Arquivo para janeiro \19\America/Sao_Paulo 2011



19
jan
11

Vai rolar na Palavraria: 20/01: Esquizofrenia literária

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20, quinta, 19h30: Esquizofrenia literária – bate-papo entre Reginaldo Pujol Filho e Altair Martins.


17
jan
11

Cursos de verão na Palavraria: Descomplicando a música – nova data de início e novo horário

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Cursos de Verão na Palavraria:

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Descomplicando a Música

Introdução a noções básicas da Música pela análise de canções

com Felipe Azevedo

Contemplando o interesse de músicos e não músicos, este pequeno curso visa à introdução e compreensão prática de noções básicas da música aplicadas na criação de canções como ritmo, melodia, acompanhamento harmônico, rearmonização, arranjo, contraponto, contracanto, contratempo, síncopes, etc., incluindo aspectos históricos e estilísticos dos cancionistas autores das obras analisadas.

Este módulo inicial contempla quatro encontros com 1H de duração sendo que as análises das canções ocorrerão através de audições coletivas, projeção de vídeos e com detalhamentos executados ao vivo pelo ministrante no instrumento violão, análise das letras contemplando aspectos prosódicos e de articulação no canto, a combinação letra-melodia-arranjo-harmonia, e outros.

A partir de 25 de janeiro de 2011
Duração total
: 04 horas/aula
Custo: R$250,00(em 2x) ou R$200,00(à vista)
Encontros
: 1x por semana, às terças-feiras, das 19 às 20h
Local: Palavraria – Livraria-Café

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Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

 

 

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Ministrante: O compositor, violonista, cantor e educador musical Felipe Azevedo vem acumulando credenciais em sua trajetória artística. Seu trabalho autoral e performance musical têm recebido reconhecimento de grandes nomes da música brasileira dentre os quais Guinga – com quem já dividiu palco algumas vezes, Luiz Tatit e Hermeto Paschoal, além de outros. Residindo atualmente em Porto Alegre (RS), o compositor já recebeu 05 Prêmios Açorianos (Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002, Melhor Instrumentista MPB 2005 e Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2007), além de premiações em vários festivais de música do estado (RS) e país (BR). Também trabalha na criação de trilhas de espetáculos de dança, programa de TV e cinema, a exemplo a recente trilha autoral originalmente composta para o documentário ‘Aos Grandes Mestres’ sobre o artista plástico Danúbio Gonçalves, produção da Cinematográfica Pampeana do diretor de cinema Henrique de Freitas Lima.  Cursou Bacharelado em música pela UFRGS – Instrumento Violão (Universidade Federal do RS – formação incompleta), Licenciou-se em Música (IPA- Centro Universitário Metodista do Sul), Licenciou-se em Letras (Pontifícia Universidade Católica do RS – PUC), e atualmente cursa Especialização em Pedagogia da Arte na Faculdade de Educação da UFRGS (FACED). Estudou Harmonia Funcional, Contraponto e Forma e Análise com Fernando Mattos, Harmonia e Improvisação com Cristiano Kotlinski, Técnica Vocal com Sibele Correa, concorreu à indicação do prêmio SHARP para compositor revelação MPB em 1998, estudou técnica violonística com Eduardo Castañera durante 03 anos aplicada ao seu trabalho autoral e atualmente recebe Orientação Vocal aplicada ao seu trabalho de compositor e intérprete com Lúcia Passos. Seu primeiro CD CIMBALÊ, lançado em 1998, além de inseri-lo no cenário musical brasileiro lhe proporcionou um saudável contato com artistas, espaços culturais, instituições brasileiras e internacionais. A partir do seu segundo CD, IDENTIDADES – 2002 (em parceria com o acordeonista suíço Olivier Forel, o qual conheceu no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, 2001) o violonista, além de divulgar seu trabalho na Europa durante dois meses em turnê, também transitou em várias Universidades e Centros de Cultura, somando um total de 80 concertos durante todo o processo divulgativo deste álbum. Seu terceiro CD PERCUSSÌVÉ ou a prece do louva-a-deus, lançado em outubro de 2007 tem produção, direção musical e arranjos de Felipe e conta com as participações de grandes músicos do estado (RS) como Fernando do Ó, Arthur Barbosa, Mônica Lima, e outros, além dos convidados especiais como a cantora paulista Mônica Salmaso e o percussionista carioca Marcos Suzano. O show Percussìvé já foi apresentado, dentre outros projetos, junto com a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro, Felipe como solista; Projeto Unimúsica na UFRGS, junto com o violonista paulista Ulisses Rocha; no VIII Porto Alegre em Cena em Show com o alagoano Hermeto Pascoal, e com o grande compositor e violonista carioca Guinga no Centro Cultural 25 de Julho, em 2002 em Porto Alegre. O CD PERCUSSÌVÉ ou a prece do louva-a-deus foi selecionado pelo Prêmio Petrobrás Edição 2004 – 2005, e em 2007 teve primeira tiragem de 2000 cópias. Contemplado pela FUNDAÇÃO Nacional das Artes – FUNARTE – RJ com a Bolsa de Estímulo à Criação Artística, o compositor lança seu próximo CD autoral intitulado TAMBURILANDO CANÇÕES – Felipe Azevedo – Violão com Voz.

17
jan
11

Programação da semana: 17 a 22 de janeiro

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20, quinta, 19h30: Esquizofrenia literária – bate-papo entre Reginaldo Pujol Filho e Altair Martins.


 

 

22, sábado, 19h: Pocket musical com a banda Número Primo.

14
jan
11

Conversas na biblioteca, com Carla Osório: Pepe Carvalho, um caso não solucionado

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Pepe Carvalho: Um caso não solucionado – Tomo I, por Carla Osório

Escrever sobre Pepe Carvalho é o exercício das contradições. Conheci-o há alguns anos e ele me intrigou tanto que passei a procurá-lo nas livrarias de todas as cidades. Como não o conheci desde o nascimento, ele foi me surpreendendo através de suas memórias.

Claro que Pepe Carvalho não é um autor (se bem que poderia ter sido), mas sim um personagem das novelas policiais de Manuel Vasquez Montalban.

Pepe é um detetive particular, ex-comunista, que mora em Barcelona, culto, irônico, ex-agente da CIA e QUEIMA livros.

Resumi a contradição?

Não, claro que não. Ela é estampada em cada livro, em cada dúvida, em cada solução de caso. Ele assume o desencanto e nos mostra uma Espanha em transição. Mas não somente a Espanha, o mundo que vivemos, a América Latina pós-ditaduras, o leste europeu pós União Soviética, e também nos traz uma ternura pelos vários lugares por onde Pepe (ou Montalban) passou, pelas cidades, pelos restaurantes, pelos bares, e principalmente pela comida. São tantas as peles que ele já vestiu que um desavisado poderia considerá-lo uma miscelânia, comparado a Poirot, por exemplo, que foi sempre Poirot em todas as circunstâncias. Mas Pepe muda, desiste, insiste, cansa e retorna faminto.

Aliás, a gastronomia, além do passado de ativista de esquerda, une Pepe Carvalho a Salvo Montalbano (personagem das novelas policiais de Andrea Camilleri). Ambos são capazes de percorrer quilômetros somente para apreciar um determinado prato em um restaurante que poucos conhecem, mas cujo cozinheiro ou cozinheira são excelentes. As receitas transcritas nos livros de Montalban foram editadas em um livro que infelizmente não foi publicado no Brasil.

A surpresa de Pepe ter trabalhado para a CIA, sendo quem é, foi difícil de digerir, ainda mais considerando o autor do personagem, que por seu lado é inclusive personagem de um livro de Juan Taibo II e do Comandante Marcos (Mortos Incômodos, publicado pela Editora Planeta). Essa é uma história que precisa ser contada – Companhia das Letras, por favor, publique os romances mais antigos do Montalban. Afinal, precisamos saber as motivações que o levaram a trabalhar com a CIA.

Sei que liberado da CIA e voltando para a Espanha começa a queimar livros, os primeiros são España como problema, de Laín Entralgo, y el Quijote (cruzes!!!). O que significa queimar livros? Seria uma metáfora para a libertação dos antigos mestres ou simplesmente ignorar o conhecimento acumulado pela humanidade. A queima de livros foi sempre uma forma do povo dominador reprimir a história do dominado. O Index (livros proibidos) do cristianismo é um exemplo desse fato, a história está recheada desse comportamento.

Qual o significado para Pepe Carvalho queimar seus livros eu ainda não descobri, mas é um fato que me incomoda e desconfio que Montalban via com desconfiança esse ato.

A criatura terá dominado o criador?

Carla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

As Conversas na Biblioteca, de Carla Osório, são publicadas neste blog na segunda sexta-feira de cada mês.

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