Arquivo para 21 de março de 2012

21
mar
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 22/03: lançamento do livro Fim de toda existência, de Marcelo Ávila Marques

program sem

.

22, quinta, 19h: Lançamento do livro Fim de toda existência, de Marcelo Ávila Marques.

Fim de Toda Existência, um mergulho num sombrio universo. A obra, com 236 páginas, é composta por dez escritos, entre prosas e poesias que abarcam os extremos do terror e da fantasia, em histórias repletas de mistérios. No romance Prelúdio do Fim, que abre o livro, Marcelo Ávila Marques apresenta uma marcante personagem – uma etérea entidade sem rosto com o poder de recriar a estrutura atômica de toda a matéria – que terá grande participação nos volumes subsequentes. Comenta: “Trata-se de uma fábula negra, o prelúdio para o fim da existência, que pode ter o sentido de desconstrução ou de derradeira apoteose. Neste, assim como em todos os meus trabalhos, procuro trazer à tona o sublime que jaz no grotesco, no tétrico, no monstruoso… a beleza perdida na escuridão. Pois, artisticamente, considero esplêndida a significância de uma realidade quando defrontada à repugnância de seu mundo ou à própria destruição.” Os outros escritos que complementam a edição são o conto Poente da Eternidade; o romance Bétula; as poesias coligadas Musa Empírea e Exéquias da Esperança; as poesias Sabedoria, Perfeição e Canção às Convenções; e as crônicas Tudo é Grêmio e Inter, Tudo é Big Brother e A Nossa Glória dos Outros. Em todos, declara o escritor: “Procurei trazer ao leitor o máximo de essências possível, formando uma abstrata pintura de incontáveis aspectos.” Terror, filosofia e poesia: um convite à leitura.

.

.

Anúncios
21
mar
12

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Jr.: Onde está Wally?

.

.

Onde está Wally?, por Jaime Medeiros Jr.

.

.

Que atrapalho pode ser ter de encontrar um dromedário em meio ao deserto! Toma-se então dum punhado de grãos de areia e deixa-se que escoe entre os hemisférios da rígida translucidez encontrada por preparo em vidro de um outro qualquer punhado do que outrora também denominou-se areia. Agora já se tem tempo de transformar existência em trabalho para procurar o dromedário. Mas cum grano salis, guardando-se a devida atenção, há de se escutar aquele grão de areia, que se situa a 77,639 centímetros ao norte donde fincou-se o primeiro pododáctilo do teu pé direito, a gritar assim: mas como esse idiota não percebe que eu sou totalmente diferente deste mar de idiotas que me cercam? Faz-se um pé de vento, a ampulheta cai. A rigidez do tempo esfacelada mistura-se a areia. Tentas colhê-la para que os pequenos cacos de rígido não possam fazer mal algum. Fere-te. Matizas de sangue outro punhado de areia. Um pouco de existência se escoa em dor. Alguns grãos se depositam em teu corte, e junto deles, o sossego inesperado de tua existência.

.

Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs Tênues Considerações e O Arco da Lira

.

.

.

.




março 2012
S T Q Q S S D
« fev   abr »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Categorias

Blog Stats

  • 711.225 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: