Arquivo para 13 de novembro de 2011

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Programação de 14 a 19 de novembro de 2011

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18, sexta, 19h: Lançamento do livro Ao aboio do tempo, de Ricardo P. Duarte (Editora Proa) – ATENÇÃO: EVENTO ADIADO S/D

Ao aboio do tempo é uma narrativa sóbria que se constrói em torno da família Batista e faz um esmiuçado registro dos costumes do campo numa época em que o peão de estância típico, com o crescimento de uma agricultura empurrada por um trator tecnológico cada vez mais potente, estava desaparecendo da Campanha do Rio Grande do Sul. Foi apenas no início da década de 1970, com a criação da Festa Campeira Internacional, que o processo começou a se reverter, quando os gaúchos sentiram a valorização das qualidades campeiras, ainda vivas nos descendentes de peões e patrões da geração anterior. A sociedade do interior do Rio Grande também foi retratada, na descrição dos ritos do namoro e do noivado, dos bailes da época e do modelo comercial, como uma forma de reafirmar a grande separação que, a despeito das novas tecnologias, persiste entre a vida no campo e a vida na cidade. Ao registrar as circunstâncias que fazem com que se conserve hábitos e habilidades que sustentam a identidade cultural do homem do campo no pampa sul riograndense, Ricardo P. Duarte afirma que o gaúcho continua vivo. Vivo, também, através de sua história de exuberante brutalidade e da cultura que inspira intelectuais e se torna objeto de uma arte que, assim como o pampa, atravessa fronteiras.

Ricardo P. Duarte nasceu em Uruguaiana, RS, em 1944. Produtor rural, artista plástico, escritor, músico, poeta e romancista. Realizou exposições individuais e coletivas no interior e na capital do Rio Grande do Sul e em Buenos Aires. No fim da década de ’60 formou com Colmar P. Duarte, César Tasso Aymone Lopes e Júlio Machado da Silva Filho o Conjunto de Artes Nativas Marupiaras, grupo vocal e instrumental para a arte regional gaúcha que incentivou a idéia da Califórnia da Canção Nativa do RS. É proprietário da Cabanha Touro Passo, onde cria o gado Polled Hereford e  desenvolve trabalho genético destacado. Foi presidente do Sindicato e Associação Rural de Uruguaiana e de outras entidades não governamentais de interesse público. Presidiu a Califórnia da Canção Nativa do RS no triênio 1982-1984 e é fundador da Asociación de Escritores de la Triple Frontera, com séde em Bella Unión (ROU). Tem publicados os livros ESTAMPAS DO SUL (Edigal, 1987), livro de desenhos comentados sobre a vida na estância gaúcha; A SESMARIA DA PEDRA (Alves Editores, 1993), romance; OUTRO COMPASSO (Alves Editores e Instituto Estadual do Livro, 1994, Coleção Estado Interior), poesias; CONSIDERAÇÕES SOBRE BOVINOS DE CORTE (Ed. Grupo da Cultura, 1997), zootecnia; A ESTÂNCIA DO LAGOÃO (Gente do Livro, 1999), romance.

19, sábado, 16h: Lançamento do livro A menina e o mendigo, de Charles Kiefer

Carolina já era uma menina crescida e é claro que ir à padaria sozinha não era um grande mistério. Bastava seguir até a Avenida São Pedro, dobrar à esquerda e andar um pouco que logo estaria de volta. Mas e se no meio do caminho houvesse um pirralho perdido, chorando e sem saber onde morava? E se os vizinhos não conseguissem ajudar Carolina a descobrir onde era a casa do Digão? Bem, havia aquele mendigo que estava sempre pelas redondezas catando piolhos…

Nesta história de Charles Kiefer, belamente ilustrada com os desenhos de Marília Bruno, Carolina irá descobrir que as respostas às vezes vêm de onde menos imaginamos.

Charles Kiefer é natural de Três de Maio (RS), onde nasceu em 05 de novembro de 1958. Estreou na ficção em 1982 com Caminhando na Chuva, novela de temática adolescente que já vendeu mais de 100.000 exemplares. Em 1985 Kiefer ganhou projeção nacional com a novela O Pêndulo do Relógio, agraciada com o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1993, com o livro de contos Um Outro Olhar o escritor recebeu outro Prêmio Jabuti. E em 1996, com Antologia Pessoal, o terceiro Prêmio Jabuti. O autor vem acumulando nos últimos anos uma série de outras premiações, entre elas o Prêmio Guararapes, da União Brasileira de Escritores, para O Pêndulo do Relógio; O Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, em 1993, por Um Outro Olhar; e o Prêmio Altamente Recomendável para Adolescentes, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 1986, para o livro infanto-juvenil Você Viu Meu Pai Por Aí?, entre dezenas de outros. Tem mais de 30 livros publicados no Brasil, na França e em Portugal. As editoras Ática, Record e Leya são suas principais casas publicadoras no Brasil. Em 2010, a Editora Leya publicou Para Ser Escritor, obra em que o autor elabora seus mais de 25 anos de experiência como professor de oficinas literárias. Charles Kiefer é professor de Escrita Criativa, Produção de Textos Poéticos, Oficina de Criação Literária e Conto Brasileiro: Teoria e Prática, na PUCRS, e orientador de oficinas literárias particulares.

19, sábado, 19h: Abertura do encontro Vereda Literária II, com o homenageado, escritor Charles Kiefer

Charles Kiefer falará sobre a influência da literatura em todos os aspectos da sua vida.

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