Arquivo para 9 de agosto de 2011

09
ago
11

Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 08/08

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Nesta segunda, 8, rolou na Palavraria o lançamento do livro Violência e Cidadania, organizado por José Vicente Tavares dos Santos, Alex Niche Teixeira e Maurício Russo.  Fotos do evento.

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09
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11

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 10/08

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10, quarta, 19h: Lançamento do livro Ciranda negra, de Eni Allgayer (Editora Dublinense)

O que une personagens e tramas neste Ciranda negra é a presença da morte, tema central na mitologia e na literatura desde os primórdios do mito e da palavra. Mas que não se afastem os otimistas, pois falar de morte é também exaltar o seu oposto, a vida como o outro lado da mesma esfera perfeita, e a noção de que a luz só é luz por que existe a escuridão.

Eni Allgayer, exímia contadora de histórias, entrelaça trajetórias e ilumina existências com seu olhar humano e a maturidade própria de quem tem muito a dizer. Neste livro, como quem não quer nada, vai enredando o leitor com seus relatos e arbitrando caminhos e destinos para suas criaturas, vidas que não mais queremos perder de vista até o ponto final. Monique Revillion

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ENI ALLGAYER nasceu em março de 1946 em Tupanciretã (RS) e mora em Sapucaia do Sul (RS), cidade que lhe concedeu o título de Cidadã Honorária. É autora de seis livros: três ensaios históricos e três juvenis. Possui contos publicados em 27 coletâneas, a maioria escolhida através de concursos literários. Ciranda negra foi finalista do Prêmio Açorianos de Criação Literária em 2010.

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09
ago
11

Um pouco mais do mesmo, a crônica de Roberto Medina

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Bipartidos, por Roberto Medina

“Le seul  bien qui me reste (…)

Quand j’ai connu la Vérité,

J’ai cru que c’était une amie;

Quand j’ai comprise et sentie,

J’en  étais dejá degoûte.”,

Alfred DE MUSSET. Poésies.

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         No estilo moderno, tudo é feito às pressas. O carinho passa a ser acalentado num intervalo pequeno, o amor é considerado cafona, o tempo para ouvir é menos importante do que o de falar. Somos seres sonâmbulos, trombando com outros que sequer sabem que existem. Seres inacabados caminhando, sempre inacabados – bipartidos e sangrentos –, para onde?

O que se observa nos relacionamentos, supostamente afetivos, é o consumo e o desgaste entre os amantes, de forma voraz e insatisfeita. O ser humano por falta ou desfaçatez necessita de aproximação, considerar-se parte de alguma coisa ou, pelo menos, admirado e pertencente a alguém. Sem um limite nesse universo, nós nos perdemos e abandonamos tudo que esteja no imprevisível de nossa imediatez e urgência. Hoje, ficamos; jamais mergulhamos em quem nos ameaça envolver em seu mistério. Dar pouco para perder pouco na hora da partida.

A desconstrução dos projetos que facilmente idealizamos na paixão deixa-nos em estado de letargia. Quantos somos nós cumprindo a difícil tarefa de se afirmar nesta vida e preenchê-la de um portentoso significado? A média de vida é mais ou menos de 70 anos, Deus tem senso de humor, comparando-se aos quase 4,5 bilhões de anos da Terra, somos um gesto inacabado, inconcluso no universo. Infinitas vezes recorremos ao “carpe diem” latino, necessitando consumir toda a água dos oceanos, sendo que a sede é morta aos pequenos goles. Para que essa pressa, perguntamos ao mesmo tempo em que nos jogamos contra a incapacidade de deixarmos marcas profundas em tudo que realizamos: amor, trabalho, amizades e estudos.

A sede pode ser mais profunda.

Os gregos mantinham o pensamento que o monstro incompleto perambula e se desespera na esperança de reencontrar sua parte faltante. No reencaixe, as dores seriam aliviadas. Mas a procura é um tanto exaustiva, preferimos o imediato à perseverança.

Às vezes, o olhar não está em busca de aconchego ou carinho, o olhar é de desespero. Eros é o deus que conduz os indivíduos à contemplação e posteriormente ao toque. Um tocar que atinge o profundo de nós: sóis, noites e tempestades. E, como resultado, uma entrega na própria cegueira da vida.

Mas isso exige comedimento, pequenas degustações do “état d’âme” individual.

Roberto Medina leciona português, inglês e francês em escolas, cursos preparatórios para concursos nacionais e internacionais. Foi professor de projetos literários na UDC –Faculdade Dinâmica Cataratas –, em Foz do Iguaçu. É editor e consultor de textos para editoras e autores independentes e ministra oficinas, cursos e palestras sobre temas literários e culturais em universidades e outras instituições no Rio Grande e no Paraná. Tem contos publicados na antologia 101 que contam e Brevíssimos (org. de Charles Kiefer), e lançou recentemente  o livro de poemas Pedrarias. É autor dos textos dramáticos Você precisa saber (peça teatral escrita para a Cia. Amadeus), Silêncio (peça teatral para o Teatro da Adega, SP), Até que (monólogo para a atriz Cláudia Ribeiro) e  Fernando Palavra (para a Cia G3).

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