Arquivo para 4 de maio de 2012

04
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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 05/05, 14h: Encontro de Altair Martins e João Lopes Marques

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05, sábado, 14h: Minha pátria é minha língua – encontro de Altair Martins com o escritor português João Lopes Marques. Promoção Agência da Palavra.

João Lopes Marques é um escritor e jornalista português que vive em Tallin, na Estônia. É o primeiro autor estrangeiro do catálogo da Agência da Palavra – agenciamento literário e projetos editoriais. Correspondente no Báltico da Agência Lusa e também o roteirista do programa “Cuidado com a Língua!”, na RTP, já em sua oitava temporada, onde começou em 2006. O programa ganha destaque no Top 10 dos mais vistos em Portugal, com um público de quase um milhão de espectadores em média (considerando que Portugal tem 10 milhões de habitantes). Se lançou romancista na Estônia com seu primeiro romance em 2007 – O Homem que queria ser Lindbergh (Oficina do Livro). Nos anos seguintes lançou os romances Terra Java (Oficina do Livro, 2008) e Iberiana (Sextante, 2011). É escritor compulsivo de microcontos e prepara neste momento o segundo volume da sua decalogia Circo Vicioso (Bubok, 2010). Paralelamente, lançou duas coletâneas das crônicas que escreve há anos nos dois principais jornais da Estônia: Eesti Ekspress e Postimees. Na revista portuguesa “Rotas & Destinos” assina também a crônica mensal “Espécies na Origem” – um olhar irônico sobre os costumes e manias dos povos de todo o mundo. Suas obras já foram editadas na Estônia, Alemanha, Estados Unidos e Portugal. É também sócio de uma produtora TV/Cinema/multimídia e novas plataformas em Lisboa, a Blábláblá Media http://www.blablablamedia.com.

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Altair Martins nasceu em Porto Alegre, em 1975. É bacharel em Letras e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. Leciona em escolas de Porto Alegre e é responsável pela cadeira de Conto no Curso de formação de escritores das Unisinos, em São Leopoldo. Como escritor, estreou com a antologia de contos Como se moesse ferro (1999), seguida de Se choverem pássaros. A parede no escuro, seu primeiro romance, foi vencedor do segundo Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria Primeiro Romance, em 2009. Com seus livros anteriores, Altair Martins também foi vencedor do Prêmio Guimarães Rosa da Radio France Internationale, em 1999, do Prêmio Luiz Vilela e do Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães, em 2001 e do Prêmio Açorianos na categoria Contos..

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Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 03/05: Lançamento do livro Xarqueadas de Danúbio Gonçalves

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Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 03/05: Lançamento do livro Xarqueadas de Danúbio Gonçalves, de José Antonio Mazza Leite, com sessão de autógrafos com o autor e Danúbio. Fotos do evento.

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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 02/04: Bate-papo sobre o livro Ofícios antigos de Porto Alegre

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Aconteceu nesta quarta, 02, bate-papo entre as autoras do livro Ofícios Antigos de Porto Alegre – Rossanna Prado, Cármen Nunes e Letícia Nunes. Promoção da equipe Catando Milho. Fotos do evento.

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Fragmentos da eternidade, por Leila de Souza Teixeira: Alguns aspectos do conto

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 Alguns aspectos do conto, por Leila de Souza Teixeira

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Júlio Cortázar, no capítulo “Alguns aspectos do conto”, do livro “Valise de Cronópio”, afirma que se dedica à elaboração de contos chamados fantásticos, mas que pode apontar elementos que são comuns a todo bom conto e que concedem a este o caráter de obra de arte.

Ao tentar demonstrar a peculiaridade do conto enquanto gênero literário, compara-o ao romance. Este seria como um filme, uma ordem aberta. Aquele seria como uma fotografia, uma ordem fechada, na qual o contista (fotógrafo) deve escolher um acontecimento (imagem) significativo, que funcione como uma espécie de abertura, um fermento que leva o leitor (espectador) para muito além do argumento do conto (fotografia). Menciona outro escritor argentino e, ainda comparando o conto ao romance, diz que se entendermos o embate do texto com o leitor como uma luta de boxe, o romance ganha o leitor por pontos, e o conto ganha por knock out.

Quando Cortázar faz analogia do conto com a fotografia, pode estar adiantando seu entendimento sobre a importância do TEMA para um bom conto. Já quando relaciona o conto ao knock out, talvez, esteja antecipando outros dois elementos que considera imprescindíveis para o bom conto: a INTENSIDADE e a TENSÃO.

No que diz respeito ao tema, Cortázar afirma que um tema é significativo quando possibilita a abertura do individual e do circunscrito para a essência da natureza humana. O conto perdurável carrega a semente de uma árvore gigantesca: a árvore crescerá dentro do autor e do leitor e deixará sua marca na memória de ambos. Entretanto, Cortázar realiza duas ressalvas à expressão “tema significativo”. Em primeiro lugar, lembra que não existem temas absolutamente significativos, nem absolutamente insignificantes. Um tema que pode arrebatar um autor, pode ser indiferente para outro. O mesmo ocorre com os leitores: determinado tema de um conto pode significar muito para um, e nada para outro leitor. Em segundo lugar, defende que não há temas bons ou ruins, mas, sim, tratamento adequado ou inadequado do tema.

Para que seja dado o tratamento adequado ao tema, para que o conto consiga funcionar como uma ponte entre o significado que o autor visualizou e a importância que o leitor dará a tal significado, Cortázar entende imprescindível o ofício de escritor. Por meio do ofício do escritor, o autor capturará o leitor com o conto, deixará o leitor alheio a tudo que o cerca durante o tempo do conto e, depois, colocará o leitor em contato com o ambiente de uma maneira nova, mais profunda e mais bela. O “sequestro”do leitor só será efetivado mediante um estilo baseado na intensidade e na tensão.

Cortázar define a intensidade como a eliminação de todas as ideias e a substração de todos os recheios, que o romance suporta e até necessita. A eliminação de todas as fases de transição próprias do romance. A tensão seria uma variante da intensidade, que ocorre na maneira pela qual o autor leva o leitor aproximando este lentamente ao que conta.

Trabalhando com um campo reduzido, com espaço e tempo comprimidos, e eliminando tudo o que fosse supérfluo, o autor escreveria um bom conto e venceria o leitor por knock out.

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Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo/RS em 1979, formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, participou dos livros “Outras Mulheres”, em 2010 e “Inventário das Delicadezas”, em 2007; venceu os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE em 2006 e frequenta as oficinas Charles Kiefer desde 2005. Junto com Cristina Moreira e Daniela Langer, idealizou a Vereda Literária, programa de debates onde se enfocam temas literários, realizado na Palavraria.

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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 05/05: Lançamento do livro Eu e o silêncio do meu pai, de Caio Riter

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05, sábado, 17h: Lançamento do livro Eu e o silêncio do meu pai, de Caio Riter (Editora Biruta). Ilustrações de Gustavo Piqueira.

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Transformar-se em gente não é tarefa fácil. O Menino muito sofreu, muito chorou. Olhava o Pai e não entendia por que seu pai não era como os outros tantos pais: homens de palavras, homens de carinhos, homens de festa. Não. Seu Pai era silencioso, triste. Seu olhar era distante,seu passo era trôpego, seu carinho era vago. Assim, o Menino teria que aprender a amar esse Pai. Teria que aprender a conversar com esse Pai.

Caio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável entre outros. Formado em Jornalismo e em Letras ministra aulas no ensino fundamental e médio, desde 1987, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação. Participa como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul, momento bastante rico de troca e aprendizagem. Todavia, com certeza, ser professor, estar em contato diário com adolescentes, sempre foi e será a melhor escola. Publicou pela Editora Biruta os titulos, Meu Pai não Mora Mais Aqui, As Luas de Vindor e Pedro Noite. Atualmente ministra oficina de literatura infantil na Palavraria.

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Gustavo Piqueira dirige a Casa Rex, casa de design com bases e São Paulo e Londres e é o designer com mais trabalhos selecionados na história da Bienal ADG de Design Gráfico (48) além de ter recebido dois prêmios Jabuti e diversos prêmios internacionais de design. Gustavo também já publicou 10 livros entre eles os fictícios como “Marlon Brando – Vida e Obra” (Martins Fontes, 2008) e “Manual do Paulistano Moderno e Descolado” (Martins Fontes, 2007), e os infanto-juvenis “A Vida sem Graça de Charllynho Peruca” (Biruta, 2009) e “Eu e os Outros Pioneiros da Aviação” (Escala Educacional, 2007), ambos selecionados para o PNBE 2010.
Entre 2000 e 2004 foi diretor da Associação dos Designers Gráficos do Brasil e entre 2000 e 2005 deu aulas na Faculdade Senac. Também desenha alfabetos e ilustra livros infantis.
(www.casarex.com http://www.casarex.com//)

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