Arquivo para 1 de setembro de 2013

01
set
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Programação de 02 a 06 de setembro de 2013

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02, segunda, 19h30: Lançamento do livro A maçã envenenada, de Michel Laub (Cia das Letras).

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Em 1993, o grupo norte-americano Nirvana fez uma única e célebre apresentação no estádio do Morumbi, em São Paulo. Um estudante de dezoito anos, guitarrista de uma banda de rock e cumprindo o serviço militar em Porto Alegre, precisa decidir se foge do quartel – o que o levaria à prisão – para assistir ao show ao lado da primeira namorada.

A escolha ganha ressonâncias inesperadas à luz de fatos das décadas seguintes. Um deles é o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana, que chocou o mundo em 1994. Outro é o genocídio de Ruanda, iniciado quase ao mesmo tempo e aqui visto sob o ponto de vista de uma garota, Immaculée Ilibagiza, que escapou da morte ao passar 90 dias escondida num banheiro com outras sete mulheres.
Focado nos anos 1990, A maçã envenenada é o segundo volume da trilogia sobre os efeitos individuais de catástrofes históricas iniciada com Diário da queda, cuja ação central se dá nos anos 1980. Como no volume anterior, Michel Laub aborda o tema da sobrevivência usando os recursos da ficção, do ensaio e da narrativa memorialística, numa linguagem que alterna secura e lirismo, ironia e emoção no limite do confessional.

No sutil entrelaçamento de seus temas, que evocam as particularidades de universos tão opostos quanto o mundo da música e um quartel, este é um livro sobre paixão: por uma pessoa, por um ídolo, por uma ideia, por uma época. E também pela vida, embora esta sempre cobre um preço de quem escolhe – quando se trata de uma escolha – experimentá-la com intensidade.

michel laubMichel Laub nasceu em Porto Alegre, em 1973. Escritor e jornalista, publicou cinco romances (Diário da queda – 2011; Gato diz adeus – 2009; O segundo tempo – 2006; Longe da água – 2004; Música interior – 2001), ganhou os prêmios Bienal de Brasília e Bravo/Prime, foi finalista dos prêmios São Paulo de Literatura, Portugal Telecom e Zaffari/Bourbon e será adaptado para o cinema. É um dos integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, da revista inglesa Granta. Diário da queda teve os direitos vendidos para onze países.

Site: http://michellaub.wordpress.com/

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Palavraria - livros a.

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03, terça, 19h: Lançamento da Revista Teorema 24

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Palavraria - livros a.

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04, quarta, 19h: Lançamento do livro Maneira de ser, de Marina Lima. (Editora Ilha)

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capa_maneira_de_serManeira de Ser, primeiro livro da cantora e compositora Marina Lima, não é uma biografia. Ela gosta de dizer que “é um livro de não-ficção”, no qual mostra aspectos importantes do seu percurso até aqui, no campo pessoal e como artista da música popular. Mais que um livro, Marina apresenta um caderno íntimo, filtrado pelo afeto. Divide com o leitor momentos primordiais da sua carreira, comenta seus discos e sucessos, apresenta sua família, amigos e bichos, e as bases que a tornaram a pessoa que é hoje.

Saiba mais sobre o livro em http://oglobo.globo.com/cultura/a-outra-voz-de-marina-lima-6458149

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marina limaCom um histórico marcado por grandes hits, passagens inesquecíveis, frases e canções que ficaram no imaginário das pessoas, Marina Lima é indiscutivelmente um dos nomes mais importantes da música brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, habitante da cidade de Washington D.C. dos 5 aos 12 anos, pessoa do mundo influenciada pela música americana, latina e, claro, pela boa música brasileira. Um jeito único de cantar e de se expressar. A parceria com o irmão, poeta e filósofo Antonio Cicero trouxe momentos raros de inspiração. Casamento de música, letra e dança. Marina lança o seu primeiro disco solo em 1979, fica conhecida do grande público nos anos 80, transforma-se em uma referência nos anos 90, conquistando todos os prêmios, o melhor público, reconhecimento, identidade. Um perfil único, inédito, sem estar preso a um estilo ou época. A Marina Lima do século 21 está cada vez mais autoral, jovem e madura ao mesmo tempo. Amante das letras e dos novos sons, do que está por vir e cada vez mais inteira para dividir as suas joias com o público. Marina já é uma artista eterna.

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Palavraria - livros a.

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01
set
13

A crônica de Emir Ross: Borges

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Borges, por Emir Ross

Tenho uma amiga escritora, a Dani Langer. Ela escreve muito melhor do que eu. Na real, eu nem escrevo. Ela sabe o que faz: é acadêmica, seus textos são limpos e aparados; encaixados e bem-servidos.

Nos meus, o único encaixe é no quadril dos personagens. Os textos são sujos de porra e lama e não são servidos: quem quiser, que se preste.

Talvez por isso a Dani Langer seja melhor escritora que eu.

Mas, talvez, ela seja melhor por gostar de Borges. Jorge Luis Borges.

Certo dia, numa conversa entre escritores, disse ela ao público: “façam um favor a vocês mesmos, leiam Borges”.

Eu já havia feito aquele favor a mim mesmo. E confesso: não gostei.

Achei Borges fantástico, fenomenal, excelente, maravilhoso, genial e tudo mais de bom que pode-se achar de um escritor. Mas achei-o muito limpinho. Não gostei.

Acho Borges muito bom.

Mas não gosto.

Não sei por que não gosto. Não gosto e pronto. Talvez por ele ser real, perfeito, conceitual, ícone, referência, cult, recomendável, intelectual. Taí, não gosto porque ele é intelectual. Não gosto de intelectuais. A cada cinco textos repito que intelectuais para nada servem.

Eu gosto de coisas vivas. Gosto do absurdo. Do bizarro. E gosto da irrealidade.

Borges transforma as invenções em verdades.

Eu prefiro quem transforma mentiras em mentiras. E nos faz acreditar nisso. Eu gosto de acreditar nas coisas improváveis.

Acredito até no ser humano.

Por isso não vivo no mundo real. Às vezes é válido manter-se ignorante. É mais salutar física e mentalmente.

As pessoas, de modo geral, gostam de Borges. Acho que a maioria delas gosta porque não entende. A outra parte gosta porque lhes dizem que é cult, recomendável, intelectual… Faz parte do jogo. Essas pessoas são como eu: não vivem no mundo real.

Qual a diferença, então? Nenhuma.

Tenho certeza de que gostar ou não de Jorge Luis Borges não fará diferença alguma na vida das pessoas. Assim como não faz diferença casar com marido rico ou pobre, dormir com mulher bonita ou feia, passar o final de semana em Mônaco ou Tramandaí.

A diferença é que tem gente que lê Borges e não gosta: e tem gente que gosta, mas não lê. Tem gente que casa com marido rico, mas não casa. Assim como tem gente que passa o final de semana em Tramandaí, mas está em Mônaco.

A diferença, portanto, pode não ser o que se faz. Tenho certeza de que vocês me entendem ipsis literis. Se não, por favor, bóra ler Borges.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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01
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Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 31, o lançamento do livro Vivi uma história da arte, de Vivi Pasqual

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Aconteceu neste sábado, 31, o lançamento do livro Vivi uma história da arte, de Vivi Pasqual. Fotos do evento.

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Palavraria - livros c.

 

01
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Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 31: gravação do Programa AGES Entrevista, com Marlon Almeida

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31, sábado,11h: AGES Entrevista, com Marlon Almeida e convidados: Sergio Napp, Jorge Martins, Rodrigo Barcellos e Cícero Galeno Lopes.

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