Arquivo para 10 de setembro de 2012

10
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12

Vem aí, na Palavraria, em setembro: Oficina de Prosa, com Ronald Augusto

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Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina de Prosa: primeiro percurso

Com Ronald Augusto

De 24 de setembro a 26 de novembro de 2012
Às segundas-feiras, das 16h às 18h

Espaço de interlocução e troca de experiências entre escritores iniciantes e/ou em formação, sob a mediação e orientação do poeta, escritor e crítico Ronald Augusto, para a construção e análise compartilhadas de textos em prosa.

PARA QUÊ: Buscar crescimento coletivo como prosadores, através de leitura, análise, debate, exercício e produção de textos.

COMO: Um pequeno grupo (entre 05 e no máximo 10 pessoas) conversa, troca informações, análises, descobertas, preferências; cada um lê seus textos, sugere e ouve, acata, refuta, busca alternativas; faz exercícios propostos pelo orientador e cria outros; reflete sobre sua própria criação e a de colegas; cria contos e/ou textos em prosa de estrutura mais aberta, a partir de temas dados e formas de linguagem, e discute.

PREÇO E FORMAS DE PAGAMENTO: R$ 500,00 (quinhentos reais) à vista ou em 2 parcelas de R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);ou ainda em 4 parcelas de R$ 135,00 (cento e trinta cinco reais), sendo a 1ª, no ato da inscrição e as demais em cheque.

ONDE: Palavraria – Livros e Cafés
Oficineiros: São escritores dispostos a produzir e experimentar formas textuais, bem como ouvir e falar sobre as suas e as produções dos seus pares.

 QUEM ORIENTA: Ronald Augusto é um escritor que atua em inúmeras áreas: é poeta, músico (integra a banda os poETs), letrista, ensaísta e possui ainda um trabalho significativo no âmbito da literatura. Suas produções foram publicadas em revistas literárias, bem como em antologias, dentre elas destacamos: A razão da Chama, organizada por Oswaldo de Camargo (1986), a revista americana Callaloo: African Brasilian Literature: a special issue, EUA (1995 e 2007), a revista alemã Dichtungsring Zeitschrift für Literatur, e outras. As principais temáticas presentes no repertório intelectual de Ronald Augusto referem-se à poesia contemporânea e à literatura negra no Brasil. Entre essas publicações um estudo referente à obra de Cruz e Sousa mereceu destaque e por este trabalho o escritor recebeu a Medalha de Mérito conferida pela Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa. Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poesia contemporânea e visual. Em 2007 criou ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia. Diretor associado do website WWW.sibila.com.br. Colaborador do caderno Cultura do Diário Catarinense.  Entre suas principais publicações destacamos Homem ao rubro, de 1983, Puya, com a primeira edição em 1987; e ainda um dos seus mais recentes trabalhos, que recebeu o nome de Confissões Aplicadas,publicado em 2004. Recentemente publicou pela editora Éblis o livro de poemas No assoalho Duro(2007).

Veja mais de Ronald Augusto em:

www.poesiacoisanenhuma.blogspot.com
www.poesia-pau.blogspot.com
www.ospoets.com.br
www.editoraeblis.blogspot.com
www.sibila.com.br

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10
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A crônica de Emir Ross: Ensaio sobre os mictórios gigantes

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Ensaio sobre os mictórios gigantes, por Emir Ross

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Tenho um metro e setenta e sou contra Duchamp. Sou contra a alta do petróleo, contra os intelectuais, contra as cidades maravilhosas e contra os mictórios. Principalmente, os dependurados acima do meu umbigo. Não é a toa que vê-se e cheira-se tanto a mijo pelo chão de alguns bares.

Imagine um anão depois de tomar seus tragos, enfrentar uma bicha de algumas várias pessoas até chegar ao desejado local capaz de engolir suas sobras e não conseguir direcionar o pênis até o vaso quente e cheio de limões que renderia o extremo gozo.

Não é preciso ir longe ou ser anão. Eu mesmo tenho dificuldades em colocar-me acima dos mictórios em certos locais de Porto Alegre. Esta, por sinal, seguramente, é uma terra de gigantes.

Os gaúchos tendem a pensar que tudo aqui é maior ou melhor que os outros Estados da nação. Tem até um certo escritor que diz cultuar a estética do frio e julga que o clima aprimora a superioridade deste povo que, segundo um professor local, tem um enorme passado pela frente. Felizmente esse professor não é romancista e o seguidor da estética do frio faz mais discos do que livros. Estes, por sinal, insuperáveis.

Voltando aos mictórios, temos, em Porto Alegre, o Gigante da Beira-Rio, que é um estádio de futebol localizado na beira de um lago. Ao seu lado, o Gigantinho, um ginásio de esportes que serve para pretendentes a vagas nas universidades fazerem um vestibular simulado no mês de dezembro, sentados nas arquibancadas num calor que beira os cinqüenta graus; muitos deles desistem das provas de verdade e vão para o litoral no verão. Um litoral gigante, que tem apenas uma praia com centenas de quilômetros dividida por vários nomes como Tramandaí, Nova Tramandaí, e assim por diante.

Porto Alegre tem outras coisas gigantescas para se orgulhar. Orgulha-se todo dia vinte de setembro de ter perdido uma guerra lá no século dezenove. Próximo a esta data, quem nunca viveu no campo veste bombacha e vai para um acampamento cheio de lama morar em barracas, beber canha e comer churrasco gordo. Ficam lá dias e dias a fio. Esta, é a maior concentração de colesterol por metro quadrado do mundo. Ali, quem nunca pisou numa bosta de vaca tenta convencer o vizinho da melhor maneira de se carnear um novilho.

Em Porto Alegre também há a maior concentração de machos que já se ouviu falar. Nesta cidade, até mulher é macho. Seguidamente perguntam aos gaúchos que visitam outros Estados se é verdade que nas terras sulinas só tem macho: eles respondem que sim.

Possivelmente, a altura dos mictórios esteja ligada a este complexo de gigantismo do povo dos pampas. Nos próximos minutos, receberei algumas ameaças de morte e daqui há sete dias já terei exílio concedido por algum outro Estado brasileiro que manterá absoluto sigilo quanto à minha localização. É provável que eu procure um lugar aonde não venha a ter problemas com os mictórios. Mas uma coisa é certa, levarei comigo a bandeira verde, amarela e vermelha com a heráldica farroupilha para colar no vidro traseiro do carro, afinal, gaúcho que é gaúcho sempre leva o Rio Grande consigo.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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