Arquivo para março \31\UTC 2012

31
mar
12

A crônica de Moacyr Godoy Moreira: Furdunço aéreo

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Furdunço aéreo, por Moacyr Godoy Moreira

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Meu amigo Antonio Prata escreveu sobre isso outro dia. Já reparou que quando avisam, no avião, para que as pessoas permaneçam sentadas ‘até a parada total da aeronave’, fica todo mundo em pé, num afã desvairado por recuperar seus pertences de mão e sair correndo corredor afora? Pois é! O Antonio tem uma hipótese para o fenômeno: a incompetência do brasileiro em seguir regras. Ou seja, se há regra, sou contra. Se há lei, vamos burlar! Para o Pratinha (o Prata pai é o Mario), a impaciência vem da atitude diante da arbitrariedade dos comissários de bordo: quem é este sujeito para me dar ordens?, pensaria o ofendido passageiro. E sai todo mundo desembestado, abrindo compartimentos e derrubando bolsas, casacos e presentes já não tão bem embalados, desmiliguidos pelo sacolejar do trajeto.

Uma outra situação, para mim inexplicável, contraria um pouco a hipótese do Antonio: o embarque. Já vi pessoas esperarem de 20 a 30 minutos, em pé, numa fila em frente ao portão de embarque, aguardando anunciarem a saída do vôo. Pergunta estúpida: por que esperar meia hora em pé, com as pernas doendo sobre enormes saltos, por vezes, se os acentos dentro do avião são numerados? Não tenho muitas teorias para propor, apenas constato que se trata de uma ansiedade um tanto burra, desculpe a franqueza. Digo burra porque simplesmente não faz sentido, não tem propósito prático algum. Mas deve ter alguma explicação sócio-psico-antropológica, quiçá.

No desembarque, já vi gente se empurrando, batendo boca e até ameaças de agressão. Para que? Para ficar dez minutos em pé no corredor, sentindo-se como aquele pessoal que vai atrás do trio elétrico, gente trocando calor humano, mala embaixo do braço, filho embaixo do outro, pacotes de lembranças para a família equilibrados sobra a cabeça. Será que o desejo de sair correndo é para ir ao banheiro?, já cogitei esta possibilidade. Tem gente que não consegue fazer xixi com o remelexo aéreo, entende-se. Mas já prestei atenção no salão de desembarque e são poucos os que entram correndo no banheiro para se aliviar. Em vôos mais longos, chega a ser um pouco mais comum.

Já vi gente dormir em fila, com barraca de camping e tudo, para comprar ingresso pro show do Paul McCartney, para garantir vaga na escola para o filho ou por razões diversas que implicam diretamente na ordem de chegada. Não é o caso do avião, nem para sair, nem para entrar. Quem fica em pé primeiro não sai primeiro – a menos que o sujeito esteja viajando na primeira fileira. O pior é que mesmo que o sujeito saia logo do avião, ao chegar à esteira rolante vai ter que esperar como todo mundo: nunca as malas chegam antes das pessoas. Aliás, a retirada das malas é outro espetáculo digno de revolta, um empurra-empurra sem fim, um salve-se quem puder geral, uma falta de educação que dá pena de ver – e neste item os brasileiros não são os únicos privilegiados.

Deve haver uma explicação melhor para a ansiedade burra. Talvez, baixe no povo um desespero, um alívio pelo avião ter pousado e não ter morrido ninguém, vai saber? Dá um siricutico na moçada (termo da minha avó, nem sei se é assim que se escreve), que sai de baixo. Mesmo assim, ainda não explicaria o cidadão neurótico na frente do portão de embarque, xingando que está demorando, que é um absurdo ficar em pé na fila, que a aviação no Brasil é uma vergonha – sendo que o horário indicado na passagem ainda não chegou.

Um dia, chegando em São Paulo, aquele furdunço no corredor abarrotado esperando o Abre-te Sésamo das portas, ouvi um mineiro desabafar da maneira mais original e engraçada possível, que levou a maioria das pessoas ao redor a caírem na risada, talvez entendendo o papel ridículo que estavam fazendo – menos o sujeito mal-humorado que empurrava Deus e o mundo. Depois de levar mais um safanão, virou o rapaz pro agressor e ingadou:

– Ô fi, empurra não! Vai tirá o pai da forca?

 22.11.2010

 Moacyr Godoy Moreira é escritor, redator de teatro, tradutor e médico. Publica semanalmente crônicas e resenhas na seção “Arte do Tempo” do site http://www.agenciacartamaior.com.br. Publicou, pela Ateliê Editorial, os livros de crônicas Lâmina do Tempo, República das Bicicletas e Ruídos Urbanos.

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30
mar
12

Conversas na biblioteca, com Carla Osório: Estantes

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Estantes, por Carla Osório

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Pois muito bem, resolvi passar um anti-cupim em uma das minhas estantes, logo aquela da sala. Tirei todos os livros, empilhei em vários lugares e agora olho para eles e me dá uma agonia, aquela bagunça toda me deixa angustiada: será que Borges está ao lado ou sobre Sábato; Vargas Llosa ao lado de Garcia Marquez? Esses equívocos seriam imperdoáveis, eles se rebelariam contra a ordem estabelecida autoritariamente ou me desprezariam por colocá-los juntos em posição tão incômoda, ou ainda pior: ordenariam um ataque de cupins e traças a todos os livros!

Preciso arrumar a estante e resolver essas pendências, deixá-los (os livros) tranquilamente intranquilos. É algo como organizar  os pensamentos depois de um susto ou um trauma qualquer. Preciso de ordem e método, como diria Poirot. Mas também me pergunto se as estantes do detetive Espinoza (personagem das novelas policias de Garcia-Roza) não seria um modo mais prático de resolver esse assunto (o das estantes e seus respectivos cupins).

Espinoza faz estantes com os próprios livros: primeiro na vertical, depois na horizontal, depois novamente na vertical e assim por diante. Seria uma forma interessante, consigo imaginá-la até com uma certa graça. Mas e se eu resolvesse reler um livro que está na horizontal, como ficariam todos os de  cima? Caíriam? Certamente sim, talvez fizessem uma ou duas concessões pra mim e durante um certo tempo. Mas no final das contas acabariam  por me deixar com uma pilha desarrumada e provavelmente machucada. E alguns machucados de quedas são irreversíveis, principalmente quando se trata daquelas brochuras mais antigas, ou pior daquela nova edição de Guerra e Paz (belíssima, objeto de desejo e puro fetiche publicado pela Cosac Naify).

Pronto: problema resolvido, as estantes do Espinoza não são pra mim, portanto voltarei àquela questão que não quer calar: ao trabalho e arrumar essa biblioteca!

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Carla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

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30
mar
12

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 31/03: Bianca Obino convida Bruno Polidoro

program sem

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31, sábado, 19h: Bianca Obino convida Bruno Polidoro

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Bianca Obino Convida é um projeto cultural iniciado em 2010 que propõe o entrelaçamento dos universos artísticos da cantora e dos seus convidados, de forma semelhante aos “diálogos” que estabelece nos arranjos do seu violão com sua voz.

No ano de 2010, Bianca Obino dividiu suas apresentações com a bailarina Cibele Sastre, os poetas Sidnei Schneider e Guto Leite, os atores Carolina Garcia, Elaine Regina e Álvaro Villaverde e o escritor Marco de Curtis. Em 2011, com o acordeonista Matheus Kleber, a violoncelista Monica Lima, o sapateador Leonardo Stenzel e a cantora soprano Deisi Coccaro.
Os encontros têm apoio cultural da rádio Buzina do Gasômetro, site Artístas Gaúchos e livraria Palavraria; Produção conjunta do Jornal VAIA e da Balaio de Cordas Ltda. e Direção artística e musical de Felipe Azevedo.

O convidado:

Formado em realização audiovisual pela UNISINOS, Bruno Polidoro é publicitário e cineasta.  Dirigiu a fotografia dos filmes gaúchos Casa Afogada, Melhor que Aqui e Peixe Vermelho. Atualmente é Diretor de Arte  da Cappuccino Digital,agência de publicidade on-line em São Paulo,.

www.cappuccinodigital.com.br

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29
mar
12

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 30/03: Lançamento do livro Literatura, pão e poesia

program sem

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30, sexta, às 19h: Lançamento do livro Literatura, pão e poesia – Histórias de um povo lindo e inteligente, de Sérgio Vaz (Global Editora, coleção “literatura periférica”).

O livro reúne escritos publicados desde 2007 no site Colecionador de Pedras. Coletânea de crônicas, textos poéticos e de opinião e indagação sobre a vida na periferia, a relação entre centro e periferia e reflexões sobre políticas culturais, sociais e urbanísticas contemporâneas – “a literatura do morro arranhando os céus da cidade”.

Sérgio Vaz é o criador do Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia) que todas as noites de quartas-feiras reúne centenas de pessoas no Bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo, para declamarem poesias. É autor de Pensamentos Vadios (1999), A Margem do Vento (1995) e Subindo a ladeira mora a noite (1992).

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28
mar
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 29/03: Lançamento do livro Notas sobre o abismo

program sem

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29, quinta, 19h: Lançamento do livro Notas sobre o abismo, de Rosário Nascimento e Silva

Este livro de Rosario Nascimento e Silva – atriz, cineasta, dramaturga e escritora, figura de proa no cenário artístico nacional –, lançado postumamente, estrutura-se quase que como um diário, confessional, formado por textos breves, muitos deles inéditos. Aos poucos, essas notas íntimas vão se moldando em narrativas gráficas e as notas se revelam contos, ainda que não percam o caráter de autodevassamento. O abismo é de onde escrevem as personagens de Rosario, todas decaídas, às margens da sociedade ou do amor.

O universo lírico de Rosario é formado a partir de desilusões. Não há redenção aqui, e o abandono ronda todos os habitantes das histórias – tudo isso evidenciado na prosa altamente poética empregada pela autora. Seu livro, de certa forma, se filia tardiamente à geração oitentista da literatura brasileira, que narrava agruras sentimentais, desesperos íntimos, não se furtando de falar de sexo, suicídio, drogas. A autora se desnuda diante os leitores. “Aqui podemos vê-la inteira, em suas agonias e êxtases permanentes”, define Paulo Coelho na contracapa.

Boa parte das personagens aqui apresentadas também escrevem. Escrevem para exorcizar algo que lhes impregna e que parece não ter cura – ressoa a célebre frase do escritor americano Charles Bukowski: “Estas palavras que escrevo me afastam da loucura total”. Além disso, o livro é um testamento artístico, resultado de uma das múltiplas facetas culturais de Rosario, uma mulher que era várias, atuante em todas as frentes da arte. Como aponta João Ubaldo Ribeiro na orelha que escreveu para o volume, logo após relatar os anos de amizade e compadrio com a autora: “Quem a conheceu de perto sabe o que eu quero dizer. E pode agora, com este livro, conhecer ainda mais algo do que pensava uma mulher, uma artista, que nunca será esquecida”.

O projeto gráfico, assinado por Humberto Nunes e Vanessa Balula, reflete este tom lúgubre-intimista. Numa relação em que a forma se torna intrínseca ao conteúdo, o design transforma a leitura do livro em uma experiência que vai além do comum. O texto aparece como se fosse manuscrito e mistura-se organicamente a um sem-fim de ilustrações, manchas, cartazes de filmes, notas coladas às páginas.

Rosario Nascimento e Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1949. A partir dos anos 60, consolidou-se como uma figura forte e presença constante na cena cultural brasileira. Como atriz, desenvolveu uma carreira marcante, sendo uma das musas do Cinema Novo e do cinema marginal. Atuou em filmes importantíssimos, como Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, e foi colaboradora constante de nomes fortes como Neville D’Almeida. Os anos setenta marcaram sua virada para atrás das câmeras. Começou a roteirizar e dirigir curtas como Quarta-feira, em coautoria com Bruno Barreto, sagrando-se a primeira roteirista do cinema nacional até dirigir seu primeiro longa, Marcados para viver, em 1976. Palavras da própria Rosario: “Em cinema, fiz de tudo: fui atriz, diretora, produtora e roteirista, o que me levou a ter essa paixão por escrever”. Antes de Notas sobre o abismo, havia lançado Abrace-me urgentemente, em 2007, além de ter escrito peças de teatro. Foi casada com Walter Clark – pai de sua única filha, Eduarda Clark –, com o cineasta Nelson Pereira do Santos e com Victor Costa Rodrigues, este durante seus últimos vinte e cinco anos. Também cultivou longas e bem-humoradas amizades com expoentes como Paulo Coelho, João Ubaldo Ribeiro, Christina Oiticica. Rosario Nascimento e Silva é representada pela Agência da Palavra – Agenciamento Literário e Projetos Editoriais.

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25
mar
12

Programação de 26 a 31 de março de 2012

program sem

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29, quinta, 19h: Lançamento do livro Notas sobre o abismo, de Rosário Nascimento e Silva

Este livro de Rosario Nascimento e Silva – atriz, cineasta, dramaturga e escritora, figura de proa no cenário artístico nacional –, lançado postumamente, estrutura-se quase que como um diário, confessional, formado por textos breves, muitos deles inéditos. Aos poucos, essas notas íntimas vão se moldando em narrativas gráficas e as notas se revelam contos, ainda que não percam o caráter de autodevassamento. O abismo é de onde escrevem as personagens de Rosario, todas decaídas, às margens da sociedade ou do amor.

O universo lírico de Rosario é formado a partir de desilusões. Não há redenção aqui, e o abandono ronda todos os habitantes das histórias – tudo isso evidenciado na prosa altamente poética empregada pela autora. Seu livro, de certa forma, se filia tardiamente à geração oitentista da literatura brasileira, que narrava agruras sentimentais, desesperos íntimos, não se furtando de falar de sexo, suicídio, drogas. A autora se desnuda diante os leitores. “Aqui podemos vê-la inteira, em suas agonias e êxtases permanentes”, define Paulo Coelho na contracapa.

Boa parte das personagens aqui apresentadas também escrevem. Escrevem para exorcizar algo que lhes impregna e que parece não ter cura – ressoa a célebre frase do escritor americano Charles Bukowski: “Estas palavras que escrevo me afastam da loucura total”. Além disso, o livro é um testamento artístico, resultado de uma das múltiplas facetas culturais de Rosario, uma mulher que era várias, atuante em todas as frentes da arte. Como aponta João Ubaldo Ribeiro na orelha que escreveu para o volume, logo após relatar os anos de amizade e compadrio com a autora: “Quem a conheceu de perto sabe o que eu quero dizer. E pode agora, com este livro, conhecer ainda mais algo do que pensava uma mulher, uma artista, que nunca será esquecida”.

O projeto gráfico, assinado por Humberto Nunes e Vanessa Balula, reflete este tom lúgubre-intimista. Numa relação em que a forma se torna intrínseca ao conteúdo, o design transforma a leitura do livro em uma experiência que vai além do comum. O texto aparece como se fosse manuscrito e mistura-se organicamente a um sem-fim de ilustrações, manchas, cartazes de filmes, notas coladas às páginas.

Rosario Nascimento e Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1949. A partir dos anos 60, consolidou-se como uma figura forte e presença constante na cena cultural brasileira. Como atriz, desenvolveu uma carreira marcante, sendo uma das musas do Cinema Novo e do cinema marginal. Atuou em filmes importantíssimos, como Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, e foi colaboradora constante de nomes fortes como Neville D’Almeida. Os anos setenta marcaram sua virada para atrás das câmeras. Começou a roteirizar e dirigir curtas como Quarta-feira, em coautoria com Bruno Barreto, sagrando-se a primeira roteirista do cinema nacional até dirigir seu primeiro longa, Marcados para viver, em 1976. Palavras da própria Rosario: “Em cinema, fiz de tudo: fui atriz, diretora, produtora e roteirista, o que me levou a ter essa paixão por escrever”. Antes de Notas sobre o abismo, havia lançado Abrace-me urgentemente, em 2007, além de ter escrito peças de teatro. Foi casada com Walter Clark – pai de sua única filha, Eduarda Clark –, com o cineasta Nelson Pereira do Santos e com Victor Costa Rodrigues, este durante seus últimos vinte e cinco anos. Também cultivou longas e bem-humoradas amizades com expoentes como Paulo Coelho, João Ubaldo Ribeiro, Christina Oiticica. Rosario Nascimento e Silva é representada pela Agência da Palavra – Agenciamento Literário e Projetos Editoriais.

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30, sexta, às 19h: Lançamento do livro Literatura, pão e poesia – Histórias de um povo lindo e inteligente, de Sérgio Vaz (Global Editora, coleção “literatura periférica”).

O livro reúne escritos publicados desde 2007 no site Colecionador de Pedras. Coletânea de crônicas, textos poéticos e de opinião e indagação sobre a vida na periferia, a relação entre centro e periferia e reflexões sobre políticas culturais, sociais e urbanísticas contemporâneas – “a literatura do morro arranhando os céus da cidade”.

Sérgio Vaz é o criador do Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia) que todas as noites de quartas-feiras reúne centenas de pessoas no Bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo, para declamarem poesias. É autor de Pensamentos Vadios (1999), A Margem do Vento (1995) e Subindo a ladeira mora a noite (1992).

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31, sábado, 19h: Bianca Obino convida Bruno Polidoro

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Bianca Obino Convida é um projeto cultural iniciado em 2010 que propõe o entrelaçamento dos universos artísticos da cantora e dos seus convidados, de forma semelhante aos “diálogos” que estabelece nos arranjos do seu violão com sua voz.

No ano de 2010, Bianca Obino dividiu suas apresentações com a bailarina Cibele Sastre, os poetas Sidnei Schneider e Guto Leite, os atores Carolina Garcia, Elaine Regina e Álvaro Villaverde e o escritor Marco de Curtis. Em 2011, com o acordeonista Matheus Kleber, a violoncelista Monica Lima, o sapateador Leonardo Stenzel e a cantora soprano Deisi Coccaro.
Os encontros têm apoio cultural da rádio Buzina do Gasômetro, site Artístas Gaúchos e livraria Palavraria; Produção conjunta do Jornal VAIA e da Balaio de Cordas Ltda. e Direção artística e musical de Felipe Azevedo.

O convidado:

Formado em realização audiovisual pela UNISINOS, Bruno Polidoro é publicitário e cineasta.  Dirigiu a fotografia dos filmes gaúchos Casa Afogada, Melhor que Aqui e Peixe Vermelho. Atualmente é Diretor de Arte  da Cappuccino Digital,agência de publicidade on-line em São Paulo,.

www.cappuccinodigital.com.br

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25
mar
12

Vem aí, de 18 a 28 de abril: Festipoa Literária 2012 – Programação completa

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31 DE MARÇO/SÁBADO:

Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro – 51 3225-9587 –– Jardim Lutzenberger (5º andar)

PRÉ-ESTREIA DA FESTIPOA LITERÁRIA 2012 E DIVULGAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO

16h – A plenos pulmões
TÂNIA RÖSING, SÉRGIO VAZ e MARCELINO FREIRE

18h – O prazer da poesia
MARTHA MEDEIROS e MARINA COLASANTI. Mediação: MARIA REZENDE

20h – Lançamento de Amar é crime (Marcelino Freire). Lançamento da plaquete Livro leve livre (com Vale das tílias, um conto de Ivo Bender) e jornal “Vaia” (edição especial)

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DIA 18/04 – 4ª feira
Casa de Cultura Mario Quintana/Biblioteca Lucília Minssen (5º andar)

De 10 às 18h – Literatura infantil
FESTINHA CIDADE POEMA: DILAN CAMARGO, LAIS CHAFFE, MARÔ BARBIERI, SANDRA SANTOS, CELSO SISTO e ALEXANDRE BRITO

& Literatura infanto-juvenil
CHRISTINA DIAS, LAURA CASTILHOS, ANA TERRA.

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Ocidente – Avenida Osvaldo Aranha, 960 – Entrada pela Rua João Teles – Bom Fim – (51) 3312-1347

18h30 – DIONES CAMARGO, TATATA PIMENTEL e REGINA ZILBERMAN conversam com IVO BENDER (escritor homenageado da FestiPoa)
20h30 – Leitura dramática em homenagem a Ivo Bender.

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DIA 19/04 – 5ª feira

Casa de Cultura Mario Quintana/Auditório Luis Cosme (4º andar)

18h30 – A produção literária brasileira contemporânea
BEATRIZ RESENDE e ITALO MORICONI. Mediação: PAULO SCOTT

20h – JOCA REINERS TERRON conversa com SÉRGIO SANTANNA E CÉSAR AIRA

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DIA 20/04 – 6ª feira
Casa de Cultura Mario Quintana/Auditório Luis Cosme (4º andar)

18h30 – Escolhas
RAMON MELLO entrevista HELOISA BUARQUE DE HOLANDA.

20h – Politicamente incorreta
MÁRCIA DENSER e CÍNTIA MOSCOVICH.

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SINTRAJUFE-RS (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal) – Rua Marcílio Dias, 660 – 51 3235-1977Espaço cultural

22h – Sexta Básica
Leituras, show e performances: Iracema Macedo, Ramon Mello, Gabriel Pardal e “Escrete: Chico Buarque” (show com Antônio Carlos Falcão, Alexandre Missel e Jorge Furtado)

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DIA 21/04 – sábado

Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – 51 32684260

11h30 – A produção literária latino-americana contemporânea
CRISTIAN DE NAPOLI e KARINA LUCENA. Mediação: RUBÉN DANIEL
14h24 – Leitura A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos: LEILA TEIXEIRA

14h30 – Estudos para o corpo da linguagem
ISMAEL CANEPELLE e FABRICIO CORSALETTI. Mediação: GUTO LEITE.

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Casa de Teatro – Rua Garibaldi, 853 – Independência – 51 3029-9292

17h – Poesia: humor: liberdade: linguagem
DIEGO GRANDO e GABRIEL PARDAL. Mediação: DIEGO PETRARCA
Lançamentos: Carnavália (Gabriel Pardal), Sétima do singular (Diego Grando) e Correnteza e escombros (Olavo Amaral)

20h – Leituras: FABRÍCIO CORSALETTI, CRISTIAN DE NÁPOLI e ANGÉLICA FREITAS

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DIA 22/04 – domingo

Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – 51 32684260

14h30 – Narrativas breves, fantásticas e reais
HENRIQUE SCHNEIDER e OLAVO AMARAL. Mediação: LEILA TEIXEIRA

16h24 – Leitura A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos: RAMON MELLO
16h30 – Identidade: ficção, esquecimento e memória?
PEDRO MACIEL e ALTAIR MARTINS. Mediação: LUCIANA THOMÉ
Lançamento: Previsões de um cego (Pedro Maciel)

18h30 – Literatura se faz na universidade?
CAROL BENSIMON, LUÍS ROBERTO AMABILE. Mediação: AUGUSTO PAIM

20h30 – Recital de poesia
Alunos da oficina Bem dita palavra, ministrada por MARIA REZENDE.

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DIA 23/04 – 2ª feira

Casa de Cultura Mario Quintana/Mezanino

17 às 22h – Noite do livro e da literatura
O tempo e o vento: leituras do livro pelo público e gravação de vídeos das leituras, celebrando 50 anos de publicação do romance.

18h30 – Gazzara
RAFAEL COUTINHO e SANTIAGO debatem a produção de HQs e cartuns. Mediação: MOAH
Lançamento do projeto e da exposição Gazzara

CCMario Quintana/Teatro Carlos Carvalho:

20h – Leitura dramática da peça “O tempo sem ponteiros” (Diones Camargo). Direção: Diones Camargo. Elenco: Fernanda Petit, Fabrizio Gorziza, Renata Stein e Francine Kliemann.

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CCMario Quintana/Mezanino:

21h30 – Performance do grupo Hoburaco

21h44 – Leitura A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos: ROSANE PEREIRA

21h50 – Performance Ontolombrologia sertaneja: ode aos vates: GABRIELLE VITÓRIA

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DIA 24/04 – 3ª feira

Goethe Institut – Rua 24 de Outubro, 112 –  21187800 – Auditório:

20h – Leitura dramática de Quem roubou meu anabela? (Ivo Bender).
Direção: Marcelo Adams. Elenco: Gisela Habeyche, Margarida Leoni Peixoto, Marcelo Adams e Pedro Antunes. Iluminação: Shirley Rosário.

21h – A dramaturgia e a ficção de Ivo Bender
MARCELO ADAMS e LÉA MASINA.

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DIA 25/04 – 4ª feira

Ocidente – Avenida Osvaldo Aranha, 960 – Entrada pela Rua João Teles – Bom Fim – (51) 3312-1347

18h30 – Memória e literatura
IVAN IZQUIERDO e ARMINDO TREVISAN. Mediação: ALTAIR MARTINS

20h – Ulisses, de James Joyce
CAETANO GALINDO e AGUINALDO SEVERINO

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DIA 26/04 – 5ª feira

Salão de Atos da UFRGS – Sala II – Campus Central – Avenida Paulo Gama

19h – Núcleo da Canção
LUIZ TATIT e LUIS AUGUSTO FISCHER

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DIA 27/04 – 6ª feira

Casa de Cultura Mario Quintana/Auditório Luis Cosme (4º andar):

18h30 – Operários do precário
ANTONIO CARLOS SECCHIN e RICARDO SILVESTRIN conversam sobre produção poética e leitura de poesia.
Lançamento: Memórias de um leitor de poesia (Antonio Secchin)

20h – Homenagem ao centenário de publicação de “Eu” (Augusto dos Anjos)
JAIME MEDEIROS JR, PAULO SEBEN, SIDNEI SCHNEIDER e ANA TETTAMANZY.

21h30 – Lançamento: Moradas de Orfeu (poetas do RS, SC e PR), organizada por MARCO VASQUES

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Goethe Institut/Biblioteca:

19h – Sarau Cirandar/Goethe/FestiPoa Literária. Temática: Erotismo.

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DIA 28/04 – sábado

Casa de Cultura Mario Quintana/Auditório Luis Cosme (4º andar):

10h30 – A consciência da crítica literária brasileira
MIGUEL SANCHES NETO e JOÃO CEZAR DE CASTRO ROCHA.
Mediação: CARLOS ANDRÉ MOREIRA

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Casa de Cultura Mario Quintana / Mezanino:

16h – Lançamento: A voz do ventríloquo (Ademir Assunção)

17h54 – Leitura A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos: EVERTON BEHENCK

18h – Desde que o samba é samba
PAULO LINS e FABIANA COZZA: debate sobre samba e poesia.
Mediação: MARCELINO FREIRE

21h – Festa de encerramento

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

OFICINAS

DIAS 19 E 20 – CC Mário Quintana/Biblioteca Lucília Minssen:

das 16h às 19h: OFICINA “Roberto Bolaño”, ministrada por CRISTIAN DE NÁPOLI

DIAS 20, 21 e 22 – CC Mário Quintana/Biblioteca Lucília Minssen:

das 16 às 20h: OFICINA “Bem dita palavra”, ministrada por MARIA REZENDE

DIA 18

(de 15h às 16h30): “Poetar” – Oficina de Produção de Textos Poéticos, direcionada ao público infantil e ministrada por CELSO SISTO

Oficina a partir de brincadeiras com a escrita.

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DE 17 a 25/04

Local: Cinebancários

EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO WILSON MARTINS – “A CONSCIÊNCIA DA CRÍTICA” (Direção: Douglas Machado)

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET
Texto: Mario Bortolotto
Direção: Adriane Mottola
Produção: Morgana Kretzmann
Elenco: Morgana Kretzmann, Rafael Guerra, Plinio Marcos, Fernanda Petit, Guilherme Zanella, Cassiano Ranzolin, Eduardo Cardoso, Carlos Azevedo.
Músicas: Nei Lisboa e Mario Bortolotto.

Datas: 20/21/22 e 27/28/29 de abril, às 20h (bar aberto a partir das 19h)

Temporada de 30/03 a 29 de abril (sextas a domingos)
Local: Centro Cenotécnico (Voluntários da Pátria, 1370)

Estacionamento com segurança no local.

A peça faz parte do projeto Universo Bortolotto, prêmios FUMPROARTE E FUNARTE 2011.

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07 DE MAIO, 20h30 – SAIDEIRA

Casa de Cultura Mario Quintana/Auditório Luis Cosme (4º andar)

LUIS FERNANDO VERISSIMO e MÁRIO PRATA conversam sobre humor e a crônica. Mediação: CLÁUDIA LAITANO

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LOCAIS DA FESTIPOA 2012:

Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – 51 32684260

Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro – 51 3225-9587

Goethe Institut – Rua 24 de Outubro, 112 –  21187800

Cinebancários – Rua General Câmara, 424 -Centro – 51 3433-1204

Casa de Teatro – Rua Garibaldi, 853 – Independência – 51 3029-9292

Ocidente – Avenida Osvaldo Aranha, 960 – Entrada pela Rua João Teles – Bom Fim – (51) 3312-1347

Salão de Atos da UFRGS – Sala II – Avenida Paulo Gama – Campus Central

SINTRAJUFE-RS (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal) – Rua Marcílio Dias, 660 – Azenha – 51 3235-1977

Centro Cenotécnico do Rio Grande do Sul –  Rua Voluntários da Pátria, 1370 – Floresta/Humaitá – 51 3221-2253

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