Arquivo para março \31\UTC 2013

31
mar
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Programação de 01 a 06 de abril de 2013

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02, terça, 19h: Clube de Leitura: A ausência que seremos, de Héctor Abad –  mediação de Eni Maffei

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05, sexta, 19h: Pocket musical com Fernanda Krüger Trio

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06, sábado, 17h: Lançamento do livro Vicente em palavras, de Caio Riter (Editora Lê).

CONVITE LANCAMENTO VICENTE

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06, sábado, : Início do Curso de literatura portuguesa e brasileira: ficção e poesia além do cânone, com Lígia Sávio, Gabriela Silva, Jeferson Tenório e Carina Duarte. Informações e inscrições na Palavraria.

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31
mar
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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 02/04: Clube de Leitura – Em discussão A ausência que seremos, de Héctor Abad

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02, terça, 19h: Clube de Leitura: A ausência que seremos, de Héctor Abad – mediação de Eni Maffei.


a ausência que seremosA ausência que seremos
é, antes de mais nada, a “biografia” escrita pelo filho do médico sanitarista colombiano Héctor Abad Gómez (1921-87), defensor de causas sociais e dos direitos humanos executado pelos esquadrões da morte que golpearam seu país nos anos 1980.

O título do livro provém do primeiro verso do soneto “Epitáfio”, atribuído a Jorge Luis Borges, que Héctor Abad filho encontrou no bolso do pai, pouco depois de seu assassinato: “Ya somos el olvido que seremos./ El polvo elemental que nos ignora/ y que fue el rojo Adán, y que es ahora,/ todos los hombres, y que no veremos”.

Mas este livro é muito mais que uma biografia. Seu fascínio e graça resultam da própria dificuldade de escrevê-lo, que levou seu autor a arrastar a tarefa por quase vinte anos. Uma tarefa árdua, em primeiro lugar, porque o personagem central é uma pessoa extremamente complexa. Um homem de fortes convicções, que conduziu sua batalha sanitarista com paixão missionária, mas que nunca abraçou nenhum dogmatismo, advogando acima de tudo pela liberdade de pensamento. Sua doutrina máxima era o “mesoísmo” filosófico, termo que ele cunhou para defender o meio-termo e a negociação; almejava a criação de um novo ramo da medicina, a poliatria, voltada não ao tratamento do corpo social, mas intervindo nas causas mais profundas de suas mazelas. Levado por essa crença, entregou-se de corpo e alma à luta em prol dos direitos humanos, denunciando incansavelmente as barbaridades praticadas pelos paramilitares, com a conivência das autoridades. Pacifista convicto, foi vitimado pela própria guerra suja que denunciava. (…)

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Um espantoso mergulho no inferno da violência política colombiana, na vida e na alma da cidade de Medellín, nos ritos, insignificâncias, intimidades e grandezas de uma família, um testemunho delicado e sutil do amor filial. É uma história real, mas ao mesmo tempo uma magnífica ficção, pela maneira como está escrita e construída. – Mario Vargas Llosa

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héctor abadHéctor Abad nasceu em 1958, em Medellín (Colômbia), e é jornalista, escritor, editor e tradutor. Nessa cidade cursou filosofia, medicina e jornalismo, mas formou-se em letras, pela Universidade de Turim. Publicou os romances Asuntos de un hidalgo disoluto (1994), Fragmentos de amor furtivo (1998), Basura (2000, prêmio Casa de América de Narrativa Inovadora, Espanha) e Angosta (2004, Prêmio Nacional de Melhor Romance Estrangeiro, China), além de Tratado de culinaria para mujeres tristes (1996), de gênero inclassificável, e dos livros de ensaios breves Palabras sueltas (2002) e Las formas de la pereza (2007). Twitter oficial do autor: @hectorabadf Blog oficial do autor: http://blogs.elespectador.com/habad/

 

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e discutiu o livro Terra Sonâmbula, de Mia Couto. Já foram enfocados Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino), Caixa preta (Amoz Oz), e Barba ensopada de sangue (Daniel Galera).

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.  O próximo livro a ser debatido, em maio, será Risíveis amores, de Milan Kundera.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os destinados à discussão.

Informações e inscrições na Palavraria

Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h

ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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31
mar
13

A crônica de Emir Ross: Cabeças cortadas

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Cabeças cortadas, por Emir Ross

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Eu não sei porque, mas o cabeleireiros estão me lembrando cada vez mais uma profissão que nunca faz o que a gente espera deles: os políticos.

Eu ainda não consegui descobrir porque os cabeleireiros perguntam como queremos o corte. Afinal, depois de sentarmos naquela cadeira, que mais parece uma cadeira de força ou uma cadeira elétrica beirando para uma cadeira dos horrores, eles fazem o que bem entendem da nossa cabeça. Houve um, em Sevilla, que fazia lingüiça.

Os cortes de cabelo nunca são o que a gente espera. Um dos motivos, claro, é o nosso cabelo. No Brasil, é comum mulatas podres de fashion mega produzidas, embaladas e aromatizadas chegarem ao cabeleireiro não menos bem empacotado, com uma revista mega-tendência última-moda ultra-moderna com cortes hiper-descolados vindos lá do Japão. Depois de trocarem idéias, fofocas, beijinhos e elogios é hora de conferir as tesouradas e sair com cara de nojo porque o cabelo pixaim ficou diferente do cabelo espetado da mulata made in japan da revista.

Voltando aos políticos. Pra começar, político não é profissão, embora a grande maioria no Brasil se denomina político profissional. Político é um cargo. Público. E profissão é algo exercido por profissionais. Mas tendo em vista a grande trama que rola pelos poderes, tiro o meu chapéu para esses profissionais.

Eles são sensacionais. Na verdade, se todos os profissionais brasileiros levassem à risca sua profissão como os políticos seríamos o país número um em Nobels. Os políticos têm carreira. Sim: carreira política. Isso significa que você começa por baixo, faz estágios, aprende a discursar, leia-se mentir, faz alianças, leia-se quadrilhas e destina as verbas para as necessidades da população, leia-se necessidades políticas.

Tirando os políticos, as mulatas e os cortes japoneses que nem japoneses são, o que me faz ficar mais puto que o cabeleireiro é o ego desses tesoureiros. Esses dias cheguei ao salão para reduzir um pouco o volume de minha juba. “Um pouco”, fiz questão de mencionar. Mas biba quando se empolga é pior que o Edmundo. Fominha ao extremo. Não larga a tesoura. É navalhada e cabelo voando e caindo e chiando por todo lado. Até parece político cortando verba da merenda escolar. Taí outra coisa em comum entre cabeleireiros e políticos: ambos estão sempre a par da tesouraria.

Resultado: fiquei com corte de milico de Segunda Guerra Mundial.

Eu não entendo essa fixação em acabar com a cabeça dos outros.

Eu não entendo esse desejo insaciável de inventar moda nos cabelos alheios.

Eu não entendo, finalmente, porque perguntam “O que vamos fazer nesse cabelo sem vida?”

Talvez a resposta esteja nos caixas secretos do Senado. Mas o que quero realmente salientar é que sem vida é o que o próximo cabeleireiro que não seguir minhas instruções vai ficar. Da próxima vez, chegarei dizendo: “meu cabelo tá sem vida, mas presta atenção, faz o que eu quero senão tu vai é ficar igual a ele.”

Essa é uma boa frase para se dizer a um político em véspera de eleição, quando este prometer dar mais vida à população.

Invejo meu pai, que não pegou essa onda de cortes. Lembro dele saindo todo sábado após a sesta. Ia para o barbeiro. Chegava em casa ao anoitecer com os bolsos repletos de balas, com a barba feita e o cabelo aparado. Todos os sábados. Com o cabelo do jeito que ele queria. E com os bolsos cheios.

Isso que é ser moderno-tendência-últimamoda-fashion: é ir ao barbeiro e este fazer exatamente o que a gente quer. É eleger um político para um cargo e ele defender nossos interesses.

Esse pessoal que insiste em fazer nossa cabeça, seja em Brasília ou no Salão do Shopping, não tá com nada. Está, no máximo, com os dias contados pelas lâminas de uma tesouraria bem afiada.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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29
mar
13

Aconteceu na Palavraria, nesta terça, Roda de Leitura, com Monique Revillion

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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 26, Roda de Leitura , com Monique Revillion. Organização de Laura Rangel. Fotos do evento.

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24
mar
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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 26/03: Roda de Leitura, com Monique Revillion

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26, terça, 18h30: Roda de Leitura – com Monique Revillion. Organização e apresentação de Laura Rangel.



livros monique

 

Num circulo tudo gira, flui, desliza…leituras, poemas, depoimentos, como uma ciranda, uma canção de roda, como na Roda de Leituras. No próximo dia 20 de março, nossa convidada é Monique Revillion. Ela irá conversar sobre seu processo criativo, leituras, livros, histórias e personagens.

monique-revillionMonique Revillion nasceu em São Leopoldo (RS), em 1960. Mora em Porto Alegre, onde se graduou em jornalismo. Tem contos publicados em antologias no Brasil e no exterior. Seu primeiro livro, Teresa, que esperava as uvas, recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura de livro do ano em 2006. Lançou recentemente seu segundo livro de contos, O deus dos insetos (Dublinense, 2013).

Informações:

Palavraria Livros & Cafés: 32684260

palavraria@palavraria.com.br

 

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22
mar
13

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta: Jottagá & Ungaretti

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22, sexta: Jottagá & Ungaretti – Bate papo sobre o Bom Fim e pocket musical com Jottagá e Chico Merg. Fotos do evento.

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19
mar
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A crônica de Guto Piccinini: Trilogia da violência II

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Trilogia da violência II, por Guto Piccinini

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Minha querida

Fico feliz em finalmente tomar um papel e lápis e escrever-te estas palavras. Foram longos os anos que nos separam deste dia, e peço que não repare esta letra que mal se insinua por estas linhas tortas. Carrego ainda comigo estas mãos trêmulas que, como vês (e se escrevo é porque espero que vejas), não me permitem esconder-me como gostaria. Tu muito sabes que o tempo raramente sossega as marcas. É uma mentira mal contada. O presente é um tempo acumulado, e o esquecimento é uma dádiva para poucos. O mesmo posso dizer do que me sobra de paciência (que continua escassa) para dedicar a palavra sobre isso, mas verás que já começo a soltar algumas amarras. Há muito que desacredito das palavras. Este é um dos motivos pelo qual te escrevo e minha esperança de que que receba esta carta com carinho. Não por conforto. Imagino que estejas cansada desta caminhada, ao mesmo tempo que nela nos sustentamos. Então não me delongo mais nas escusas, não mais do que uma frase: penso todo dia no que ainda deves passar, penso em ti ao longo de todos estes anos e culpo-me por não ter estado perto. Guardo em mim a última vez que nos vimos e sinto como se fosse ontem teu olhar pousado ao meu no dia em que nos despedimos.

Estes dias têm sido ainda mais duros do que nunca. Meu esforço em me manter afastado é tentador para este velho corpo que me carrega. Como nos conhecemos por quase toda uma vida, já antevejo seus movimentos furtivos e preparo-me para os primeiros movimentos involuntários, que nos tomam de assalto, sem pressa e, aos poucos, transformam a tênue paz que construímos sobre o indizível. É em torno deste indizível que meu corpo perece e persiste. Vivo como um estranho em mim. Nestes arrastados anos, posso dizer-te que o sofrimento é maior apenas quando esta sensação me invade como se estivéssemos lá, neste exato instante. Tomado de vertigem, sou arrastado de mim novamente, como se pudesse sentir o cheiro ocre e a minha própria pulsação a servir de deleite para o estranho que, hoje, invento. Dispositivos de permanência, que dobram este passado infame sobre o que nos resta. O barulho dos passos contundentes, a iminência presente na cegueira proposital e o medo. Não tenho como te explicar, pois careço de explicações para mim mesmo. Tento esquecer, mas já aprendi que para o apagamento é preciso que não deixemos de repetir a palavra. Quem sabe um dia ela possa se tornar outra.

Eu estava sozinho em minha cela quando ouvi levarem um dos nossos. Não recordo exatamente o motivo, mas lembro que durante um tempo o prédio se esvaziara quase por completo. Era possível ouvir mais do que eu gostaria, e é com pesar que este custo me permite escrever-te este testemunho.  Vi quando o levaram, lá para onde levaram todos. Todos. Depois de algum tempo nos tornamos apenas “mais um”. Foi lá que perdi meu nome, porque continha em mim o nome de todos os outros. Passados alguns minutos, após cerrarem a porta com o gozo em punho, pude então ouvir, em volume máximo, o velho rádio sempre presente na abertura destas sessões intermináveis. Ele estava lá, como eu e tantos outros. Não mais o vi.

Por aqui fico. A ti, espero que possas encontrá-lo.

Com carinho.

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Guto Piccinini, psicólogo, mestre em psicologia social e frequentador da Palavraria. Atualmente experimentando palavras.

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