Arquivo para 23 de março de 2011

23
mar
11

Vai rolar na Palavraria: 24/03, quinta: Design e Conhecimento, com Mauro Sarmento

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24/03, quinta, 19h: palestra e debate: Design e Conhecimento, com o designer Mauro Sarmento – promoção da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento.

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23
mar
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A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr.: O que um tímido cala?

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O que um tímido cala?, por Jaime Medeiros Júnior

As palavras cabem dentro do coração, mas o coração não cabe em palavras. O universo é muito grande e construímos lunetas, telescópios para observar o céu e perscrutar os segredos da branca lua. Mas não há sequer um instrumento que nos decifre o coração da pessoa amada. As distâncias no espaço se medem em anos-luz, mas a distância entre eu e tu, mesmo que se verifique em centímetros, deve ser realmente medida em instantes[segundos,minutos, horas, ou dias]-dúvida.

O que se quer: quero segurar tua mão [I wanna hold your hand]. O que se faz: abraço, beijo, converso, e espero uma intervenção divina, a conversa acaba, deus apesar de estar vivo, não deu as caras, e tudo assim se encerra, um pouco mais de espera, espera, espera… Teme-se o infinito, o desbragado das distâncias que nos observam, mudas de tanta saudadesejo.

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Desaconselho-me sempre a visitar tão belas paragens, mas quem há de poder segurar este teimoso motor que nos joga, aos atropelos, nas mais estranhas regiões do mundo afetivo, deixando-nos sujeitos a humores diversos, onde a razoabilidade e a não razoabilidade de todo o espectro humano se confundem. But I wanna hold your hand, I wanna hold your hand.

Como se faz? Como se diz? Como se ama?

Tudo isso por certo não se pode fingir. O motorzinho segue, e como um gordo tentando não abalroar o mundo, finge-se circunspecto, mas agora já não cabe mais em si [I can’t hide, I can’t hide].

O que ele não sabe dizer, sem toda a afetação e circunspecção costumeiras, é o que aqui tento dizer, simples assim:

I wanna hold your hand, I wanna hold your hand.

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Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs Tênues Considerações e O Arco da Lira.

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr. aparece neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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23
mar
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Toques da Palavraria: Puedo escribir los versos mas tristes esta noche

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Toques da Palavraria (11/01)

Puedo escribir los versos mas tristes esta noche… Poema 20 de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, de Pablo Neruda.

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Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo : ‘La noche está estrellada,

y tiritan, azules, los astros, a lo lejos’.
El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oir la noche immensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos arboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto al amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque ésta sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

O chileno Pablo Neruda é um um dos mais importantes poetas de língua castelhana do século XX. Destacam-se em sua vasta obra os livros Canto geral, Resiência na Terra, Cem sonetos de amor, Vinte poemas de amor e uma canção desesperada e Confesso que vivi (autobiografia).

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