Arquivo para 8 de abril de 2012

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Programação de 09 a 14 de abril de 2012

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11, quarta, 18h: Lançamento do livro Em que coincidentemente se reincide, contos de Leila de Souza Teixeira (Ed. Dublinense)

Para cada história, uma outra espelhada, que complementa e dá novo significado à anterior.

A morte, os relacionamentos, a guerra, a criação artística: tudo acontece em ciclos, que se repetem e se refletem, mas que não são idênticos. Esse jogo de reincidências e coincidências é a chave dos onze contos do livro de estreia da autora.

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Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo (RS), em 1979, é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O interesse por literatura a levou a cursar a Certificação Adicional em Escrita Criativa, na PUC/RS, bem como a participar das oficinas literárias de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Léa Masina. Venceu, em 2006, os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE. Publicou contos nas antologias Inventário das delicadezas (2007) e Outras mulheres (2010) e na Revista VOX do IEL/RS (2011). É idealizadora e curadora da Vereda Literária.

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13, sexta, 19h: Lançamento do livro Desafia o nosso peito — Resistência, tortura e morte durante o regime militar brasileiro, de Adail Ivan de Lemos.

A partir de extensa pesquisa bibliográfica realizada ao longo de cinco anos, Adail Ivan de Lemos traz a público Desafia o nosso peito — resistência, tortura e morte durante o regime militar brasileiro. O livro é constituído por artigos que, numa espécie de inventário sobre a tortura, descrevem e demonstram como agia o sistema repressivo montado pelo regime militar brasileiro que durou 21 anos (1964-1985).

Com prefácio do governador Tarso Genro, a obra é dividida em cinco capítulos. No primeiro, o autor introduz o tema da tortura, julgando-a em termos ético-morais. O segundo capítulo aborda a progressão dessa prática durante a ditadura e menciona cinco fases relativas ao agravamento do suplício: a tortura desorganizada, a tortura inquisitorial, a tortura científica, a tortura punitiva e a tortura sádica; o capítulo seguinte resulta de uma investigação acurada sobre os meios utilizados pela ditadura para combater a oposição política, que incluíram desde centros oficiais de tortura e morte aos posteriores centros clandestinos; o quarto capítulo aborda a participação de médicos na tortura, o tipo de “assistência médica” oferecida aos presos políticos e inclui também um primeiro esboço sobre um tema inédito: a “Psicanálise da Tortura”; o quinto e último capítulo examina os centros de tortura e morte estabelecidos na selva amazônica e investiga as ações das Forças Armadas para aniquilar a guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil. A obra inclui ainda um extenso índice onomástico para facilitar todo tipo de busca de nomes, tanto de militares como de militantes.

A ideia do autor é de que o livro sirva de fonte para advogados, jornalistas, historiadores e pesquisadores dedicados a apurar os crimes políticos cometidos durante a ditadura militar.

Adail Ivan de Lemos é graduado em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tendo completado o curso de formação psicanalítica na Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle. Atualmente, é membro participante do Fórum do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Médico, morou em Londres por dez anos, cursando pós-graduação em Psiquiatria Social e Medicina Psicossomática, onde fez doutorado sobre dor crônica e ambiente familiar. Entre 1995 e 1997, também fez pós-graduação em psicanálise nos Estados Unidos e foi professor visitante do William Alanson White Institute, em Nova Iorque. Depois de participar ativamente do movimento estudantil de 1968, Adail Ivan de Lemos iniciou sua militância política no Movimento de Ação Revolucionária (MAR). No grupo, levou a cabo as ações revolucionárias contra a ditadura e foi preso inúmeras vezes ao longo de sua vida estudantil. Em março de 1977, funda, junto com outros colegas, o movimento “Renovação Médica”. Em novembro do mesmo ano, como integrante da chapa de oposição, vence as eleições para o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. Em abril de 1980, o militante participa ainda da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), sob a liderança de Leonel Brizola.

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14, sábado, 18h: Sarau das 6: Leituras e comentários sobre Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. Com Jaqueline Bon Donada, Jeferson Tenório e Lígia Sávio

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Lavoura arcaica é um texto em que se entrelaçam o novelesco e o lírico, por meio de um narrador em primeira pessoa – André, o filho encarregado de revelar o avesso de sua própria imagem e, conseqüentemente, o avesso da imagem da família. É sobretudo uma aventura com a linguagem: além de fundar a narrativa, a linguagem é também o instrumento que, com seu rigor, desorganiza um outro rigor, o das verdades pensadas como irremovíveis. Lançado em dezembro de 1975, Lavoura arcaica foi imediatamente considerado um clássico, “uma revelação, dessas que marcam a história da nossa prosa narrativa”, segundo o professor e crítico Alfredo Bosi.

Raduan Nassar nasceu em 1935, em Pindorama (São Paulo), onde passou a infância. Adolescente, foi com a família para São Paulo, onde cursou direito e filosofia na USP. Exerceu diversas atividades e estreou na literatura em 1975 com Lavoura arcaica. Escreveu ainda o romance Um copo de colera (1978) e os contos de Menina a caminho e outros textos (1997). Já teve livros traduzidos na Espanha, França e Alemanha. Há mais de vinte anos abandonou a produção literária, dedicando-se exclusivamente à atividade rural.

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O grupo responsável pela produção e apresentação do Sarau das 6 é formado por

Jaqueline Bohn Donada. Apaixonada, em tempo integral, por literatura, cultura e viagens. Viajou às entranhas monstruosas do romantismo quando publicou o livro “Spontaneous Overflow of Powerful Feelings”: Romantic Imagery in Mary Shelley’s Frankenstein, em 2009. Formada em Letras, respira literatura, principalmente a de língua inglesa, há anos. Atualmente vive no século XIX. Nas horas vagas, é professora de inglês e aluna de doutorado pela UFRGS.

 Gabriela Silva. Tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem. Atualmente está em Lisboa, dizem que estudando.

 Lígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS

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