Guido Brunetti pretende chegar mais cedo em casa, já que é um dia especial, pois seus sogros estão proporcionando uma festa, à qual ele não pode deixar de ir. Pelo menos dessa vez terá que comparecer, juntamente com sua mulher Paola e os filhos Chiara e Raffi. Não há escapatória. Sai à rua melancólica, pensando na noite que o espera e procura o transporte público, um vaporetto que o levará ao seu apartamento, no quarto andar de um palazzo original do século 15, entre a estação San Silvestro e o Campo San Paolo.

Pois é. Guido Brunetti mora em Veneza, na encantadora e romântica cidade, que nos lembra passeios de gôndola, palácios e obras de arte. Mas os problemas de Guido são os de qualquer humano, os conflitos familiares, problemas com os filhos e com o sogro que jamais aceitou o casamento dele com Paola.

Então o que torna Guido especial? Pasmem: Guido é o personagem dos romances policiais de Donna Leon, mas tem família, não é um lobo solitário, não tem problemas com álcool. É um cidadão comum, com as angústias e desejos de um cidadão comum e por isso ele é especial.

O cotidiano e os conflitos familiares se entrelaçam com a investigação de crimes na alagada Veneza. Na Veneza que se afoga lentamente, que está do mesmo jeito desde o século 15, recebendo cada vez mais turistas, para desespero de Guido. É fácil se perder no labirinto formado por ruas estreitas e quase 200 canais, mas apaixonado pela cidade ele se revela um ótimo guia.

Ser veneziano não é fácil, seja pelo alagamento, seja pela dificuldade em encontrar um local para morar, seja pela acqua alta ou simplesmente pela certeza do fim de uma cidade.

Como disse um personagem: “Era destino dos venezianos ser expulsos da cidade pelos aluguéis e pelos preços exorbitantes. “É difícil conseguir morar na terra da gente, comissário.” (pág. 124, Vestido para Morrer, Companhia das Letras).

O comissário Guido Brunetti desvenda crimes em e nos arredores de Veneza. Cada caso é uma oportunidade para que se revele algum aspecto da sociedade veneziana. O fato de Brunetti não poder combater fortemente a endêmica corrupção do sistema o deixa um tanto quanto cínico, o que não o impede de continuar.

Guido encontra solidariedade na sua esposa Paola, uma condessa nascida de uma das antigas famílias de Veneza. Paola ensina literatura inglesa no sistema público e tem o espírito dos anos 68. O mundo familiar de Brunetti contrasta com a corrupção e crueldade que ele encontra no trabalho. Brunetti tem outra boa aliada no comissariado, a secretária do Vice-questore Patta, a senhorita Elettra, que consegue informações consideradas inacessíveis.

Por isso já bastaria ler as desventuras de Guido, mas a personalidade dele é mais atraente, com picos de ingenuidade, principalmente em sua vida pessoal, e teimosia, que o impede de aceitar uma solução singela para um crime que investiga.

Guido é interessante porque tem as nossas angústias e a nossa perplexidade em relação a um mundo ao mesmo tempo conhecido e desconhecido. Esse paradoxo que nos atinge diariamente, em cada opção que fazemos, em cada pré-conceito que externamos e em cada vislumbre de uma nova organização social que se avizinha.

Mas a vida continua, mesmo em uma cidade que afunda com a especulação imobiliária, corrupção, preconceitos, conflitos sociais e políticos e… crimes, é claro.

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Carla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

As Conversas na Biblioteca, de Carla Osório, são publicadas neste blog na segunda sexta-feira de cada mês.

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Vai rolar na Palavraria, 11/12: Sarau com alunos do escritor Charles Kiefer

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11, sábado, 19h: Sarau poético-musical com alunos de Charles Kiefer do Curso de Letras da PUC.

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