Arquivo para 27 de agosto de 2012

27
ago
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 29/08: Lançamento do livro Intrigas da colônia

program sem

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29, quarta, 18h: Lançamento do livro Intrigas da colônia, de Laura Peixoto (Scortecci Editora).

Com texto fluente, crítico e observador, a coletânea de contos “Intrigas da Colônia” aborda temas com um tom narrativo que parece comum ao leitor que mora ou morou em cidades pequenas ou vilarejos, onde muitos sabem da vida de todos. A autora mantém o tom de fofocas, às vezes divertido, outras vezes incômodo e contraditório, como quem observa a vida de moradores das cidadezinhas. O texto fluente, mas lapidado, apresenta a sabedoria de algumas personagens tão comuns como a fofoqueira da praça, as relações delicadas entre vizinhas, a filha desnaturada, as traições e a masculinidade, o homem que anota na caderneta os suicídios na vila, os conselhos entre diferentes vínculos sociais dos personagens. Miudezas que resgatam até receita de compota de pepino, metáfora para cuidar da vida de cada um. “Intrigas da Colônia” pelo olhar da autora em 30 contos compõe um pano de fundo para a reflexão sobre a própria humanidade e a difícil individualidade na colônia.

Laura Peixoto, 54, nasceu em Santa Cruz do Sul, mas reside em Lajeado, onde viveu a maior parte de sua vida, casou e onde nasceram seus três filhos. É jornalista, com especialização em Filosofia e Educação.  Foi aluna do escritor Luis Antonio Assis Brasil, na Oficina de Criação Literária, da PUC.  Em 2005 publicou o livro infantil “Um dia tudo se ajeita!”, WS Editora. Em 2011 participou da antologia Crônico! (Ed. LiterArte) e Contos de Outono (Ed.CBJE). Assina, semanalmente, crônicas nos jornais A Hora de Lajeado e Opinião, de Encantado. Integra a Associação Gaúcha dos Escritores e a Academia Literária do Vale do Taquari. “Intrigas da Colônia” (Ed. Scortecce) é seu primeiro livro de contos.

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A crônica de Emir Ross: Arte e política

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Arte e política, por Emir Ross

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Hoje é dia de citar Pedro Abrunhosa: “Acha-se que o que separa Portugal e Brasil é o Atlântico, o que, na verdade, nos une. Acha-se que o que une Portugal e Brasil é a língua, o que, na verdade, nos separa.”

O irônico é que ele não veio para Porto Alegre nem pela língua e muito menos pelo oceano. Pedro Abrunhosa veio pela música.

Eu ando numa fase musical. Esse é o lado bom do horário político. As pessoas dedicam-se mais à música, algumas até à literatura e, alguns poucos vão aos museus entre às treze e quatorze horas.

Há quem defenda o horário político com base no serviço que este presta aos votantes. Eu continuo acreditando que o único serviço que ele nos presta é o de esvaziar um pouco mais nossa gorda conta bancária. Acreditem, essa história do horário eleitoral ser gratuito é tão mentiroso quanto as promessas nele anunciadas.

Já vi candidato a vereador prometendo baixar o preço da gasolina. E candidato a deputado dizendo ser a homossexualidade uma doença e que ele tinha projeto para curar os que dela sofriam.

Mas, voltando à nossa conta bancária, que é o que mais nos interessa no momento, é bom dizer que o horário eleitoral só é gratuito para os partidos. Isso porque quem paga o espaço são os contribuintes, afinal estes já não sabem o que fazer com tanto dinheiro, então preferem investir em programas desse tipo.

Eu, como digno consumista, compro, pago e não uso.

Acredito que muitos, iguais a mim, também procedam dessa forma. Mas é o que se deve fazer em países de primeiro mundo, sem problemas sociais e com altíssimos investimentos de ordem pública na cultura.

Defendo uma LIC para o horário eleitoral gratuito. Este é o programa que mais incentiva e fomenta o acesso à diferentes manifestações culturais, mesmo que o que ele mais nos dê seja tempo, coisa que nos falta nas demais épocas do ano.

Estou elaborando um projeto de pesquisa para saber se nos meses em que vigora o horário político o dia passa a ter vinte e seis horas.

Afinal, uma das dúvidas que mais me assola é sobre o tempo. Alguém sabe onde vão parar as horas que a gente tem para se dedicar à música, à literatura e aos museus quando o horário político não existe?

Este é somente mais um dos mistérios da fé que temos nas inteligentes leis que regem este país.

Se Pedro Abrunhosa vivesse aqui, e somente aqui, talvez dissesse que as pessoas acham que o que separa arte e política são as eleições, que é o que, na verdade, as une. E que as pessoas acham que o que une arte e política é o tempo ocioso, o que, na verdade, as separa.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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