Arquivo para 22 de julho de 2012

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Programação de 23 a 28 de julho de 2012

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24, terça, 19h: Festipoa Revisitada e Sampleada: A poesia de Mário Quintana. Leituras e comentários – com Cristian De Napoli, Diego Grando e Sidnei Schneider.

A “FestiPoa Literária revisitada e sampleada” é a retomada de parte da programação do evento, com a presença de alguns dos escritores que participaram de sua 5ª edição em abril deste ano, e a oportunidade que o público leitor terá de acompanhar a festa literária ao longo de todo o segundo semestre. Temas, reflexões, debates e livros, que estiveram na pauta da última edição, receberão novas abordagens dos convidados, e os escritores revisitarão assuntos e textos seus e de outros autores, contemporâneos ou clássicos.

A organização da FestiPoa, que começa a preparar a 6ª edição, pretende manter à tona e aquecidos debates sobre a produção literária atual, destacar livros lançados pós-abril e experimentar situações e atividades que poderão aparecer no evento em 2013.

A primeira atividade da “FestiPoa revisitada e sampleada” ocorrerá no dia 24 de julho, às 19h, na livraria Palavraria, e a motivação será a poesia de Mario Quintana. Os poetas e tradutores Cristian De Nápoli (Argentina), Sidnei Schneider e Diego Grando vão ler poemas de Quintana, em português e espanhol (traduzidos por De Nápoli), e comentar aspectos da obra do autor de Caderno H.

Cristian De Nápoli nasceu em 1972 em Buenos Aires. Escritor e tradutor. Como poeta, o seus últimos livros publicados são Los animales, 2008 (Primeiro Prêmio do Festival Internacional de Poesía de Medellín, Colombia) e Golpes de kriss (2011). Inéditos ainda, ele tem um livro de contos, Carioca, e o romance Bienvenido entonces, Gato. É o organizador de Salida al Mar/Festival Latinoamericano de Poesía, encontro anual de poetas das línguas espanhola e portuguesa, que celebrou em 2010 sua sétima edição. Entre outros autres brasileiros, já traduziu para o espanhol contos de Sergio Sant’Anna, Caio Fernando Abreu e muitos outros, e poemas de Angélica Freitas, Ricardo Domeneck e Horácio Costa.

Diego Grando nasceu em Porto Alegre em 1981. Licenciado em Letras na UFRGS, atualmente conclui um mestrado em Escrita Criativa na PUCRS, para o qual prepara seu segundo livro de poemas. Começa em seguida um doutorado em poesia na Université Sorbonne Nouvelle. Desencantado carrossel é seu livro de estréia.

Sidnei Schneider é poeta, tradutor e contista. Autor dos livros de poesia Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e tradutor de Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997). Participa de Poesia Sempre (Biblioteca Nacional/MinC, 2001), Antologia do Sul (Assembléia Legislativa, 2001), O Melhor da Festa 1 e 2 (Nova Roma, 2009; Casa Verde, 2010) e de outras dez publicações. 1º lugar no Concurso de Contos Caio Fernando Abreu, UFRGS, 2003 e 1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM, 1995, de um total de treze premiações. Publicou artigos, poemas, contos e traduções de poesia em jornais e revistas. Participa do projeto ArteSesc e é membro da Associação Gaúcha de Escritores.

Mais informações: http://festipoaliteraria.blogspot.com/

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26, quinta, 18h: Lançamento do livro Ao pé do muro, de Cesare Battisti (Editora Martins Fontes).

Ao pé do muro, de Cesare Battisti, conta a história de Augusto, foragido internacional que vem para o Brasil em busca de proteção. Mas a paz tão perseguida, que poderia se delinear nas ladeiras e praias do Rio de Janeiro, no sol escaldante e na cerveja gelada, vem acompanhada de um sentimento de inquietação constante – afinal, muitos olhos estão voltados para ele. Muitos são os que estão em seu encalço. As belezas e tristezas de um país tão intenso e colorido, emotivo e sofrido, são filtradas pelo olhar do protagonista, que observa o novo mundo tanto do lado de dentro quanto de fora dos muros da prisão. Suas reminiscências se mesclam aos relatos de outros detentos, que, juntos, “olham para sua porta com tamanha insistência e minúcia que, na superfície de metal liso”, esculpem “uma vida inteira e, mais que isso, os sonhos de várias vidas”.

Cesare Battistinasceu em Sermoneta, Itália, em 1954. Envolveu-se desde cedo em ideais marxistas e fez parte de um grupo armado de extrema esquerda, chamado Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), ativo na Itália no fim dos anos 1970, período marcado por ataques de organizações da extrema esquerda e da extrema direita. No fim da década de 80, Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça de Milão, acusado de ser autor de quatro homicídios atribuídos aos PAC. Ele viveu 15 anos na França, quando começou a sua carreira literária. Com o final do governo Mitterrand, Battisti foi extraditado, fugiu para o Brasil e, em 2007, foi preso, e agora está em liberdade. Além de Ao pé do muro, Battisti também escreveu Ser bambu (2010) e Minha fuga sem fim (2008), ambos publicados pela Martins Fontes – selo Martins.

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27, sexta, 19h: Encontro com Helene Sacco e Marina Guedes, artistas da exposição Arte Sul Contemporânea, com a participação de Neiva Bohns, curadora da mostra.

A mostra ARTE SUL CONTEMPORÂNEA, que faz homenagem ao aniversário de duzentos anos da cidade de Pelotas, apresenta a produção de 14 jovens artistas que vivem e trabalham na cidade, ou que lá realizaram sua formação profissional. A exposição poderá ser visitada na Sala Xico Stockinger do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (que se localiza no 6º andar da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre) até o dia 12 de agosto do corrente ano. O trabalho de Helene Sacco, que integra a exposição, chama-se Objetoteca, e consiste num gabinete com móveis e materiais (como papeis e carimbos) que podem ser manipulados pelos visitantes. Marina Guedes realizou um desenho a carvão diretamente sobre uma das paredes do espaço expositivo, a partir da projeção de uma imagem fotográfica. No final da mostra, o desenho deixará de existir.

Participantes do encontro:

Neiva Bohns (Pelotas, RS, 1961). Curadora e crítica de artes visuais. Doutora em História, Teoria e Crítica das Artes Visuais (UFRGS). Professora e pesquisadora na área de História das Artes e Arte Contemporânea do Centro de Artes da UFPel.

Helene Sacco (Canguçu, RS, 1975). Artista visual. Graduada em Artes Visuais (UFPel). Mestre e Doutoranda em Poéticas Visuais (UFRGS). Professora e pesquisadora na área de Escultura do Centro de Artes da UFPel.

Marina Guedes (Porto Alegre, RS, 1985). Artista visual. Graduada em Artes Visuais (UFPel). Mestranda em Poéticas Visuais (UFRGS).

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28, sábado, 17h: Lançamento do livro Brasil e Argentina: ditadura, desaparecimentos e políticas de memória, de Caroline Silveira Bauer (Editora Medianiz).

Esta publicação – resultado de uma parceria entre a Editora Medianiz e a ANPUH-RS, a partir de um concurso de teses promovido pela ANPUH –  analisa as práticas de desaparecimento das ditaduras civil-militares de segurança nacional argentina e brasileira como componentes das estratégias de implantação do terror desses regimes, como a questão dos desaparecidos foi tratada durante os governos transicionais e administrações civis posteriores ao período discricionário e como a temática foi trabalhada a partir dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner. Pretende-se, desta forma, estabelecer uma relação entre a forma como foram realizados os processos de transição política – em se tratando dos Direitos Humanos, mais especificamente, a garantia do direito à justiça e à verdade – e a elaboração de políticas de memória e reparação ou desmemória e esquecimento no presente. A partir dessa compreensão, têm-se indícios de que as rupturas, caracterizadas por uma condenação moral em relação ao passado ditatorial, são fundamentais para o desenvolvimento dessas políticas.

Caroline Silveira Bauer é professora de História. Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universitat de Barcelona, possui experiência na área de História, com ênfase no estudo das ditaduras de segurança nacional do Cone Sul, principalmente em relação à Argentina e Brasil, e temáticas correlatas (arquivos da repressão, políticas de memória e esquecimento e representação de passados traumáticos). Atualmente é consultora técnica da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, em Brasília.

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