Arquivo para 5 de novembro de 2011

05
nov
11

Vem aí, na Palavraria: Oficina de contos com Altair Martins. Inscrições abertas

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Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina de contos

com Altair Martins

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Dias 19 e 26 de novembro, 03 e 10 de dezembro
Das 10 as 12h, na Palavraria
Investimento R$ 250,00

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Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

 Inscrições abertas

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Objetivo: promover estudo teórico e prático do conto, ampliando as possibilidades de criação da narrativa em prosa, passando por elementos como narrador e personagem.

Metodologia: aulas expositivas, debates e leituras em grupo de textos teóricos e de contos expressivos da literatura universal, com destaque para a produção contemporânea brasileira e gaúcha); produção textual de contos.

Os encontros: serão 4 encontros de 2h divididos em duas atividades básicas – os encontros têm a seguinte estrutura: na primeira parte, aferição das leituras (teoria e cânone) e conclusões teóricas; na segunda, exposição, debate e considerações acerca da produção e reescritura discentes e encomenda dos textos seguintes.

Primeiro encontro:       

atividade A: um pouco da história do conto

                        atividade B: leitura de minicontos

                        produção UM: sugestão – miniconto

leituras da semana: 1) teorias do conto: Edgar Allan Poe; 2) contos fantásticos: O retrato oval, de Edgar Allan Poe; Uma gota, Dino Buzzatti; O crocodilo I e II, de Amílcar Bettega Barbosa; O travesseiro de plumas, de Horácio Quiroga; A casa tomada, de Julio Cortázar; Funes, o memorioso, de Jorge Luís Borges.

Segundo encontro:        

atividade A: 1) análise das leituras teóricas da semana; 2) conclusões teóricas do conto UM; 3) análise da leitura de “contos fantásticos”.

                        atividade B: análise das produções discentes de miniconto.

                        produção e reescritura DOIS: sugestão – conto fantástico

leituras da semana: 1) Teorias do conto: Júlio Cortázar; 2) contos psicológicos ou de atmosfera: Uns braços, de Machado de Assis; O búfalo, de Clarice Lispector; Herbarium, de Lygia Fagundes Telles; O Zahir, de Jorge Luis Borges

Terceiro encontro:        

atividade A: 1) análise das leituras teóricas da semana; 2) conclusões teóricas do conto DOIS; 3) análise da leitura de “outros contos fantásticos”.

                        atividade B: análise das produções discentes de conto.

                        produção e reescritura TRÊS: sugestão – conto de conflito humano ou social

                        leituras da semana: 1) teorias do conto: Ricardo Piglia; 2) contos de vida social: O cobrador, de Rubem Fonseca; O sul, de Jorge Luís Borges; O caso da vara, de Machado de Assis; Meu tio Júlio e O colar, de Guy de Maupassant; Guapear com frangos, Sérgio Faraco

Quarto encontro:           

atividade A: 1) análise das leituras teóricas da semana; 2) conclusões teóricas do conto TRÊS; 3) análise da leitura de “contos de vida social UM”.

                        atividade B: análise das produções discentes de conto.

                        produção e reescritura QUATRO: ajustes na produção dos contos


O ministrante: Altair Martins nasceu em Porto Alegre, em 1975. É bacharel em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – ênfase em tradução de língua francesa –, mestre em Literatura Brasileira e doutorando na mesma área pela mesma universidade. Ministrou a disciplina de Conto no curso superior de Formação de Escritores da UNISINOS. Tem textos publicados em Portugal, Itália, França e EUA. Seus textos mais conhecidos:

Como se moesse ferro (contos). Porto Alegre: WS Editor, 1999.
dentro do olho dentro (conto). Porto Alegre: WS Editor, 2001.
Geração 90, manuscritos de computador (coletânea dos contistas da década de 90, organizada por Nelson de Oliveira) – conto Sol na chuva à noite. São Paulo: Boitempo editorial, 2001.
Se choverem pássaros, (contos). Porto Alegre: WS editor, 2002.
Geração 90, transgressores (coletânea dos contistas da década de 90, organizada por Nelson de Oliveira) – contos Segredo e Sapatos Brancos. São Paulo: Boitempo editorial, 2003.
A parede no escuro (romance). Rio de Janeiro: Record, 2009.
Il brasile per le strade. Antologia de contos da nova literatura brasileira, organizada por Silvia Marianechi. Conto Ira delle Madri. Roma: Azimut, 2008.

Obteve inúmeros prêmios como contista e romancista:
1o lugar no Prêmio Guimarães Rosa, em 1994, organizado pela Radio France Internationale, com o conto Como se moesse ferro.
1o lugar no Prêmio Guimarães Rosa, em 1999, organizado pela Radio France Internationale, com o conto Humano.
1o lugar no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, em 2000, com o conto Sol na chuva à noite.
Menção Especial do júri no Prêmio Cidade de Amora, em Portugal, 2000, com o conto Ira das Mães.
1o lugar no Prêmio Luiz Vilella, promovido pela UEMG, em 2000, com o conto dentro do olho dentro.
Prêmio Açorianos, categoria contos, com o livro Como se moesse ferro, 2000.
Finalista do Prêmio Jabuti, 2001, categoria contos e crônicas, com o livro Como se  moesse ferro.
1o lugar no Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães, 2001, com os contos Teatro de Varais, café com açúcar: café com sal e Esconder vestígios.
Finalista do Prêmio Jabuti, 2003, categoria contos e crônicas, com o livro Se choverem pássaros.
Destaque ficção pela Rede Record/Correio do Povo da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre com o romance A parede no escuro.
Prêmio São Paulo de Literatura 2009 com o romance A parede no escuro.
Finalista do Prêmio Jabuti, 2009, categoria romance, com o livro A parede no escuro.
Prêmio AGES (Associação gaúcha de escritores) para melhor romance de 2009 com A parede no escuro.
Prêmio Açorianos 2009, categoria narrativa longa, com o livro A parede no escuro.
Prêmio Açorianos 2009, livro do ano, com o romance A parede no escuro.

Bibliografia básica:
GOTLIB, Nádia Batella. Teoria do Conto. São Paulo: Ática, 1985
CORTÁZAR, Julio. Valise de Cronópio. São Paulo: Perspectiva, 1974.
KIEFER, Charles. A poética do conto. São Paulo: Leya, 2011.
PIGLIA, Ricardo. O Laboratório do Escritor. São Paulo: Iluminuras, 1994.
QUIROGA, Horacio. Obras inéditas Y desconocidas. Montevideo: Arca, 1970.

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05
nov
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Fragmentos da eternidade: a crônica de Leila Teixeira

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Sobre a interpretação, por Leila D. S. Teixeira

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A primeira obra da Bienal do MERCOSUL no primeiro armazém do Cais do Porto é uma série de bandeiras das quais escorrem todas as tintas e cores, os brasões, os emblemas, e ficam apenas as bandeiras brancas. Como se interpreta essa obra: onde não há símbolos de soberania há paz? No mesmo armazém, as formigas que comem as bandeiras feitas de anilina colorida: nós latino-americanos somos as formigas que carregaram outros países nas costas?

Para a teoria da recepção, qualquer obra, por mais sólida que seja, compõe-se, na realidade, de hiatos, tal como o são os quadros para a física moderna. A obra cheia de indeterminações, elementos que, para terem efeito, dependem da interpretação do leitor, e que podem ser interpretados de várias maneiras, provavelmente conflitantes entre si. Os textos literários não existem nas prateleiras das estantes: são processos de significação que só se materializam na prática da leitura. Para que a literatura aconteça, o leitor é tão vital quanto o autor. O texto em si não passa de uma série de “dicas” para o leitor, convites para que ele dê sentido a um trecho de linguagem. O leitor “concretiza” a obra literária, que em si mesma não passa de uma cadeia de marcas negras organizadas numa página. Sem esta constante participação ativa do leitor, não haveria obra literária.

Expandindo essa teoria, da literatura para a arte em geral, poderíamos dizer que uma instalação em um museu seria apenas um amontoado de imagens ou objetos, sem a interpretação do espectador? E, seguindo essa linha de raciocínio, poderíamos dizer que se essa mesma instalação não fornecer o mínimo de “dicas” necessárias para que o espectador a interprete não poderíamos chamá-la de obra de arte? A quantidade de respostas a estas perguntas é tão variada quanto ao número de interpretações que uma obra de arte pode ter. O aspecto democrático da Teoria da Recepção é o que a faz ser tão simpática.  O aspecto democrático da BIENAL DO MERCOSUL é o fato de ela reunir obras que proprocionam alguma interpretação, diferente de outras mostras, nas quais “as dicas” para o espectador são tão escassas.

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Leila D S Teixeira, nascida em Passo Fundo/RS em 1979, formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, participou dos livros “Outras Mulheres”, em 2010 e “Inventário das Delicadezas”, em 2007; venceu os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE em 2006 e frequenta as oficinas Charles Kiefer desde 2005. Junto com Cristina Moreira e Daniela Langer, idealizou a Vereda Literária, programa de debates onde se enfocam temas literários, realizado na Palavraria.

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