Arquivo de abril \28\UTC 2013

28
abr
13

Você já tem uma caderneta de notas da Palavraria?

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Confira este recente lançamento da Palavraria e comece a sua coleção ou presenteie seus amigos.

Cadernetas de notas da Palavraria, tipo moleskini:

  • Capa dura em papel couchê 150 gr com revestimento de prolam
  • 200 páginas em papel reciclate 90 gr
  • Formato: 13,5 cm x 21,5 cm
  • Preço: R$ 40,00

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MODELOS:

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estantes palavraria

Estantes Palavraria [esgotado]

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lettering palavraria

Lettering Palavraria

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janelas nº 01

Janelas nº 01

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Palavraria – Livros & Cafés

Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
90420-111 – Porto Alegre – RS – Telefone 51 3268 4260

palavraria@palavraria.com.br

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Palavraria - livros a

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28
abr
13

A crônica de Emir Ross: Orgulho

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Orgulho, por Emir Ross

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O grande orgulho de todo tupiniquim, em suas conversas de boteco, é dizer que viveu no estrangeiro. Todos sempre enchem a boca para relatar de que forma habitaram Nova Iorque, Paris ou Londres. Hoje em dia, Shangai, Sidnei e Vila Nova de Gaia também já fazem parte do orgulho dos brasileiros. Recém-regressados, crescem em suas cadeiras relatando o quanto ganhavam e o quanto gastavam por semana nestes solos distantes. Nessas horas, quando perguntados sobre o que faziam, os tupiniquins têm por saída uma alternativa aprendida no futebol: o drible da vaca.

Na verdade, não há maior orgulho do que viver no Brasil. Afinal, aqui tudo é mais caro: do vinho às cirurgias de implante mamário. Dessa forma, já que no Brasil o dinheiro dificilmente é suficiente pelas coisas custarem mais e, principalmente, pela saúde e segurança comprometerem grande parte dos nossos ganhos que no estrangeiro são pagos com as arrecadações de impostos, deixamos de investir em supérfluos como cultura e garotas de programa.

Os altos impostos que se perdem nos corredores do governo são as principais causas da nossa safra de artistas estar à mingua e nossas garotas de programa preferirem trabalhar no exterior. O mercado se auto-regulamenta. É a lei da oferta e procura. Você não pode oferecer o que ninguém busca – ou não tem dinheiro para pagar.

Uma solução, para meu caso, seria aprender a escrever metáforas em inglês. Ou virar garota de programa.

Mas não pretendo deixar o mapa tupiniquim.

São Paulo figura há vários anos como uma das cidades mais caras do mundo. Isso é um orgulho. Principalmente para quem sobrevive nela com um salário mínimo. Mas estes não podem gabar-se nas conversas de boteco com o regresso de Londres por uma simples razão: não terá dinheiro para ir ao boteco. Talvez por isso, o filho pródigo encha-se tanto de orgulho.

Mas o maior orgulho que se há de ter no Brasil é sobreviver aos (próprios) botecos. Com a qualidade das nossas cervejas e vinhos, o dia seguinte é sempre um risco ao qual teremos de enfrentar.

Uma cerveja nacional no Brasil custa mais que uma cerveja nacional na Europa. Mas a diferença não é somente essa. O que afeta o dia seguinte é que nossas cervejas dificilmente contém cevada e são fermentadas a base de repolho. Tudo bem, se não quisermos a que desce redondo, podemos pedir uma belga. Mas a belga custa quatorze vezes a mais do que custaria no Hemisfério Norte. Prefiro não falar dos vinhos já que eles praticamente inexistem nos cardápios por preços consumíveis. Dizem que é por causa dos impostos. Tudo que sei é que a provável causa da nossa ressaca comece muito antes do primeiro gole.

Assim, o Brasil torna-se mais caro a medida que exigimos alguns luxos como, por exemplo, o direito ao lazer. Mas o Brasil é sim o país do supérfluo. Nos damos ao luxo de falar português, demorar duas horas nas saídas dos estádios e ficar meia hora assistindo o pessoal do BBB a dormir, na esperança que aconteça algo por baixo do edredom.

O tupiniquim é um privilegiado. Ele tem todo o tempo do mundo. Logo, ele é rico.

Então, da próxima vez que você tiver o privilégio de estar numa mesa de bar e ouvir histórias vangloriosas de quem morou por algumas temporadas em Nova Iorque, London-London ou nos arredores de Paris, suba no salto e aponte o dedo, dizendo: “E você sabe a quanto tempo eu consigo viver em São Paulo?”

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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26
abr
13

AGES informa: Prêmio Livro do Ano – inscrições abertas

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Informe:

A Associação Gaúcha de Escritores informa que estão abertas as inscrições para o PRÊMIO AGES – LIVRO DO ANO – EDIÇÃO 2013, que será conferido anualmente aos melhores livros publicados por autores gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul. O prazo para as inscrições vai até 30 de abril. Confira o regulamento no site da AGES:

http://www.ages.org.br/pdf/REGULAMENTOLIVRODOANO-AGES2013.pdf

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25
abr
13

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 25: Sarau PsicanArte – O amor na contemporaneidade

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aconteceu

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Aconteceu nesta quinta, 25, mais uma edição do Sarau PsicanArte – O amor na contemporaneidade, com Maria Celia Detoni e Marisa Eizirik. Promoção de Estudos Integrados de Psicoterapia Psicanalítica – ESIPP. Fotos do evento.

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25
abr
13

A crônica de Claudia Coelho: Clitóris: procura-se!

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Clitóris: procura-se!, por Claudia Coelho

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No Brasil mais de 200 mil pessoas desaparecem anualmente, os especialistas dizem que a prevenção é primordial, mas e quando a prevenção está ao alcance de nossos olhos e mãos? Quando o que desaparece não é o todo, mas a parte? O que dizer da parte feminina que se perde ou é esquecida? O que dizer de todos os clitóris desa­parecidos cotidianamente?

Como assim Cláudia? Que maluquice é essa?

É sério! Tem muita gente por aí que procura uma vida inteira por um e não acha. Sem falar daqueles que nunca se deram conta da existência dele.

E o que dizer, então, daqueles que encontram alguns clitóris per­didos por aí, e não sabem nem ao menos o que vão fazer com eles? Acho até que tem gente que prefere nem encontrar!!! Pois é, a coisa tá feia. Aliás, continua feia.

Falar em clitóris era tabu na época da minha avó e continua sen­do um problema nos dias atuais. Então, vou tentar dar uma ajudinha nessa investigação e, caso você já tenha encontrado o seu ou o da sua parceira, atente para algumas dicas.

Primeiro vamos falar da mulherada, que parece, atualmente, muito bem resolvida. Entretanto, quando você pergunta, na minúcia de seus orgasmos, o que fizeram com seu clitóris, imediatamente um ponto de interrogação surge no baixo-ventre. E, pasmem, é maior do que se imagina o número de mulheres que não tem intimidade com o próprio corpo! Obviamente, acabam por não saber orientar o seu parceiro na hora H. Pior do que isso? Elas ainda reclamam como se essa culpa fosse totalmente deles!

Para começo de conversa, o homem está anos-luz à frente das mulheres no quesito masturbação. Isso sem falar na superestimula­ção que sofrem a partir de imagens cotidianas de corpos femininos. Por exemplo, revista de homem nu, na sua maioria, não é direcionada ao público feminino, mas aos homossexuais do sexo masculino. Nada de mau nisso, mas a verdade é que esse público gay é homem. Por­tanto as revistinhas continuam sendo para os homens. No final, isso acaba gerando alguns constrangimentos, pois ainda se estranha uma mulher comprando esse tipo de revista.

Não sei se adiantou tanto sutiã queimado em praça pública. Fato é que a mulher não tem o hábito de ser estimulada com imagens masculinas. Ao contrário dos homens, pois não é de se admirar que passem o dia inteiro pensando em sexo.

Quero dizer, com tudo isso, que a mulher se estimula pouco e é pouco estimulada pela própria sociedade machista, que continua condenando alguns comportamentos dela.

Bom, mas vamos ao assunto que interessa: a masturbação femi­nina por si só. Primeiro, é importante fazer um parêntese: encontrar o clitóris é tarefa mais fácil para as mulheres, ao contrário dos homens, que, eu diria, se pudessem, comprariam um GPS clitoridiano.

OK, meninas, vamos à localização aproximada. Se a barriguinha não estiver proeminente, eu calculo, mais ou menos, uns dois palmos abaixo do umbigo. Acharam? Agora é preciso entender a sua cadên­cia. Cadência? Exato! Seria mais ou menos assim: clitóris não é uma bateria em que se toca rock’n roll com vigor e caos, mas seria como uma bateria de uma escola de samba, bem cadenciada e com uma boa evolução! Amei isso!!!

Mulheres, tudo pronto então? Agora é a hora de serem bem egoístas. Persistência, movimentos cadenciados e progressivos no sentido horizontal. Não falhará. Sim, sim, simmm! Um dedo mé­dio firme e perseverante. Façam justiça com as próprias mãos, meninas!

Depois do treino, vamos ao jogo! Se, no momento a dois ele não dominar a bola, a regra é clara: não faça média com seu médio (o dedo, lembram?), usem e abusem na cara do gol. E se ele fizer cara feia? Ah! Expulsão na certa! Sinal claro de que, além da cara, o cérebro também é feio.

Agora vamos às dicas para os homens.

Bom, partindo do pressuposto que vocês homens encontraram o clitóris, parabéns! Então podemos passar para o MBA clitoridiano!

Meninos, valem as mesmas regras das mulheres, mas muita cal­ma e delicadeza nessa hora.

Outra coisa, observem a parceira, pois se ela se esquivar, ficar com cara de paisagem ou apertar os dentes, pode não ser prazer, viu?! Não insistam! Deixem para lá! Ou melhor, cruzem a bola e dei­xem para ela marcar.

Até sugiro que vocês mesmos conduzam a sua parceira nesse momento. Assim vocês estarão dando a clara mensagem de que res­peitam e desejam que ela tenha o prazer dela!

É claro que não quero dizer com isso que vocês devam abando­nar o projeto clitoridiano. De forma alguma, meninos, perseverem! A recompensa é estimulante. Mas, definitivamente, não se tornem obsessivos pelo clitóris, isso também cansa uma mulher. Pode até se tornar opressivo. Acreditem!!!

E se a sua parceira é bem resolvida, isso não lhe dá o direito ao voyeurismo persistente de ficar pedindo: “Mais um, mais um, mais um!” Meus queridos, o clitóris tem um limiar de sensibilidade bem inferior comparado ao pênis.

E, meus caros, por fim, um assunto deveras difícil, ela ter optado por fingir um orgasmo e vocês perceberem. Ou seja, se ela passar léguas de distância do clitóris e não buscar outras formas de se es­timular, das duas uma: ou ela não fingiu e vocês encontraram o tãoenigmático ponto G dela, que é quase como acertar na Mega-sena ou … ela fingiu mesmo. Então abafem o caso, e conversem com a parceira em outra hora. Mas, por favor, não deixem barato, pois o custo para o relacionamento será altíssimo!

Enfim, clitóris é assunto complexo, mas nem tudo no sexo se resume a orgasmo.

Todavia, se você, homem ou mulher, desconfiar que o clitóris se tornou totalmente obsoleto na relação, fique esperto, pois esse pode ser mais um caso de clitóris desaparecido.

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claudia coelhoCláudia Coelho nasceu em Porto Alegre, é formada em Psicologia desde 1993 pela PUCRS. É  Psicóloga Clínica e Consultora em Gestão de Pessoas. Especialista em Psicologia do Trânsito e  Projetos Sociais e Culturais.  Atua em  avaliações psicológicas comocredenciada  do DETRAN/RS e  Polícia Federal. Sem dúvida, a característica polivalente da autora propiciaram-lhe vivências enriquecedoras e multifacetadas. Em 2008  começou a escrever suas primeiras crônicas em seu blog (http://psiclaudiacoelho.blogspot.com.br/).  É aluna de  Desenho e Pintura  do Atelier Livre  da Prefeitura de Porto alegre,  onde desenvolve trabalhos que dialogam com suas crônicas. As crônicas aqui publicadas estão em Lógicas Invertidas – crônicas / Cláudia Coelho. ( Evangraf, 2012)

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23
abr
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 25, Sarau PsicanArte – O amor na contemporaneidade

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25, quinta, 19h30: Sarau PsicanArte – O amor na contemporaneidade, com Maria Celia Detoni e Marisa Eizirik. Promoção de Estudos Integrados de Psicoterapia Psicanalítica – ESIPP.

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O ESIPP – Estudos Integrados de Psicoterapia Psicanalítica abre seu Sarau PsicanArte de 2013 com um tema atual e instigante: “Amor na contemporaneidade”. Através deste deste momento passaremos a questionar esse sentimento profundo e complexo, que na sociedade muitas vezes  acaba recebendo varias nuances e percepções ao longo da historia do homem.

Marisa Faermann Eizirik: Psicóloga, Mestre e Doutora em Educaçã/o pela UFRGS. Diretora de INCLUDE – Ações Inclusivas. Coordenadora do Comitê de Estudos sobre Poder da SPRGS. Coordenadora da Comissão Científica  Jornada de Psicologia SPRGS-2013. É autora dos livros Michel Foucault, um pensador do presente (UNIJUÍ (2005, 2 ed) e Educação e escola: a aventura institucional (AGE, 2001) e co-autora de A escola (In) visível: jogos de poder, saber, verdade (UFRGS, 2005, 2 ed.).

Maria Célia Detoni é Psicoterapeuta, Mestre em Educação e Autora do Livro: Artesania Clínica.

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22
abr
13

Aconteceu na Palavraria, 22, segunda: Lançamento do livro Pensar a Cultura

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Aconteceu nesta segunda: Lançamento do livro Pensar a Cultura, primeiro volume da nova série Fronteiras do Pensamento, organizado pelo jornalista Cassiano Elek Machado. Fotos do evento.

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