Arquivo para 10 de novembro de 2012

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 13/11: Lançamento do livro O louco, a rua, a comunidade: as relações da cidade com a loucura em situação de rua

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13, terça, 19h: Lançamento do livro O Louco, a Rua, a Comunidade: as relações da cidade com a loucura em situação de rua, de Angela Maria Pagot (Editora Fio Cruz). Apresentação do livro por Berenice Rojas Couto, Pedrinho A. Guareschi e a autora.

Trata de um dos grandes desafios postos hoje à saúde mental que é o de enfrentar-se com uma crescente demanda materializada pela presença dos “loucos” em situação de rua. Tal presença não se constitui em um elemento conjuntural das cidades na contemporaneidade, uma vez que eles sempre estiveram presentes nela, ao longo dos tempos. No entanto, o trato dado à loucura modificou-se e, nesse sentido, parte do tratamento dado, atualmente, aos “loucos” em situação de rua, em Porto Alegre, avançando, numa proposta que inclui a comunidade. O livro é um estudo da comunidade a que pertencem os “loucos” em situação de rua, situando, a partir dele, as representações sociais  da comunidade, a respeito dos “loucos” em situação de rua.

 

Berenice Rojas Couto é Doutora em Serviço Social, professora titular do Departamento de Fundamentos do Serviço Social da PUCRS, coordenadora da área de Serviço Social na CAPES, membro Titular do CTC/CAPES. É consultor ad hoc da Cortez Editora e Livraria Ltda, membro Convidado da Secretaria Nacional de Assistência Social, Consultor Ad Hoc do Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, membro de corpo editorial da Revista Katalysis, membro de corpo editorial da Textos & Contextos (Online) e membro de corpo editorial da Em Pauta (Rio De Janeiro). Tem experiência na área de Serviço Social , com ênfase em Serviço Social Aplicado. Atua principalmente nos seguintes temas: Direito Social, Assistência Social, Política Social.

Pedrinho A. Guareschi é Doutor e Pós-Doutor em Psicologia Social – Universidade de Wisconsin, EUA e Universidade de Cambridge, Inglaterra. Atualmente é professor convidado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).  Conferencista Internacional. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: mídia, ideologia, representações sociais, ética, comunicação e educação.Atualmente trabalha como professor convidado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Ângela Maria Pagot é Doutora em Saúde Mental Comunitária – Universidade de Lanús, Buenos Aires, mestre em Psicologia Social e Institucional -UFRGS, psicóloga especialista em psicologia clinica, técnica em saúde mental do Cais Mental Centro de Porto Alegre-CAPS e professora  na FAPA.

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A crônica de Clarice Müller: Da Feira ao baião

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Da Feira ao baião, por Clarice Müller

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Verão é rua, definitivamente. Só mesmo o calor pra botar feira no lugar de cinema, livro no lugar de teclado. Mais aquelas bolachas todas se amontoando enquanto seu chope não vem. Normal, algo tem que compensar a canícula que sói ser inclemente por aqui e em Moscou (aquecimento global é chapéu que cabe em todos, sorry). Fiquemos nas delícias, porém, para não antecipar notícias que podem, ou não, ser fatais ao planeta segundo os incas ou maias, não sei qual deles tinha o calendário mais certinho, só sei que com eles a coisa não funcionou, tanto que estão extintos há um tempão enquanto nós seguimos aqui, não muito belos nem muito faceiros, porém ajudando a extinguir quem mais precise de uma mãozinha nesse sentido, êba!

Coisas boas então: Marcelino Freire ensinando o povo a soltar a língua numa oficina pra lá de boa na CCMQ, dois dias de conversa com o sujeito e se aprende a lidar com a palavra como gente grande, esse pernambucano é arretado demais! Outra pernambucana linda e talentosa aportou por aqui e dá os ares de sua poesia de um jeito que deixa todo mundo enamorado: Luna Vitrolira, que deu baile na Palavraria em noite de contos de Noll e Ivo Bender (coisa mais boa, gente!) e outro tanto na CCMQ ao meio-dia, pro povo do almoço se nutrir de outras coisas além de churrasco e sagu. Não bastasse isso, outros tantos a encontrar na Feira do Livro, debatendo, autografando, passeando, essas coisas que escritor se mete a fazer quando tá de bobeira. Bom pra atualizar a agenda que nem te conto. Até o pôr do sol mais lindo do mundo peguei de lambuja.  Na seqüência de tanto povo e literatura, nada como uma boa frescura, então toca pro shopping ver se o 007 continua com aquele corpinho que abalou Paris, promessa cumprida, thanks god!, o cara se puxa, salta, atira, esconde, bate, fode, bebe e corre que dá gosto; podia ter mais sexo e martini, mas parece que não é mais politicamente correto o Bond, James Bond, comer todas e sair matando, então fazer o que, a gente tem que obedecer os tempos modernos, não tem? O mulherio que aprecia homem pelado, porém, não precisa lamentar, que nas telas da cidade ainda tem outra chance: Magic Mike, com o Matthew McConaughey e o Channing Tatum interpretando strippers, sabe o que é isso? E depois dizem que o Papai Noel não existe!

Bom, mas pra não parecer que sou uma tarada full time, vou chegar ao X do cinema nacional: Gonzaga – de pai pra filho. Belíssimo filme! A história do difícil relacionamento entre Gonzaga pai e Gonzaga filho é muito bem contada por um elenco excelente, com destaque pro Julio Andrade, que assombra no papel de Gonzaguinha, parece encarnação, cruzes! O filme me prendeu e emocionou do princípio ao fim, ainda mais com as músicas de ambos perpassando tudo, um prazer enorme voltar a ouvi-los, arrepiei todinha. A turma dos cinéfilos talvez não aprecie muito porque a história tem princípio-meio-fim, é totalmente compreensível e, pior, emociona mesmo, além de não apresentar cortes fotográficos inusitados, mas o Breno Silveira está desenvolvendo uma cinematografia de qualidade e fora daquele binômio cidade-favela-bandidagem que já me encheu o saco.  Recomendo vivamente. Coisa boa é pra já.

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Clarice Müller é natural de Porto Alegre, onde já trabalhou como atriz, bancária, servidora pública e escritora quando a inspiração permite. Participou das oficinas de criação literária de Charles Kiefer e Luis Augusto Fischer e publicou, em conjunto com o também escritor Cláudio Santana, o livro de narrativas curtas VEROVERBO. Atualmente auxilia o amigo Fernando Ramos na coordenação da FestiPoa Literária e outros projetos afins. Ocasionalmente escreve no blog http://verbovero.blogspot.com.br/

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