Arquivo para março \27\America/Sao_Paulo 2011



27
mar
11

Programação de 28 de março a 2 de abril

.

.

29, terça, 19h: Lançamento do livro Aventuras de Tomé Pires, naturalista, boticário e diplomata no reino de Cathay, de Norma Ramos. Editora Dublinense

31, quarta, 19h: Bate-papo de Guilherme Darisbo e Marcelo Armani

01, sexta, 19h: Lançamento dos livros Conversas apócrifas com Enrique Vila-Matas, de Kelvin Falcão Klein. Editora Modelo de Nuvem

02, sábado, 18h: Lançamento do livro Umas e outras, de Ronei Rocha, Editora Proa

.

.

27
mar
11

Palavraria indica: Três esquizos literários: Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset

.

.

Três esquizos literários – Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset, de Marcos Eduardo Rocha Lima. Editora Sulina / Editora da UFRGS, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 35,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

.

.

Este livro é o resultado de uma tese de doutorado, em que o autor coloca todo seu estilo ensaístico e acadêmico num texto vibrante que contagia por seu estilo desconcertante, um estilo que, descomprometido com respostas e verdades, busca lançar as questões em um jogo de xadrez x poder e que traz aos leitores o embate da escrita, da autoria e da loucura. Os loucos dançam, os loucos cantam, os loucos escrevem. É simples assim. E é como Marcos Eduardo Rocha Lima aproxima e embaralha o que ele chama os Três Esquizos Literários. Para longe do diagnóstico que estigmatiza e do autoritarismo da razão sobre a loucura, o contato aqui com e entre Artaud, Roussel e Brisset é procedido muito mais pela festa que seus feitos escriturais suscitam. À beira dessa esquiza tríade de nomes próprios, permanecem a inspiração e a alegria da vida que só mesmo loucamente pode redundar, como diria Michel Foucault, em beleza possível.

Marcos Eduardo Rocha Lima nasceu em Goiânia. Formado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), prosseguiu seus estudos com mestrado em Filosofia pela UFMG, mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado em Literatura pela UFSC. Atuou como professor da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), na Cidade do México, da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), em Belo Horizonte/MG, e na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), em Itajaí/SC. Atualmente, é professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFSC e coordenador do Projeto de Extensão intitulado “Grupo de Teatro, Cinema e Terapia para Usuários do CAPS”.

.

.

26
mar
11

Toques da Palavraria: Gotas contra la soledad

.

.

Toques da Palavraria 11/02

Gotas contra la soledad. Vídeo da série Imaginantes, produzida pela rede mexicana Televisa, tematizando conto do escritor Etgar Keret.

.

.

Etgar Keret, nascido em Tel Aviv em 1967, é cineasta e escritor israelita dos mais populares da nova geração. O crítico literário Nissim Calderon escreveu que Keret é “o Amos Oz da sua geração, e o jornal diário Yedioth Ahronoth escolheu o seu livro “Missing Kissinger” ( onde está o conto a que se refere o vídeo), publicado em 2008, como o quinto livro israelita mais importante de todos os tempos. Os livros de Keret são sempre best-sellers em Israel e cada um deles recebeu o prémio de platina da associação de livreiros israelita por vender mais de 40.000 cópias.

.

.

25
mar
11

A quase-crônica de Nelson Safi: O tradutor traduz o autor?

.

.

O tradutor traduz o autor? – por Nelson Safi

.

Quando um autor é bom a gente logo percebe. E todo mundo sabe, cada um tem seu jeito de escrever, o que obviamente explica o fato de alguns agradarem mais do que outros. Se estamos falando de textos em nossa língua, mesmo com os nuances regionais, seja qual for a região do planeta, ainda assim será a nossa língua.

E o que dizer dos autores estrangeiros? Em algum momento chega a informação de que fulano é um bom escritor e alguém decide publicá-lo em português (vamos fazer de conta que é simples assim). É evidente que as editoras contam com tradutores qualificados, pelo menos é o que se espera. Como garantir que o jeito especial do autor se expressar, a maneira como ordena suas frases que dá um sentido (ou vários) ao que pretende dizer será alcançada na tradução? Pois é, não é fácil, nada fácil. O tradutor é, de certa forma, um escritor. Aliás, muitos escritores conhecidos são ou foram tradutores. Aqui no estado temos e tivemos vários e, sem querer ser bairrista, creio que de boa qualidade em sua maioria.

Do meu mais profundo “achismo” vem a convicção de que o trabalho de tradução é tão desgastante que, mesmo sendo ele um escritor, não sobrará fôlego para escrever o seu próprio texto. Acredito que o tradutor gaste tanta energia e talento para reproduzir em sua língua o autor original, que pouco ou nada sobre para ele próprio.

E qual seria o maior dilema do tradutor durante a sua maratona profissional? Com certeza ocorre quando este se depara com uma palavra, situação ou expressão que, em hipótese alguma, teria correspondência em nosso idioma. É a hora em que o tradutor tem que ser infiel para ser fiel (estou aqui fazendo uso de uma expressão que o Sergio Faraco utilizou em uma palestra que tive a felicidade de assistir). Ou seja, para preservar a literariedade, a qualidade do autor original, o tradutor se vê obrigado a inventar ou, então, utilizar outra expressão que alcance o mesmo impacto. De tradução o Sergio Faraco entende muito, é dele a melhor versão em português de um livro do uruguaio Mario Arregui, “Cavalos do amanhecer” (L&PM), cujo título original é “Los dos caminos” (onde estão os cavalos do título?). Mas lendo-se o livro, fica tudo muito claro (para se ter uma ideia da seriedade do trabalho, basta dizer que a tradução foi acompanhada de perto pelo Arregui, que concordou com as modificações). Por outro lado, querem ver como é difícil? Façamos o inverso. Basta pegar um texto, do Guimarães Rosa, por exemplo, e imaginá-lo em alemão, japonês, russo. É tarefa para muito poucos, realmente.

Bem, a verdade é que toda essa conversa acerca de traduções seria para falar do livro “O Tenente Quetange”, de I. N. Tyniánov (Cosac & Naify). Isso porque a tradutora, Aurora Bernardini, resolveu de maneira muito mais eficiente o jogo de palavras que dá nome ao livro (e origina toda a confusão). O livro é muito bom e engraçado, e vou pedir que confiem em mim sem que precise explicar a razão. Vou usar do velho recurso de reproduzir um texto da contracapa e contar que isso seja suficiente para despertar o interesse pela história:

“Correm os últimos anos do século XVII e Paulo I ocupa o trono de todas as Rússias, quando um escrivão militar, sonolento e estabanado, altera por acidente o curso da História ou, pelo menos, de uma história ou, melhor dizendo, de duas histórias…”

Ocorre que este livro tem outra história muito interessante, relatada no quase-prefácio de Boris Schnaiderman (responsável por algumas das melhores traduções de Anton Tchékhov). Ele conta um pouco da obra de Tyniánov, de suas peculiaridades, entre as quais o fato de ter permanecido ileso, tanto física como profissionalmente, durante todos os anos de Stálin, o qual por muito menos fazia despachar para um gulag.

Abraço,

Nelson Safi

Nelson Safi nasceu em Porto Alegre faz tempo. Iniciou na literatura em 2002 ingressando na Oficina de Contos de Charles Kiefer. Ganhou uns prêmios por aí. Em 2004 lançou seu primeiro livro de contos (por enquanto o único), Balas de coco e outras histórias amargas, e ainda participou da antologia 101 que contam, organizada por Charles Kiefer. Em 2005 participou das antologias brevíssimos! e Histórias de quinta, organização de Charles Kiefer. Em 2006 participou das antologias Contos do novo milênio, editada pelo IEL – Instituto Estadual do Livro, e 103 que contam, ambas organizadas por Charles Kiefer.

.

Nelson Safi publica no blog da Palavraria mensalmente.

.

.

25
mar
11

Rocartê convida

.

Dia 15 de Abril, a ROCARTÊ, acompanhada por mais duas bandas de Porto Alegre (Benjamin & Casamadre), fechará um ônibus para invadir o Popcult em Novo Hamburgo. Para explicar a jornada e motivar as pessoas a saírem da capital para assistir a três shows de rock na clássica festa FUNHOUSE, a ROCARTÊ preparou um vídeo secreto em seu Q.G.

.

24
mar
11

Vem aí: Tapeçaria da Memória, oficina de textos autobiográficos

.

Cursos e Oficinas na Palavraria

.

Tapeçaria da Memória

Oficina de Produção de Textos Autobiográficos,
com o professor Fabio Pinto

.


Textos autobiográficos são aqueles em que o autor fala sobre si mesmo, geralmente retomando e reconfigurando sua história de vida. É isso que a oficina Tapeçaria da Memória propõe: que os participantes consigam não apenas rememorar aquilo que julgam mais relevante na história de suas vidas, mas que façam isso registrando tais rememorações por escrito de forma clara e coerente.

A idéia é a de trazer um pouco mais de consistência ao olhar que lançamos sobre nós mesmos, sobre o nosso passado, e fazer com que não haja qualquer inibição no preenchimento, com a ficção, se for o caso, das lacunas que virão à tona durante o resgate e a organização das memórias. Isso mesmo: a verdade dos fatos não é mais importante, no contexto da oficina, que a maneira como eles são reconstruídos no imaginário.

Para que tudo isso aconteça, o processo é dividido em três módulos: sensorial/reflexivo (em que o relato oral e a descrição de objetos e emoções significativas serão o ‘norte’), social (onde a história da cidade, do estado, do país, do mundo será utilizada como contraponto e suporte para a organização da história de cada um dos participantes) e prático (no qual se busca o melhor formato e estrutura textual em que se encaixam os relatos).

A previsão é de que a oficina dure cinco meses, com quatro encontros por mês.

Aqueles que decidirem participar, certamente se surpreenderão consigo mesmos: aquilo que é aparentemente banal, as histórias cotidianas e as impressões que temos sobre nós mesmos e sobre nossas trajetórias de vida pode ser absolutamente original, profundo e relevante. Pode apostar.

Sobre o Ministrante:

O Fabio é um dos melhores leitores de que tive notícia. Quando falo leitor, falo de um sujeito que lê não apenas a matéria inerte feita de papel-e-tinta. O Fabio lê pessoas, decifra-as. Foi ele quem me apresentou o Carlos Sussekind. O Fabio é um cara perigoso que, quieto, na dele, fica olhando e lendo. É, portanto, o sujeito certo para quem quer se aventurar na escrita da memória, essa maneira curiosa de se ler por dentro. Por isso, indico de olhos fechados a Oficina de Textos Autobiográficos do Fabio Pinto, ideia genial na concepção desde a primeira linha.

(Altair Martins, Professor de Literatura e Escritor, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura como Autor Estreante em 2009 com o romance A Parede no Escuro – Ed. Record, 2008))

Oficina de Produção de Textos Autobiográficos
Ministrante: Fabio Bortolazzo Pinto
Início: 05/04 (terça-feira) – Módulo I
07/04 (quinta-feira) – Módulo II

Local : Palavraria Livros & Cafés. Rua Vasco da Gama, 165

Contatos: 3228 4342 / 97022108 (falar com Fabio)

Investimento: R$ 180,00 a cada quatro encontros

Inscrições no Local.


Fabio Bortolazzo Pinto é Mestre em Literaturas de Língua Portuguesa, autor da dissertação intitulada “A Ficção Não é o Que Parece” http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/8576 estudo sobre o Gênero Autobiográfico a partir da obra do escritor carioca Carlos Sussekind. Também atua como professor de Literatura nos Colégios Concórdia e Americano. Mantém (ir)regularmente atualizado o blog ‘Tudo é Relevante’ www.tudorelevante.blogspot

24
mar
11

Palavraria indica: Incoming jazz – Projeto CCOMA

.

.

Incoming jazz, CD do Projeto CCOMA.

À venda na Palavraria – R$ 12,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

O projeto instrumental CCOMA, que há cinco anos cria música misturando jazz, música brasileira e eletrônica, lançou no final do ano passado um novo álbum, Incoming Jazz. Ao escutar o som do duo de Caxias do Sul é possível que você identifique sonoridades ou elementos já conhecidos. No entanto, o projeto consegue aliar ao usual alguns traços tipicamente brazucas, conservando ainda assim uma universalidade característica dos tempos atuais. Além disso, a qualidade da produção e das composições surgem como um ponto positivo na música do CCOMA. (Click RBS)

Amostra: Apresentação do Projeto CCOMA no Tribaltech MultiCult Festival 2010, evento de música, tecnologia, arte e comportamento que acontece anualmente em Curitiba-PR.

.

.

Projeto CCOMA (pronuncie “coma”) é um duo de jazz contemporâneo formado pelo trompetista Roberto Scopel e pelo percussionista Swami Sagara. Une tambores à música eletrônica e o raro hang drum ao trompete, para criar o que poderíamos chamar o Future Jazz. Veja o blog do duo em http://www.projetoccoma.blogspot.com/.

Entrevista com os músicos em

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=264753&blog=260&coldir=1&topo=3994.dwt

.

.

24
mar
11

Vai rolar na Palavraria: 25/03 – Lançamento do livro Recordações de um encenador de província quando jovem, de Claudio Cruz

.

.

25, sexta, 19h: Lançamento do livro Recordações de um encenador da província quando jovem, de Claudio Cruz

Em Recordações de um encenador da província quando jovem o texto vai desvelando/revelando, gradualmente, o que está Escondido: o espetáculo teatral que vai se constituindo dia-a-dia, a partir do texto, o elenco, a produção, a equipe técnica, o espetáculo em si e, enfim, o trabalho quando, naquela noite, acontece a estreia.

Claudio Cruz nos conduz pela mão até o momento em que as luzes da plateia se apagam e se acendem as do palco. A Cortina se abre e o resto… é conosco, com cada um de nós, espectadores/leitores. Antonio Hohlfeldt

.

Claudio Cruz é natural de Porto Alegre. Atualmente reside em Florianópolis, onde leciona literatura na Universidade Federal de Santa Catarina. É pesquisador do CNPQ. Integrou o elenco que criou a peça Bailei na Curva. Dirigiu, entre outras, Esperando Godot, Nossa Cidade e Marcos IV, 23, adaptação de um conto de Borges, premiada no Açorianos 1985 e escolhida pelo IEL para integrar a sua coleção Textos & Roteiros. Tem diversos outros livros publicados  e, mais recentemente, o romance Arrabaleros, também pelo IEL , e A ilha do tesouro e outros poemas, pela Clarília.

.

.

24
mar
11

Palavraria indica: Ópera – Guia ilustrado Zahar

.

.

Ópera. Guia Ilustrado Zahar – Compositores, Sinopses, Cantores, Montagens, de Alan Riding & Leslie Dunton-Downer. Zahar, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 64,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

.

.

Um guia completo que traz 165 sinopses de óperas de diversas partes do mundo; a história de 400 anos de música cênica, do Renascimento italiano aos dias de hoje; informações sobre os grandes intérpretes e fotografias deslumbrantes de centenas de encenações clássicas e modernas. E ainda revela a vida dos mestres da ópera, do início do século XVII a compositores contemporâneos e experimentais como Thomas Adès e Philip Glass.

Um panorama abrangente e elucidativo, que faz qualquer um se sentir em uma encenação de verdade.

Alan Riding é um devoto da ópera que, como correspondente de arte europeia do New York Times, já cobriu inúmeras produções operísticas em teatros de Londres a Viena, de Berlim a Milão, de Paris a Nova York.

Leslie Dunton-Downer é autora de libretos para óperas produzidas em Aspen, Nova York, Paris, Evian, Spoleto (Itália) e Moscou. Colaborou com renomados compositores, regentes, cantores e diretores da Europa, Ásia e América do Norte.

.

.

.

23
mar
11

Vai rolar na Palavraria: 24/03, quinta: Design e Conhecimento, com Mauro Sarmento

.

.

24/03, quinta, 19h: palestra e debate: Design e Conhecimento, com o designer Mauro Sarmento – promoção da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento.




março 2011
S T Q Q S S D
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Categorias

Blog Stats

  • 751.665 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com

%d blogueiros gostam disto: