Arquivo de setembro \30\UTC 2011

30
set
11

Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, Bate-papo com José Outeiral

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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, bate-papo com José Outeiral, enfocando o tema Adolescência em Winnicott. Fotos do evento.

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30
set
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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 01/10: Leituras Feevale – Contos da Vida Breve, com Henrique Schneider

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01, sábado, 18h: Leituras Feevale – Contos da Vida Breve, com Henrique Schneider. Canja musical por Dona Ivone Pacheco.

Leituras Feevale são sessões nas quais, durante aproximadamente 50 minutos, Schneider lê e interpreta alguns dos pequenos contos que escreve em sua coluna “Vida Breve”, desde 2003, no jornal ABCDomingo, com tiragem de 70 mil exemplares e que circula pelo Vale do Sinos e Região Metropolitana. Desde 2007, com patrocínio da Universidade Feevale, o escritor realiza leituras públicas e gratuitas de seus contos, pelo interior do Rio Grande do Sul e cidades como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Montevidéu e Buenos Aires.


Henrique Schneider nasceu em 1963 e vive em Novo Hamburgo (RS). Tem diversos livros publicados, entre os quais O grito dos mudos, A segunda pessoa, Contramão e o recente A vida e breve e passa ao largo. Escreve, todos os domingos, a coluna Vida breve, no jornal ABC Domingo.

Ivone Pacheco, um dos grandes nomes da música gaúcha e fundadora do legendário Clube de Jazz Take Five, é atração especial da leitura. Entre um conto e outro, clássicos jazzísticos  e canções francesas, interpretados ao teclado pela Dama do Jazz, numa de suas raras apresentações.

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29
set
11

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 30/09, 19h: Lançamento do livro Poemas de aprendiz, de Cleci Silveira

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30, sexta, 19h: Lançamento do livro Poemas de aprendiz, de Cleci Silveira (Editora Movimento).

Em Poemas de aprendiz  Cleci Silveira descobre o saudoso e o corrosivo desse ofício do verso: a varanda ensolarada e o cheiro de mofo; o prosaico namoro no portão e a luz mediterrânea.

Compõe poemas feitos à semelhança do desejo do leitor sensível e ao mesmo tempo afeitos à tradição, e que recriam o visível e o imaginado. Além do mais, os versos de Cleci, graças à sua porção prosadora, são sempre graciosamente narrativos, não distinguem entre contar e cantar, e seguem vizinhos aos versos do português Jorge Sena:”na mínima coisa que sou, pôde a poesia ser hábito..

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Cleci Silveira nasceu em Porto Alegre. Trabalhou no Serviço de Radiodifusão Educativa na Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. De 1988 á 1990, manteve uma coluna no jornal O Moinho, sobre mobiliário antigo. Publicou duas coletâneas de Contos: No Sótão Dormem Bonecas (2001) e A Trama do Silêncio (2004), que lhe valeu a indicação como finalista ao Prêmio Jabuti. Em 2006, publicou a coletânea de crônicas O Tocador de Saz e o Sultão. Lançou, em 2008, Além da Porta, seu primeiro romance., e o romance Diário de mulher solteira, em 2010. Possui também trabalhos publicados nas antologias: Contos de Oficina 13 (1994), Oficina de Criação Literária do Curso de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, coordenada pelo professor Luiz Antonio de Assis Brasil; Contos do Novo Milênio (2006) do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul e Contos de Bolsa e Contos de Algibeira, as duas últimas editadas pela Casa Verde, com organização de Laís Chaffe.

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29
set
11

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 30/09, 15h: Lançamento do livro PT: de oposição à sustentação da ordem, de Cyro Garcia

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30, sexta, 15h: Lançamento do livro PT: de oposição à sustentação da ordem, de Cyro Garcia

 “Este livro nos relata uma história política que foi, ao mesmo tempo, emocionante e terrível. E que, para remeter ao vocabulário cunhado pelos clássicos gregos, uniu epopeia, tragédia e até, mais recentemente, um pouco de comédia. O PT foi o maior partido da história da classe trabalhadora brasileira no século XX. Nos anos oitenta, Lula e a direção do PT foram capazes de construir e empolgar um partido que, em dez anos, evoluiu de uma organização de uns poucos milhares, para centenas de milhares, e que saiu dos 10% dos votos em 1982 para governador em São Paulo, para a disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 1989, contando apenas com contribuições voluntárias e militância abnegada. O PT de 2011 é, evidentemente, outro partido, embora a direção seja quase toda a mesma. Em três décadas, o PT elegeu muitos milhares de vereadores, algumas centenas de deputados estaduais e federais, chegou ao governo de mais de mil prefeituras, muitos Estados e está pela terceira vez à frente da presidência. O PT é, sem dúvida, a mais profissional máquina eleitoral do Brasil.” Valerio Arcary

Cyro Garcia é membro do PSTU desde a sua fundação, em 1994. Fundou e dirigiu o PT e a CUT na década de 1980, presidiu o Sindicato dos Bancários do Rio e foi deputado federal. Expulso do PT, rompeu com a CUT e hoje é presidente do PSTU-RJ e membro da CSP-Conlutas. Atualmente é suplente na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

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28
set
11

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Júnior: Das pontes, sobretudo

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Das pontes, sobretudo, por Jaime Medeiros Júnior

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Quando em vez, ao nos pormos a ler, tomamos um qualquer dos muitos possíveis desvios que nos permite o texto. Lendo Interpretação e superinterpretação [Eco], me deparo com um pequeno passo em que pra modo de bem se explicar o modus [o manter-se dentro dos limites e das medidas, que parece comportar em si o mesmo receio grego de incorrer em desmesura, mas, aqui, medo já posto em regras]. O modus parece ter um amplo alcance, sendo a base de um viver mais racional [tenha modos menino!]. Nele vamos encontrar uma faceta lógica, que aceita os três princípios da lógica aristotélica [de identidade, da não contradição, e do terceiro excluído]. Mas em Roma nada se faz só especulação. Há de se encontrar sempre um aspecto legal e contratual. O que aqui deriva na importância que se dará a questão da defesa das fronteiras, da preservação dos limites territoriais. [E talvez por conta das diferenças entre o Ares grego e o Marte romano] Se coloca o problema: como vamos expandir o nosso império?[e aqui não mais se especula, e sim se opera, o modus se faz operandi].

Se temos que expandir nosso império, teremos sim de nos haver com os limites, com as fronteiras. Neste ponto Eco lembra quão importante eram as pontes em Roma. Justamente porque elas comportam algo de potencialmente sacrílego, pois elas transpõem os vaus, ligam o que se pusera separado, se propõem a supressão de limites. Eco lembra que construir pontes em Roma era tarefa entregue aos auspícios de um pontífice [construtor de pontes e também autoridade religiosa].

Aqui deixamos de acompanhar o curso do texto e tomamos um primeiro desvio. Algo por dentro das ideias que nos passam na mente se põe a crescer. Algo de um bulício inda esperando se acalmar queria já se por andar em outras direções. E, por fim, deixamos o texto e recordamos Janus bifronte, que nos mostra duas de suas faces, aquelas feitas de saudade e desejo, de memória e imaginação, e que, no entanto, escondia a sua verdadeira face, que era o limiar, o beijo, o enlace que denominamos tempo presente. Por fim, nos aproximando um pouco mais e observando melhor, percebemos, Janus, o Senhor do Limiar, também é uma ponte.

Mas como tudo na mente parece seguir aos saltos, vamos tocando em frente, até chegarmos a uma prainha junto ao córrego. Apeamos. Descansamos um pouco as ideias. E nos pomos a acompanhar novamente o curso da leitura. Agora Eco lembra que o mundo de Hermes não é o mundus do modus romano. Mas é onde o princípio nem sempre coincide com o início, onde o fim nem sempre acaba. Aqui nem sequer aprendemos lógica, ou simplesmente já a esquecemos. Aqui a lógica é a de quem foi pego pela contradição, de quem segue em acordo e desacordo consigo, onde tudo que se é é ao mesmo tempo, onde a trajetória é o susto.

Então, num repente recordamos o que Buber nos conta em Histórias do rabi: Um rabino de Cracóvia, vivendo em penúria, contudo fiel a D’us, tem um sonho. Lhe é dito neste sonho, que se for até a ponte que leva ao palácio do rei lá encontrará um tesouro. Então, faz a viagem. Chega a ponte. A ponte é guardada dia e noite. Ele teme cavar. Fica rondando o lugar. O chefe da guarda, que o observara, o chama. Ele conta porque estava ali. – Tu, então, crês em sonhos! Pois, fosse eu crer em sonhos deveria ir até Cracóvia, na casa de um certo rabino e cavar embaixo do forno de sua casa, que lá encontraria um tesouro – O rabino se despede e volta pra casa.

E parece que assim podemos chegar a compreender estes dois modos de estar no mundo, aquele que se confunde com um dos campos em que nos põem as fronteiras. E o outro que sabe que aquilo que entendemos como o lócus que habitamos se ergue sempre sobre um limiar. Mas é a issozinho somente, assim, onde nos trouxe este hábito tolo de se pôr a ler como quem lustra quinquilharias, esperando topar com uma qualquer lâmpada que nos liberte o gênio do lugar.

Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs Tênues Considerações e O Arco da Lira.

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr. aparece neste blog quinzenalmente às quartas-feiras.

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27
set
11

Um pouco mais do mesmo: a crônica de Roberto Medina

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Para ti, com afeto, por Roberto Medina

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Como nossas bocas jamais silenciam, e os ouvidos se dispersam em tantas coisas, preferi reunir em palavras o que não consigo dizer. Talvez seja um jeito de ser escutado, ou, para que, através da escrita, eu te diga melhor.

O mar em que naufragaram nossas vidas, nos últimos tempos, retirava o ar necessário para a existência do apaixonado amor que já acenava com um lenço negro. Vê-lo como realidade é duro; confesso que dói muito enxergar a felicidade agonizante, deixando amargor pulsante nas almas, desacomodando o bem-querer, a completude, os sorrisos.

Sabes que escrever é uma forma de entender. Entender o que o cérebro reúne e força a extração de significados – mesmo que sejam purulentos ou perfumados.

Agora percebo que antes de ter procurado minimamente teus defeitos, eu deveria ter escondido todos os meus, com fé santa. Ontem mesmo, sorri sozinho, pois recoloquei na estante, lado a lado, “A arte de amar” e “A arte da guerra”: a velha organização tão tua.

Às vezes penso que somos títeres ou fantasmas no sonho de alguém. Queríamos ter controle sobre tudo, mas não há. Brigas vazias, desentendimentos bobos: toalha molhada na cama, um segundo de atraso, recado não mencionado, chamada não atendida, beijo mal executado, os momentos solitários invadidos.

Tu sabes que eu descobria no teu corpo o rumo certo em que se empenharia o meu. Para depois, estranharmo-nos com nossa própria grandeza… Talvez fosse a pouca arte para amar.

É engraçado perceber que a morte possui mistérios e chega com autoridade nos corações. Falamos sobre o morto. Sim, agora atingiu a grande paz. É sabedor de tudo – assim o fosse. A morte traz consigo o saber que ignoramos em vida. Sentimos, por vaidade, o abandono acachapante… Vivemos tão próximos dos próprios umbigos. Esquecemos e maltratamos quem tão bem nos faz. Esquecemos a dança e o canto dos primeiros encontros.

Esquecemos o encanto.

Praticamos, então, o exercício da maldade. Enfim, revelamos a pequenez humana, como se um anjo negro se enroscasse no cotidiano, matando o que há de melhor.

Mas, neste momento, vislumbro que eras tu quem me dava a vontade da luta, da persistência. No teu silêncio, nós nos ligávamos.  Mesmo sem compreender, era isso que nos unia.

Que importância tem isso agora?

Deixo esta carta junto do teu corpo. Que vá contigo para o seio da terra, antes que os vermes cheguem.

P.S.: Eu ainda te amo tanto, tanto!

 

 

Roberto Medina leciona português, inglês e francês em escolas, cursos preparatórios para concursos nacionais e internacionais. Foi professor de projetos literários na UDC –Faculdade Dinâmica Cataratas –, em Foz do Iguaçu. É editor e consultor de textos para editoras e autores independentes e ministra oficinas, cursos e palestras sobre temas literários e culturais em universidades e outras instituições no Rio Grande e no Paraná. Tem contos publicados na antologia 101 que contam e Brevíssimos (org. de Charles Kiefer), e lançou recentemente  o livro de poemas Pedrarias. É autor dos textos dramáticos Você precisa saber (peça teatral escrita para a Cia. Amadeus), Silêncio (peça teatral para o Teatro da Adega, SP), Até que (monólogo para a atriz Cláudia Ribeiro) e  Fernando Palavra (para a Cia G3).

 

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27
set
11

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 28/09: bate-papo com José Outeiral e comissão editorial da Revista Rabisco

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28, quarta, 19h30: Adolescência em Winnicott, bate-papo com José Outeiral e comissão editorial da Revista Rabisco

José Outeiral é Médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se primeiro em Psiquiatria de Adultos e depois em Psiquiatria de Crianças e Adolescentes. É Psicanalista, Membro Titular e Didata (Full Member) da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), fundada por Sigmund Freud. Foi professor da Faculdade de Medicina da PUC/RS. Assistiu seminários em Londres, na Hampstead Clinic, com Anna Freud. Tem vários artigos e livros publicados no Brasil e no exterior.

Obras do autor

  1. Infância e Adolescência (organizador). Porto Alegre : Artes Médicas,1982.
  2. Donald Winnicott: estudos (organizador) . Porto Alegre :Artes Médicas,1991.
  3. Adolescente Borderline (organizador). Porto Alegre:Artes Médicas,1993.
  4. Adolescer. Porto Alegre : Artes Médicas, 1994
  5. Psicanálise Brasileira (organizador com Theobaldo Thomaz). Porto Alegre: Artes Médicas 1995.
  6. Drogas: uma conversa necessária e urgente. São Leopoldo: Sinodal,1995.
  7. Donald Winnicott na América Latina (organizador com Sonia Abadi). Rio de Janeiro: Revinter,1995.
  8. Clínica Psicanalítica de Crianças e Adolescentes (organizador). Rio de Janeiro: Revinter,1998.
  9. Meros Ensaios: escritos psicanalíticos. Rio de Janeiro: Revinter,1999.
  10. Donald Winnicott en America latina: teoria y clínica psicoanalítica. (organizador) . Buenos Aires: Lúmen,1999.
  11. A Clínica da Transicionalidade: fragmentos de uma análise de uma adolescente. Rio de Janeiro:Revinter, 2000.
  12. Winnicott: seminários paulistas. (organizador com Sueli Hisada e Rita Gabriades). São Paulo: Editora Casa do Psicólogo, 2001.
  13. Paixão e Criatividade: Frida Kahlo, Camille Claudel e Coco Chanel. (organizado com Luíza Moura). Rio de Janeiro: Revinter, 2001.
  14. Drogas: uma conversa necessária e urgente.. São Leopoldo: Sinodal, 2002-09-08(segunda edição, atualizada e ampliada)
  15. O Mal-estar na Escola (co-autor com Cleon Cerezer). Rio de Janeiro: Revinter, 2003.
  16. Adolescer: estudos revisados sobre adolescência. Segunda edição, revisada, atualizada e ampliada. Rio de Janeiro:Revinter, 2003.
  17. Desamparo e Trauma: transferência e contratransferência. (co-autor com Luciana Godoy). Rio de Janeiro:Revinter,2003.
  18. Alcoolismo. São Leopoldo: Sinodal, 2003 (no prelo)
  19. Conhece-te a ti mesmo. São Leopoldo: Unisinos, 2003.




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