Arquivo para 24 de setembro de 2012

24
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 26/09: Lançamento do livro Introdução à linguística, de Marco Antônio Bomfoco

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26, quarta, 19h: Lançamento do livro Introdução à Linguística, de Marco Antônio Bomfoco (Editora Brejo).

A linguística procura responder duas questões básicas: “o que é a linguagem?” e “como a linguagem funciona?”. Essas questões são tratadas de maneira diferente pelos linguistas. Há duas tendências principais na linguística moderna: o funcionalismo e o formalismo. Para os funcionalistas, a linguagem é um fenômeno primariamente social, existindo, portanto, conexão entre língua e cultura ou comunidade. Já para os formalistas, a linguagem é um fenômeno natural ou mental. Os formalistas acreditam que ainda que a linguagem tenha funções sociais, essas funções não afetam a organização interna da linguagem. São duas modalidades de conceber a linguagem que estão em constante conflito.

Marco Antônio Bomfoco nasceu em Passo Fundo, em 1966. Licenciado, mestre e doutor em Letras, colaborou em jornais e sítios eletrônicos no Brasil e Estados Unidos. Residiu em diversas cidades brasileiras e em Ancona, Itália. Fez oficina de produção de livros com Paulo Tedesco, escritor e editor gaúcho, e de escrita de trabalhos acadêmicos com Jurandir Malerba, professor e pesquisador da PUCRS. Já publicou capítulo em livro de linguística editado pela UFMG.

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24
set
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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 25/08: Festipoa Revisitada

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25, terça, 19h: Festipoa revisitada e sampleada: Conto: espelhamentos e impossibilidades reincidentes, bate-papo com Leila de Souza Teixeira, Lu Thomé e Juarez Guedes Cruz.

Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo (RS), em 1979, é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O interesse por literatura a levou a cursar a Certificação Adicional em Escrita Criativa, na PUC/RS, bem como a participar das oficinas literárias de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Léa Masina. Publicou contos nas antologias Inventário das delicadezas (2007) e Outras mulheres (2010) e na Revista VOX do IEL/RS (2011). É idealizadora e curadora da Vereda Literária. “Em que coincidentemente se reincide” (2012), seu primeiro livro individual, é um jogo de espelhos, onde, para cada história, há outra que complementa e dá novo significado à anterior. A morte, a doença, os relacionamentos, a guerra, a criação artística: tudo acontece em ciclos, que se repetem e se refletem, mas que não são idênticos.

Juarez Guedes Cruz nasceu e vive em Porto Alegre (RS). É médico, psiquiatra e psicanalista. Além da presença em antologias de contos ou de ensaios psicanalíticos, publicou dois livros de contos: A cronologia dos gestos (2003, vencedor do Prêmio Açorianos) e Alguns procedimentos para ocultar feridas (2007, finalista do Prêmio Açorianos). Também em 2007, foi o organizador da antologia de contos O paradoxo de Tchekov. “Antes que os espelhos se tornem opacos” (contos, Dublinense/2011) é seu livro mais recente.

Luciana Thomé nasceu em 1977 em Lajeado (RS). É jornalista, escritora e sócia da Não Editora (www.naoeditora.com.br). Freqüentou a Oficina de Criação Literária da PUCRS ministrada pelo Professor Luiz Antônio de Assis Brasil. Participou das antologias Contos de Oficina 35 (Editora Bestiário), Ficção de Polpa – Volumes 1, 2 e 3 (Não Editora). Atua profissionalmente como assessora de imprensa e webwriter em sua empresa, o Estúdio de Conteúdo.

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A FestiPoa Literária revisitada e sampleada é a retomada de parte da programação do evento, com a presença de alguns dos escritores que participaram de sua 5ª edição em abril deste ano, e a oportunidade que o público leitor terá de acompanhar a festa literária ao longo de todo o segundo semestre. Temas, reflexões, debates e livros, que estiveram na pauta da última edição, receberão novas abordagens dos convidados, e os escritores revisitarão assuntos e textos seus e de outros autores, contemporâneos ou clássicos.
Conheça a FestiPoa Literária: www.festipoaliteraria.com

E acompanhe as novidades no blog http://festipoaliteraria.blogspot.com/ no facebook/festipoa e no twitter

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Cabaré do Verbo: http://cabaredoverbo.blogspot.com
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A crônica de Emir Ross

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Aprendi a fazer asinhas nos calçados aos oito anos. Antes, para amarrar os cadarços, eu dava vários nós. Quando chegava em casa, não conseguia desfazê-los. Mamãe ajudava.

As mães sempre ajudam. Sempre estão presentes para amenizar os falhaços dos filhos. Acredito ser uma forma de punição por nos terem colocado no mundo. Elas merecem pagar pelo que fizeram.

Eu sempre arranjo formas de punir minha mãe. Não a perdoo. O mundo seria um lugar bem melhor sem mim.

No tempo em que vivia com ela, a punia no inverno. “Mãe, tá frio.”

Ela saía de seu quarto e arranjava outro cobertor para me tapar.

Hoje, puno-a com saudades. Cada tempo usa as armas que possui.

Sou bom. Em armas. Estão sempre engatilhadas. Atiram para todo lado. Por isso o mundo seria um lugar melhor sem mim. Por isso, minha mãe tem de sofrer.

Porque eu atiro. Coloco o dedo na ferida. Ninguém está a salvo. Miro nos melhores amigos. Faço piores inimigos. Pelo simples prazer do disparo. Para ouvir o estrondo.

Gosto dos estrondos.

Porque, depois deles, tudo é silêncio. Ouve-se os pássaros. Os sussurros. Não é preciso que as mulheres gritem durante o sexo. Um simples gemido e já está. Esta é minha sina, gosto dos estrondos.

Das enxurradas.

Da poeira.

Porque tudo passa.

Porque durante o caos todos lembram dos tempos em que eram felizes e não sabiam.

No ser humano, a memória é curta.

A razão dos estrondos serem cada vez mais necessários. Mais uma vez, culpa das mães. Que acordam no meio da noite para arranjar mais um cobertor. Madrugada após madrugada.

É por causa delas que os gatilhos são necessários.

Puna-se.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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