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Programação de 15 a 20 de outubro de 2012

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15, segunda, 17h30: Lançamento do livro A esperança da Pedagogia. Paulo Freire – esperança e compromisso. Bate-papo com os organizadores, Adriano Vieira e Ana Lúcia Souza de Freitas.  (Editora Líber Livro).

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O livro propõe-se como subsídio para reflexões de educadores e educadoras em processo de formação permanente, contribuindo para a preparação de novos professores e professoras que sonham com a educação como instrumento de transformação. Além dos organizadores, participam como autores Carlos Rodrigues Brandão, Lúcio Gomes Dantas, Márcia Lopes Reis, Antônio Domingo Braço, Juan Miguel Batalloso, Maria Cândida de Moraes e  Guillermo Williamson Castro.

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17, quarta, 19h: Lançamento do livro Andorinhas e outros enganos, de Sidnei Schneider.

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Contos que falam sobre a vida nos centros urbanos, com personagens que experimentam as consequências de seus enganos. A vida no campo, com uma jovem cega enfrentando seus desejos e limites ou uma criança que encontra o lado cruel da existência. A vida sem glamour do escritor e suas artimanhas para encontrar o ilusório reconhecimento.

Andorinhas e outros enganos é dividido em três partes, totalizando 12 contos. Sidnei Schneider aborda temas como a trajetória de uma garota de bar em bar ou o encontro entre mulher rica e moradores de ponte. Também se permitindo beber de Guimarães Rosa e Simões Lopes Neto para falar sobre a ganância humana e os erros, ou relacionar pratos antigos de porcelana à história da imigração alemã no Rio Grande do Sul.

Um livro de temática diversa e modos de narrar diferentes, que deixa explícito o estilo da prosa do autor nesse livro de estreia como contista. Qualidades que Márcia Ivana de Lima e Silva ressalta na orelha da obra. “Os contos de Sidnei impressionam pela força da linguagem e das imagens, deixando entrever o poeta que escreve contos. O autor alia complexidade à sugestividade, como recomenda Poe, caracterizando sua obra com a riqueza sempre almejada. Suas Andorinhas chegaram para ficar.”

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Sidnei Schneider é poeta, tradutor e contista. Publicou Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e Versos Singelos – José Martí (SBS, 1997). 1º lugar no Concurso de contos Caio Fernando Abreu, UFRGS (2003), 1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM (1995).

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18, quinta, 19h: FestiPoa revisitada e sampleada:  Leituras: Entrechos, com Guto Leite, e Eletropoeteria, com Lucas Reis e Dado Vargas, apresentando poemas de Carlos Drummond de Andrade.

A FestiPoa Literária revisitada e sampleada é a retomada de parte da programação do evento, com a presença de alguns dos escritores que participaram de sua 5ª edição em abril deste ano, e a oportunidade que o público leitor terá de acompanhar a festa literária ao longo de todo o segundo semestre. Temas, reflexões, debates e livros, que estiveram na pauta da última edição, recebem novas abordagens dos convidados, e os escritores revisitam assuntos e textos seus e de outros autores, contemporâneos ou clássicos.

Guto Leite. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Indicado ao Prêmio Açorianos (Categoria Poesia) no ano de 2010. Co-roteirista dos filmes de curta-metragem “Estado Senil” (2009), “Revés” (2008) e “Bons sonhos, Maria”(2006). Argumentista da personagem Júlio César, publicado em setembro de 2010 pela revista independente “Eixada” e em julho de 2011 na coletânea “O melhor da festa, volume 3”. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS. www.gutoleite.com.br. Guto lança ainda em 2012 o livro “Entrechos”: O livro de Guto Leite tem um tanto de desaforado, matreiro e terno, não necessariamente nesta ordem. No conjunto do texto, é possível discernir uma progressão narrativa que oscila entre, de um lado, fábulas e paráfrases, e, de outro, dado prosaico associado à memória ficcional. Uma prosa enigmática repassada de ritmo e procedimentos poéticos, o que não deixa de ser um desafio ao leitor. (Homero Vizeu de Araújo, trecho do prefácio do livro “Entrechos”)

Lucas Reis Gonçalves é poeta e articulador cultural. Novamburguense frequentador da capital gaúcha, formou-se em eletrônica e com ela trabalhou por mais de um ano – até descobrir, por inteiro, a literatura. Depois de três anos esboçando versos, publicou seu primeiro livro, Se soubesse o que dizer, diria em prosa (Paco Editorial, 2011), finalista do prêmio da Ages.  e, através dele, criou, juntamente com o músico Dado Vargas, um novo projeto de declamação poética: Eletropoeteria. Lucas atualmente estuda Letras na UFRGS escreve para sites de literatura (públicos e independentes).

Dado Vargas é músico e compositor, natural de Palmeira das Missões – RS. Em 2005, com 16 anos, começou a se apresentar na região noroeste do estado, fazendo shows em bares e casas noturnas. Hoje, morador da capital gaúcha, estuda Letras na UFRGS e possui, juntamente com o colega e amigo Lucas Reis Gonçalves, o projeto de declamação poética Eletropoeteria.

Eletropoeteria

Eletropoeteria é o mais novo projeto de declamação poética das redondezas da capital gaúcha. Com seu estilo eletrônico lembrado pela guitarra, é capaz de produzir uma nova voz à comunidade poética da região. Construindo e executando o projeto, estão o músico e compositor Dado Vargas e o poeta Lucas Reis Gonçalves. Juntos eles buscam inovar a representação poética e, com isso, trazer a poesia pra dentro da rotina das pessoas. Ousados, transformam a poesia num produto diferente. Produto esse que dá um tapa na cara dos velhos recitais e os convida pra dançar uma nova e divertida dança.

http://eletropoeteria.blogspot.com.br
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=wtKJkJfzbvY&NR=1

Pra nos fazer justiça, aqui vai nosso po-lema:

a poesia pro poeta é uma bolha
a flutuar sobre a realidade.
e ele, tolo que é,
detém-se a assoprá-la
pra cada vez mais alto.
mas atente-se, poeta:
a bolha – que tola não é –
tá pronta pra estourar.

“Vi ao vivo o barulho que a rapaziada faz com poesia e música, e vou te contar: é bom o negócio. Vale a pena conhecer. A guitarra tem talento; o dizedor de poemas também; e os dois juntos fazem acontecer uma dinâmica meio inesperada, que ilumina os dois lados da equação artística implicada ali. Inteligência ao vivo.” Luís Augusto Fischer, escritor, cronista, ensaísta e professor
“O Eletropoeteria está distante das recitações de poesia do tipo rasgação-de-peito, que não correspondem mais ao gosto do público. Poemas ditos com tranquilidade e ímpeto, acompanhados por um fraseado de guitarra e, conforme o caso, da projeção do texto em telão, criam empatia e conquistam. Drummond, Augusto dos Anjos, autores atuais e poemas próprios convivem numa boa. A dupla, além de tudo, entende de literatura e música, sabe o que está fazendo. Alguém quer mais? Basta ir ao próximo evento.” Sidnei Schneider, poeta, contista e tradutor

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Conheça a FestiPoa Literária: www.festipoaliteraria.com

E acompanhe as novidades no blog http://festipoaliteraria.blogspot.com/

nofacebook/festipoa e no twitter

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Cabaré do Verbo: http://cabaredoverbo.blogspot.com

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19, sexta, 19h: Lançamento do livro O amor é um lugar estranho, de Luís Roberto Amabile (Grua Livros).

O homem volta à cidade natal para um casamento e se recusa a ver um parente mais velho, com quem brigou faz anos e que está muito doente. Dois amigos saem do bar rememorando os tempos de faculdade e ao voltar para casa são parados pela polícia. O jornalista vai fazer uma reportagem num deserto de sal na Bolívia e encontra Julia, por quem se apaixona, e ela depois se desencontra dele. Com doses exatas de ironia e lirismo, os contos revelam o indivíduo moderno e sua vida menor em meio aos grandes dilemas do mundo, às relações sem esperança e às inevitáveis mentiras que abrandam o nosso cotidiano. São tramas que dissecam a alma contemporânea à luz de suas contradições e à sombra de suas incertezas. A lembrança contínua de nossa finitude por vezes é uma vaca morta na estrada que faz desviar o Monza enquanto o Flamengo joga no rádio, por vezes é a neve que cai em Buenos Aires após 69 anos. Nos “amores” desmetaforizados que as histórias ilustram, vemos as marcas ostensivas de uma sociedade que não sabe como lidar com seus sentimentos. E, com alívio ou pesar, constatamos que o amor, sempre associado à emergência do outro em nossa vida, é também solidão.

Luís Roberto Amabile nasceu em Assis, São Paulo, em 1977. Estudou teatro e jornalismo na USP. Fez pós-graduação em Fundamentos da Cultura e das Artes na UNESP e finaliza o mestrado em Teoria da Literatura / Escrita Criativa na PUCRS. Foi repórter de cultura, turismo e gastronomia nos jornais Folha de S. Paulo e Estado do S. Paulo e na Editora Abril. Participou do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, pelo qual publicou a peça “No bico do corvo”. Teve contos em antologias no Brasil e em Portugal.

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20, sábado, 16h: Abertura da 3ª Vereda Literária, com Donaldo Schuler e mediação de Ana Mariano.

Donaldo Schüler. É autor de mais de três dezenas de livros nas áreas da ficção, ficção infanto-juvenil, poesia e ensaio. Traduziu do grego Antígona, Édipo em Colono, Sete Contra Tebas e a Odisséia. Sua tradução de Finnegans Wake, de James Joyce, foi premiada pela Associação Paulista de Críticos Literários e com o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.

Ana Mariano. Nascida em Porto Alegre, formou-se em direito pela UFRGS. Tem poemas, contos e ensaios publicados em revistas literárias e antologias como a Antologia dos Contistas Bissextos (L&PM) organizada por Sérgio Faraco, 100 Autores que você precisa ler, organização de Léa Masina (L&PM) . Publicou em 2006 o livro de poemas Olhos de Cadela (L&PM), finalista do Prêmio Açorianos e em 2011 seu primeiro romance, Atado de Ervas.

A VEREDA LITERÁRIA é um evento anual, próximo ao período da Feira do Livro de POA, mas fora das mediações da Praça da Alfândega (não com o propósito de oposição, mas com o de adição: propor mais um caminho, ou mais uma vereda, que fomente novas discussões literárias). A realização do evento não tem fins comerciais e não conta com patrocínio. Por isso, essa Vereda é fruto do trabalho e doação dos seus idealizadores, da parceria de amigos ligados a área da literatura e cultura, e, é claro, da boa vontade dos participantes das ‘mesas’.

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20, sábado, 19h30: Leitura dramatizada da peça Quanto custa o ferro?, de Bertolt Brecht, pelo grupo de teatro A.M.A.R A VIDA.

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A peça de Brecht QUANTO CUSTA O FERRO? apresenta ao público a crescente adesão de parte da sociedade civil comum, supostamente pacata e tranquila, aos ideais totalitários da política nazista antes do início da segunda grande guerra.

Suavemente a propaganda xenófoba, homofóbica e anti-semita ia permeando o tecido social de uma Europa habitada, quase na totalidade, por pessoas individualistas, preocupadas apenas com o seu ganho individual e insensivel às causas solidárias.

Em nome do olhar apenas para o seu próprio umbigo, uma nuvem de pensamentos cínicos e hipócritas fez com que esta gigantesca massa silenciosa da população fosse fascinando-se com os métodos de propaganda que justificaram a instalação do nazismo.

Uma parte da população queria promessas de dias melhores, economicamente falando, de qualquer jeito, de qualquer modo, mesmo que o preço para este mundo encantado  representasse um ponta-pé na ética social e na ética política.

O amável vendedor de ferro e de metais vai aos poucos assistindo o processo de ditadura tomando forma, mas prefere fingir que não sabe que o problema existe.

Sobre o autor
Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898-1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o conhecido mundialmente a partir das apresentações de sua companhia, o Berliner Ensemble, realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955. Algumas de suas principais obras são: Mãe Coragem e seus filhos, A vida de Galileu, O senhor Puntila e seu criado Matti, A resistível ascenção de Arturo Ui, O círculo de giz caucasiano, A boa alma de Setzuan e A ópera dos três vinténs.

Sobre o diretor

Plínio Mósca, nascido no Rio de Janeiro e criado em Brasília, é diretor e professor de teatro. Foi aluno de Dulcina de Moraes e estudou Direção Teatral no Théâtre National de Marseille de 1982 a 1986. Dirigiu A exceção e a regra, de Brecht, no Festival Entepola Santiago do Chile e no Festival Ibero-americano de Copiapó, no Chile e Dansen, de Brecht, no Festival de Teatro Latino-americano de Ovalle – Chile, no Festival Internacional de Teatro de Punta Arenas – Peru e no Festival Intinerante y Encuentro de Teatro Popular FIETPO, em Lima – Peru. Vem apresentando, em diversos pontos culturais da cidade, o Ciclo de Leituras Dramatizadas de Bertolt Brecht. Pratica voluntariado como diretor e professor de teatro junto às ONGs Parceiros Voluntários e A.M.A.R. A VIDA.

Elenco:

Eliana Lazzarotto, Helena Brentano, Heloísa Borges, Bruno Lima, José Renato Lopes, Marília Matos.

Direção: Plínio Mósca

Apoio Cultural: FACULDADES MONTEIRO LOBATO

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