Arquivo para 10 de dezembro de 2012

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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 10/12, lançamento do livro ciências na vida

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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 10, o lançamento do livro Ciências na vida: antropologia da ciência em perspectiva, organizado por Claudia Fonseca, Fabiola Rohden e Paula Sandrine Machado (Editora Terceiro Nome). Fotos do evento.

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A crônica de Emir Ross: Kiss

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Kiss, por Emir Ross

 

Eu não sei quantos anos separam 1998 de 2012. Sou péssimo em números. Mal sei contar um set list.

Mas pra que contar quando se pode aprender a ouvir. A ver. Em 1998, o Kiss trouxe um espetáculo multi-sensorial. Quem sabia contar até ali, desaprendeu. Porque contar não seria mais necessário.

Eu não sei quantos anos separam 1998 de 2012.

O primeiro foi o ano da Copa. O segundo, do copo.

Ao invés de passar domingos vendo futebol, aprendi a beber melhor.

Em 1998, metade dos colegas do curso de Publicidade e Propaganda queria morar em Nova Iorque e trabalhar no World Trade Center. Em 2012, dão graças a Deus pelo fracasso e dão aulas em universidades. Quem não aprendeu a fazer, ensina.

Essa é uma regra milenar. Numa aprendi a fazer, mesmo assim eu faço. Engano bem. Por isso não ensino. As universidades apenas abrem portas para fracassados.

Vez em quando eu uso janelas. Mas somente para sair. Por onde entro não conto.

Sou péssimo em números. Em 1998, Paul Stanley sobrevoou uma plateia enfeitiçada com suas plataformas extraterrestres. Eu ainda tinha vergonha de mijar ao ar livre. E voltava pra casa feliz quando beijava na boca.

Kiss é um meteoro. Passa de quando em quando. Das crateras surge a banda. Da banda surge o monstro psicótico que hipnotiza. O monstro que seca a parte do cérebro responsável pelos números. Mas que evoca a alma, os sentidos, o gênio primitivo dentro de cada um.

Eu não sei contar. Não quero saber. Não importa. Entre 1998 e 2012 nada aconteceu. Einstein estava certo. O tempo dobrou-se. As páginas colaram-se. Psycho Circus e Monster são o elo.

Os elos.

As Torres Gêmeas jamais existiram. Saddam Hussein também não. E o Grêmio continua sendo o único clube gaúcho Bicampeão da América e Campeão do Mundo.

Talvez algum dia provem que Einstein estava errado. E que o Meteoro Kiss jamais dobrou o tempo.

Espero não estar vivo para saber disso.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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