Arquivo para 12 de agosto de 2012

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Programação de 13 a 18 de agosto de 2012

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14, terça, 19h: Lançamento do livro Está tudo bem, querido?, contos de Ricardo Morales (Editora Dublinense).

Os 16 contos que compõem Está tudo bem, querido? apresentam um protagonista chamado, como seu autor, Ricardo Morales. Os pontos de vista – que partem da primeira e da terceira pessoa –, além de diversos contextos e cenários, deixam claro que não se trata de um único personagem em diferentes fases da vida: o que existe é uma pulsão, talvez inédita na literatura brasileira, das múltiplas faces de um autor.

O que os vários Ricardo Morales têm em comum entre si é uma espécie de sentimento de inadequação: caminham cabisbaixos pelos subúrbios, vêm de lares sufocantes, levam uma existência tortuosa e distante de qualquer idílio de felicidade. Mulheres, traição, bebidas, sexo e dinheiro (ou a falta dele) são temas recorrentes.

É impossível não perceber o tom aflitivo, quase claustrofóbico, de todos os contos. Com descrições exatas e nada poéticas do existir solitário, do existir melancólico e do existir irrefletido, Está tudo bem, querido? evoca tanto o que é visível quanto o que está na sombra.

Esqueça as firulas e os rodeios: o que Morales apresenta nestes contos é o poder da prosa seca, da dor intensa – a frustração debaixo do tapete da sala, o desânimo diante do desemprego e da pilha de louça suja. A apatia da rotina conjugal contrasta com uma fúria contida, algo que parece estar sempre pronto para explodir. Definitivamente, não está tudo bem.

Ricardo Morales é advogado-artesão que há algum tempo deixou de escrever somente peças processuais. Sem formação literária acadêmica, escreve contos – preferencialmente com temáticas urbanas, pois é um ser das cidades que não sabe viver sem respirar gás carbônico, sentir cheiro de gasolina e comer xisbúrguer. Participou de diversas antologias e foi premiado em concursos de contos. Estudou criação literária com Charles Kiefer, Léa Masina e Luiz Antonio de Assis Brasil. Atualmente, cursa pós-graduação em literatura brasileira na PUC/RS.

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16, quinta, 19h: Lançamento do livro Conflitos sociais e perspectivas da paz, organizado por José Vicente Tavares dos Santos e Alex Niche Teixeira (Tomo Editorial).

A violência como nova questão social mundial está provocando mudanças naquilo que conhecemos por Estado. Ao mesmo tempo, vêm à tona diversas formas de conflitos sociais, de violências e de situações vividas de injustiças que ameaçam as possibilidades da participação e da cidadania. As sociedades, muitas vezes, parecem aceitar a violência, incorporando-a como prática social e norma coletiva.

Como reafirmar a soberania em um contexto de formas transnacionais de poder político? Poderia o multilateralismo como política externa superar tais assimetrias? Quais seriam as possibilidades de construção da paz no discurso político contemporâneo, superando as desigualdades e produzindo um respeito e reconhecimento do outro, sem exclusão da conflitualidade social?

Caminham nessa direção as contribuições deste livro, resultado de análise de experiências no Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai com múltiplos enfoques teóricos. Desse amplo espectro de textos surge uma questão: estamos construindo uma cidadania transnacional ou mundial, marcada pela criação institucional e pela difusão e comunicação de práticas sociais, jurídicas e simbólicas inovadoras, fundadas na dignidade humana e na paz?

O esforço político e intelectual é perceber as pistas de outras dinâmicas da vida social, exercitar a mediação de conflitos e compreender as invisibilidades sociais produzidas pelos modos de dominação contemporâneos, políticos e simbólicos.

Este livro afirma a necessidade de ressignificar o conceito de paz na perspectiva da construção da paz, local e mundial, reconhecendo o conflito como produtor de novas socialidades. Aprender com o conflito, com o sem-sentido das violências, superando as noções do senso comum.

Autores: Aline Kerber, Aline Winter Sudbrack, Arthur Trindade M. Costa, Diana Rocío Bernal Camargo, Diego Fernando Silva Prada, Edmundo Mercado Cabrera, Eduardo Pazinato, Fernanda Bestetti de Vasconcellos, Glaucíria Mota Brasil, Heloíse Canal, Jacobo Cardona Echeverri, Janine Prandini, Jeadran Nevardo Malagón Rojas, José Francisco Puello-Socarrás, José Nivaldino Rodrigues, José Roberto Iglesias, Léia Tatiana Foscarini, Lorena Antezana Barrios, Marcelo Ottoni Durante, Marcia Barbero, Márcia Esteves de Calazans, Maria Alice Canzi Ames, Marisol Grisales Hernández, Michel Misse, Naldson Ramos da Costa, Nilia Viscardi, Pâmela Bergonci, Rafael Dal Santo, Rochele Fellini Fachinetto, Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, Rodrigo Sabedot, Rosimeri Aquino da Silva, Umberto Guaspari Sudbrack.

José Vicente Tavares dos Santos: É sociólogo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre pela Universidade de São Paulo (USP), doutor de Estado pela Université de Paris – Nanterre, professor titular do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS, pesquisador do CNPq, presidente da Associação Latino-americana de Sociologia (ALAS), membro do Comitê Executivo da Associação Internacional de Sociologia (ISA) e membro do comitê diretivo do CLACSO (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais).

Alex Niche Teixeira. Pós-Doutorando do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do CNPq “Violência, Democracia e Segurança Cidadã”. Possui graduação em Ciências Sociais (1998), Mestrado (2003) e Doutorado (2009) em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na mesma instituição é Professor Substituto do Departamento de Sociologia, Professor e Vice-Coordenador do Curso de Especialização em Segurança Cidadã (RENAESP), além de membro do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania e gestor do LACSS (Laboratório de Cartografias Sociais e Simbólicas – UFRGS). Desde 1998 atua como consultor de pesquisa e instrutor na área de Metodologias Informacionais e Informática aplicada às Ciências Sociais É reconhecido pela QSR International como consultor independente do software NVIVO no Brasil.

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18, sábado, 18h: Leitura dramática da peça O senhor Dansen, de Bertolt Brecht, com o Grupo de Teatro A.M.A.R. A Vida, sob a direção de Plínio Mósca.

Em uma cidade qualquer do mundo, um comerciante de porcos, presunto e demais fiambres conta a sua vida para o público. Na mesma cidade também há outras lojas, muitas de imigrantes. O senhor Dansen mantém com todos seus vizinhos uma relação de amável convivência. A partir de um certo momento a cidade passa a ser visitada por um paramilitar, que Dansen no início pensa ser apenas mais um cliente. Por isso não se importa muito ao ver seus vizinhos sendo destroçados por aquele sujeito. A relação vai ficando cada vez mais tensa porque o “cliente” passa cada vez a exigir mais coisas do senhor Dansen e quando ele se vê em sério perigo, já não tem mais a quem pedir socorro.

Sobre o autor
Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898-1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o conhecido mundialmente a partir das apresentações de sua companhia, o Berliner Ensemble, realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955. Algumas de suas principais obras são: Mãe Coragem e seus filhos, A vida de Galileu, O senhor Puntila e seu criado Matti, A resistível ascenção de Arturo Ui, O círculo de giz caucasiano, A boa alma de Setzuan e A ópera dos três vinténs.

Sobre o diretor

Plínio Mósca, nascido no Rio de Janeiro e criado em Brasília, é diretor e professor de teatro. Foi aluno de Dulcina de Moraes e estudou Direção Teatral no Théâtre National de Marseille de 1982 a 1986. Dirigiu A exceção e a regra, de Brecht, no Festival Entepola Santiago do Chile e no Festival Ibero-americano de Copiapó, no Chile e Dansen, de Brecht, no Festival de Teatro Latino-americano de Ovalle – Chile, no Festival Internacional de Teatro de Punta Arenas – Peru e no Festival Intinerante y Encuentro de Teatro Popular FIETPO, em Lima – Peru. Vem apresentando, em diversos pontos culturais da cidade, o Ciclo de Leituras Dramatizadas de Bertolt Brecht. Pratica voluntariado como diretor e professor de teatro junto às ONGs Parceiros Voluntários e A.M.A.R. A VIDA.

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