Arquivo para 23 de maio de 2013

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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 24/05: Conversas afinadas na Palavraria, com Heloísa Cunha Tonetto e Carlos André Moreira

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24, sexta, 18h: As Aventuras de Pi: historização e múltiplas perspectivas de uma mesma história, com Heloísa Cunha Tonetto e Carlos André Moreira. Conversas afinadas na Palavraria – Promoção do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia – IEPP.

Heloísa Cunha Tonetto é psicóloga, supervisora e docente do IEPP e psicanalista da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.

 CARLOS ANDRÉ MOREIRACarlos André Moreira nasceu em São Gabriel em 1974. É jornalista, crítico literário e repórter do Segundo Caderno de Zero Hora. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRGS. Publicou o romance Tudo o Que Fizemos (2009) e já teve contos incluídos nas revistas Coyote e Etc. e nas antologias Contos Comprimidos e Ficção de Polpa: Crime. Mantém e edita o blog Mundo Livro.

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A crônica de Claudia Coelho: Patos da ganância

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Patos da ganância, por Claudia Coelho

04 patinhas

Sinceramente eu fico pensando e repensando, mas também sei que não vou encontrar uma resposta para um comportamento do ser humano que só pode ser chamado de ganância.

Todos nós brasileiros, e amantes do futebol, acompanhamos os numerários inimagináveis pagos aos jogadores de futebol. Certamen­te alguns desses atletas, nem que reencarnassem mil vezes, não con­seguiriam gastar esses zilhões de dinheiro ganho! E cá para nós, tem muito jogador fazendo caridade somente para se justificar ao impos­to de renda ou fazer bonito junto à mídia, o que é “o fim da várzea”!

Se hoje recebemos o que é chamado de salário mínimo, que em tese deveria ser aquele valor mínimo que garantiria o mínimo de dignidade para um indivíduo viver, deveria existir também o salário máximo, que concedesse um mínimo de vergonha na cara daquele que insiste em nadar no dinheiro.

O salário máximo seria determinado a partir da óbvia constatação de uma total inviabilidade de um ser humano gastar tanto dinheiro até a sua morte. Seria, portanto, um patamar de jogadores, entre outros bilionários que continuariam sendo ricos, mas teriam aquilo que logica­mente serviria para si e para mais alguns tantos a sua volta.

Obviamente que nem todos os jogadores de futebol têm voca­ção para ser uma Madre Teresa da Embaixadinha; portanto, ninguém teria obrigação de ajudar meia dúzia de pessoas a troco de 1% do seu patrimônio e bancar o generoso da comunidade. É o fim!!!

O salário máximo impediria a cara deslavada, a roubalheira, o deboche com o povo que assiste a este tipo de comentário: fulano só fica por 400 mil… Gente, 400 mil reais?!… Mensais?! Abram os ouvidos, porque assim é!!!

E quando falam que os técnicos ganham bem, por que será que têm poucos técnicos bons no mercado?! Para mim, podem extinguir essa raça! Mas me digam… Por que um ser humano acima dos 50 anos (que é a idade da maioria dos técnicos) precisa ganhar tanto di­nheiro? Não quero ser cruel, mas a verdade é que a gente envelhece, adoece, morre e ponto final. Dinheiro não garante saúde, se você tem uma doença grave. Dinheiro não traz juventude. Dinheiro não ressuscita os mortos e não salva familiares incompetentes e inaptos. Dinheiro nem sempre dá o poder que você deseja.

Aliás, dizem que o dinheiro demais gera até culpa… Por que será? Depois da tragédia ocorrida em Nova Friburgo em 2011, a justi­ça determinou que as penas pecuniárias deveriam ser revertidas para os desabrigados, o que achei muito legal!

Agora eu queria saber o que os nossos milionários do futebol estão fazendo nessas situações? Ahhh! Eles estão convocando a tor­cida para deixarem suas contribuições nos estádios, afinal de contas somos nós que pagamos os salários deles, nada mais lógico que se­jamos nós a contribuir! Nós é que pagamos o pato! A situação não é de rir, é de chorar, pois a verdade é que os mais humildes são ver­dadeiramente os mais generosos. É definitivamente uma vergonha!

Ao pensar sobre isso, sinto vergonha de curtir essa “porcaria” de futebol, pois percebo a falta de dignidade desses magnatas ao dize­rem que só jogam por prazer e não pelo dinheiro. Sinto vergonha do quanto eles têm e o quanto querem mais!

Enquanto isso, o Zé Povinho discute zilhões como se fosse troco, como se fosse mero detalhe, como se fosse merreca! É a banalização do salário dos jogadores-bilionários. Simmm, enquanto isso o Zé Povi­nho parcela em 12 vezes a TV de LED! E para quê? Para ver bem de pertinho a cara deslavada de uma realidade que está bem longe de sua modesta conta bancária!

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claudia coelhoCláudia Coelho nasceu em Porto Alegre, é formada em Psicologia desde 1993 pela PUCRS. É  Psicóloga Clínica e Consultora em Gestão de Pessoas. Especialista em Psicologia do Trânsito e  Projetos Sociais e Culturais.  Atua em  avaliações psicológicas comocredenciada  do DETRAN/RS e  Polícia Federal. Sem dúvida, a característica polivalente da autora propiciaram-lhe vivências enriquecedoras e multifacetadas. Em 2008  começou a escrever suas primeiras crônicas em seu blog (http://psiclaudiacoelho.blogspot.com.br/).  É aluna de  Desenho e Pintura  do Atelier Livre  da Prefeitura de Porto alegre,  onde desenvolve trabalhos que dialogam com suas crônicas. As crônicas aqui publicadas estão em Lógicas Invertidas – crônicas / Cláudia Coelho. ( Evangraf, 2012)

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