Arquivo para julho \22\UTC 2011



22
jul
11

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 21

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Ontem, 21, aconteceu na Palavraria o lançamento do livro A página assombrada por fantasmas, de Antônio Xerxenesky. Fotos do evento.

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21
jul
11

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 22

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22, sexta, 19h: Recital, apresentando músicas do CD Música Para Violoncelo, com Pedro Huff.

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Música Para Violoncelo é o álbum autoral de Pedro Huff com peças escritas para violoncelo solo que tem a intenção de mostrar o lado mais despretensioso deste instrumento. As músicas mostram influências do samba (“despretensioso”, “beliscado” e “valente”), do baião e do roque (“em sete”), do tango (“astoriana”) e também da música gaúcha (“milonga”). O
álbum foi gravado no Estúdio Soma em Porto Alegre em junho de 2011, e o cd é o resultado de peças já tocadas em público em apresentações anteriores, sendo assim sem cortes ou edições!

Pedro Huff é formado em violoncelo pela Escola de Música de Belas Artes do Paraná (EMBAP), e atualmente reside nos Estados Unidos, mas sempre passa pelo menos uma boa parte do ano no Brasil, do qual sente saudades todos os dias quando não está. Terminou seu mestrado em violoncelo na Universidade do Tennessee (UT), e atualmente cursa o doutorado na Universidade de Louisiana (LSU). Pedro já participou de diversas orquestras no Brasil, entre elas a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP); e nos Estados Unidos, na Orquestra Sinfônica de Baton Rouge (BRSO). Pedro também tem se apresentado frequentemente em recitais solo e também de música de câmara.

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21
jul
11

A crônica de Ademir Furtado: Longe do temor servil

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Longe do temor servil, por Ademir Furtado

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Estive ausente deste espaço por um motivo justificado: dedicação exclusiva a um projeto que virá a público ainda este ano. Mas não parei de ler. Pelo contrário. Só que me envolvi apenas com livros relacionados ao meu interesse do momento. E uma dessas leituras foi Brava Gente Brasileira, de Márcio Moreira Alves. Para começar, é bom esclarecer que a obra não tem nada a ver com a série homônima da Globo, levada ao ar alguns anos atrás. Trata-se de uma coleção de crônicas publicadas no jornal O Globo nos anos 2000-2001, e que poderia ter como subtítulo o nome de um dos capítulos: o Brasil que funciona.  Mas o autor passa longe da ingenuidade ufanista que ainda sobrevive em algumas mentalidades.

Para quem não sabe, Márcio Moreira Alves foi o pivô de uma das maiores atrocidades da História do Brasil dos últimos tempos: o AI-5. Na verdade, o famigerado dispositivo já estava pronto, e os generais só aguardavam um pretexto para tirá-lo da gaveta.  E a alegação que faltava surgiu com um discurso do então jovem deputado, onde os militares eram apontados como responsáveis por atos de abuso de poder e corrupção, que, aliás, todos conheciam, mas ninguém possuía a coragem necessária para denunciar. Jovem mas não ingênuo, o parlamentar encerrou o pronunciamento e saiu da tribuna direto para o exílio no exterior, pois sabia o futuro que lhe aguardava, caso permanecesse no país.

Voltou dozes anos mais tarde e decidiu conhecer o Brasil. Então, embrenhou-se Brasil adentro a procurar programas sociais destinados a melhorias das condições de vida dos brasileiros. Era o momento propício para essa busca, pois a nação começava a despertar do sono a que foi submetida por mais de vinte anos, e a reconstrução da cidadania tornou-se o primeiro item da pauta de reivindicações sociais. E em cada canto dessa imensidão territorial, e em cada aspecto da diversidade cultural, um problema particular e um desejo comum: sobreviver da maneira mais digna possível.

E nessa radiografia cultural do território brasileiro detectou alguns sintomas importantes. A maioria das iniciativas que apresentaram resultados elogiáveis no âmbito microssocial é de empresas privadas, organizações não governamentais, ou algum idealista que dedica tempo e experiência em benefício da comunidade. Nesses casos, o trabalho é resultado de uma dedicação particular ao bem estar coletivo, baseada na convicção de que o social é mais importante que o individual. As propostas oriundas de órgãos governamentais, ou emperram no peso da burocracia, ou se desviam por caminhos diversos.

Essas constatações contrariam certas crenças, da época e de hoje, que confundem aumento de renda com desenvolvimento social. Ainda há pessoas pelo Brasil afora convictas de que de nada serve um salário maior sem uma infraestrutura adequada para que esse novo padrão de vida seja efetivamente aproveitado.

As causas que impedem alguns programas oficiais de dar resultados são conhecidas de todo mundo. E um dos méritos do livro é não cair na simplificação moralista de atribuir a ineficiência do poder público à falta de caráter das pessoas que o exercem. Uma pausa para reflexão sobre o tema e conclui-se que a questão é mais profunda. Os desvios de conduta de administradores públicos não são resultado de incapacidade moral, e sim o sintoma de uma estrutura de poder autoimune e autoindulgente, mais ocupada em justificar os erros do que trabalhar pelos acertos.

Profissional do jornalismo antes de se tornar deputado, o autor sabe disso, embora não diga exatamente com essas mesmas palavras. O importante é ter feito um trabalho que apresenta outra visão dos problemas nacionais, e sugerir soluções que levam em conta as peculiaridades de cada situação. Uma abordagem muitas vezes otimista, mas sem descambar para o ufanismo irresponsável que já orientou tantos desatinos nacionais. E sem o temor de desagradar nem amigos nem partidários.

Para mais informações sobre autor e obra HTTP://www.marciomoreiraalves.com

Ademir Furtado escreve no blog http://prosaredo.blogspot.com

A crônica de Ademir Furtado é publicada neste blog na quarta quinta-feira do mês.

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20
jul
11

Cursos e oficinas na Palavraria: vem aí “Poesia oral improvisada e estética armorial”

Cursos e Oficinas na Palavraria

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Poesia Oral Improvisada e Estética Armorial:
Teoria e prática

Oficina com Suriel Moisés Ribeiro

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Inscrições abertas 

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O Movimento Armorial foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas no Pátio de São Pedro, no centro da cidade. Tem por objetivo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País. Segundo Suassuna, sendo “armorial” o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo, o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras. Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontra a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas, e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca. O Movimento congrega nomes importantes da cultura pernambucana. Além do próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.

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20
jul
11

Cursos e oficinas na Palavraria: Vem aí “Encontros com a literatura israelense contemporânea”

Cursos e Oficinas na Palavraria

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Encontros com a literatura israelense contemporânea

Com a professora Leniza Kautz Menda

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Local: Palavraria Livros & Café
Rua Vasco da Gama, 165

Horário: 2as feiras, das 14:00h às 16:00h
Início: 01/08/2011
Investimento: R$ 120,00 mensais
Informações: 9803-7282    ou   3061-4709

Inscrições abertas até 01/08/2011

Leniza Kautz Menda é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tradutora-Intérprete (Inglês) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tradutora Pública Juramentada de Língua Inglesa pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul. Professora da Escola Técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisadora em Literatura Israelense Contemporânea.

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20
jul
11

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 21

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21, quinta, 19h: lançamento do livro A página assombrada por fantasmas, de Antônio Xerxenesky (Editora Rocco).

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Um “detetive literário” desconfia que o autor do novo livro do americano Thomas Pynchon é, na verdade, a tenista russa Anna Kournikova. Numa viagem à Argentina, uma estudante brasileira de Letras se depara com um suposto manuscrito inédito de Borges – e o perde instantes depois. Numa casa de praia, um adolescente desenvolve a superstição de que, se não terminar de ler, numa única madrugada, o romance que trouxe na bagagem, sua namorada vai acabar morrendo.
Os escritores – reais ou inventados – são o combustível desse segundo livro do jovem gaúcho Antônio Xerxenesky. Nos nove contos que compõem A página assombrada por fantasmas, é a própria literatura, com seus labirintos e enigmas, a grande protagonista. Assim, o autor consolida um estilo que já havia aparecido com vigor em seu livro de estreia, o elogiado romance Areia nos dentes. Nele, as estratégias narrativas ousadas desenhavam um pastiche repleto de referências pop, num faroeste com direito a zumbis e amores impossíveis, incrementado com um delicioso exercício de metaficção. Agora, Xerxenesky retoma o humor esperto de seu primeiro livro, ao mesmo tempo que
amadurece as estratégias de conquista e (por isso mesmo) de ludibrio do
leitor, página a página. Porque nas histórias de A página assombrada por fantasmas a literatura é, antes de tudo, um pacto – mesmo que esse não seja evidente ou deliberado. É numa espécie de contrato, com suas zonas de sombra e suas interpretações sinuosas, que se situam as perturbações contidas neste novo livro.
É um pacto silencioso aquele que rege a tarde chuvosa, num verão dos anos 80, na qual dois irmãos criam um esboço de videogame literário, na melancólica história de “Algum lugar no tempo”. É um acordo do universo político – no caso, entre os membros do “partido ceticista” – que desenvolve, em 2070, um plano secreto para modificar a trama de Dom Quixote, tornando-a um elogio à razão e à lucidez, em “Sequestrando Cervantes”. E é na negociação de um jovem com a sua própria solidão que se desdobram as cenas de “O escritor no castelo alto”: um conto que narra uma angustiante viagem de elevador.
Do território de atrito entre leitor e literatura, entre a vida cotidiana, dita “real”, e a vida incrustada nas páginas dos livros, a “imaginária”, brotam os conflitos de A página assombrada por fantasmas. O que acontece quando a protagonista de um romance de Alan Pauls aparece na vida de um leitor? O que pode levar um autor de sucesso a abandonar a escrita e viver em isolamento? Livros são “peças demoníacas”, como sugere um dos personagens? Como aproximar a matéria bruta da vida e o espaço necessariamente legível do papel?
Xerxenesky usa a ficção para refletir, de forma criativa e longe dos ranços acadêmicos, sobre os muitos fantasmas que são, eles próprios, a base de qualquer literatura que se queira contemporânea.

Antônio Xerxenesky nasceu em Porto Alegre, em 1984. Ex-estudante de Física, formou-se em Letras na UFRGS, onde cursa atualmente o mestrado em Literatura Comparada. Publicou narrativas curtas em antologias como Ficção de Polpa. Seu conto “O desvio” foi adaptado para a TV por Fernando Mantelli em 2007. O jovem escritor também é um dos criadores e editores da Não Editora, onde organiza a revista on-line de crítica literária Cadernos de Não-Ficção. Mantém ainda o blog blog.antonioxerxenesky.com. Areia nos dentes é seu primeiro romance.

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19
jul
11

Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 16

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Neste sábado, 16, rolou na Palavraria pocket acústico com o Duo Número Primo. Fotos do evento.

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