Arquivo para março \29\UTC 2011



29
mar
11

Na Festipoa 2011: Cosmovisão – A literatura encontra a tecnologia, a arte encontra a ciência. Minicurso com o escritor Nelson de Oliveira

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Cursos na Palavraria

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Cosmovisão
A literatura encontra a tecnologia, a arte encontra a ciência

Minicurso com o escritor Nelson de Oliveira

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Inscrições abertas.Vagas limitadas.
Informe-se na Palavraria: 51 32684260
Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Nelson de Oliveira nasceu em 1966, em Guaíra, SP. Escritor e doutor em Letras pela USP, publicou mais de vinte livros, entre eles Poeira: demônios e maldições (romance, 2009, Prêmio Casa de Las Américas), A oficina do escritor (ensaios, 2008), Algum lugar em parte alguma (contos, 2006), A maldição do macho (romance, 2002, publicado também em Portugal) e O filho do Crucificado (contos, 2001, também lançado no México). Em 2001 organizou a antologia Geração 90: manuscritos de computador e em 2003, Geração 90: os transgressores, com os melhores prosadores brasileiros surgidos no final do século 20. Foi um dos curadores das duas primeiras edições dos Encontros de Interrogação, realizados no Instituto Itaú Cultural em 2004 e em 2007, e é um dos criadores da coleção Risco:Ruído, da editora DBA. Atualmente coordena o Projeto Portal, de narrativas de ficção científica. Dos prêmios que recebeu destacam-se o da Fundação Biblioteca Nacional (2007), duas vezes o da APCA (2001 e 2003), o da Fundação Cultural da Bahia (1996) e o Casa de las Américas (1995). Atualmente também coordena, em várias instituições, oficinas de criação literária para escritores com obra ainda em formação.

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Clique aqui para saber mais sobre a FestiPoa 2011

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29
mar
11

Palavraria indica: Samba influenciado, CD de Claudio Sander

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Samba influenciado, CD de Cláudio Sander

À venda na Palavraria – R$ 20,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

Terceiro disco do saxofonista Claudio Sander, Samba Influenciado traz clássicos de Tom Jobim (Fotografia), Roberto Menescal/Bôscoli (Telefone), Sonny Rollins (Pent Up House) e Johnny Alf (Rapaz de Bem), além de inéditas composições próprias, de Leonardo Ribeiro e da dupla Wilson Meireles/Hamleto Stamato. Acompanham os músicos Danilo Andrade (piano), Pablo Arruda (baixo) e Wilson Meireles (bateria) e convidados especiais.

Amostra: Rapaz de Bem, de Johnny Alf, no show de lançam.ento do CD Samba Inlfuenciado!

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Cláudio Sander
: Compositor, saxofonista e arranjador. Músico brasileiro, natural de Santa Vitória do Palmar-RS, recebe aí suas primeiras influências, através do amplo espectro musical que circula no extremo sul do Brasil. Inicia o estudo formal com o Clarinete na primeira metade dos anos 80, em Porto Alegre, com passagens pelos cursos de música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. A prática vem em seguida, com apresentações em teatros e bares da cidade.

Entre 1986 e 1993 vive em São Paulo, onde estuda Saxofone e Flauta Transversal na Universidade Livre de Música e Harmonia, Improvisação e Arranjo com Roberto Sion. Participa ativamente do circuito musical local, atuando em grandes formações, como big-bands, e também em grupos menores, sempre em torno da música brasileira, do jazz e da salsa.

Em 1993 se apresenta em Londres, no Festival de Música Latina Gran Gran Fiesta. Retorna para shows na Europa em 1999 (Espanha e França), e 2001 (França).

Paralelamente ao trabalho autoral, integrou grupos importantes de Porto Alegre, como a Majestic Jazz Band e as salseiras Café y Azucar e Tonda y Combo, além de participar de gravações e shows com inúmeros outros artistas.

Realiza show com o grupo franco-brasileiro Amazônia em 2003 durante o III Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre.

Toca no 17º Festival Jazz em Lima, no Peru, em 2007, ao lado de Leonardo Ribeiro e Giovani Berti, na condição de único grupo brasileiro participante do evento, realizando duas apresentações e um workshop de música brasileira. Traz este show para o 2º Festival de Inverno de Porto Alegre, em julho desse ano.

Recebe o troféu de “Melhor Instrumentista” por duas vezes no Festival Musicanto (Santa Rosa-RS), nas edições de 2007 e 2009.

A discografia é composta por Jazz do Balacobaco, lançado em 2001, Gato & Sapato, de 2005 e Samba Influenciado, de 2010. O álbum Gato & Sapato foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música em três categorias e escolhido “o melhor disco de música instrumental” do ano.

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28
mar
11

Vai rolar na Palavraria, 29/03, terça: Lançamento do livro Aventuras de Tomé Pires, de Norma Ramos

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29, terça, 19h: Lançamento do livro Aventuras de Tomé Pires, naturalista, boticário e diplomata, de Norma Ramos. Editora Dublinense

Aventuras de Tomé Pires, naturalista, boticário e diplomata, no reino de Cathay narra a viagem do português que foi escolhido pelo Rei Dom Manuel, o Venturoso, para ser o primeiro embaixador de Portugal em território chinês. Junto com o sobrinho Estácio de Souza, ele descobriu a tradição, a riqueza e a cultura de uma terra exótica e repleta de possibilidades comerciais. O resultado é um registro fiel e encantador da coragem dos portugueses em suas navegações e da China da dinastia Ming no século XVI.

Assim como os navegadores portugueses, a autora Norma Ramos desbravou novos caminhos, promovendo um encontro da literatura com personagens históricos. A trajetória do naturalista, boticário e diplomata Tomé Pires foi reconstruída através de pesquisas em fontes e registros oficiais, adicionando a criatividade ficcional da autora.

Norma Ramos ouviu sobre o embaixador Tomé Pires quando trabalhava com diplomacia cultural no México. Foram anos de pesquisas em livros e consultas a registros e documentos, como na visita que fez ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa (Portugal). A aventura de Pires serviu como base para a elaboração do romance histórico, que inclui personagens fictícios como o sobrinho Estácio de Souza.

Foto de norma-ramos

Norma Ramos nasceu em Cruz Alta (RS), em 1928. Morou diversos anos no Rio de Janeiro e ingressou na carreira de diplomacia cultural, exercendo suas funções durante mais de 30 anos na Bolívia, na Colômbia e no México. Publicou o livro de contos A volta da escada (2003) e cursou a oficina literária de Charles Kiefer, participando das coletâneas Trinta contos imperdíveis (2006), 104 que contam (2008) e Outras mulheres (Dublinense, 2010).

27
mar
11

Programação de 28 de março a 2 de abril

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29, terça, 19h: Lançamento do livro Aventuras de Tomé Pires, naturalista, boticário e diplomata no reino de Cathay, de Norma Ramos. Editora Dublinense

31, quarta, 19h: Bate-papo de Guilherme Darisbo e Marcelo Armani

01, sexta, 19h: Lançamento dos livros Conversas apócrifas com Enrique Vila-Matas, de Kelvin Falcão Klein. Editora Modelo de Nuvem

02, sábado, 18h: Lançamento do livro Umas e outras, de Ronei Rocha, Editora Proa

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27
mar
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Palavraria indica: Três esquizos literários: Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset

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Três esquizos literários – Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset, de Marcos Eduardo Rocha Lima. Editora Sulina / Editora da UFRGS, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 35,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Este livro é o resultado de uma tese de doutorado, em que o autor coloca todo seu estilo ensaístico e acadêmico num texto vibrante que contagia por seu estilo desconcertante, um estilo que, descomprometido com respostas e verdades, busca lançar as questões em um jogo de xadrez x poder e que traz aos leitores o embate da escrita, da autoria e da loucura. Os loucos dançam, os loucos cantam, os loucos escrevem. É simples assim. E é como Marcos Eduardo Rocha Lima aproxima e embaralha o que ele chama os Três Esquizos Literários. Para longe do diagnóstico que estigmatiza e do autoritarismo da razão sobre a loucura, o contato aqui com e entre Artaud, Roussel e Brisset é procedido muito mais pela festa que seus feitos escriturais suscitam. À beira dessa esquiza tríade de nomes próprios, permanecem a inspiração e a alegria da vida que só mesmo loucamente pode redundar, como diria Michel Foucault, em beleza possível.

Marcos Eduardo Rocha Lima nasceu em Goiânia. Formado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), prosseguiu seus estudos com mestrado em Filosofia pela UFMG, mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado em Literatura pela UFSC. Atuou como professor da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), na Cidade do México, da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), em Belo Horizonte/MG, e na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), em Itajaí/SC. Atualmente, é professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFSC e coordenador do Projeto de Extensão intitulado “Grupo de Teatro, Cinema e Terapia para Usuários do CAPS”.

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26
mar
11

Toques da Palavraria: Gotas contra la soledad

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Toques da Palavraria 11/02

Gotas contra la soledad. Vídeo da série Imaginantes, produzida pela rede mexicana Televisa, tematizando conto do escritor Etgar Keret.

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Etgar Keret, nascido em Tel Aviv em 1967, é cineasta e escritor israelita dos mais populares da nova geração. O crítico literário Nissim Calderon escreveu que Keret é “o Amos Oz da sua geração, e o jornal diário Yedioth Ahronoth escolheu o seu livro “Missing Kissinger” ( onde está o conto a que se refere o vídeo), publicado em 2008, como o quinto livro israelita mais importante de todos os tempos. Os livros de Keret são sempre best-sellers em Israel e cada um deles recebeu o prémio de platina da associação de livreiros israelita por vender mais de 40.000 cópias.

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25
mar
11

A quase-crônica de Nelson Safi: O tradutor traduz o autor?

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O tradutor traduz o autor? – por Nelson Safi

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Quando um autor é bom a gente logo percebe. E todo mundo sabe, cada um tem seu jeito de escrever, o que obviamente explica o fato de alguns agradarem mais do que outros. Se estamos falando de textos em nossa língua, mesmo com os nuances regionais, seja qual for a região do planeta, ainda assim será a nossa língua.

E o que dizer dos autores estrangeiros? Em algum momento chega a informação de que fulano é um bom escritor e alguém decide publicá-lo em português (vamos fazer de conta que é simples assim). É evidente que as editoras contam com tradutores qualificados, pelo menos é o que se espera. Como garantir que o jeito especial do autor se expressar, a maneira como ordena suas frases que dá um sentido (ou vários) ao que pretende dizer será alcançada na tradução? Pois é, não é fácil, nada fácil. O tradutor é, de certa forma, um escritor. Aliás, muitos escritores conhecidos são ou foram tradutores. Aqui no estado temos e tivemos vários e, sem querer ser bairrista, creio que de boa qualidade em sua maioria.

Do meu mais profundo “achismo” vem a convicção de que o trabalho de tradução é tão desgastante que, mesmo sendo ele um escritor, não sobrará fôlego para escrever o seu próprio texto. Acredito que o tradutor gaste tanta energia e talento para reproduzir em sua língua o autor original, que pouco ou nada sobre para ele próprio.

E qual seria o maior dilema do tradutor durante a sua maratona profissional? Com certeza ocorre quando este se depara com uma palavra, situação ou expressão que, em hipótese alguma, teria correspondência em nosso idioma. É a hora em que o tradutor tem que ser infiel para ser fiel (estou aqui fazendo uso de uma expressão que o Sergio Faraco utilizou em uma palestra que tive a felicidade de assistir). Ou seja, para preservar a literariedade, a qualidade do autor original, o tradutor se vê obrigado a inventar ou, então, utilizar outra expressão que alcance o mesmo impacto. De tradução o Sergio Faraco entende muito, é dele a melhor versão em português de um livro do uruguaio Mario Arregui, “Cavalos do amanhecer” (L&PM), cujo título original é “Los dos caminos” (onde estão os cavalos do título?). Mas lendo-se o livro, fica tudo muito claro (para se ter uma ideia da seriedade do trabalho, basta dizer que a tradução foi acompanhada de perto pelo Arregui, que concordou com as modificações). Por outro lado, querem ver como é difícil? Façamos o inverso. Basta pegar um texto, do Guimarães Rosa, por exemplo, e imaginá-lo em alemão, japonês, russo. É tarefa para muito poucos, realmente.

Bem, a verdade é que toda essa conversa acerca de traduções seria para falar do livro “O Tenente Quetange”, de I. N. Tyniánov (Cosac & Naify). Isso porque a tradutora, Aurora Bernardini, resolveu de maneira muito mais eficiente o jogo de palavras que dá nome ao livro (e origina toda a confusão). O livro é muito bom e engraçado, e vou pedir que confiem em mim sem que precise explicar a razão. Vou usar do velho recurso de reproduzir um texto da contracapa e contar que isso seja suficiente para despertar o interesse pela história:

“Correm os últimos anos do século XVII e Paulo I ocupa o trono de todas as Rússias, quando um escrivão militar, sonolento e estabanado, altera por acidente o curso da História ou, pelo menos, de uma história ou, melhor dizendo, de duas histórias…”

Ocorre que este livro tem outra história muito interessante, relatada no quase-prefácio de Boris Schnaiderman (responsável por algumas das melhores traduções de Anton Tchékhov). Ele conta um pouco da obra de Tyniánov, de suas peculiaridades, entre as quais o fato de ter permanecido ileso, tanto física como profissionalmente, durante todos os anos de Stálin, o qual por muito menos fazia despachar para um gulag.

Abraço,

Nelson Safi

Nelson Safi nasceu em Porto Alegre faz tempo. Iniciou na literatura em 2002 ingressando na Oficina de Contos de Charles Kiefer. Ganhou uns prêmios por aí. Em 2004 lançou seu primeiro livro de contos (por enquanto o único), Balas de coco e outras histórias amargas, e ainda participou da antologia 101 que contam, organizada por Charles Kiefer. Em 2005 participou das antologias brevíssimos! e Histórias de quinta, organização de Charles Kiefer. Em 2006 participou das antologias Contos do novo milênio, editada pelo IEL – Instituto Estadual do Livro, e 103 que contam, ambas organizadas por Charles Kiefer.

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Nelson Safi publica no blog da Palavraria mensalmente.

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