Arquivo para 13 de julho de 2011

13
jul
11

Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 13

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Nesta quarta, 13, aconteceu na Palavraria o lançamento do livro O homem despedaçado, contos de Gustavo Melo Czekster. Fotos do evento.

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13
jul
11

Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 12

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Nesta terça, 12, aconteceu na Palavraria o lançamento da antologia de contos Geração Zero Zero, organizada por Nelson de Oliveira para a editora Língua Geral. Autografaram no evento Marcelo Benvenutti, Daniel Galera e Marne Lúcio Guedes.

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13
jul
11

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr.: Querendo voltar pra casa

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Querendo voltar pra casa, por Jaime Medeiros Júnior

Ele não gostava da escola. E aquele dia em especial não lhe fora nada agradável. Há tempo esperava pelo pai. Tumulto grande por dentro. Borrasca de aborrecimentos. E o transcorrer sempre espichado do tempo de criança parecia ainda mais espichado.

A mão foi ao bolso. Tinha uns trocados que davam a passagem. Ele só queria voltar pra casa. Por fim o impulso vence. Desceu do colégio até a avenidona que era caminho de casa, mui íngreme, feito da subida de onze ou doze quadras, inimaginavelmente extensas, para aquele par de pernas – que, de vida, tinha sete anos – pôr em passos.

Na avenida, depois de atravessar até o outro lado, se põe em direção à parada. Os corredores ainda não corriam a cidade. O ônibus [para todos] estava na parada. Um pouco antes, poucos, não muitos passos antes da parada o coletivo começa a se desprender do lugar.

Ele despensadamente corre e salta [num momento de pleno e natural arrivismo] e toma o primeiro degrau da porta de trás, por onde, naqueles dias, se embarcava em um ônibus. Ele, ainda se equilibrando naquele outro movimento do grande continente que o acolhia, se comprazia com a consecução daquele lance. O salto viera num esforço sem cálculos, e numa confiança absoluta no se por em movimento. Futuramente o Watts de O Budismo Zen ainda haveria de lhe ensinar: as artes zen procuram atingir um tipo de ação sem esforço, sem intenção. A qual o mesmo Watts acha de comparar àqueles momentos em que um atleta faz um lance, uma jogada perfeita. O que faz não é fruto de cálculo, mas sim do fazer. O atleta é a jogada.

Voltemos ao nosso pequenino. Ele está ali na parte de trás do ônibus. E já pode tomar assento entre as gentes, mas está afoito, quer cruzar logo a roleta e tomar assento ali na frente, o que certamente lhe facilitaria a descida. Entrega os trocados para o cobrador. E num segundo tudo muda.

O tempo aqui ainda era o anterior a unificação das tarifas. E, por descuido, tomara o ônibus errado e a passagem já não cabia naqueles poucos trocados que trazia. O Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA] inda não vigia, portanto inda não era um pequeno cidadão, e sim, somente um moleque que ousava tomar um para todos e não podia pagar. O que lhe resta senão descer pela porta dos fundos, um tanto envergonhado? Desce. E ainda terá de percorrer mais da metade do caminho. E sabe-se lá porque ele resolve fazer todo o restante a pé.

Ele chega em casa. E depois de todo um necessário contorcionismo nas justificativas do injustificável, pois o pai fora à escola. E houve corações intranquilos. Mas com sorte e com o tempo a passar tudo teima em se resolver. O dia busca o fim. E ele, tomado novamente daquele arrivismo natural, dorme – aqui imaginando-se que o caminho dos sonhos também possa ser uma íngreme subidona.

Anos mais tarde, quando acorda, já sem pai ou mãe a quem se justificar, mas tendo de confirmar tintim por tintim se o ônibus que tomara desta vez ele podia pagar com os seus poucos trocados, toma outros para todos [o dicionário Houaiss eletrônico, 0 dicionário Webster inglês-português e o petit Robert]. Logo aprende, arrivista é um galicismo que se origina no verbo arriver, que comporta muitos sentidos, dentre eles o que primeiro se apresenta é o de chegar, o que se confirma com arrive em inglês. Mas, por fim, todos os veículos que tomamos nos mostram que isto parece advir de uma imagem, qual seja, estamos chegando ao fim de nossa travessia, que termina na outra margem do rio, porém não uma margem qualquer, e sim, a quem olha do rio, uma pequena elevação, uma ribanceira [do latim ripa], ou uma pequena descida para quem está a margem [Há de bastar consultares o étimo rib- no Houaiss eletrônico para constatares os inúmeros vocábulos que ele origina]. Dito isto, talvez pudéssemos depreender como um primeiro sentido de arrivista – liberto de todo o conteúdo negativo a ele arrojado pelo uso das gentes no decorrer do tempo – aquele que quer subir a margem do rio e se pôr em lugar seguro, longe do furor das águas.


Jaime Medeiros Jr
. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs Tênues Considerações e O Arco da Lira.

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr. aparece neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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13
jul
11

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 14/07

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14, quinta, 19h: Exibição do documentário Profissão: Músico e bate-papo sobre o filme. Projeto CCOMA.

Profissão: Músico (documentário, 45min)

As pessoas conhecem as histórias dos músicos de sucesso. Só que nem todos conseguem alcançá-lo. A maioria passa sua vida trabalhando nisso.

Neste mundo pós-revolução MP3, onde o download acabou com as velhas e enferrujadas estruturas das grandes gravadoras, músicos desconhecidos estão conseguindo levar sua arte à lugares onde era impossível chegar até então.

O Projeto CCOMA e o cineasta colombiano Daniel Vargas, produziram este média metragem (45 minutos) entre outubro de 2009 e dezembro de 2010 com imagens realizadas no Brasil, Uruguai, Colômbia, Alemanha e Grécia e conta com depoimentos de músicos de rua da França e Inglaterra, Djs como Anderson Noise e Ravin, músicos como Edgar Scandurra, Fernando Catatau, Naná Vasconcelos, e Pedra Branca.

O filme acontece através da perspectiva do Projeto CCOMA, com a câmera na mão, perguntando aos outros músicos, DJs e produtores, como eles fazem sua vida e como levam sua profissão.

Agora, não basta só tocar. A profissão de músico mudou muito nos últimos anos. A internet trouxe o artista para perto do público e vice-versa, não importando mais se este músico vive em Londres ou no interior das montanhas do Sul do Brasil. O Faça Você Mesmo (DYI) é a forma revisitada para fazer-se conhecido num mundo digital.

A trilha sonora é do Projeto CCOMA, dos discos Incoming Jazz e Das CCOMA Projekt, além de duas música inéditas (trilha essa que pode ser baixada gratuitamente no site do Projeto CCOMA, http://www.projetoccoma.com) .

O documentário tem financiamento público e é pago pelos contribuintes da cidade de Caxias do Sul através da lei de incentivo chamada Financiarte.

http://docprofissaomusico.blogspot.com/

Ficha Técnica:

Direção – Daniel Ignácio Vargas e Luciano Balen

Roteiro – Daniel Ignácio Vargas e Projeto CCOMA

Edição – Luciano Balen

Arte material gráfico – Roberto Scopel

Animação – Roberto Scopel

Tradução – Daniel Vargas, Roberta Tiburri e Luciano Balen

Blogs e Site – Projeto CCOMA

Divulgação e Marketing – Projeto CCOMA

Cinegrafistas – Daniel Ignácio Vargas, Fernando Piatti, Luciano Balen, Roberto Scopel

Cinegrafistas incidentais – Natalia Oliveira, Marcelo Generosi, Renato Martinelli, Manie Maria Cherain, Cédrik Damabiah, Kinska e Juliana Pandolfo

Argumento – Carlinhos Santos

Pesquisa – Carlinhos Santos, Dj Cédrik Damábiah, Luciano Balen, Daniel Vargas e Roberto Scopel

Trilha Sonora – Projeto CCOMA, remixada dos discos Incoming Jazz e Das CCOMA Projekt.

Março de 2011

Luciano Balen

musica@projetoccoma.com

projetoccoma.com

docprofissaomusico.blog

(54) 8124-6882




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