Arquivo para agosto \28\UTC 2012



28
ago
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 30/08: Por que escrever? Bate-papo com Ivan Angelo e Luís Henrique Pellanda

program sem

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30, quinta, 19h: Por que escrever? – bate-papo com os escritores Ivan Ângelo e Luís Henrique Pellanda. Lançamento dos livros Certos Homens – de Ângelo e As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 2, de Pellanda. Promoção de aniversário da Editora Arquipélago.

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Ivan Angelo nasceu em Barbacena (MG), em 1936, e foi criado em Belo Horizonte. É autor dos romances A festa (1976) e Amor? (1995), ambos vencedores do Prêmio Jabuti. Foi duas vezes premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, pelo livro de contos A face horrível (1986) e pelo romance juvenil Pode me beijar se quiser (1997). Também é autor de obras infantis e de crônicas. Teve livros publicados em inglês, francês, alemão e espanhol. Desde 1999 é cronista da revista Veja São Paulo.

Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba (PR), em 1973. Escritor, jornalista e músico, é coeditor e cronista dos sites Vida Breve e Eletroficção. Autor dos livros O macaco ornamental (contos) e Nós passaremos em branco (crônicas), trabalhou nos jornais Gazeta do Povo e Primeira Hora e foi subeditor e colunista do Rascunho.

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Certos Homens, de Ivan Angelo. Um mal-entendido telefônico que nunca será desfeito, as desconcertantes conversas de um avô com seu neto, uma inusitada colheita de pitangas nas ruas de um bairro paulistano, o encanto perene das antigas namoradas. Casos bem-humorados e outros nem tanto, retratos de tipos humanos, relações amorosas, cenas urbanas, crítica social e de costumes, alguma poesia. Quase tudo o que cabe numa crônica está neste livro. Nas 50 crônicas deste volume, um assunto puxa o outro, e o que emerge desse conjunto é um panorama muito pessoal da vida brasileira, de hoje e de antes. Sem evitar nem mesmo temas à primeira vista áridos – como a violência ou a política –, Ivan Angelo propõe ao leitor, seu eterno cúmplice, aqueles dois dedos de prosa que, com as palavras precisas, transformam uma boa conversa em grande literatura.

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Neste As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 2, alguns dos mais prestigiados escritores brasileiros de hoje falam aberta e apaixonadamente sobre a escrita e a leitura. E ao responder a essas dezenas de perguntas eles estão, na verdade, refletindo sempre sobre a mesma – e fundamental – questão: por que escrever? Escritores entrevistados: Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Ariano Suassuna, Carlos Heitor Cony, Joca Reiners Terron, Marçal Aquino, Marcelo Backes, Miguel Sanches Neto, Raimundo Carrero, Rodrigo Lacerda, Ronaldo Correia de Brito, Ruy Castro, Sérgio Rodrigues, Silviano Santiago e Vilma Áreas.

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28
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12

Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 27/08: Festipoa revisitada e sampleada

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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 27, bate-papo sobre a obra de João Cabral de Melo Neto, com Guto Leite, Antonio Sanseverino e Richard Serraria, em mais uma edição do Festipoa revisitada e sampleada. Fotos do evento.

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27
ago
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 29/08: Lançamento do livro Intrigas da colônia

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29, quarta, 18h: Lançamento do livro Intrigas da colônia, de Laura Peixoto (Scortecci Editora).

Com texto fluente, crítico e observador, a coletânea de contos “Intrigas da Colônia” aborda temas com um tom narrativo que parece comum ao leitor que mora ou morou em cidades pequenas ou vilarejos, onde muitos sabem da vida de todos. A autora mantém o tom de fofocas, às vezes divertido, outras vezes incômodo e contraditório, como quem observa a vida de moradores das cidadezinhas. O texto fluente, mas lapidado, apresenta a sabedoria de algumas personagens tão comuns como a fofoqueira da praça, as relações delicadas entre vizinhas, a filha desnaturada, as traições e a masculinidade, o homem que anota na caderneta os suicídios na vila, os conselhos entre diferentes vínculos sociais dos personagens. Miudezas que resgatam até receita de compota de pepino, metáfora para cuidar da vida de cada um. “Intrigas da Colônia” pelo olhar da autora em 30 contos compõe um pano de fundo para a reflexão sobre a própria humanidade e a difícil individualidade na colônia.

Laura Peixoto, 54, nasceu em Santa Cruz do Sul, mas reside em Lajeado, onde viveu a maior parte de sua vida, casou e onde nasceram seus três filhos. É jornalista, com especialização em Filosofia e Educação.  Foi aluna do escritor Luis Antonio Assis Brasil, na Oficina de Criação Literária, da PUC.  Em 2005 publicou o livro infantil “Um dia tudo se ajeita!”, WS Editora. Em 2011 participou da antologia Crônico! (Ed. LiterArte) e Contos de Outono (Ed.CBJE). Assina, semanalmente, crônicas nos jornais A Hora de Lajeado e Opinião, de Encantado. Integra a Associação Gaúcha dos Escritores e a Academia Literária do Vale do Taquari. “Intrigas da Colônia” (Ed. Scortecce) é seu primeiro livro de contos.

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27
ago
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A crônica de Emir Ross: Arte e política

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Arte e política, por Emir Ross

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Hoje é dia de citar Pedro Abrunhosa: “Acha-se que o que separa Portugal e Brasil é o Atlântico, o que, na verdade, nos une. Acha-se que o que une Portugal e Brasil é a língua, o que, na verdade, nos separa.”

O irônico é que ele não veio para Porto Alegre nem pela língua e muito menos pelo oceano. Pedro Abrunhosa veio pela música.

Eu ando numa fase musical. Esse é o lado bom do horário político. As pessoas dedicam-se mais à música, algumas até à literatura e, alguns poucos vão aos museus entre às treze e quatorze horas.

Há quem defenda o horário político com base no serviço que este presta aos votantes. Eu continuo acreditando que o único serviço que ele nos presta é o de esvaziar um pouco mais nossa gorda conta bancária. Acreditem, essa história do horário eleitoral ser gratuito é tão mentiroso quanto as promessas nele anunciadas.

Já vi candidato a vereador prometendo baixar o preço da gasolina. E candidato a deputado dizendo ser a homossexualidade uma doença e que ele tinha projeto para curar os que dela sofriam.

Mas, voltando à nossa conta bancária, que é o que mais nos interessa no momento, é bom dizer que o horário eleitoral só é gratuito para os partidos. Isso porque quem paga o espaço são os contribuintes, afinal estes já não sabem o que fazer com tanto dinheiro, então preferem investir em programas desse tipo.

Eu, como digno consumista, compro, pago e não uso.

Acredito que muitos, iguais a mim, também procedam dessa forma. Mas é o que se deve fazer em países de primeiro mundo, sem problemas sociais e com altíssimos investimentos de ordem pública na cultura.

Defendo uma LIC para o horário eleitoral gratuito. Este é o programa que mais incentiva e fomenta o acesso à diferentes manifestações culturais, mesmo que o que ele mais nos dê seja tempo, coisa que nos falta nas demais épocas do ano.

Estou elaborando um projeto de pesquisa para saber se nos meses em que vigora o horário político o dia passa a ter vinte e seis horas.

Afinal, uma das dúvidas que mais me assola é sobre o tempo. Alguém sabe onde vão parar as horas que a gente tem para se dedicar à música, à literatura e aos museus quando o horário político não existe?

Este é somente mais um dos mistérios da fé que temos nas inteligentes leis que regem este país.

Se Pedro Abrunhosa vivesse aqui, e somente aqui, talvez dissesse que as pessoas acham que o que separa arte e política são as eleições, que é o que, na verdade, as une. E que as pessoas acham que o que une arte e política é o tempo ocioso, o que, na verdade, as separa.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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26
ago
12

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 28/08: Lançamento do livro A sociedade midiocre, de Juremir Machado da Silva

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28, terça, 19h: Lançamento do livro A sociedade midíocre – passagem ao hiperespetacular (o fim do direito autoral e da escrita), de Juremir Machado da Silva (Editora Sulina.

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O livro é um diálogo com as ideias do pensador francês Guy Debord: teses que descrevem a sociedade do espetáculo e seus limites. Debord acertou no diagnóstico, mas errou no prognóstico. Em A Sociedade Midíocre a proposta é provocar o pensamento com textos aforísticos, que vão de questões políticas a questões filosóficas e às mídias e suas implicações no cotidiano. O direito autoral chegou ao fim? O autor tem sua legitimidade ainda escrita? O livro impresso está com os dias contados? A escrita também? Essas são algumas teses lançada por Juremir neste ensaio.

O livro, impresso ou digital, já faz parte de um imaginário superado, uma “civilização” ultrapassada, espectro de uma mutação em ato diante dos olhos de todos? O hiperespetáculo é o espetáculo como mídia. Enquanto alguns ainda lutam pela salvação do livro, a escrita torna-se, tecnologicamente, dispensável? Fim de um tempo, de um mundo, sem alarde, sem explosão, sem desespero, sem revolução? O futuro já faz parte do passado? Questões para tirar o cérebro do entorpecimento. Passagem a uma nova modalidade de existência, o hiperespetáculo.

Juremir Machado da Silva éDoutor em Sociologia pela Sorbonne, Paris V, escritor, jornalista e tradutor, é pesquisador 1B do CNPq, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS e autor, entre outros livros, dos ensaios A miséria do jornalismo brasileiro (Petrópolis, Vozes, 2000) e As Tecnologias do imaginário (Porto Alegre, Sulina, 2003), dos romances Getúlio (Rio de Janeiro, Record, 2004) e Solo (Record, 2008) e do resgate histórico Vozes da Legalidade – política e imaginário na Era do Rádio (Sulina, 2011).

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26
ago
12

Programação de 27 de agosto a 01 de setembro de 2012

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27, segunda, 19h: Festipoa revisitada e sampleada: Pedra do Sono e outras pedras fundamentais da poesia brasileira: bate-papo sobre a poesia de João Cabral de Melo Neto, com Antônio Sanseverino, Guto Leite e Richard Serraria.

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 – Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) foi um poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Da obra poética de João Cabral pode-se mencionar, ao acaso, pela sua variedade, os seguintes títulos: “Pedra do sono”, 1942; “O engenheiro”, 1945; “O cão sem plumas”, 1950; “O rio”, 1954; “Quaderna”, 1960; “Poemas escolhidos”, 1963; “A educação pela pedra”, 1966; “Morte e vida severina e outros poemas em voz alta”, 1966; “Museu de tudo”, 1975; “A escola das facas”, 1980; “Agreste”, 1985; “Auto do frade”, 1986; “Crime na Calle Relator”, 1987; “Sevilla andando”, 1989.

Antônio Marcos Sanseverino. Mestre em Letras pela UFRGS e doutor em Letras pela PUCRS, com a tese “Realismo e Alegoria em Machado de Assis”. É professor adjunto de literatura brasileira da UFRGS. Pesquisou a poesia de Carlos Drummond de Andrade, analisando como as tensões sociais dos anos 30 e 40 transformaram-se em problemas formais de sua poética. Atualmente desenvolve pesquisa sobre a formação da crônica no Brasil, especificamente trabalhando com a crônica de Machado de Assis. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Machado de Assis, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira, Machado de Assis, ironia, alegoria e poesia brasileira.

Guto Leite. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Indicado ao Prêmio Açorianos (Categoria Poesia) no ano de 2010. Co-roteirista dos filmes de curta-metragem “Estado Senil” (2009), “Revés” (2008) e “Bons sonhos, Maria”(2006). Argumentista da personagem Júlio César, publicado em setembro de 2010 pela revista independente “Eixada” e em julho de 2011 na coletânea “O melhor da festa, volume 3”. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS. www.gutoleite.com.br.

Richard Serraria é músico, compositor, poeta, graduado em Letras pela UFRGS, Mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, professor universitário na Feevale NH e agitador cultural com atuação na cena porto alegrense há mais de 15 anos. Atua junto à banda Bataclã FC há 11 anos, tendo com esta recebido 4 prêmios Açorianos: Melhor Compositor Pop Rock 2002 e 2004 e Melhor Grupo Pop Rock 2001 e 2002. Em 2008 lançou seu primeiro disco solo, Vila Brasil, que em 2010 recebeu distribuição nacional da Tratore. Em 2010, gravou segundo trabalho solo, Pampa Esquema Novo, com participação de Zeca Baleiro e Daniel Drexler, entre outros.

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28, terça, 19h: Lançamento do livro A sociedade midíocre – passagem ao hiperespetacular (o fim do direito autoral e da escrita), de Juremir Machado da Silva (Editora Sulina.

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O livro é um diálogo com as ideias do pensador francês Guy Debord: teses que descrevem a sociedade do espetáculo e seus limites. Debord acertou no diagnóstico, mas errou no prognóstico. Em A Sociedade Midíocre a proposta é provocar o pensamento com textos aforísticos, que vão de questões políticas a questões filosóficas e às mídias e suas implicações no cotidiano. O direito autoral chegou ao fim? O autor tem sua legitimidade ainda escrita? O livro impresso está com os dias contados? A escrita também? Essas são algumas teses lançada por Juremir neste ensaio.

O livro, impresso ou digital, já faz parte de um imaginário superado, uma “civilização” ultrapassada, espectro de uma mutação em ato diante dos olhos de todos? O hiperespetáculo é o espetáculo como mídia. Enquanto alguns ainda lutam pela salvação do livro, a escrita torna-se, tecnologicamente, dispensável? Fim de um tempo, de um mundo, sem alarde, sem explosão, sem desespero, sem revolução? O futuro já faz parte do passado? Questões para tirar o cérebro do entorpecimento. Passagem a uma nova modalidade de existência, o hiperespetáculo.

Juremir Machado da Silva éDoutor em Sociologia pela Sorbonne, Paris V, escritor, jornalista e tradutor, é pesquisador 1B do CNPq, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS e autor, entre outros livros, dos ensaios A miséria do jornalismo brasileiro (Petrópolis, Vozes, 2000) e As Tecnologias do imaginário (Porto Alegre, Sulina, 2003), dos romances Getúlio (Rio de Janeiro, Record, 2004) e Solo (Record, 2008) e do resgate histórico Vozes da Legalidade – política e imaginário na Era do Rádio (Sulina, 2011).

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29, quarta, 18h: Lançamento do livro Intrigas da colônia, de Laura Peixoto (Scortecci Editora).

Com texto fluente, crítico e observador, a coletânea de contos “Intrigas da Colônia” aborda temas com um tom narrativo que parece comum ao leitor que mora ou morou em cidades pequenas ou vilarejos, onde muitos sabem da vida de todos. A autora mantém o tom de fofocas, às vezes divertido, outras vezes incômodo e contraditório, como quem observa a vida de moradores das cidadezinhas. O texto fluente, mas lapidado, apresenta a sabedoria de algumas personagens tão comuns como a fofoqueira da praça, as relações delicadas entre vizinhas, a filha desnaturada, as traições e a masculinidade, o homem que anota na caderneta os suicídios na vila, os conselhos entre diferentes vínculos sociais dos personagens. Miudezas que resgatam até receita de compota de pepino, metáfora para cuidar da vida de cada um. “Intrigas da Colônia” pelo olhar da autora em 30 contos compõe um pano de fundo para a reflexão sobre a própria humanidade e a difícil individualidade na colônia.

Laura Peixoto, 54, nasceu em Santa Cruz do Sul, mas reside em Lajeado, onde viveu a maior parte de sua vida, casou e onde nasceram seus três filhos. É jornalista, com especialização em Filosofia e Educação.  Foi aluna do escritor Luis Antonio Assis Brasil, na Oficina de Criação Literária, da PUC.  Em 2005 publicou o livro infantil “Um dia tudo se ajeita!”, WS Editora. Em 2011 participou da antologia Crônico! (Ed. LiterArte) e Contos de Outono (Ed.CBJE). Assina, semanalmente, crônicas nos jornais A Hora de Lajeado e Opinião, de Encantado. Integra a Associação Gaúcha dos Escritores e a Academia Literária do Vale do Taquari. “Intrigas da Colônia” (Ed. Scortecce) é seu primeiro livro de contos.

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30, quinta, 19h: Por que escrever? – bate-papo com os escritores Ivan Ângelo e Luís Henrique Pellanda. Lançamento dos livros Certos Homens – de Ângelo e As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 2, de Pellanda. Promoção de aniversário da Editora Arquipélago.

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Ivan Angelo nasceu em Barbacena (MG), em 1936, e foi criado em Belo Horizonte. É autor dos romances A festa (1976) e Amor? (1995), ambos vencedores do Prêmio Jabuti. Foi duas vezes premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, pelo livro de contos A face horrível (1986) e pelo romance juvenil Pode me beijar se quiser (1997). Também é autor de obras infantis e de crônicas. Teve livros publicados em inglês, francês, alemão e espanhol. Desde 1999 é cronista da revista Veja São Paulo.

Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba (PR), em 1973. Escritor, jornalista e músico, é coeditor e cronista dos sites Vida Breve e Eletroficção. Autor dos livros O macaco ornamental (contos) e Nós passaremos em branco (crônicas), trabalhou nos jornais Gazeta do Povo e Primeira Hora e foi subeditor e colunista do Rascunho.

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Certos Homens, de Ivan Angelo. Um mal-entendido telefônico que nunca será desfeito, as desconcertantes conversas de um avô com seu neto, uma inusitada colheita de pitangas nas ruas de um bairro paulistano, o encanto perene das antigas namoradas. Casos bem-humorados e outros nem tanto, retratos de tipos humanos, relações amorosas, cenas urbanas, crítica social e de costumes, alguma poesia. Quase tudo o que cabe numa crônica está neste livro. Nas 50 crônicas deste volume, um assunto puxa o outro, e o que emerge desse conjunto é um panorama muito pessoal da vida brasileira, de hoje e de antes. Sem evitar nem mesmo temas à primeira vista áridos – como a violência ou a política –, Ivan Angelo propõe ao leitor, seu eterno cúmplice, aqueles dois dedos de prosa que, com as palavras precisas, transformam uma boa conversa em grande literatura.

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Neste As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 2, alguns dos mais prestigiados escritores brasileiros de hoje falam aberta e apaixonadamente sobre a escrita e a leitura. E ao responder a essas dezenas de perguntas eles estão, na verdade, refletindo sempre sobre a mesma – e fundamental – questão: por que escrever? Escritores entrevistados: Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Ariano Suassuna, Carlos Heitor Cony, Joca Reiners Terron, Marçal Aquino, Marcelo Backes, Miguel Sanches Neto, Raimundo Carrero, Rodrigo Lacerda, Ronaldo Correia de Brito, Ruy Castro, Sérgio Rodrigues, Silviano Santiago e Vilma Áreas.

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31, sexta, 19h: Lançamento do livro Breu rendado, poemas de Deisi Scherer Beier (Editora Movimento).

O leitor está prestes a mergulhar entre as capas do terceiro livro de poemas de Deisi Beier intitulado Breu rendado. Deisi sugere com essa metáfora sua apetência por uma linguagem aparentemente mais fechada ou rente a uma obscuridade virtuosa, espécie de corolário da razão poética. A poeta convida o leitor a se situar, portanto, no centro de uma tensão entre o fechado e o aberto. Breu rendado supõe uma subjetividade conquistada e estruturada sobre escolhas expressivas. O que parece difícil em poesia não pretende cancelar a participação do leitor, o difícil está no poema como  um convite à colaboração e à sugestão. Deisi faz a si mesma essa pergunta subjacente ao trabalho compositivo de qualquer poema: como dizer o que é tão claro aos olhos? Aquilo que o poema tenta figurar e que, a princípio, o justificaria enquanto forma estética acaba por escapar da vista do seu criador. Mas é aqui que o leitor se torna decisivo, pois ele reinventa o poema; o significado não está mais no poema (aliás, nunca esteve), mas no leitor. Na superfície têxtil dos poemas de Deisi Beier o leitor deve estar disposto a apalpar, aqui, um “bloco de nudez e escuridão”, ali, vestir “as trevas guardadas nas roupas” e, mais além, aceitar que as palavras vazem de seu vazio. Palavras, férreas como o silêncio do escorpião.  Breu rendado, mais um belo conjunto de poemas de Deisi Beier.

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01, sábado, 18h: Sarau das Seis – A ciranda das poetisas: Florbela Espanca, Sophia de Melo Andrensen, Hilda Hilst e Adélia Prado.Com Gabriela Silva, Jaqueline Bohn Donada, Lígia Sávio e Jeferson Tenório, com a participação especial de Robertson Frizero.

Cirandas para amar o amor, cirandas para cantar a vida, círculo de leitura, de canto, de poesia viva e mutante. É essa a ideia da edição A ciranda das poetisas do Sarau das Seis. Serão lidos e compartilhados os amores e modos de ver o mundo e a vida dessas quatro grandes artistas. Cronistas, dramaturgas, ficcionistas, poetisas elas construíram um universo poético compartilhado por milhares de leitores. Florbela Espanca, Sophia de Melo Andrensen, Hilda Hilst e Adélia Prado são nossas leituras, seus poemas e sujeitos líricos serão nosso tema. Se a poesia é o gênero da recordação, se devemos dar corda constante em nossos corações, estejam conosco sábado, tragam seus livros, seus poemas prediletos, suas vozes e seus afetos poéticos. O sarau de é de leitores e para leitores. 

 

 

O grupo responsável pela produção e apresentação do Sarau das 6 é formado por

Jaqueline Bohn Donada. Apaixonada, em tempo integral, por literatura, cultura e viagens. Viajou às entranhas monstruosas do romantismo quando publicou o livro “Spontaneous Overflow of Powerful Feelings”: Romantic Imagery in Mary Shelley’s Frankenstein, em 2009. Formada em Letras, respira literatura, principalmente a de língua inglesa, há anos. Atualmente vive no século XIX. Nas horas vagas, é professora de inglês e aluna de doutorado pela UFRGS.

 Gabriela Silva. Tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem. Atualmente está em Lisboa, dizem que estudando.

Lígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS

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25
ago
12

Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 25/08: Pocket musical de Pré-lançamento do CD Toca S/A

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Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 25, pocket musical de Pré-lançamento do CD Toca S/A, com a banda Toca S/A. Fotos do evento.

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