Arquivo para 7 de julho de 2013

07
jul
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Programação de 08 a 13 de julho de 2013

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10, quarta, 19h: Bate-papo dos escritores Gustavo de Melo Czekster, Reginaldo Pujol Filho e Rodrigo Rosp, conversando sobre o livro Fingidores: Comédia em Nove Cenas, de Rosp.  Mediação de Lu Thomé.

fingidores

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Fingidores é um divertido livro de contos de humor que transita entre dramaturgia, conto, novela e até crônica. Caio, um cara neurótico, sabotado pelas próprias inseguranças, um cara com um jeito bem particular de ver as coisas e que adora uma boa polêmica, vai fazer você refletir. Talvez refletir tanto que você nunca mais precise de um polimento. O que sabemos é que todos nós precisamos de polimento, seja no protocolo dos cerimoniais ou para se comportar como as mulheres esperam. Caio não é polido. No afã de posar como o dono da verdade, algumas lhe escapam pelas mãos. Caio, como todo bom ser humano, é um belo representante — preste atenção!, representante — dos fingidores.

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rodrigo rosp 01Rodrigo Rosp é escritor e editor. Nasceu no Rio mas já mora há anos em Porto Alegre. Coordena a Editora Dublinense, que trabalha com duas marcas: DublinenseNão Editora. É autor dos livros de contos A virgem que não conhecia Picasso (Não Editora) e Fora do lugar (Não Editora). gustavo czekster

Gustavo Melo Czekster nasceu em Porto Alegre, em 1976. É advogado e mestre em literatura comparada pela UFRGS. Publicou pela Editora Dublinense o livro de contos O homem despedaçado.

REGINALDO PUJOL F 02Reginaldo Pujol Filho, escritor portoalegrense, é um dos primeiros autores da Não Editora. Tem dois livros de contos publicados, Azar do Personagem e Quero ser Reginaldo Pujol Filho e é o organizador da antologia Desacordo ortográfico. Publicou contos em antologias como 101 Que Contam e Histórias de Quinta (organizadas por Charles Kiefer), 24 Letras Por Segundo (org. Rodrigo Rosp), no Janelas (projeto de cartazes literários dele com o amigo e poeta Everton Behenck) e no youtube. Mantem o blog Por causa dos elefantes.

LU THOMÉLu Thomé é jornalista e coordena projetos de assessoria de imprensa no Estúdio de Conteúdo, atendendo autores e editoras como Não Editora e Dublinense. Participou das antologias Ficção de Polpa – Volumes 1, 2 e 3 (Não Editora).

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12, sexta, 18h: Conversas afinadas na Palavraria: O tempo e o vento, bate-papo com Altair Martins e Marta Leal. Promoção do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia-IEPP.

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13, sábado, 18h: Sarau das 6 – Edição O dia que Schlee veio a Porto Alegre, com Gabriela Silva, Jeferson Tenório e Lígia Sávio e a participação especial do escritor Aldyr Garcia Schlee. Após o sarau, sessão de autógrafos com o autor (edições ardotempo).

sarau das 6 - schlee

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Estarão em foco – tanto no sarau como na sessão de autógrafos – as mais recentes edições deste importante autor gaúcho promovidas pela edições ardotempo: O dia em que o Papa foi a Melo (2013), Contos de futebol (2012), Contos de verdades (2011), Uma terra só (contos, 2011), o romance Dom Frutos (2010) e Os limites do impossível – Contos gardelianos (2009). Você está convidado para participar com suas leituras e seus comentários e também para conversar com Aldyr Garcia Schlee.

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aldyr garcia schlee 1Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela Ediciones de la Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura. É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos. Aldyr Garcia Schlee, que atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de Pelotas,  é convidado destaque da Jornada Literária de Passo Fundo, com sua obra original e singular como o mais destacado autor brasileiro de linguagem de fronteira. Aliás esse é o tema de suas palestras agendadas, a convite, em outubro na Université de Paris Sorbonne Nouvelle, Université de Rennes e Maison de l’Amerique Latine em Paris.

Os animadores do Sarau:

gabriela silva 02Gabriela Silva tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem.

Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS.

Lígia SavioLígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

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07
jul
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A crônica de Emir Ross: Eu sou um cretino

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Eu sou um cretino, por Emir Ross

Eu sou um cretino. E não me esforço para isso. Consigo ser na mais absoluta espontaneidade. Tem gente que se esforça. Faz até cara feia para parecer-se como tal. Mas não consegue. Os cretinos têm a cara bonita. Um sorriso tão falso que se expressa como o mais verdadeiro.

Eu sou um cretino de cara bonita. Faço até algum esforço para parecer mais feio, como deixar a barba mal feita e o cabelo desarrumado. Mas os cretinos conseguem sempre figurar melhores do que são.

Uma amiga perguntou-me por que eu andava sem escrever. Respondi com uma pergunta. “Não?”. “Pelo menos nos últimos tempos, nada novo.”, disse ela, ingenuamente, como todas as pessoas de bem. Então, fui sincero: “Escreverei qualquer cretinice.”

Queria pegar uma poesia. Curta. Para fazer as pessoas chorarem rápido. Mas desisti e decidi segurar a poesia pra semana seguinte. Na verdade, sou tão cretino que estava com preguiça de procurar tal poesia. “Farei um texto rápido, falando de mim”.

As pessoas gostam de ler confissões ou diários ou coisas parecidas referentes à vida alheia. Alguns sábios as chamam de cretinas. Mas eles não sabem o que é ser cretino. Essas pessoas são apenas burras. E burrice é algo de fácil convivência. Já a cretinice é uma arte. Não se aprende. Nasce-se com ela.

E, felizmente, para mim, quanto mais o tempo passa, mais os dotados dela se aprimoram.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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