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Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 13/04, o Lançamento do livro Desafia o nosso peito — Resistência, tortura e morte durante o regime militar brasileiro, de Adail Ivan de Lemos

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Aconteceu nesta quarta, 14, lançamento do livro Desafia o nosso peito — Resistência, tortura e morte durante o regime militar brasileiro, de Adail Ivan de Lemos. Fotos do Evento.

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2 Responses to “Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 13/04, o Lançamento do livro Desafia o nosso peito — Resistência, tortura e morte durante o regime militar brasileiro, de Adail Ivan de Lemos”


  1. 1 ciça carvalho
    16 de maio de 2012 às 15:17

    Caro Paulo Abrão: peço que passes esta mensagem para as mesmas pessoas que remeteste a correpondência anterior.

    “Não avalizo nenhuma conclusão do livro sobre o comportamento de militantes na época da repressão, que estiveram sob tortura. Não conheço a maioria dos fatos relatados no livro, tive a sorte de não ter sido torturado na época do regime militar e sequer tenho condições de julgar o comportamento, na prisão ou fora dela, de quem foi vítima deste tipo de violência do regime. Defendo, como todos sabem, o processamento e a punição dos torturadores Sequer, confesso, atentei para a referida “tabela”, quando escrevi uma nota ressaltando a importância da luta contra a tortura e contra os torturadores. Apoiei e apoio qualquer libelo contra a tortura, como deixei claro nos meus três anos como Ministro da Justiça. Peço desculpas aos companheiros que foram mencionados indevidamente no livro, se, de qualquer forma, a minha nota ajudou a dar trânsito às ofensas.” Abraço, Tarso Genro.

  2. 2 Ciça Carvalho
    12 de maio de 2012 às 16:41

    NOTA PÚBLICA DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ SOBRE OS
    LIVROS “DESAFIA O NOSSO PEITO” E “UM TEMPO PARA NÃO
    ESQUECER”.
    O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ vem tornar público seu repúdio às tentativas que se fazem de desqualificar e, mesmo, denegrir as histórias de resistência daqueles que, corajosa e generosamente, se opuseram à ditadura civil-militar implantada em nosso país.
    Tais tentativas encontram-se não só nas histórias “oficiais” — que ainda hoje criminalizam esses combatentes — mas também em uma certa lógica policial individualizante que culpabiliza exclusivamente o sujeito, isolando-o de seus inúmeros atravessamentos sócio-políticos, históricos etc.
    Esta lógica policialesco-individualista — que denigre e mancha a memória de alguns companheiros — encontra-se presente em dois livros que falam de nossa história recente: “Desafia o nosso Peito” de Adail Ivan de Lemos e “Um Tempo para Não Esquecer” de Rubim Santos Leão de Aquino.
    Utilizando-se do mesmo modo de pensar que o Estado ditatorial brasileiro quando classificava os resistentes como “inimigos do regime”, os autores citados fazem uso de categorias tais como: “infiltrados, dedos-duros, X-9, cachorros, colaboradores, traidores, delatores”, dentre outras. Em especial, no livro “Desafia o Nosso Peito” há tabelas ridículas que nomeiam os presos políticos — muitos já mortos e desaparecidos — que à época “abriram, delataram, colaboraram, traíram e se infiltraram”, dentre outras afirmações perigosas e, mesmo, estarrecedoras. Lembram-nos em muito, os documentos
    ditos sigilosos, confidenciais e secretos da repressão.
    Para que e a quem servem tais desinformações? O que elas produzem, especialmente no momento atual quando o governo brasileiro é condenado pela OEA e se instala uma Comissão da Verdade consentida? Como ficam os familiares e amigos dos companheiros citados nesses livros vendo-os enquadrados nas categorias apresentadas?
    Embora a Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ à época, Cecilia Coimbra, tenha prefaciado o livro “Um Tempo Para Não Esquecer”, de Rubim Aquino, a gravidade de tal lógica — presente no capítulo “Colaboradores, Infiltrados e Informantes do Regime Ditatorial” — passou, lamentável e infelizmente, despercebida. Por este motivo e através desta Nota, a atual Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Cecilia Coimbra, vem a público comunicar que retira seu prefácio do livro do Prof. Aquino para as próximas edições.
    O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ entende que tal lógica policialesca em nada se diferencia dos discursos belicistas, acusatórios e difamatórios com os quais nos confrontamos ao longo dos últimos 40 anos, advindos dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.
    Sendo assim, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ reafirma sua posição de cuidado e respeito ao falar de nossa história, de seus personagens e utopias, do que aconteceu, quando aconteceu, como aconteceu, bem como quanto a identificação dos responsáveis pelas violências então cometidas. Tudo isso implica em pensar a história de um outro modo, como uma postura ético-política, em especial para com aqueles que não estão mais entre nós para testemunhar os horrores pelos quais passaram. É a ditadura civil-militar e seu terrorismo de Estado que devem ser investigados, esclarecidos, publicizados e responsabilizados!

    Pela Vida, Pela Paz
    Tortura Nunca Mais!
    Diretoria do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
    Rio de Janeiro, 07 de maio de 2012.


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