Arquivo para 24 de novembro de 2011

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nov
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Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 24/11: Vereda Literária 2011

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Nesta quinta, 24, rolou na Palavraria o debate Versão e aversões com Rodrigo Rosp e Roger Lerina. Na Vereda Literária 2011. Fotos do evento.

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Cursos e oficinas na Palavraria: vem aí Oficina de Criatividade, com Lehgau-Z Qarvalho

Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina de Criatividade

com Lehgau-Z Qarvalho

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Dias 05 e 07 de dezembro de 2011

Inscrições abertas

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 “O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou.” 

Abraham Maslow


A Oficina de Criatividade é uma atividade dinâmica e multidisciplinar que envolve fala, conversação, escrita, desenho, teatro, música, dobradura, recorte e bons sentimentos.
Durante dois encontros passeia-se por várias áreas e atividades lúdicas trabalhando sempre questões relativas aos bloqueios e aos desbloqueios da capacidade criativa de cada um. Ao final, os resultados são sempre os melhores possíveis, e cada participante constrói dicas e possibilidades para um dia-a-dia mais criativo e, por consequência, mais feliz.

Quando:
Dias 05 e 07 de dezembro, das 14:30 às 17:30

Onde:
Na Palavraria – Vasco da Gama, 165 – Telefone: 3268 4260

Quanto:
R$70,00 por participante

Lehgau-Z Qarvalho (nascido e registrado Alexandre Carvalho da Rosa) é jornalista por formação; artista gráfico por impulso; músico por amor e escritor por compulsão. Nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; e renasceu na Internet, mundo. É autor do livro A Teoria das Sombras (2007 – Oikos Editora), da Coleção Gibicróbio (2010 – BIFE editorial) e da HQ Halvin & Caroldo (2011 – BIFE editorial); é ilustrador freelancer; é pós-graduado em Teoria da Comunicação; ministra cursos de desenho, de desinibição textual e escrita criativa, histórias em quadrinhos e oficinas de mini-comics na Palavraria, na Koralle, no Colégio Israelita, na Escola Projeto e em agências de propaganda, endomarketing e assessorias de comunicação em Porto Alegre, e na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo; é palestrante e ministra oficinas sobre criatividade nos mais diversos lugares e para os mais diversos públicos; compôs, dirigiu, executou e coloriu o álbum de música experimental contemporânea Pintura Sônica (2007); é o idealizador do projeto Desenhando Na Rua; é criador do projeto Lori-Jel, que visa espalhar HQs pelo mundo, e da banda de música fictícia Traquitana Vulnerável; alimenta vinte blogs ao mesmo tempo; é diretor e editor da BIFE Editorial; vencedor do Primeiro GoGoComics Awards de mini-comics; compõe trilhas sonoras para teatro e espetáculos de dança; compôs, arranjou, gravou e lançou o single Samba Triste – o primeiro samba progressivo do mundo (2010/2011); e adora livros, música, HQs, produção independente, café(s), quindins, pistaches e outras coisas encantadas.

www.lehgau-z.blogspot.com

 

Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

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24
nov
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Cursos e oficinas na Palavraria: vem aí Oficina de Histórias em Quadrinhos, com Lehgau-Z Qarvalho

Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina de Histórias em Quadrinhos

com Lehgau-Z Qarvalho

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Dias 06 e 08 de dezembro de 2011

Inscrições abertas

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 “O trabalho que fazemos é tão exigente como o que tem qualquer um dos grandes pintores.
Nada que apareça em uma página de HQ é acidental, antes passou por nossa mente e nossa imaginação.”

Will Eisner

A HQ ou História em Quadrinhos é, sem dúvidas, uma das artes e formas de comunicação mais populares do mundo. Sua história é longa e sólida. Ao contrário das belas-artes, que se baseiam na exclusividade de uma criação individual, a HQ moderna tem a ver com reprodução em massa, especializando-se em fazer com que tantas pessoas quanto possível entendam uma mensagem ou uma ideia nos mais variados formatos. Ou seja, a HQ é uma forma de arte de longo alcance e um instrumento de comunicação muito poderoso.

Além disso, a indústria dos quadrinhos muda todo dia e muito rapidamente. Velhos formatos se vão e outros nascem. Mas existem princípios narrativos que vêm demonstrando ao longo dos anos a sua eficácia; princípios que valiam há um século e continuarão valendo por, ao menos, mais um.

Quando:
Dias 06 e 08 de dezembro, das 14:30 às 17:30

Onde:
Na Palavraria – Vasco da Gama, 165 – Telefone: 3268 4260

Quanto:
R$70,00 por participante

Lehgau-Z Qarvalho (nascido e registrado Alexandre Carvalho da Rosa) é jornalista por formação; artista gráfico por impulso; músico por amor e escritor por compulsão. Nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; e renasceu na Internet, mundo. É autor do livro A Teoria das Sombras (2007 – Oikos Editora), da Coleção Gibicróbio (2010 – BIFE editorial) e da HQ Halvin & Caroldo (2011 – BIFE editorial); é ilustrador freelancer; é pós-graduado em Teoria da Comunicação; ministra cursos de desenho, de desinibição textual e escrita criativa, histórias em quadrinhos e oficinas de mini-comics na Palavraria, na Koralle, no Colégio Israelita, na Escola Projeto e em agências de propaganda, endomarketing e assessorias de comunicação em Porto Alegre, e na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo; é palestrante e ministra oficinas sobre criatividade nos mais diversos lugares e para os mais diversos públicos; compôs, dirigiu, executou e coloriu o álbum de música experimental contemporânea Pintura Sônica (2007); é o idealizador do projeto Desenhando Na Rua; é criador do projeto Lori-Jel, que visa espalhar HQs pelo mundo, e da banda de música fictícia Traquitana Vulnerável; alimenta vinte blogs ao mesmo tempo; é diretor e editor da BIFE Editorial; vencedor do Primeiro GoGoComics Awards de mini-comics; compõe trilhas sonoras para teatro e espetáculos de dança; compôs, arranjou, gravou e lançou o single Samba Triste – o primeiro samba progressivo do mundo (2010/2011); e adora livros, música, HQs, produção independente, café(s), quindins, pistaches e outras coisas encantadas.

www.lehgau-z.blogspot.com

 

Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

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24
nov
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A crônica de Ademir Furtado: A boa literatura ruim

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A boa literatura ruim, por Ademir Furtado

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No livro Angústia, de Graciliano Ramos, Luis da Silva é um escritor fracassado. Funcionário público de profissão, reforça o salário com a venda dos produtos de sua escassa habilidade literária: discursos para autoridades, poemas para conquistadores despreparados, etc. Em determinada passagem, entediado por ler uma história sem atrativos, ele faz a seguinte afirmação: “Os livros idiotas animam a gente. Se não fossem eles, nem sei quem se atreveria a começar”. E sobre a obra que tem em mãos: “isto é tão ruim que eu, com trabalho, poderia fazer igual”. Levado muito mais pelo autodesprezo do que pela visão crítica, o personagem determina um valor para a má literatura: segundo ele, um escritor desprovido de talento deveria se abastecer apenas de composições de baixa qualidade, pois nelas ele encontra a resignação de não ser o único abandonado pelas musas.  O paradoxal é que, com esse raciocínio, ele não seria leitor da ficção da qual é o personagem principal, um exemplo indiscutível de realização de alto nível na literatura brasileira.

Mas, se Luis da Silva tivesse se dedicado mais à consolidação de sua carreira literária, teria encontrado outras utilidades para a literatura ruim. Por exemplo, a de material de estudo. Então, ele concluiria que um escritor não se alimenta só de obras sublimes. Uma seqüência mal estruturada de cenas e ações pode ser um excelente ponto de referência se o leitor se propuser o papel de revisor, e em vez de condenar o livro, brincar de reescrevê-lo, ensaiando soluções para as passagens que julga problemáticas.

Animado por esses argumentos eu me submeti ao sacrifício de ler A Divina Pastora, de José Antônio do Vale. Bastam algumas páginas em contato com essa obra para o leitor descompromissado abandonar qualquer intenção de ir até o fim, ou se questionar sobre os propósitos de persistir numa tarefa tão enfadonha. Esse livro possui o mérito de ser o primeiro romance da literatura gaúcha, e um dos primeiros da literatura brasileira, publicado em 1847. O autor passou para a história com o apelido de Caldre e Fião, que hoje dá nome a uma rua e uma linha de ônibus em Porto Alegre. Talvez o pioneirismo seja um álibi para amenizar as várias falhas dessa história: trama desconexa, personagens inverossímeis, cenário idealizado sob influência do Romantismo europeu. Para completar, o herói, várias vezes denominado “o monarca das coxilhas”, é um cavaleiro medieval transportado para o pampa gaúcho, onde encontra o espaço ideal para vivenciar os valores de honra e coragem entre os rebeldes farroupilhas.

Até então, o pior exemplo de literatice com o qual eu tinha me ocupado nos últimos anos era Núpcias de Fogo, de Nelson Rodrigues. Lá estão alguns exemplos bem expressivos de narrativa mal engendrada: ações sem nenhuma motivação e personagens sem história, sem nenhum tipo de enraizamento, seja social ou filosófico, arrastados em cena apenas por um implausível desequilíbrio emocional.

O personagem Luis da Silva é um homem realista. Tem perfeita noção da própria mediocridade, e não se perde em crises de consciência por produzir textos sob encomenda, que receberão assinatura de estranhos. Com os trocados obtidos na venda desses trabalhos, defende o aluguel e toca a vida em frente. O problema é que ele se utiliza da má literatura para justificar sua incapacidade de criar algo de valor artístico. Tivesse ele traçado um projeto de autoformação, aproveitaria os livros mal escritos para se exercitar na técnica de escrever. Em vez de apelar para a auto-indulgência derrotista do tipo “isso até eu faço”, enriqueceria o prazer da leitura se, posicionado no lugar do autor, pensasse em alternativas para melhoria do texto.

Esse pode ser um caminho interessante para enfrentar as diversidades da vida literária como ela é. Com essa atitude de leitor todo livro é bom e até um romance de Nelson Rodrigues pode ser uma experiência proveitosa.


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Ademir Furtado escreve no blog http://prosaredo.blogspot.com

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As crônicas de Ademir Furtado são publicadas neste blog mensalmente na primeira sexta-feira.

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