Arquivo para junho \22\America/Sao_Paulo 2011



22
jun
11

Vem aí o Sarau Psicanarte 2011

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Quinta feira, 30, primeiro encontro do Sarau Psicanarte 2011

Série de encontros promovidos pelo grupo de Estudos Integrados de Psicoterapia Psicanalítica. Abaixo, a programação para este ano.


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21
jun
11

Miguel Nicolelis no Fronteiras do Pensamento, nesta segunda, 27

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Na próxima segunda-feira, 27 de junho, às 19h, Miguel Nicolelis, autor do livro Muito além do nosso eu, estará no Fronteiras do Pensamento, para apresentação do livro e sessão de autógrafos. A Palavraria Livros & Cafés estará presente.

LOCAL: SALÃO DE ATOS DA UFRGS – Sala II
Av. Paulo Gama, 110 – Campus Central da UFRGS
Vagas limitadas. Inscrições gratuitas pelo
telefone (51) 3019.2326 ou e-mail
convite@fronteirasdopensamento.com.br


Muito Além do nosso eu-
A nova neurociência que une cérebro e máquinas e como ela pode mudar nossas vidas. Cia das Letras.

COMPRE ANTECIPADAMENTE SEU EXEMPLAR NA PALAVRARIA
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim Telefone 3268 4260

Imagine um mundo onde as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam entre si através do pensamento. Um mundo em que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados. Parece cenário de ficção científica, mas tudo isso pode se tornar realidade. A humanidade está prestes a cruzar mais uma fronteira do conhecimento em direção à compreensão do imenso poder do cérebro, um conhecimento que poderá ser aplicado com grande proveito nas áreas de saúde e tecnologia. Em Muito além do nosso eu, o premiado e internacionalmente reconhecido neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis revela suas ideias revolucionárias sobre essa nova tecnologia. Ele nos explica como o cérebro cria o pensamento e a noção que o ser humano tem de si mesmo (o seu self) – e como isso pode ser incrementado com o auxílio de máquinas.

Este é o primeiro livro, destinado a um público leigo, a descrever com pormenores os enormes passos que a ciência vem dando para a criação das interfaces cérebro-máquina.
Nicolelis mostra como a tecnologia será capaz de transformar a sociedade humana e moldar uma nova “indústria do cérebro”, um empreendimento global com potencial de geração de trilhões de dólares. Essas interfaces, também chamadas ICMs, poderão um dia devolver a mobilidade a pacientes com paralisia grave, graças ao uso de “exoesqueletos” membranosos, que serão vestidos como uma roupa.

As descobertas de Nicolelis e sua equipe oferecem também um caminho para a cura de distúrbios neurológicos como a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer, sem contar as fascinantes perspectivas de comunicação tátil a longa distância e de exploração do fundo do mar e do espaço. Muito além do nosso eu fala de um futuro tecnológico em que as visões catastrofistas dão lugar ao otimismo e à esperança. Essa é uma das maiores aventuras da ciência contemporânea, e Nicolelis nos proporciona uma compreensão profunda e iluminadora desse admirável mundo novo.

Miguel Nicolelis nasceu em São Paulo, em março de 1961. Formou-se em medicina (1984) e doutorou-se (1988) pela Universidade de São Paulo. Em 1989, determinado a desvendar as leis fisiológicas que regem a interação entre grandes populações de neurônios, mudou-se para os Estados Unidos. Desde 1994 está à frente de um grande laboratório na Universidade Duke, o Duke’s Center for Neuroengineering, base física das avançadas experiências com implantes de microeletrodos neurais em macacos que o tornaram conhecido no mundo todo. É também professor de neurociência na mesma universidade. Suas pesquisas foram publicadas na Nature, na Science e em inúmeras outras revistas científicas. A Scientific American o elegeu um dos vinte cientistas mais influentes do mundo. Membro das Academias de Ciências do Brasil e da França e da Pontifícia Academia das Ciências em Roma, é também fundador e Diretor Científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, entidade dedicada ao fomento da pesquisa científica de ponta e ao desenvolvimento educacional e socioeconômico do Rio Grande do Norte e da região nordeste do Brasil.

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19
jun
11

Romance de la Luna luna e Baladilla de los tres rios, de Federico Garcia Lorca

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Romance de la Luna luna – Baladilla de los tres rios. Fragmento do recital  “Romancero Gitano”, de Federico Garcia Lorca, apresentado pelo grupo Nucleo del Guayas e pelo Coral de la Casa de Cultura – Teatro Prometeo, Quito, 2009.

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Romance de la luna luna

Federico Garcia Lorca

La luna vino a la fragua
con su polisón de nardos.
El niño la mira mira.
El niño la está mirando.

En el aire conmovido
mueve la luna sus brazos
y enseña, lúbrica y pura,
sus senos de duro estaño.

Huye luna, luna,
Si vinieran los gitanos,
harían con tu corazón
collares y anillos blancos.

Niño, déjame que baile.
Cuando vengan los gitanos,
te encontrarán sobre el yunque
con los ojillos cerrados.

Huye luna, luna, luna,
que ya siento sus caballos.
Níno, déjame, no pises
mi blancor almidonado.

El jinete se acercaba
tocando el tambor del llano
Dentro de la fragua el niño,
tiene los ojos cerrados.

Por el olivar venían,
bronce y sueño, los gitanos.
Las cabezas levantadas
y los ojos entornados.

¡Cómo canta la zumaya,
ay cómo canta en el árbol!
Por el cielo va la luna
con un niño de la mano.

Dentro de la fragua lloran,
dando gritos, los gitanos.
El aire la vela, vela.
El aire la está velando.

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Baladilla de los tres rios
Federico Garcia Lorca

El río Guadalquivir va entre naranjos y olivos
Los dos ríos de Granada bajan de la nieve al trigo.
¡Ay, amor, que se fue y no vino!

El río Guadalquivir tiene las barbas granates.
Los dos ríos de Granada uno llanto y otro sangre.
¡Ay, amor, que se fue por el aire!

Para los barcos de vela, Sevilla tiene un camino;
por el agua de Granada sólo reman los suspiros.
¡Ay, amor,que se fue y no vino!

Guadalquivir, alta torre y viento en los naranjales.
Dauro y Genil, torrecillas muertas sobre los estanques.
¡Ay, amor,que se fue por el aire!

¡Quién dirá que el agua llevaun fuego fatuo de gritos!
¡Ay, amor,que se fue y no vino!
Lleva azahar, lleva olivas, Andalucía, a tus mares.
¡Ay, amor, que se fue por el aire!

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19
jun
11

Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 18

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Neste sábado, 18, rolou na Palavraria mais um Sarau poético musical com alunos de Charles Kiefer da turma do Curso de Escrita Criativa, da PUC-RS. Participaram os poetas Leonardo Maliszewski, Luan Vargas, Rafaela, Vinícius Rodrigues, Maria Carolina, Eduardo Georjão, Ryan Mainardi e Michelle Pradella. As leituras foram acompanhadas por um show acústico de Caroline Corso, Lucio Casagrande e Pedro Baso, a parte portoalegrense da banda Ghanjardyn, de Vacaria. Fotos do evento.

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19
jun
11

Programação de 20 a 25 de junho

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25, sábado, 18h: Lançamento do livro Pedrarias, de Roberto Medina (Redes Editora)

 

 Poesia é a emoção revivida na tranquilidade”

Wordsworth 

O livro “Pedrarias” compõe-se de um conjunto de poemas que tecem a forma com a temática objetivada pela experiência vivencial nos tempos desta modernidade ou pós-modernidade, comunicando-se com os velhos bardos e os novos que insistem refletir sobre o ser humano tomado e envolvido (ou perdido) em suas paixões e desejos. Conforme Edgar Morin, ser “Homo” implica ser igualmente “demens”: em manifestar uma afetividade extrema, convulsiva, cóleras, gritos, mudanças brutais de humor; em carregar consigo uma fonte permanente de delírios; em crer na virtude de sacrifícios sanguinolentos, e dar o corpo, existência e poder a mitos e deuses de sua imaginação.”

Além disso, “Pedrarias” dialoga com a concepção de amor líquido de Zygmunt Bauman, ou seja, uma das características é a marca do individualismo que se sobressai em nossas relações e as torna precárias, transitórias e voláteis. Para ele, a modernidade líquida  figura a troca e a transitoriedade: “os sólidos” conservam sua forma e persistem no tempo: duram, enquanto “os líquidos” são informes e se transformam constantemente, isto é, fluem. Para Bauman, a identidade nesta sociedade de consumo se recicla. Assim como no amor, ela é ondulante, espumosa, resvalante, aquosa tanto quanto líquida. Os afetos passam para a lógica dos mercados: descartabilidade para a vinda dos novos produtos –  “o amor, no caso, contém um risco terrível porque não é somente um que se engaja nele. Engaja-se a pessoa amada, engajam-se também os que nos amam sem que nós os amemos, ou os que amam a pessoa amada sem que ela os ame”, conclui Edgar Morin.

Armindo Trevisan ensina que a poesia é emoção em câmera lenta, emoção saboreável, podendo às vezes transformar-se em violência primitiva. Em “Pedrarias”, não há a intenção de ser um consolo, mas ser uma provocação nos nossos tempos de pós-modernidade. Tempos inominados. Tempos do desejo ou das ausências dele.

Uma proposta deste livro é recuperar as perguntas perdidas de Hannah Arendt:  perguntar de novo o que não mais nos perguntamos (O que é o homem? De quem somos contemporâneos? O que é a contemporaneidade?), e não ficar nas respostas que já mostraram que não há saída. Considerar a subjetividade é, para ela, atender às diferenças. Por conseguinte, a voz e vozes existentes nos poemas falam com um Pedro, sinônimo de “pedra”, exigindo um passado imaginado, um presente pressentido e um futuro fantasiado, o qual acena atrás de uma grossa noite escura. “Pedrarias” surge de uma emoção, depois se revela em textos pensados, pretendendo compartilhar com o leitor palavras ressignificadas enquanto registro da trajetória do humano, sem a crença de deuses terrestres, detendores de uma verdade. Enfim, são poemas para serem lidos em voz alta, mesmo que as almas amorosas estejam com as asas recolhidas no silêncio da vastidão do mundo.

Roberto Medina é escritor gaúcho, consultor de textos e professor de literatura. Participou das antologias 101 que contam e brevíssimos, ambas organizadas por Charles Kiefer. É autor com prêmios nacionais e internacionais nos gêneros poesia e crônica. Também possui peças teatrais encenadas. Além disso, ministra oficinas de escrita criativa.

Contato: prof.medina@gmail.com 

Editora: www.redeseditora.com.br

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18
jun
11

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 17

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Aconteceu nesta sexta, 17, lançamento do livro Inclusão na educação infantil: as crianças nos (des)encontros com seus pares, de Ana Maira Zortéa. Fotos do evento.

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18
jun
11

A crônica de Mariana Ianelli: Um Don Juan celestial

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Um Don Juan celestial, por Mariana Ianelli

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Ilustração de Alfredo Aquino

Eis que no mundo das investigações autorais hoje pairam rumores em torno das famosas Cartas Portuguesas. A suspeita é de que essas cartas de amor ardente desde há séculos atribuídas a Mariana Alcoforado tenham sido na realidade forjadas e que um homem chamado Guilleragues seja o autor dessa façanha literária.

Uma vez confirmada a hipótese, ganha a literatura uma das versões mais ousadas de Don Juan na voz de uma freira que troca sua fé pela má fortuna, que se mortifica, sacrifica sua vida e se deleita em morrer de amor num transe que seria um autêntico transe religioso se Deus não tivesse sido solenemente destronado por um homem. Esperando por uma visita, depois por uma carta e então não esperando mais nada, pedindo ao amante que se lembre dela, em seguida o desafiando a esquecê-la, apiedando-se de si mesma e então se gabando de amar com violência, vai esta freira enlouquecendo de amor, enlouquecendo esplendidamente, repetindo o nome de um homem mil vezes por dia, amando um retrato mil vezes mais que sua vida, até chegar à última carta como a última fase de um delírio, quando o fervor começa a se transformar em “qualquer coisa parecida com a tranquilidade”, um amor satisfeito em si, um amor sem amante.

Rilke, não por acaso, nutria especial admiração pelas Cartas Portuguesas. Assim como deu conselhos a um jovem poeta, também aconselhou certa vez uma de suas amantes a tomar como exemplo o amor de Mariana Alcoforado. Ele que era um solitário, mas sempre cercado de mulheres, fazia prevalecer esse delírio esplêndido em seus galanteios, e o fazia com tamanha arte que realmente acabava sendo visto por suas amantes como “um arcanjo de terno”, um “Fra Angélico”, “uma aparição”. Registre-se aí uma espécie rara de sedutor, um sedutor de almas. Um Don Juan celestial.

Publicado em Vida Breve

 

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

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