Arquivo para 15 de maio de 2012

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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 16/05: Lançamento do livro Outonos de sangue, com palestra do autor, Marcel Citro

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16, quarta, 19h: Palestra Porto Alegre antes de Porto Alegre e sessão de autógrafos do romance Outonos de Sangue, com o autor, Marcel Citro. (Editora Libretos).

Uma homenagem a cidade de Porto Alegre e um passeio ao Sul profundo. Este são os motes do romance histórico Outonos de Fogo, nova obra do juiz federal e escritor Marcel Citro, vencedor do Prêmio Açorianos de Criação Literária 2010 com a coletânea de contos “Travessia”.

Romance de estréia do autor, Outonos de Fogo volta ao tempo em que a região onde hoje se ergue a capital era território indígena, apresenta a chegada dos primeiros casais açorianos, acompanha os passos de Pinto Bandeira e Saint-Hilaire pelas suas ladeiras mal-calçadas e introduz o leitor ao grande cerco a que a cidade foi submetida durante a Revolução Farroupilha. É, nas palavras do Secretário Estadual de Cultura Assis Brasil “um livro muito bem pensado”. A sessão de autógrafos será na quar-feira, dia 16 de maio, às 19h30, na Livraria Palavraria, e será precedida da palestra ” Porto Alegre antes de Porto Alegre”, sobre os primórdios da capital( 19h00).

A trama que antecede os primórdios da colonização e finaliza com a revolução federalista de 1893 foi precedida de cuidadosa pesquisa histórica, pois como explica Citro “os personagens ficccionais interagem com personagens reais e eventos ocorridos no passado”, de forma que buscou-se sempre “um substrato mínimo de probabilidade em relação aos fatos subjacentes às narrativas mais remotas, e de efetiva verossimilhança no que tange aos fatos mais recentes”

De fato, conforme Luiz Antonio de Assis Brasil escreve em sua apresentação, “em Outonos de Fogo o leitor acompanha a história dos seres humanos que fizeram o Rio Grande do Sul desde que este era habitado apenas pelos indígenas; segue com as primeiras presenças européias entre nós; acompanha as revoluções que nos conflagraram, as guerras em que nos envolvemos, as barbaridades que correram por esses campos; mas tudo isso é contado por segmentos que têm seus enfoques específicos”. Estes segmentos, explica Citro, são costurados por uma especificidade genética que acomete as personagens de tempos em tempos, mostrando uma linha de consangüinidade que perpassa os vários acontecimentos no decorrer dos séculos.

Tais acontecimentos, pano de fundo para a ação de personagens reais ou imaginados, foram cuidadosamente escolhidos pelo autor. Assim, apresenta-se também o primeiro encontro do explorador português com os habitantes originários do Delta do Jacuí ( em 1532 Martin Afonso de Souza teria patrocinado uma expedição de reconhecimento, pela praia, de Punta del Este até a barra do Tramandaí) o tráfico de escravos índios desta região para a lavoura do sudeste, a atividade dos jesuítas portugueses na região de Gravataí, a origem da capital a partir da sesmaria de Jerônimo de Ornellas e os confrontos que ensejaram a independência da Província Cisplatina, hoje Uruguai, e que ensangüentaram o Rio Grande na revolução federalista.

Marcel Citro é gaúcho de Porto Alegre. Bacharel em Direito e em Administração de Empresas pela UFRGS, foi funcionário do Banco do Brasil, auditor do Tesouro Nacional e é atualmente magistrado. Contista premiado (2º e 1º lugares no concurso Histórias do Trabalho – edições 1994 e 1996), escreveu A Noite do Sáurio, livro de contos publicada em 2004 pela Editora Movimento, e Travessia – quinze contos peregrinos, publicado pela Editora da Cidade em 2011 Possui, também, diversas participações em antologias e em sites de literatura.

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