Arquivo para 14 de outubro de 2011

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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 15/10: Bianca Obino convida Leonardo Stenzel

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15, sábado, 19h: Bianca Obino convida Leonardo Stenzel (sapateador)

Pelo segundo ano consecutivo, Bianca tem a oportunidade de compartilhar o palco com artistas da cena local, ampliando ainda mais a sua “Artesania do Som”! A edição deste mês terá a participação de Leonardo Stenzel. A direção artística e musical é de Felipe Azevedo.


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A crônica de Leila Teixeira: “O” – Cirque Du Soleil

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 “O” – Cirque Du Soleil, por Leila D. S. Teixeira

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Para ir para o Grand Canyon, tive que passar por Las Vegas. Digo “tive” porque nunca desperdiço viagens com cidades que não combinam comigo: na vida, há espaços demais para conhecer, e tempo de menos para visitá-los. Porém, Las Vegas estava no meio do caminho, e precisei dormir uma noite lá. No fim da tarde, perambulava entre aqueles gamblers-drunks-junkies quando um amigo ligou convidando para um espetáculo no Bellagio.  Nem perguntei o que era, aceitei e peguei um táxi: só queria sair de perto da horda de desesperados que transitava pelas ruas. Ao chegar, descobri que era Cirque Du Soleil, e isso me deixou um pouco mais animada. Sentei em uma das 1800 poltronas do teatro e, ainda mal humorada com o estilo de pessoas que havia me cercado o dia inteiro, esperei. As luzes foram apagadas, refletores iluminaram a cortina vermelha gigantesca (15 metros de altura, 25 de comprimento), e, de trás do pano enorme fechado, saiu o corcunda-mímico que comanda o show. Eu pensava “que que eu tô fazendo aqui?”, quando o Quasímodo-de-rosto-branco puxou a borda da cortina colossal, o que a fez ser sugada para um buraco mínimo no teto do teatro e desvendar o cenário mais incrível que já vi. O palco era uma piscina profunda onde bailarinas dançavam, a cabeça e o tronco submersos, apenas as pernas para fora, por muitos minutos. As bailarinas mergulharam, um palco convencional surgiu de dentro da piscina, e a água toda desapareceu. O segredo de ficar horas mergulhadas e “sumir” dentro do palco descobri muitos dias depois e não vou contar. Nem contarei os quadros não menos impressionantes que seguiram a abertura triunfal. O fato é que a tecnologia exacerbou o aspecto onírico que todo circo tem. Diante dos artistas que se apresentavam naquele sonho espetacular, eu me senti criança de novo, como quando ia ao circo com meu pai, em Passo Fundo, na década de oitenta: não perguntava como e por que realizavam as mágicas e os malabarismos, tinha apenas certeza que todas aquelas peripécias eram a coisa mais certa a se fazer, não existia passado ou futuro, não existia mundo ou tempo além da tenda. A vida era o circo, e nada mais importava.

Se alguém “tiver” que passar por Las Vegas, ou se alguém quiser passar por Las Vegas, uma noite no Cirque Du Solei “O” do Bellagio, com certeza, não será desperdício de viagem.

Como sou contra tirar fotos e filmar espetáculos, pois acho um desrespeito aos outros espectadores, mando o link do site, no qual há um vídeo com imagens do show.

http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/o/default.aspx

 

Leila D S Teixeira, nascida em Passo Fundo/RS em 1979, formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, participou dos livros “Outras Mulheres”, em 2010 e “Inventário das Delicadezas”, em 2007; venceu os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE em 2006 e frequenta as oficinas Charles Kiefer desde 2005. Junto com Cristina Moreira e Daniela Langer, idealizou a Vereda Literária, programa de debates onde se enfocam temas literários, realizado na Palavraria.

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