Arquivo para 10 de junho de 2011

10
jun
11

Recado de São Paulo, por Lorena Martins

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queridos amigos


é frustrante, ou melhor, EXTRAVAGANTE, mas tive de cancelar o lançamento do meu livro por conta do vulcão chileno – não consegui sair de são paulo, desde ontem não há voos.
eis uma anedota para toda vida!
já fechei com a palavraria uma nova data: 15 de julho, sexta-feira. se o puyehue me der uma trégua, irei para porto beber aquela champa (que, graças à minha querida amiga angel, já estava gelada) com vocês.

é rir pra não chorar. marçal disse que se colocasse essa história num roteiro, ninguém acreditaria.
a vida real é imbatível.

obrigada pelo carinho
e até julho!

beijos
lorena

p.s 1: o livro já está disponível na palavraria 🙂
p.s 2: já comecei a ouvir coisas como: houve uma interupção de planos??
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10
jun
11

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 11/06

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11, sábado, 19h: Bianca Obino convida Mônica Lima

ATENÇÃO: POR MOTIVO DE DOENÇA O SHOW FOI ADIADO.

 

Pelo segundo ano consecutivo, Bianca tem a oportunidade de compartilhar o palco com artistas da cena local, ampliando ainda mais a sua “Artesania do Som”! A edição deste mês terá a participação da violoncelista Mônica Lima. A direção artística e musical é de Felipe Azevedo.

Mônica Lima iniciou seus estudos de música na Escola de Música Tio Zequinha aos 9 anos de idade. Em 2002, deixou o Brasil em busca de uma maior aperfeiçoamento profissional. É formada em violoncelo pelo Conservatório de Música de Irun, na Espanha, sob orientação do Professor Iñaki Etxepare e com bolsa de estudos proporcionada pelo programa Bolsas Vitae de Artes. Depois de uma temporada na Espanha, mudou-se para Londres e teve a oportunidade de se especializar no Método Suzuki e em Música para Bebês pelo método Kindermusik.

Paralelamente à atividade pedagógica, sempre esteve envolvida em orquestras, música de câmara e todo tipo de grupos musicais. Também tem interesse por música contemporânea e popular, tocando e gravando para diferentes grupos no Brasil e exterior, como a Orquestra de Mantra Rudráksha (Brasil), Felipe Azevedo (Brasil), Grupo Poesia y Flamenco (Espanha), Damien Katkhuda (Inglaterra), entre outros. Atualmente é professora de violoncelo, musicalização e música para bebês na Escola de Música Tio Zequinha em Porto Alegre, além de violoncelista da Orquestra Filarmônica da PUCRS.

No ano de 2010, Bianca Obino dividiu suas apresentações com a bailarina Cibele Sastre, os poetas Sidnei Schneider e Guto Leite, os atores Carolina Garcia, Elaine Regina e Álvaro Villaverde, o escritor Marco de Curtis e o acordeonista Matheus Kleber.

Os encontros têm apoio cultural da rádio Buzina do Gasômetro, site Artístas Gaúchos e livraria Palavraria; produção de Jornal VAIA e Balaio de Cordas; direção artística e musical de Felipe Azevedo.

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10
jun
11

A quase-crônica de Nelson Safi

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Quando os japoneses acabaram com a minha vida, por Nelson Safi

Num domingo passado escolhi o livro sobre o qual falaria na quase crônica deste mês. Seria “O amante detalhista”, romance do argentino Alberto Manguel (Cia. das Letras; tradução de Jorio Dauster). Procurei na estante onde deveria estar, não encontrei. Busquei nos quartos, mesma coisa. Então desisti do tema, pois gosto de reler trechos do livro antes de escrever. Para suprir a lacuna, coloco aqui um dos meus contos, que está entre os que mais gosto.

Aproveito para informar a criação do meu blog, http://conversacomovacuo.blogspot.com. Por enquanto postei apenas as crônicas que já foram publicadas neste espaço, mas em seguida colocarei alguns contos.

A vida costumava ter mais sentido para mim. Tudo andava de acordo com o seu tempo e na medida certa. À noite eu dava corda no despertador, verificava a hora de tocar, apagava a luz do abajur e encostava a cabeça no travesseiro para dormir. Havia ocasiões em que não apagava a luz e ficava lendo por algum tempo, mas isso era raro, gostava de ler era na minha poltrona favorita.

De manhã acordava ao primeiro toque. Fazia a barba, tomava banho e a seguir me vestia. Depois sentava na cama, puxava delicadamente o pequeno pino, e dava corda no relógio de pulso. Pertenceu ao meu pai, que o recebeu do meu avô. Era como se eu soprasse vida nele, parecia que os ponteiros se mexiam com mais vigor após as primeiras voltas que dava no mecanismo.

Um dia ganhei de presente um relógio de pulso novo, todo reluzente e cheio de funções. Como é que se dá corda, perguntei. Ao que me responderam, não precisa, ele só para quando acaba a bateria. Agora não consigo mais dormir direito, pois sei que, de uma hora para outra, ele pode deixar de funcionar.

—-

Abraço,

Nelson Safi

Nelson Safi. Nasceu em Porto Alegre faz tempo. Iniciou na literatura em 2002 ingressando na Oficina de Contos de Charles Kiefer. Ganhou uns prêmios por aí. Em 2004 lançou seu primeiro livro de contos (por enquanto o único), Balas de coco e outras histórias amargas, e ainda participou da antologia 101 que contam, organizada por Charles Kiefer. Em 2005 participou das antologias brevíssimos! e Histórias de quinta, organização de Charles Kiefer. Em 2006 participou das antologias Contos do novo milênio, editada pelo IEL – Instituto Estadual do Livro, e 103 que contam, ambas organizadas por Charles Kiefer

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Nelson Safi publica no blog da Palavraria mensalmente, na segunda sexta-feira do mês.

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