Arquivo para 6 de novembro de 2012

06
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 07/11: Lançamento do livro Polêmica velada: uma leitura de Memórias póstumas de Brás Cubas como resposta ao Primo Basílio, de Gisélle Razera

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07, quarta, 19h: Lançamento do livro Polêmica velada: uma leitura de Memórias póstumas de Brás Cubas como resposta ao Primo Basílio, de Gisélle Razera.

Polêmica velada é o resultado de uma dissertação de mestrado desenvolvida na UFRGS que teve como centro a análise comparativa entre dois ilustres romances: “Memórias póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis e “O primo Basílio”, de Eça de Queirós. Baseando-se na crítica feita por Machado de Assis ao romance de adultério queirosiano, a autora investigou a polêmica que a publicação de “O primo Basílio” protagonizou no Brasil, sobretudo na imprensa carioca. Além disso, foram analisados os desdobramentos dessa polêmica, inclusive na reformulação do estilo literário machadiano. Com ineditismo, o trabalho desdobra e demonstra a tese de que “Memórias póstumas de Brás Cubas” pode ser lido como uma resposta ao “Primo Basílio” e às doutrinas literárias difundidas pelo Naturalismo de Emile Zola.

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 06/11: Lançamento do livro Aqui Jasmim, de Caroline Millman

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06, terça, 19h: Lançamento do livro Aqui jasmim, de Caroline Millman (Editora Modelo de Nuvem)

O que diz Fabrício Carpinejar sobre o livro:

Caroline Milman é contida, guardada, recatada.

Não se espera dela nada, a não ser bons modos.

Nem leia o livro se quer manter essa imagem dela.

Porque seus olhos claros escondem tormentas. Suas pétalas, como lâminas, atraem insetos indefesos.

Aqui Jasmim cheira a pecado. Cheira a volúpia. Cheira a voragem de flor.

É perfume no pulso da página. No pescoço do poema.
Versos sestrosos, livres, corajosos. Caroline recorda de sua infância com a habilidade hipnótica. Fala aquilo que muitos temem, transborda de ofensas e verdades.

Dificilmente uma estreia é tão pungente, delicada e verdadeira. É uma estreia cheia de pequenas mortes e remorsos.

Ela nos devolve o inconsciente.

Quem nunca foi forçado a dormir de tarde pelos pais?

“Horas demais em silêncio.

Tanto assim que eu mesma piei

chamando os pássaros.

De longe talvez

o carro que dobrou uma esquina antes.

Inerte na cama que ocupava o centro.

Eu pregada na cruz da tarde quente

fingindo que dormia.

E duas horas depois

fingindo que acordava

contente.”

Assim, a cada página, somos acordados repentinamente da dormência dos hábitos, da infância que a gente julgava resolvida e acabada.

Há uma sequência de quadros familiares impecáveis, regressando ao quarto-sala-cozinha-corredor da criação dos anos 70. Crianças desafiam as convenções e pressentem a maturidade desde cedo.

É admirável a composição das cenas. Com um Amarcord gaúcho, a memória vai se fazendo em espiral, cíclica.

Meninas descem a rua aos dez anos, com a alça da camisa caindo, e logo se transformam em noivas casando, em mães gerando outras meninas descendo a lomba.

O único apoio para a leitura é o suspiro. A escada do suspiro.

“No terraço, o pai explica o trovão.

A mãe busca picolés antes da chuva.

Eu me encosto no suspiro de meu irmão”

Não é livro para rir ou chorar, é livro para respirar fundo em busca de ar.

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